Manganês prejudica resposta imunológica em animais marinhos, diz pesquisa

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Science Daily

Hipoxia, ou falta de oxigénio, nas águas de fundo é um problema bem conhecido do meio ambiente. Uma nova pesquisa da Universidade de Gotemburgo na Suécia adiciona à lista de efeitos adversos: hipóxia leva ao aumento dos níveis de manganês, que prejudica a resposta imune em animais marinhos.

A eutrofização da água e a hipóxia resultante é sempre um problema corrente, mas não são o único em relação ao boom de algas que geralmente ocorre no verão. O mais recente problema descoberto relativo a hipóxia, que ocorre quando as algas se decompõe, é de que ela aumenta a liberação de metais tóxicos do sedimento. Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, descobriram que um desses metais, o manganês, pode danificar a resposta imunológica em animais marinhos.

Essencial - e tóxico

Embora baixas doses de manganês são essenciais para a vida em humanos e animais, sabe-se há muito tempo que as doses mais elevadas podem ser prejudiciais à saúde. O manganês é abundante no fundo dos oceanos, mas estando naturalmente confinado no substrato não causa nenhum efeito prejudicial aos organismos. No entanto, a hipóxia libera o manganês de sedimentos, tornando-se uma ameaça para a saúde das espécies marinhas.

A pesquisadora Carolina Oweson, do Departamento de Ecologia Marinha da Universidade de Gotemburgo, estudou como manganês em águas costeiras suecas afetam o lagostim, o mexilhão azul e a estrela do mar comum. Sua conclusão é que, mesmo o manganês não tendo um efeito permanente, ele ameaça a sobrevivência de várias espécies durante os períodos de hipóxia.

"Os efeitos do manganês fizeram flutuar a resposta imune nos animais estudados, e quando isso ocorre todos eles são afetados de alguma forma. Lagostins e mexilhões são os mais afectados, por exemplo, através de um aumento da susceptibilidade a infecções ", diz Oweson.

Semelhantes aos seres humanos

Animais marinhos são de grande interesse dos pesquisadores tendo em vista que seus sistemas imunilógicos são semelhantes aos dos seres humanos de várias maneiras. Sem contar que as espécies estudas por Oweson formam uma parte importante do ecossistema marinho. Além disso, novas descobertas, indicando que a hipóxia é cada vez mais comum nas zonas costeiras em todo o mundo tornam o estudo de Oweson ainda mais relevante.

A foto mostra como o sangue é colhido de um lagostim.
(Crédito: Universidade de Gotemburgo)


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