Expedição parte em busca de ilha de lixo no Pacífico

30/07/2009

Uma equipe de cientistas e ambientalistas parte em dois grupos de São Francisco, nos Estados Unidos, em busca do que alguns chamam de "A Ilha do Lixo" - um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico. O primeiro grupo parte na 2ª feira, dia 02/08 no navio de pesquisa New Horizon de 174 pés, com experts em lixo marinho da Scripps Institution of Oceanography da Universidade da Califórnia em San Diego.

O navio de pesquisa New Horizon

O segundo grupo sai na 4ª feira, dia 04/08, no saveiro Kaisei de 150 pés, com uma tripulação de biólogos marinhos e especialistas em coleta de lixo em alto mar.

O saveiro Kaisei

A "ilha" também recebe outros nomes, como "Mancha de Lixo do Pacífico Norte" e "Pacific Vortex." Ela flutua à deriva entre a Califórnia, nos Estados Unidos, e o Japão.

Acompanhe a expedição online (requer plugin do google earth)


Lixo flutuante

O redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

O plástico tem origem na atividade no continente, principalmente nas áreas costeiras. O material também chega ao oceano por meio dos rios. Os ventos e as correntes empurram o plástico até o redemoinho no Pacífico Norte.

A desintegração do plástico em partículas microscópicas, algumas infinitamente menores do que um grão de areia, faz com que esta mancha, cujo tamanho é duas vezes maior que a superfície do Estado americano do Texas, seja quase impossível de ser localizada com radares ou tecnologia de satélite.

Sopa plástica

Ao sair em busca do redemoinho a equipe de cientistas e ambientalistas do Projeto Kasei desafia problemas como a localização imprecisa e a decisão do que fazer quando finalmente ficarem frente a frente com esta gigantesca coleção de lixo.

Catamarã feito inteiramente com garrafas PET por um dos membros da expedição. Imagem: Project Kaisei

A expedição visa estudar a composição desta "sopa plástica" (outro apelido que recebeu a "ilha"), o nível tóxico de seus componentes, seu efeito sobre a vida marinha e seu papel na cadeia alimentar.

O líder do projeto, Doug Woodring, explicou à BBC que o mais difícil será coletar amostras sem capturar espécies marinhas.

"Teremos que utilizar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetros quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes", afirmou.

"A ideia é, primeiro analisar do que se trata e, depois, discutir a melhor maneira de lidar com ela (a "ilha de lixo")", acrescentou Woodring, que acredita que uma alternativa seria "transformar o lixo em diesel combustível".

Água de ninguém

Apesar de a "ilha" ter sido descoberta há mais de uma década, ninguém até o momento tomou medidas para resolver o problema. Para Woodring, no entanto, este fato não é surpreendente.

"O problema principal é que (a "ilha de lixo") está em águas internacionais. Ninguém passa pelo local, não está nas principais rotas comerciais, não está sob nenhuma jurisdição e o público não sabe de sua existência", afirmou.

"Por isso, nenhum governo é pressionado, nenhuma instituição é pressionada a resolver este problema. É um pouco parecido com o que acontece com o lixo espacial", acrescentou.

Plástico na cadeia alimentar

Apesar de este gigantesco depósito de lixo estar a uma distância relativamente "cômoda", as consequências de sua existência afetam a todos.

Os peixes pequenos, por exemplo, confundem as partículas plásticas com alimentos. Muitos morrem depois de ingerir estes fragmentos, que também agem como esponjas, absorvendo substâncias tóxicas e metais pesados.

Mas, outros peixes sobrevivem e, quando são ingeridos por animais maiores, transformam o plástico em parte da cadeia alimentar.


Fontes: BBC Brasil e Project Kaisei

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Aprenda a fazer o seu kit ecológico de limpeza


A maioria dos modernos produtos de limpeza sintéticos são baseados em antigas fórmulas caseiras que utilizavam ingredientes naturais e que foram transmitidos através das gerações, pois a química estava certa. Voltar a usar produtos derivados de ingredientes naturais é eficáz, não polui e ajuda a poupar dinheiro. Com simples combinações de ingredientes ecológicos encontrados na sua cozinha, você transformará sua casa em um paraíso não-tóxico e saudável.

Produtos de limpeza não tóxicos podem dar-lhe um profundo sentimento de satisfação em saber que a saúde da sua família e do meio ambiente está protegida, e que sua casa é um lugar para seu descanso, e não preocupação.

Seguindo simples instruções você não perderá tempo para montar o seu próprio kit de limpeza ecológico, e com ele você estará abastecido por alguns mêses de de faxina.

Além de não poluir, as fórmulas caseiras custam cerca de um décimo do preço dos produtos industrializados.


Limpa Vidro
- 1/2 colher de chá de detergente líquido
- 3 colheres de sopa de vinagre
- 2 cópos de H2O
- Garrafinha de spray

Coloque todos os ingredientes em uma garrafinha de spray, agite um pouco, e use como se fosse uma marca comercial. O detergente é importante nesta receita. Ele remove resíduos de marcas comerciais que você usou antes. Armazene indefinidamente.


Lustra Móveis
- 2 colheres de chá de azeite de oliva ou óleo de jojoba
- 1 xícara vinagre ou suco de limão fresco

Misture os ingredientes em uma jarra de vidro. Umedeça uma flanela com a solução e limpe as superfícies de madeira. Feche o recipiente e armazene indefinidamente.


Tira Limo
Nada natural remove melhor fungos e mofo como este spray. Eu tenho usado com sucesso em pias, tanques e azulejos. O óleo de melaleuca é caro, mas com pouco se faz muito. Note que o cheiro de óleo de melaleuca é muito forte, mas dissipa em algumas horas.

- 1 colher de sobremesa de óleo de melaleuca
- 2 cópos de água
- Garrafinha de spray


Combinar em uma garrafinha de spray, agitar a mistura, e pulverizar sobre as áreas com fungos ou mofo. Não enxágue.


Limpador Multi-Uso
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 1 colher de chá de detergente líquido
- 2 cópos de água quente
- Garrafinha de spray

Combine os ingredientes em uma garrafinha de spray e agite até que o bicarbonato de sódio esteja dissolvido. Aplique e remova com uma esponja ou pano.


Mais utilidades:

- O vinagre é
um bom removedor de limo, e pode ser usado na proporção de 1/4. Na mesma proporção, também tem grande função como desodorizante, principalmente na pia da cozinha, lavabos e banheiros. O spray deve ser aplicado à noite sobre as superfícies desejadas ou em horário de pouca movimentação. Não é necessário enxugar, o líquido evapora e o odor se dissipa.

- O bicarbonato de sódio pode ser usado para remover as difíceis sujeiras de óleo e comida do fogão. A
ntes de dormir, despeje uma chícara de água quente e depois polvilhe bicarbonato sobre as áreas mais sujas. Na manhã seguinte é só remover o que antes estava difícil e passar uma esponja com um pouco de detergente.

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Lei para o lixo eletrônico

12/07/2009 - O Estado de São Paulo

O governador José Serra sancionou a Lei 13.576/09 que institui normas para a reciclagem, gerenciamento e destinação final do lixo tecnológico. Fabricantes, importadores e comerciantes desses produtos, com atuação no Estado de São Paulo, terão que reciclar ou reutilizar, total ou parcialmente, o material descartado. Se o reaproveitamento não for possível, esse lixo terá que ser neutralizado, em benefício do meio ambiente e da saúde pública. A lei é mais do que oportuna, dada a rapidez da evolução tecnológica, a expansão da chamada inclusão digital e o impacto ambiental trazido pelo descarte irregular de todo tipo de produto eletrônico.

A ONU calcula em 50 milhões de toneladas o lixo tecnológico descartado anualmente no mundo. O Brasil tem participação nada desprezível, pois se comercializam no País, em média, mais de 12 milhões de computadores por ano e, de acordo com dados do Comitê de Democratização da Informática, mais de 1 milhão desses aparelhos são descartados anualmente. Em 2008 foram vendidos 11 milhões de televisores e, de cada 100 brasileiros, 82 possuem telefones celulares, conforme a Agência Nacional de Telecomunicações.

São produtos com vida média de três a cinco anos e, depois, viram lixo tecnológico. Os metais neles empregados, em geral tóxicos, precisam em média de meio milênio para se degradar, conforme a Secretaria do Meio Ambiente.

Apesar da gravidade do problema, o Brasil espera desde 1991 pela aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, agora parada no Congresso Nacional. A única norma sobre o recolhimento de material eletrônico no País é a Resolução 257, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 1999. Por ela, fabricantes ou importadores de pilhas e baterias são responsáveis pelo gerenciamento desses produtos que necessitam de disposição específica por causa dos metais tóxicos que contaminam lençóis freáticos.

É usual no Brasil o descarte de materiais eletrônicos diretamente no solo

O cumprimento da resolução, no entanto, está muito longe do ideal. O Brasil consome 1,2 bilhão de pilhas por ano e, desse total, apenas 1% tem destino controlado e ambientalmente correto.


A lei estadual veio, portanto, suprir essa falha enfrentando, inclusive, os representantes das indústrias do setor. Eles alegam que normas diferentes, partidas de um ou outro Estado, dificultam as ações das empresas instaladas em vários pontos do País. No entanto, é obrigação de toda empresa zelar pela proteção do meio ambiente e ser socialmente responsável, independentemente das leis em vigor. É o que se lê nos sites e folhetos sobre a "missão" das companhias, mas nem sempre é o que se pratica.

Em 2008 a indústria eletroeletrônica faturou R$ 123,1 bilhões - 10% mais do que em 2007, segundo sua entidade de classe, a Abinee. É um setor que cresce com vigor e que, portanto, pode investir em favor do meio ambiente.

Mas a responsabilidade não é só dela. O autor da Lei 13.576/09, o deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), também incluiu no texto exigências para que a população seja informada sobre os riscos do produto que está comprando. Rótulos e embalagens devem conter o detalhamento da presença de metais pesados e substâncias tóxicas na composição do material fabricado e também o endereço e o telefone dos postos de descarte.

Tão importante quanto a entrada em vigor da lei e o seu enforcement são as ações educativas para conscientizar realmente a população sobre o perigo provocado pelo descarte irregular das sucatas eletrônicas. Em vários países europeus, leis estabelecem a necessidade de informações nos produtos sobre os riscos de contaminação. Também os fabricantes são obrigados a recolher os produtos descartados pelo consumidor.

A tendência mundial é de, a partir de informações aos consumidores, ampla fiscalização e uma adequada estrutura de coleta, procurar evitar que essa nova fonte de poluição se torne, em breve, um novo tormento para o planeta.

O exemplo de São Paulo deveria ser seguido com urgência por todo o País.

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