2ª Ecofaxina: Muito lixo e conscientização

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14/10/2008 - Por William Rodriguez Schepis. Fotos de Marcelo Bicudo

Após duas semanas de espera, ação retira cerca de 3,6 toneladas de lixo do mangue com a ajuda de alunos do Colégio Dom Bosco.

25 voluntários ajudaram a retirar, outra vez, embalagens, fraldas, pneus e móveis da mesma área onde foi feita a primeira limpeza.

Passadas as eleições, já não somos mais vistos como políticos oportunistas. Ponto de vista adotado por muitos moradores que não sabiam o propósito do projeto. Alguns já nos chamam de "meninos da Biologia" ou "da Faculdade". A Dona Néia, querida e admirada pela comunidade, pessoa que nos mostrou muitos becos de palafitas continua a nos apresentar desse modo, "olha, estes são os meninos da Biologia". Está sendo muito boa toda essa relação com a comunidade. Estamos trocando muito conhecimento.

Outra boa surpresa foi a presença de alunos de ensino médio do Colégio Dom Bosco, liderados pelo professor Marcos Corradini. Assim como a maioria das pessoas que deparam com aquela degradação, deu para sentir que eles ficaram espantados com tanto lixo, o que aumentou ainda mais a votade de participar da ação.

Como da outra vez, um belo almoço foi servido. Muita comida e refrigerante para todos. O que nos pegou meio de surpresa foi a criançada toda em uma ação do SESI, por um lado uma surpresa agradável, já que elas deviam estar se divertindo bastante longe do lixo. As doações que foram levadas pela EcoFaxina foram guardadas na sede para serem distribuídas pela Dona Néia.

Depois do almoço, um pente fino na área e coleta de lixo pesado do outro lado da margem, utilizando o barco do seu Néco, antigo pescador e contrutor de barcos da comunidade. Finalizamos o dia carregando um caminhão da Terracom e juntando mais um pouco de sacos de lixo e pneus para um segundo caminhão.

Antes de irmos embora ouço que haviamos ganhado um mascote. Era um filhote de cachorro no colo de uma voluntária, resgatado antes de ser morto por uma menina de apenas seis anos, que para se livrar iria dar uma paulada e jogar no mangue. Leonardo, um dos alunos do Dom Bosco o salvou e batizou de Eco, liberado para ficar com ele depois de prometer para algumas voluntárias levá-lo sempre no intervalo noturno da Unisanta.

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