Reduzir, reutilizar, reciclar

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Por William Rodriguez Schepis

O conceito de se “tornar verde” começa “vivendo o azul”, tomando decisões diariárias tendo a saúde do oceano em mente.

Mudanças comportamentais como separar o óleo usado de cozinha e fazer compras com sacolas de tecido natural são cruciais para manter a saúde do oceano. Basta um pequeno passo, que se for seguido pela maioria pode fazer um mundo de diferença para o oceano, seus inúmeros habitats e fauna selvagem, que vai desde o pequeno caracol até a maior das baleias.

Pense na reciclagem. Apesar de sermos bombardeados sobre os seus benefícios, é insuficiente o número de pessoas que se dedicam à triagem diária de seus resíduos recicláveis. Uma parte significativa de lixo apanhada nas praias durante a limpeza poderia ter tido outro destino através da reciclagem. Estudos apontam que só os Estados Unidos gera o equivalente a 4,5 quilos de resíduos sólidos por pessoa por dia, reciclando apenas 33,4 por cento do mesmo. A estimativa é de que, só eles, utilizem mais de 90 milhões de sacolas plásticas por dia, com apenas uma pequena fração sendo reciclada. Milhões acabam nos oceanos por todo mundo como detritos marinhos.

Quando a Irlanda começou a cobrar uma taxa sobre cada sacola plástica utilizada pelos consumidores, o uso diminuiu mais de 90 por cento. Especialmente eficaz na promoção da reciclagem e redução dos resíduos é o sistema pay-as-you-throw (pague pelo que você descarta), programas de recolhimento de lixo que cobram com base na quantidade de lixo gerado. As pessoas se motivam a reduzir seu lixo quando suas carteiras são diretamente afetadas. A partir de 2006, mais de 7.000 comunidades em 47 estados americanos têm instituído programas pay-as-you-throw. Essas comunidades têm uma taxa de reciclagem de 60 por cento, em comparação com pouco mais de 30 por cento das demais comunidades.

As pessoas devem ser informadas de como é grande a quantidade de resíduos que geramos durante a nossa existência cotidiana, e que grande parte chega aos oceanos.

Basta recusarmos a grande quantidade de embalagens sintéticas utilizadas diáriamente. Deixando a sacola plástica no supermercado e o copo plástico descartável no suporte, você pode ter a certeza de estar “vivendo azul”.

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