Agentes de segurança privada darão proteção aos atuneiros espanhois. Mas quem dará proteção armada aos cardumes?!

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11/11/2009 - FIS

O Ministério da Defesa da Espanha vai transferir 71 agentes de segurança privada para as Ilhas Seychelles, juntamente com o armamento militar correspondente, que será utilizado a bordo de navios espanhóis de pesca de atum que trabalham ao largo das costas da Somália.

A equipe de segurança privada esta realizando um curso de formação na base naval de Cartagena, Murcia, e serão tranferidos por aviões das Forças Armadas para a zona das Seychelles esta semana.

Somente o empresas de segurança autorizadas pelo goverdo podem transportar agentes com armamento militar em navios mercantes e de pesca sob a bandeira espanhola. Esses navios devem também navegar em águas ofereçam para os tripulantes um grave risco de segurança por ataques piratas, informou o Ministério.

Por ordem presidencial o Ministério modificou a legislação de segurança privada e de armas, após repetidos ataques e sequestros por criminosos somalis sobre os navios de pesca dirigida ao atum nas águas do Oceano Índico.

É regulamentado no âmbito da norma: o âmbito de aplicação, armamento autorizado, a aquisição de armas, posse e uso, armazenamento, controle e munição e formação de guarda. A norma autoriza os agentes a portar armas de fogo, de calibre igual ou superior a 12,7 milímetros, bem como suas respectivas munições.

Agentes de segurança privada estão sendo pagos pelos
armadores e governo.


Segundo a nova legislação, os guardas de segurança terão "um uso limitado" destes tipos de armas militares, e "terão como único objetivo a prevenção e dissuasão eficaz de possíveis ataques, autorizada em casos de necessidade, como meio de defesa de forma adequada e proporcionalmente para repelir a agressão armada", informa a EFE.

Os governos central e basco pagará por metade do custo dos guardas, e os armadores, o resto. Enquanto isso, os 36 membros da tripulação do navio de atum Alakana continua nas mãos de piratas somalis desde que foi seqüestrado no início de outubro. Seus parentes pediram à Suprema Corte Nacional para ajudar no retorno à Espanha.

O governo espanhol está avaliando "todas as vias legais e lícitas, a fim de acelerar ao máximo" a libertação dos tripulantes do Alakrana. Assim, indicou o secretário de Estado, Miguel Angel Moratinos, após participar de uma reunião de emergência convocada pelo Poder Executivo para resolver o caso.

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