Confira as imagens do vazamento de óleo no mar de Tramandaí

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27/01/2012 - Terra da Gente e Globo Natureza / G1RS

O ecossistema marinho não para de sofrer. A pouco mais de três meses do vazamento da Chevron na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, agora é a vez da Petrobrás em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.












Uma grande mancha de óleo formada em alto-mar pelo vazamento na monoboia do Terminal de Osório, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, já chegou à beira da praia de nome homônimo. O Corpo de Bombeiros local, o Patrulhamento Ambiental do litoral Norte e técnicos do Ibama fizeram, ainda ontem, um voo na região para avaliar a extensão do estrago.

A Transpetro só divulgou nota por volta das 16 horas, confirmando o acidente, que aconteceu durante operação de descarregamento de um navio a cerca de seis quilômetros de distância da costa. Segundo o temente Reinaldo Araújo, do Patrulhamento Ambiental, "é um vazamento de grande proporção”, disse. “Começou ao meio-dia e está crescendo o volume de óleo. Toda a informação agora vai depender deste avanço".

O cheiro do produto já é percebido na beira da praia, na altura da plataforma de pesca da cidade. A Transpetro afirma que uma equipe de contingência foi acionada para iniciar os trabalhos de contenção e remoção do produto. Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados. As causas do acidente estão sendo investigadas pela companhia.

Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado. Mas é praticamente certo que haverá impacto ambiental, de acordo com o biólogo Kuriakin Humberto Toscan, da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Porto Alegre. Um levantamento completo será divulgado nos próximos dias.

Na orla de Tramandaí, existem duas monoboias, situadas a quatro e seis quilômetros da costa. Elas servem para bombear petróleo para dentro dos navios da Petrobras. Segundo técnicos e biólogos do Ibama, o vazamento teria ocorrido na monoboia que fica mais distante da costa.

Desde o início da noite, 150 funcionários da Transpetro, empresa responsável pela monoboia onde ocorreu o vazamento, trabalham manualmente na remoção do petróleo. Kuriakin estima que o óleo tenha atingido um trecho de aproximadamente cinco quilômetros de extensão da orla marítima, que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra, na divisa com o município de Imbé.

Por enquanto, o óleo não atingiu o balneário vizinho. “Acredito que praticamente todo o óleo tenha chegado à areia. Se ainda tem óleo no mar, é em pequena quantidade”, acredita.

Até as 23h de ontem não havia registros de mortes ou contaminação de animais marinhos ou de aves causadas pelo óleo, mas essa possibilidade não está descartada. A preocupação do Ibama é com o Rio Tramandaí. “O rio está no vazante, mas com o enchimento da maré, também pode ser atingido”, projeta Kuriakin.

Assim que o petróleo começou a chegar até a praia, a Patrulha Ambiental orientou os veranistas a se retirarem da areia e isolou parcialmente a área para o trabalho de remoção. O comandante do pelotão de Tramandaí, tenente Reinaldo Araújo, pede aos veranistas que evitem entrar na água até os analistas terem mais informações sobre o vazamento. 
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