Conama aprova medidas para gestão de áreas contaminadas
O Ibama deverá criar e gerenciar um banco de dados com todas as informações disponíveis sobre as áreas contaminadas no País, além de fiscalizar, juntamente com os demais órgãos ambientais competentes, a aplicação das medidas de descontaminação, que serão responsabilidade legal de quem as causou. Quem poluiu terá que apresentar um plano para a despoluição, que será submetido à aprovação do órgão ambiental estadual, municipal ou federal de acordo com o caso.
A resolução define os solos passíveis de monitoramento em cinco categorias, que exigiram providências que vão desde a identificação das fontes poluidoras. Além de resíduos químicos, como metais pesados - chumbo, níquel e mercúrio - a resolução abrange também substâncias consideradas cancerígenas em altas dosagens, presentes em pesticidas, herbicidas e defensivos agrícolas. As áreas poluídas por substâncias consideradas cancerígenas só serão consideradas dentro dos níveis de tolerância aceitável quando registrarem apenas um caso de câncer em cada 100 mil habitantes.
A secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que presidiu os dois dias de reuniões do Conama, elogiou o empenho dos conselheiros na aprovação da proposta, que segundo ela, era um dos maiores passivos a cargo do Conselho. A qualidade ambiental no País já conta com marcos legais definidos para a água e o ar e ganha agora um conjunto de normas que vai nortear os critérios de qualidade ambiental do solo, explicou a secretária.
A partir de processos de fiscalização ou denúncias, os órgãos ambientais devem investigar as áreas suspeitas de contaminação, que serão submetidas a uma avaliação preliminar para aferir a qualidade do solo. Caso seja constatado o impacto ambiental e avaliado considerado de risco para a saúde, com a presença de substâncias químicas em fase livre, separada da água, as áreas serão declaradas contaminadas e exigidas providências para a descontaminação. O Ibama deverá ser comunicado pelo órgão competente para incluir a área em seu banco de dados.
Outra determinação da resolução prevê que os órgãos ambientais competentes implantem programas de monitoramento da qualidade do solo e das águas subterrâneas na área de empreendimentos potencialmente poluidores e nas que estiverem em processo de descontaminação. A resolução traz, em seu anexo, tabelas de valores de referência em qualidade e prevenção e investigação que deverão ser observados pelos estados na classificação da qualidade do solo e determinação das áreas de risco.
A resolução tem caráter nacional, uniformiza os procedimentos a serem adotados pelos órgãos ambientais competentes, em todos os estados e municípios, para determinação da qualidade do solo, níveis de contaminação e medidas de gestão das áreas contaminadas.
Fonte: MMA.
Vereador questiona emprego da verba do PAC em Santos
29/11/2009 - A Tribuna
Um milhão, quatrocentos e quarenta e cinco mil reais. Essa seria a verba, ainda sem destinação, liberada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para aplicação em programas de coleta seletiva e reciclagem em Santos.
A divulgação da informação, na última quinta-feira, durante sessão na Câmara, pelo vereador Adilson Júnior (PT), resultou na aprovação de seu requerimento que pede explicações à Prefeitura de como e onde essa verba foi aplicada, ou um motivo para a não aplicação da mesma.
Segundo o vereador, o valor está disponível desde o final de 2008 e o prazo para sua utilização expira no fim deste mês. "Os recursos vêm sendo mal aproveitados. Nossa cidade conta com boa arrecadação e com isso conquista boas oportunidades. É preciso dar mais atenção a elas, elaborar bons planejamentos. A prefeitura precisa fazer a lição de casa".
O vereador Fábio Nunes, professor Fabião (PSB), presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara, opinou que existem falhas na comunicação de iniciativas e projetos voltados ao Meio Ambiente, principalmente de reciclagem, e que será preciso aguardar a resposta oficial da Prefeitura para decidir qual será o questionamento dos vereadores. "Se a conclusão não for satisfatória, iremos investigar e questionar, que é o nosso dever", afirma.
Para o presidente, em uma cidade como Santos, primeira do País a realizar coleta seletiva, seria importantíssimo investir mais nessa área, a fim de ser reconhecida não como a primeira, mas como a melhor em reciclagem.
"Ainda não sabemos a destinação exata que essa verba teria, mas existem muitos projetos aguardando oportunidade. Com certeza iria fomentar as políticas públicas do setor", comenta.
Esclarecimentos
O secretário de Meio Ambiente de Santos, Flávio Rodrigues, afirma que não existe nenhuma verba sem destinação. Ele explica que foi a própria Prefeitura que fez o requerimento da verba ao Ministério das Cidades, a fim de adquirir lixeiras para a Cidade.
Enquanto isso esta é a situação dos manguezais da cidade de Santos. Cerca de 70 a 80% dos resíduos encontrados nos leitos e margens dos canais estuarinos é composto por materiais recicláveis.
O Instituto EcoFaxina já encaminhou à prefeitura um projeto de recuperação e conservação do estuário que propõem a utilização de mão de obra de comunidades carentes, auxiliando na geração de reda e inclusão social no município, mas até o momento não obteve incentivo financeiro por parte da prefeitura para colocá-lo em prática.
"Em uma das etapas do processo, fomos informados de que essa liberação poderia prejudicar outro empréstimo em fase de negociação, (com o Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico Mundial), o que nos fez optar por não seguir adiante". Esse segundo empréstimo, a que o secretário se refere, se for aprovado, será responsável pelo início das obras do projeto Santos Novos Tempos, que visa melhorar a infraestrutura da Cidade, incluindo macrodrenagem, regularização fundiária e saneamento básico.
Prazo para uso da verba destinada à coleta seletiva expira no fim deste mês, segundo vereador petista.
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Um milhão, quatrocentos e quarenta e cinco mil reais. Essa seria a verba, ainda sem destinação, liberada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para aplicação em programas de coleta seletiva e reciclagem em Santos.
A divulgação da informação, na última quinta-feira, durante sessão na Câmara, pelo vereador Adilson Júnior (PT), resultou na aprovação de seu requerimento que pede explicações à Prefeitura de como e onde essa verba foi aplicada, ou um motivo para a não aplicação da mesma.
Segundo o vereador, o valor está disponível desde o final de 2008 e o prazo para sua utilização expira no fim deste mês. "Os recursos vêm sendo mal aproveitados. Nossa cidade conta com boa arrecadação e com isso conquista boas oportunidades. É preciso dar mais atenção a elas, elaborar bons planejamentos. A prefeitura precisa fazer a lição de casa".
O vereador Fábio Nunes, professor Fabião (PSB), presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente da Câmara, opinou que existem falhas na comunicação de iniciativas e projetos voltados ao Meio Ambiente, principalmente de reciclagem, e que será preciso aguardar a resposta oficial da Prefeitura para decidir qual será o questionamento dos vereadores. "Se a conclusão não for satisfatória, iremos investigar e questionar, que é o nosso dever", afirma.
Para o presidente, em uma cidade como Santos, primeira do País a realizar coleta seletiva, seria importantíssimo investir mais nessa área, a fim de ser reconhecida não como a primeira, mas como a melhor em reciclagem.
"Ainda não sabemos a destinação exata que essa verba teria, mas existem muitos projetos aguardando oportunidade. Com certeza iria fomentar as políticas públicas do setor", comenta.
Esclarecimentos
O secretário de Meio Ambiente de Santos, Flávio Rodrigues, afirma que não existe nenhuma verba sem destinação. Ele explica que foi a própria Prefeitura que fez o requerimento da verba ao Ministério das Cidades, a fim de adquirir lixeiras para a Cidade.
Enquanto isso esta é a situação dos manguezais da cidade de Santos. Cerca de 70 a 80% dos resíduos encontrados nos leitos e margens dos canais estuarinos é composto por materiais recicláveis.O Instituto EcoFaxina já encaminhou à prefeitura um projeto de recuperação e conservação do estuário que propõem a utilização de mão de obra de comunidades carentes, auxiliando na geração de reda e inclusão social no município, mas até o momento não obteve incentivo financeiro por parte da prefeitura para colocá-lo em prática.
"Em uma das etapas do processo, fomos informados de que essa liberação poderia prejudicar outro empréstimo em fase de negociação, (com o Banco Interamericano de Desenvolvimento Econômico Mundial), o que nos fez optar por não seguir adiante". Esse segundo empréstimo, a que o secretário se refere, se for aprovado, será responsável pelo início das obras do projeto Santos Novos Tempos, que visa melhorar a infraestrutura da Cidade, incluindo macrodrenagem, regularização fundiária e saneamento básico.
Prazo para uso da verba destinada à coleta seletiva expira no fim deste mês, segundo vereador petista.
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Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista realiza seminário na Unisanta, dias 2 e 3/12
26/11/2009 - Assecom Unisanta
O objetivo é abordar a revitalização da bacia hidrográfica e a conscientização do uso da água
O Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da iniciativa da Câmara Técnica de Saneamento e Usos Múltiplos e cooperação da Comissão Especial de Educação e Divulgação, realiza o seminário "Caminhando para o Futuro – Revitalizando a Bacia Hidrográfica", dias 2 e 3/12, no Auditório do Bloco E da Universidade Santa Cecília. O objetivo é abordar a revitalização da bacia hidrográfica e a conscientização do uso da água. O evento tem apoio da Unisanta, Secretaria do Meio Ambiente, Governo do Estado de São Paulo e Fundação Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), e patrocínio do Governo Federal e Petrobras.
02/12
19h30 - Cerimônia de abertura com o lançamento da campanha "O Uso Racional da Água" desenvolvida pela Agência Universitária de Publicidade e Propaganda (AUPP) da Unisanta. A agência doará as peças publicitárias confeccionadas para os elevadores e bebedouros da Universidade para que sejam utilizadas nos municípios do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CBH-BS).
Participarão da abertura, a Profª. Drª. Vera Lúcia Ramos Bononi, da Secretaria do Meio Ambiente – Instituto de Botânica e Julio Tadeu, do Ministério do Meio Ambiente, entre outros.
20h00 - Palestra Revitalização de Bacia Hidrográfica, ministrada pela Profª. Vera Bononi.
21h30 - Coquetel.
03/12
9h00 - Palestra "Pacto das Águas, Município Verde Azul e Legislação de Recursos Hídricos relacionadas às nascentes" - Rosa Maria Mancini, Coordenadora de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo.
10h00 - Palestra "O enquadramento dos corpos d’água" - Profª. Ana Paula Brites, USP. Seguida pela palestra "O Plano de Bacia 2008/2011 do CBH-BS ", Paulo de Moraes, Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM/BS).
13h30 - Estudo de Caso: "Revitalização do Rio São Francisco" - Maurício Laxe, Engº. Ambiental do Ministério do Meio Ambiente – Instituto Chico Mendes. Seguido da mesa-redonda "Educação Ambiental e a Revitalização" terá como debatedores Elianeiva Odísio e Eliane Bearzi, do Ministério da Integração Nacional; o Engº. Florestal Rodrigo Victor, do Instituto Florestal; o Biólogo John Emilio Garcia, da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (SABESP) e o coordenador do projeto Remangue e doutor em Educação Ambiental da Unisanta, Prof. Dr. Fábio Giordano. Francisco Gomes da Costa Neto, da AGEM, será o mediador.
15h30 - Mesa-redonda "Princípios de Precaução e Prevenção Aplicados nas Atividades Industriais, Portuárias e Urbanas na Baixada Santista". Entre os participantes estão o engenheiro da Petrobrás, Fabrício Gonçalves Jorge; o graduado em Gestão de Terminais Portuários, Guanito Prado Alves Filho, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e a Engª. Civil da Unisanta e do Projeto Ecomanage e representante da Universidade Santa Cecília no CBH-BS, Alexandra Franciscatto.
16h50 - Mesa-redonda "Saneamento e Tecnologias apropriadas à Revitalização", com o Engº. Joaquim Hornink Filho, da SABESP; o Engº. Fernando José Moliterno, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE); o Engº. Luiz Fernando Orsini Yazaky, da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), e o Engº. Paulo Sérgio Fonseca, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). A moderação ficará a cargo do Secretário de Meio Ambiente de Santos, Flávio Rodrigues Correa.
18h15 - Visita técnica à minirrefinaria da Petrobras/Unisanta.
Outras informações pelo telefone: (13) 3422-1265.
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O objetivo é abordar a revitalização da bacia hidrográfica e a conscientização do uso da água
O Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da iniciativa da Câmara Técnica de Saneamento e Usos Múltiplos e cooperação da Comissão Especial de Educação e Divulgação, realiza o seminário "Caminhando para o Futuro – Revitalizando a Bacia Hidrográfica", dias 2 e 3/12, no Auditório do Bloco E da Universidade Santa Cecília. O objetivo é abordar a revitalização da bacia hidrográfica e a conscientização do uso da água. O evento tem apoio da Unisanta, Secretaria do Meio Ambiente, Governo do Estado de São Paulo e Fundação Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), e patrocínio do Governo Federal e Petrobras.02/12
19h30 - Cerimônia de abertura com o lançamento da campanha "O Uso Racional da Água" desenvolvida pela Agência Universitária de Publicidade e Propaganda (AUPP) da Unisanta. A agência doará as peças publicitárias confeccionadas para os elevadores e bebedouros da Universidade para que sejam utilizadas nos municípios do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CBH-BS).
Participarão da abertura, a Profª. Drª. Vera Lúcia Ramos Bononi, da Secretaria do Meio Ambiente – Instituto de Botânica e Julio Tadeu, do Ministério do Meio Ambiente, entre outros.
20h00 - Palestra Revitalização de Bacia Hidrográfica, ministrada pela Profª. Vera Bononi.
21h30 - Coquetel.
03/12
9h00 - Palestra "Pacto das Águas, Município Verde Azul e Legislação de Recursos Hídricos relacionadas às nascentes" - Rosa Maria Mancini, Coordenadora de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo.
10h00 - Palestra "O enquadramento dos corpos d’água" - Profª. Ana Paula Brites, USP. Seguida pela palestra "O Plano de Bacia 2008/2011 do CBH-BS ", Paulo de Moraes, Agência Metropolitana da Baixada Santista (AGEM/BS).
13h30 - Estudo de Caso: "Revitalização do Rio São Francisco" - Maurício Laxe, Engº. Ambiental do Ministério do Meio Ambiente – Instituto Chico Mendes. Seguido da mesa-redonda "Educação Ambiental e a Revitalização" terá como debatedores Elianeiva Odísio e Eliane Bearzi, do Ministério da Integração Nacional; o Engº. Florestal Rodrigo Victor, do Instituto Florestal; o Biólogo John Emilio Garcia, da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (SABESP) e o coordenador do projeto Remangue e doutor em Educação Ambiental da Unisanta, Prof. Dr. Fábio Giordano. Francisco Gomes da Costa Neto, da AGEM, será o mediador.
15h30 - Mesa-redonda "Princípios de Precaução e Prevenção Aplicados nas Atividades Industriais, Portuárias e Urbanas na Baixada Santista". Entre os participantes estão o engenheiro da Petrobrás, Fabrício Gonçalves Jorge; o graduado em Gestão de Terminais Portuários, Guanito Prado Alves Filho, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) e a Engª. Civil da Unisanta e do Projeto Ecomanage e representante da Universidade Santa Cecília no CBH-BS, Alexandra Franciscatto.
16h50 - Mesa-redonda "Saneamento e Tecnologias apropriadas à Revitalização", com o Engº. Joaquim Hornink Filho, da SABESP; o Engº. Fernando José Moliterno, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE); o Engº. Luiz Fernando Orsini Yazaky, da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH), e o Engº. Paulo Sérgio Fonseca, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). A moderação ficará a cargo do Secretário de Meio Ambiente de Santos, Flávio Rodrigues Correa.
18h15 - Visita técnica à minirrefinaria da Petrobras/Unisanta.
Outras informações pelo telefone: (13) 3422-1265.
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Sons gerados pelo homem podem matar animais marinhos
Science Daily
Sons antropogênicos têm o potencial de afetar significativamente a vida dos animais aquáticos - começando pelo bem-estar de cada animal, passando pelo direito à reprodução, migração e até mesmo à sobrevivência.
Segundo um novo estudo, animais marinhos podem sofrer efeitos negativos que vão desde a perda da audição ao aumento significativo dos níveis de stress como resultado do ruído ambiente, de maneira igual ou pior que para os seres humanos e animais terrestres. O estudo descreve recentes estudos experimentais controlados que destacam áreas para futuras pesquisas.
"Sons produzidos pelo homem no ambiente marinho pode resultar em apenas pequenas mudanças no comportamento de alguns animais, mas em morte imediata para outros. Com o grande aumento na produção do som no ambiente marinho devido à atividade humana, tais como a exploração de petróleo, transporte e construção, o efeito da interação homem-sons produzidos sobre a vida aquática se torna uma questão de cultura", disse o Dr. Arthur Popper da Universidade de Maryland, E.U.A..
Animais marinhos utilizam sons para se comunicar e para obter informações sobre seu ambiente. Ao contrário da cena do "visual", desenvolvido pelo sentido do animal de vista, a cena "auditiva" derivadas de animais marinhos fornece sons com uma visão tridimensional do mundo e se estende muito além da cena visual.
Animais marinhos usam sons para se orientar, alimentar e interagir.
(Crédito: iStockphoto / Ricardo Azoury)
Dr. Popper acrescenta: "A detecção da cena auditiva desempenha um papel crítico na detecção de sons - juntamente com a detecção de sinais de comunicação. Qualquer coisa no ambiente que altere a capacidade do organismo em detectar e analisar a sua cena auditiva tem o potencial de causar um impacto negativo sobre a vida do animal, bem como a sobrevivência da espécie".
Sons antropogênicos têm o potencial de afetar significativamente a vida dos animais aquáticos - começando pelo bem-estar de cada animal, passando pelo direito à reprodução, migração e até mesmo à sobrevivência.
Segundo um novo estudo, animais marinhos podem sofrer efeitos negativos que vão desde a perda da audição ao aumento significativo dos níveis de stress como resultado do ruído ambiente, de maneira igual ou pior que para os seres humanos e animais terrestres. O estudo descreve recentes estudos experimentais controlados que destacam áreas para futuras pesquisas.
"Sons produzidos pelo homem no ambiente marinho pode resultar em apenas pequenas mudanças no comportamento de alguns animais, mas em morte imediata para outros. Com o grande aumento na produção do som no ambiente marinho devido à atividade humana, tais como a exploração de petróleo, transporte e construção, o efeito da interação homem-sons produzidos sobre a vida aquática se torna uma questão de cultura", disse o Dr. Arthur Popper da Universidade de Maryland, E.U.A..
Animais marinhos utilizam sons para se comunicar e para obter informações sobre seu ambiente. Ao contrário da cena do "visual", desenvolvido pelo sentido do animal de vista, a cena "auditiva" derivadas de animais marinhos fornece sons com uma visão tridimensional do mundo e se estende muito além da cena visual.
Animais marinhos usam sons para se orientar, alimentar e interagir.(Crédito: iStockphoto / Ricardo Azoury)
Dr. Popper acrescenta: "A detecção da cena auditiva desempenha um papel crítico na detecção de sons - juntamente com a detecção de sinais de comunicação. Qualquer coisa no ambiente que altere a capacidade do organismo em detectar e analisar a sua cena auditiva tem o potencial de causar um impacto negativo sobre a vida do animal, bem como a sobrevivência da espécie".
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Manganês prejudica resposta imunológica em animais marinhos, diz pesquisa
Science Daily
Hipoxia, ou falta de oxigénio, nas águas de fundo é um problema bem conhecido do meio ambiente. Uma nova pesquisa da Universidade de Gotemburgo na Suécia adiciona à lista de efeitos adversos: hipóxia leva ao aumento dos níveis de manganês, que prejudica a resposta imune em animais marinhos.
A foto mostra como o sangue é colhido de um lagostim.
(Crédito: Universidade de Gotemburgo)
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Hipoxia, ou falta de oxigénio, nas águas de fundo é um problema bem conhecido do meio ambiente. Uma nova pesquisa da Universidade de Gotemburgo na Suécia adiciona à lista de efeitos adversos: hipóxia leva ao aumento dos níveis de manganês, que prejudica a resposta imune em animais marinhos.
A eutrofização da água e a hipóxia resultante é sempre um problema corrente, mas não são o único em relação ao boom de algas que geralmente ocorre no verão. O mais recente problema descoberto relativo a hipóxia, que ocorre quando as algas se decompõe, é de que ela aumenta a liberação de metais tóxicos do sedimento. Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, descobriram que um desses metais, o manganês, pode danificar a resposta imunológica em animais marinhos.
Essencial - e tóxico
Embora baixas doses de manganês são essenciais para a vida em humanos e animais, sabe-se há muito tempo que as doses mais elevadas podem ser prejudiciais à saúde. O manganês é abundante no fundo dos oceanos, mas estando naturalmente confinado no substrato não causa nenhum efeito prejudicial aos organismos. No entanto, a hipóxia libera o manganês de sedimentos, tornando-se uma ameaça para a saúde das espécies marinhas.
A pesquisadora Carolina Oweson, do Departamento de Ecologia Marinha da Universidade de Gotemburgo, estudou como manganês em águas costeiras suecas afetam o lagostim, o mexilhão azul e a estrela do mar comum. Sua conclusão é que, mesmo o manganês não tendo um efeito permanente, ele ameaça a sobrevivência de várias espécies durante os períodos de hipóxia.
"Os efeitos do manganês fizeram flutuar a resposta imune nos animais estudados, e quando isso ocorre todos eles são afetados de alguma forma. Lagostins e mexilhões são os mais afectados, por exemplo, através de um aumento da susceptibilidade a infecções ", diz Oweson.
Semelhantes aos seres humanos
Animais marinhos são de grande interesse dos pesquisadores tendo em vista que seus sistemas imunilógicos são semelhantes aos dos seres humanos de várias maneiras. Sem contar que as espécies estudas por Oweson formam uma parte importante do ecossistema marinho. Além disso, novas descobertas, indicando que a hipóxia é cada vez mais comum nas zonas costeiras em todo o mundo tornam o estudo de Oweson ainda mais relevante.
Essencial - e tóxico
Embora baixas doses de manganês são essenciais para a vida em humanos e animais, sabe-se há muito tempo que as doses mais elevadas podem ser prejudiciais à saúde. O manganês é abundante no fundo dos oceanos, mas estando naturalmente confinado no substrato não causa nenhum efeito prejudicial aos organismos. No entanto, a hipóxia libera o manganês de sedimentos, tornando-se uma ameaça para a saúde das espécies marinhas.
A pesquisadora Carolina Oweson, do Departamento de Ecologia Marinha da Universidade de Gotemburgo, estudou como manganês em águas costeiras suecas afetam o lagostim, o mexilhão azul e a estrela do mar comum. Sua conclusão é que, mesmo o manganês não tendo um efeito permanente, ele ameaça a sobrevivência de várias espécies durante os períodos de hipóxia.
"Os efeitos do manganês fizeram flutuar a resposta imune nos animais estudados, e quando isso ocorre todos eles são afetados de alguma forma. Lagostins e mexilhões são os mais afectados, por exemplo, através de um aumento da susceptibilidade a infecções ", diz Oweson.
Semelhantes aos seres humanos
Animais marinhos são de grande interesse dos pesquisadores tendo em vista que seus sistemas imunilógicos são semelhantes aos dos seres humanos de várias maneiras. Sem contar que as espécies estudas por Oweson formam uma parte importante do ecossistema marinho. Além disso, novas descobertas, indicando que a hipóxia é cada vez mais comum nas zonas costeiras em todo o mundo tornam o estudo de Oweson ainda mais relevante.
A foto mostra como o sangue é colhido de um lagostim.(Crédito: Universidade de Gotemburgo)
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SMA se prepara para divulgar novo ranking ambiental dos municípios paulistas
26/11/2009 - SMA
Após mais um ano de trabalho do projeto Município Verde Azul, a secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA – divulga em 1º dezembro o novo ranking ambiental dos municípios paulistas. Neste ano, com a adesão de todas as cidades do Estado, a expectativa é de que o número de certificados seja maior, em relação aos 44 municípios que receberam o selo verde em 2008 e tiveram o seu desempenho avaliado em dez diretivas que regem o projeto: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente.
Lançado em junho de 2007, o projeto tem como principal proposta descentralizar a agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nos municípios. Em 2009, os 645 municípios do Estado de São Paulo aceitaram o desafio e serão avaliados pela equipe do Projeto, podendo obter uma nota, que pode variar de zero a 100. As localidades que obtiverem nota acima de 80 vão receber o certificado de Município Verde Azul. Os municípios com melhor avaliação terão prioridade na obtenção de recursos junto ao Governo de São Paulo.
A expectativa de melhores desempenhos neste ano se dá não apenas pela total adesão dos municípios paulistas, mas também pelo envolvimento de diversos setores da sociedade no Projeto. A primeira grande movimentação foi a capacitação das lideranças municipais – prefeitos, vices e interlocutores do Projeto – que teve como objetivo a preparação técnica destas lideranças para a elaboração do plano de ação municipal, que é um instrumento pelo qual o município faz um diagnóstico da sua situação local, planeja as suas ações ambientais e aponta as dificuldades que a cidade apresenta em atingir as metas relativas às 10 diretivas. Em 16 encontros foi possível reunir mais de três mil pessoas, entre elas 398 prefeitos e 116 vices.
Recursos Hídricos
Em junho, durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, os recursos hídricos foram o destaque do Projeto, que realizou o Pacto das Águas – São Paulo, onde 250 municípios aderiram ao Consenso de Istambul pelas Águas, se comprometendo a seguir uma agenda rígida até 2012 no cumprimento de metas pela preservação das águas. São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a aderir ao documento e, em um único dia, conseguiu bater o recorde mundial em adesões ao Consenso. Na ocasião, por sugestão do governador José Serra, o nome do Projeto mudou para Município Verde Azul para deixar bem claro que a agenda azul, das águas, também é levada em conta no Projeto. Atualmente, já chega a 600 o número de municípios comprometidos com as metas do Pacto das Águas ante outros 50 no resto do planeta.
Criança Ecológica
Outro destaque foi a Educação Ambiental. Por intermédio do Projeto Município Verde Azul, as crianças das escolas municipais do interior do Estado estão utilizando o livro “Criança Ecológica – Sou dessa turma” em sala de aula. A publicação, complementar ao Projeto Ambiental Estratégico Criança Ecológica, da SMA, trata de maneira didática as agendas ambientais da água, da flora, da fauna, da poluição e do aquecimento global. Além disso, é também com a mediação da equipe do Município Verde Azul que as prefeituras agendam as visitas de suas escolas aos espaços interativos do projeto de educação ambiental da SMA, locados nos parques estaduais na capital, no interior e no litoral. Atualmente, 103 mil crianças paulistas, de 858 escolas municipais e estaduais, já possuem o livro e 4.462 professores receberam materiais de orientação para trabalhar os temas da publicação em sala de aula.
Legislativo Local
E para somar forças às ações ambientais dos municípios, o legislativo local também foi envolvido no projeto. Em parceria com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo – UVESP, a equipe do Município Verde Azul realizou o seminário “A responsabilidade do legislativo local – 50 idéias”. Em seis encontros, mil vereadores e 175 prefeitos receberam uma cartilha com 50 sugestões de projetos de leis ambientais em prol do meio ambiente.
Em 2009, sociedade civil, legislativo e executivo local se envolveram com o Projeto. Os resultados dessa movimentação serão vistos logo mais, em evento a ser realizado no Anhembi, em 1º de dezembro, com o novo ranking dos municípios verdes azuis paulistas.
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Após mais um ano de trabalho do projeto Município Verde Azul, a secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA – divulga em 1º dezembro o novo ranking ambiental dos municípios paulistas. Neste ano, com a adesão de todas as cidades do Estado, a expectativa é de que o número de certificados seja maior, em relação aos 44 municípios que receberam o selo verde em 2008 e tiveram o seu desempenho avaliado em dez diretivas que regem o projeto: Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Recuperação da Mata Ciliar, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Habitação Sustentável, Uso da Água, Poluição do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho de Meio Ambiente.Lançado em junho de 2007, o projeto tem como principal proposta descentralizar a agenda ambiental paulista, considerando que a base da sociedade está nos municípios. Em 2009, os 645 municípios do Estado de São Paulo aceitaram o desafio e serão avaliados pela equipe do Projeto, podendo obter uma nota, que pode variar de zero a 100. As localidades que obtiverem nota acima de 80 vão receber o certificado de Município Verde Azul. Os municípios com melhor avaliação terão prioridade na obtenção de recursos junto ao Governo de São Paulo.
A expectativa de melhores desempenhos neste ano se dá não apenas pela total adesão dos municípios paulistas, mas também pelo envolvimento de diversos setores da sociedade no Projeto. A primeira grande movimentação foi a capacitação das lideranças municipais – prefeitos, vices e interlocutores do Projeto – que teve como objetivo a preparação técnica destas lideranças para a elaboração do plano de ação municipal, que é um instrumento pelo qual o município faz um diagnóstico da sua situação local, planeja as suas ações ambientais e aponta as dificuldades que a cidade apresenta em atingir as metas relativas às 10 diretivas. Em 16 encontros foi possível reunir mais de três mil pessoas, entre elas 398 prefeitos e 116 vices.
Recursos Hídricos
Em junho, durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, os recursos hídricos foram o destaque do Projeto, que realizou o Pacto das Águas – São Paulo, onde 250 municípios aderiram ao Consenso de Istambul pelas Águas, se comprometendo a seguir uma agenda rígida até 2012 no cumprimento de metas pela preservação das águas. São Paulo foi o primeiro Estado brasileiro a aderir ao documento e, em um único dia, conseguiu bater o recorde mundial em adesões ao Consenso. Na ocasião, por sugestão do governador José Serra, o nome do Projeto mudou para Município Verde Azul para deixar bem claro que a agenda azul, das águas, também é levada em conta no Projeto. Atualmente, já chega a 600 o número de municípios comprometidos com as metas do Pacto das Águas ante outros 50 no resto do planeta.
Criança Ecológica
Outro destaque foi a Educação Ambiental. Por intermédio do Projeto Município Verde Azul, as crianças das escolas municipais do interior do Estado estão utilizando o livro “Criança Ecológica – Sou dessa turma” em sala de aula. A publicação, complementar ao Projeto Ambiental Estratégico Criança Ecológica, da SMA, trata de maneira didática as agendas ambientais da água, da flora, da fauna, da poluição e do aquecimento global. Além disso, é também com a mediação da equipe do Município Verde Azul que as prefeituras agendam as visitas de suas escolas aos espaços interativos do projeto de educação ambiental da SMA, locados nos parques estaduais na capital, no interior e no litoral. Atualmente, 103 mil crianças paulistas, de 858 escolas municipais e estaduais, já possuem o livro e 4.462 professores receberam materiais de orientação para trabalhar os temas da publicação em sala de aula.
Legislativo Local
E para somar forças às ações ambientais dos municípios, o legislativo local também foi envolvido no projeto. Em parceria com a União dos Vereadores do Estado de São Paulo – UVESP, a equipe do Município Verde Azul realizou o seminário “A responsabilidade do legislativo local – 50 idéias”. Em seis encontros, mil vereadores e 175 prefeitos receberam uma cartilha com 50 sugestões de projetos de leis ambientais em prol do meio ambiente.
Em 2009, sociedade civil, legislativo e executivo local se envolveram com o Projeto. Os resultados dessa movimentação serão vistos logo mais, em evento a ser realizado no Anhembi, em 1º de dezembro, com o novo ranking dos municípios verdes azuis paulistas.
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O Instituto EcoFaxina esteve presente no I Encontro Paulista de Biodiversidade
Realizado entre 16 e 18 de Novembro, o I Encontro Paulista de Biodiversidade promovido pelo Governo do Estado, contou com a participação de diversas ONGs, empresas, estudantes universitários e representantes de setores da sociedade civil e do poder público. Foram três dias de palestras e debates onde muitas idéias e informações sobre recuperação e conservação da Mata Atlântica foram trocadas.Apesar do foco do evento ter sido o reflorestamento de matas ciliares em áreas rurais, o Instituto EcoFaxina não perdeu a oportunidade de expôr o "Projeto de Recuperação e Conservação do Estuário de Santos que vem desenvolvendo com o apoio da Unisanta. Na visão do instituto, a região de Santos está interligada com o setor de agropecuária, tendo em vista a importância do porto no escoamento e importação de insumos como grãos, fertilizantes sólidos, pesticidas e matérias-primas. Além de considerar que as florestas de mangue também formam uma espécie de mata ciliar de extrema importância para a proteção das margens estuarinas, controle contra o assoreamento e como fator condicionante para a manutenção da biodiversidade local.
Ao todo foram selecionados 20 projetos para exposição, sendo o nosso o único sobre manguezais.
Painel EcoFaxina - UnisantaUm dos pontos tratados com ênfase durante o encontro foi a conciliação da produção agrícola com a preservação com base em estudos sobre a aptidão das terras paulistas, de definição de áreas destinadas à manutenção de florestas e à atividade agrícola. A solenidade de encerramento contou ainda com a presença do Secretário de Meio Abiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano, o presidente da Fundação Mokiti Okada, Rogério Hetmanek, e do representante do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, Miguel Calmon, que também apoiou a realização doa evento.
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Robô realiza a limpeza no fundo da Baía de Monterey na Califórnia
11/11/2009 - Por William Rodriguez Schepis
Um fantasma está lutando no fundo do oceano com pescadores fantasmas.
Não, não é um filme Halloween.
O Santuário Nacional Marinho da Baía de Monterey implantou em outubro o Phantom HD2, um veículo de operação remota (ROV) que irá limpar os restos de materiais de pesca no fundo da baía.
"Materiais de pesca abandonados ou perdidos, feitos de materiais sintéticos não se decompõem na água do mar e podem permanecer no oceano por séculos, afetando animais selvagens e habitats submarinos", disse Kirsten Gilardi, diretor executivo da SeaDoc Society, parceira do projeto.
Redes de pesca abandonadas se estendem na coluna d'água a partir do fundo do mar e emaranham tudo, desde crustáceos até mamíferos marinhos - um processo chamado de "pesca fantasma". Além de fornecer habitat artificial para organismos que não deveria estar lá, alterando o ecossistema do substrato oceânico.
Quando os investigadores e os mergulhadores de profundidade aboservarem as redes, deverão notificar a equipe de pesquisa. A equipe faz descer o robô subaquático, que navega no fundo do mar através de propulsores.
"Ele passa sobre as rochas até encontrar o alvo", disse Karen Grimmel, líder do projeto.
O robô é ligado a um barco por cabo e envia vídeo ao vivo para a equipe de pesquisa a bordo. A tripulação controla os movimentos do braço do robô por um joystick, cortando e rebocando linhas e redes para a superfície. Para as coisas muito pesadas, o robô prende um gancho e corre um cabo até o barco. A equipe conecta a outra extremidade do cabo a guinchos do navio que recolhem tais artefatos.
Um fantasma está lutando no fundo do oceano com pescadores fantasmas.
Não, não é um filme Halloween.
O Santuário Nacional Marinho da Baía de Monterey implantou em outubro o Phantom HD2, um veículo de operação remota (ROV) que irá limpar os restos de materiais de pesca no fundo da baía.
"Materiais de pesca abandonados ou perdidos, feitos de materiais sintéticos não se decompõem na água do mar e podem permanecer no oceano por séculos, afetando animais selvagens e habitats submarinos", disse Kirsten Gilardi, diretor executivo da SeaDoc Society, parceira do projeto.
Redes de pesca abandonadas se estendem na coluna d'água a partir do fundo do mar e emaranham tudo, desde crustáceos até mamíferos marinhos - um processo chamado de "pesca fantasma". Além de fornecer habitat artificial para organismos que não deveria estar lá, alterando o ecossistema do substrato oceânico.
Quando os investigadores e os mergulhadores de profundidade aboservarem as redes, deverão notificar a equipe de pesquisa. A equipe faz descer o robô subaquático, que navega no fundo do mar através de propulsores.
"Ele passa sobre as rochas até encontrar o alvo", disse Karen Grimmel, líder do projeto.
O robô é ligado a um barco por cabo e envia vídeo ao vivo para a equipe de pesquisa a bordo. A tripulação controla os movimentos do braço do robô por um joystick, cortando e rebocando linhas e redes para a superfície. Para as coisas muito pesadas, o robô prende um gancho e corre um cabo até o barco. A equipe conecta a outra extremidade do cabo a guinchos do navio que recolhem tais artefatos.
Michael Carver, à esquerda, do Cordell Bank National Marine Sanctuary e Bussell Craig, o piloto de ROV's da Underwater Resources, operando o ROV. (NOAA / Especial para The Herald)No passado o recolhimento era feito por mergulhadores. Mas o robô pode ir mais fundo - até 300 metros - e usar a sua poderosa luz para iluminar o fundo do mar.
O cruzeiro de remoção de resíduos começou 18 de outubro. Desde então, o robô tem ajudado a pegar duas grandes redes de pesca, um fragmento rede de arrasto e uma rede-armadilha de caranguejo. As duas pesaram juntas meia tonelada.
"Nós queremos trazer o habitat marinho de volta ao estado que costumava ser", disse Grimmel.
Este ano, a equipe de pesquisa se concentra na Área de Conservação Marinha na ponta sul do canyon submarino da Baía de Monterey. O local foi designado como área marinha protegida, em setembro de 2007 para proteger peixes de águas profundas.
A equipe continuará a puxar para cima os restos até sexta-feira. Quando completarem um ano de exploração, eles planejam enviar o robô a outros pontos, talvez Point Sur e Carmel Bay, Grimmel disse.
"Esperamos que os pescadores nos avisem assim que perderem algum tipo de equipamento de pesca, para que possamos recuperá-lo imediatamente", disse Grimmel. "É mais fácil recuperá-lo imediatamente do que quando permanece por um longo período tempo no fundo."
O projeto é custeado pelo Santuário da Baía de Monterey e pela California Wildlife Conservation.
O cruzeiro de remoção de resíduos começou 18 de outubro. Desde então, o robô tem ajudado a pegar duas grandes redes de pesca, um fragmento rede de arrasto e uma rede-armadilha de caranguejo. As duas pesaram juntas meia tonelada.
"Nós queremos trazer o habitat marinho de volta ao estado que costumava ser", disse Grimmel.
Este ano, a equipe de pesquisa se concentra na Área de Conservação Marinha na ponta sul do canyon submarino da Baía de Monterey. O local foi designado como área marinha protegida, em setembro de 2007 para proteger peixes de águas profundas.
A equipe continuará a puxar para cima os restos até sexta-feira. Quando completarem um ano de exploração, eles planejam enviar o robô a outros pontos, talvez Point Sur e Carmel Bay, Grimmel disse.
"Esperamos que os pescadores nos avisem assim que perderem algum tipo de equipamento de pesca, para que possamos recuperá-lo imediatamente", disse Grimmel. "É mais fácil recuperá-lo imediatamente do que quando permanece por um longo período tempo no fundo."
O projeto é custeado pelo Santuário da Baía de Monterey e pela California Wildlife Conservation.
Fonte: The Herald
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Agentes de segurança privada darão proteção aos atuneiros espanhois. Mas quem dará proteção armada aos cardumes?!
11/11/2009 - FIS
Agentes de segurança privada estão sendo pagos pelos
armadores e governo.
Segundo a nova legislação, os guardas de segurança terão "um uso limitado" destes tipos de armas militares, e "terão como único objetivo a prevenção e dissuasão eficaz de possíveis ataques, autorizada em casos de necessidade, como meio de defesa de forma adequada e proporcionalmente para repelir a agressão armada", informa a EFE.
Os governos central e basco pagará por metade do custo dos guardas, e os armadores, o resto. Enquanto isso, os 36 membros da tripulação do navio de atum Alakana continua nas mãos de piratas somalis desde que foi seqüestrado no início de outubro. Seus parentes pediram à Suprema Corte Nacional para ajudar no retorno à Espanha.
O governo espanhol está avaliando "todas as vias legais e lícitas, a fim de acelerar ao máximo" a libertação dos tripulantes do Alakrana. Assim, indicou o secretário de Estado, Miguel Angel Moratinos, após participar de uma reunião de emergência convocada pelo Poder Executivo para resolver o caso.
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O Ministério da Defesa da Espanha vai transferir 71 agentes de segurança privada para as Ilhas Seychelles, juntamente com o armamento militar correspondente, que será utilizado a bordo de navios espanhóis de pesca de atum que trabalham ao largo das costas da Somália.
A equipe de segurança privada esta realizando um curso de formação na base naval de Cartagena, Murcia, e serão tranferidos por aviões das Forças Armadas para a zona das Seychelles esta semana.
Somente o empresas de segurança autorizadas pelo goverdo podem transportar agentes com armamento militar em navios mercantes e de pesca sob a bandeira espanhola. Esses navios devem também navegar em águas ofereçam para os tripulantes um grave risco de segurança por ataques piratas, informou o Ministério.
Por ordem presidencial o Ministério modificou a legislação de segurança privada e de armas, após repetidos ataques e sequestros por criminosos somalis sobre os navios de pesca dirigida ao atum nas águas do Oceano Índico.
É regulamentado no âmbito da norma: o âmbito de aplicação, armamento autorizado, a aquisição de armas, posse e uso, armazenamento, controle e munição e formação de guarda. A norma autoriza os agentes a portar armas de fogo, de calibre igual ou superior a 12,7 milímetros, bem como suas respectivas munições.
A equipe de segurança privada esta realizando um curso de formação na base naval de Cartagena, Murcia, e serão tranferidos por aviões das Forças Armadas para a zona das Seychelles esta semana.
Somente o empresas de segurança autorizadas pelo goverdo podem transportar agentes com armamento militar em navios mercantes e de pesca sob a bandeira espanhola. Esses navios devem também navegar em águas ofereçam para os tripulantes um grave risco de segurança por ataques piratas, informou o Ministério.
Por ordem presidencial o Ministério modificou a legislação de segurança privada e de armas, após repetidos ataques e sequestros por criminosos somalis sobre os navios de pesca dirigida ao atum nas águas do Oceano Índico.
É regulamentado no âmbito da norma: o âmbito de aplicação, armamento autorizado, a aquisição de armas, posse e uso, armazenamento, controle e munição e formação de guarda. A norma autoriza os agentes a portar armas de fogo, de calibre igual ou superior a 12,7 milímetros, bem como suas respectivas munições.
Agentes de segurança privada estão sendo pagos pelosarmadores e governo.
Segundo a nova legislação, os guardas de segurança terão "um uso limitado" destes tipos de armas militares, e "terão como único objetivo a prevenção e dissuasão eficaz de possíveis ataques, autorizada em casos de necessidade, como meio de defesa de forma adequada e proporcionalmente para repelir a agressão armada", informa a EFE.
Os governos central e basco pagará por metade do custo dos guardas, e os armadores, o resto. Enquanto isso, os 36 membros da tripulação do navio de atum Alakana continua nas mãos de piratas somalis desde que foi seqüestrado no início de outubro. Seus parentes pediram à Suprema Corte Nacional para ajudar no retorno à Espanha.
O governo espanhol está avaliando "todas as vias legais e lícitas, a fim de acelerar ao máximo" a libertação dos tripulantes do Alakrana. Assim, indicou o secretário de Estado, Miguel Angel Moratinos, após participar de uma reunião de emergência convocada pelo Poder Executivo para resolver o caso.
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Sonho de costureiras do Dique da Vila Gilda se transforma em realidade
10/11/2009 - PMS
Inclusão social, geração de renda e emprego fazem parte dos objetivos da Cooperativa de Costureiras do Dique da Vila Gilda - projeto Costurando o Amanhã. Esse é o antigo sonho de vida de um grupo de moradoras do Dique, oficializado, na segunda (9) no Centro da Juventude da Zona Noroeste, com a assinatura da ata de constituição da cooperativa e a entrega de certificados de cursos ministrados pelo Senai e Sebrae.
Links Patrocinados
Da cerimônia de diplomação participaram autoridades municipais, representantes das instituições parceiras, formandas e formandos, familiares e membros da comunidade local. O gerente do Escritório Regional da Baixada Santista do Sebrae, Paulo Sérgio Franszosi, reforçou que o certificados tinham um significado maior do que um simples pedaço de papel. "Atestam que todas conquistaram uma profissão com perspectiva de obter mais renda e qualidade de vida".
O diretor do Senai, Claudemir Facco de Oliveira, destacou a qualificação e o trabalho em equipe como as principais ferramentas para se atingir o sucesso; e o presidente do Rotary Club José Bonifácio, Nelson Liza Ferreira, se prontificou a continuar ajudando a cooperativa. A entidade doou, em maio passado, 14 óculos para alunas necessitadas de usar lentes corretivas e kits de costura, patrocinados pelo Grupo Flipper e Cia. Bandeirantes de Armazéns Gerais.
A presidente da Sociedade Pró-Melhoramentos do Dique da Vila Gilda, Lucineya Marques de Lima Souza, que também assumiu a presidência da cooperativa, disse ser impossível traduzir o sentimento dos 40 cooperados. "Nada no mundo é tão importante como o conhecimento. Falar obrigada é tão pouco pela transformação ocorrida nas nossas vidas. Inclusão social é justamente a oportunidade que nos foi dada".
O momento festivo contou com uma exposição da roupas produzidas pelas cooperadas (calças, blusas, vestidos), acessórios (bolsas, colares, aventais) e almofadas. Um grupo de alunos da unidade escolar Leonardo Nunes dançou o cavalo marinho , considerado o bumba-meu-boi de Recife, sob o comando do professor Sérgio Ferreira.
Trinta e quatro mulheres e dois homens (Miguel Nunes de Santana e Otaviano Francisco Bezerra) receberam quatro certificados cada um: do Senai, correspondente aos cursos de qualificação profissional em costura de máquina reta e overloque, e modelista de roupas. Do Sebrae, referente ao de empreendedorismo e de cooperativismo Juntos Somos Fortes.
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Inclusão social, geração de renda e emprego fazem parte dos objetivos da Cooperativa de Costureiras do Dique da Vila Gilda - projeto Costurando o Amanhã. Esse é o antigo sonho de vida de um grupo de moradoras do Dique, oficializado, na segunda (9) no Centro da Juventude da Zona Noroeste, com a assinatura da ata de constituição da cooperativa e a entrega de certificados de cursos ministrados pelo Senai e Sebrae.
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Da cerimônia de diplomação participaram autoridades municipais, representantes das instituições parceiras, formandas e formandos, familiares e membros da comunidade local. O gerente do Escritório Regional da Baixada Santista do Sebrae, Paulo Sérgio Franszosi, reforçou que o certificados tinham um significado maior do que um simples pedaço de papel. "Atestam que todas conquistaram uma profissão com perspectiva de obter mais renda e qualidade de vida".
O diretor do Senai, Claudemir Facco de Oliveira, destacou a qualificação e o trabalho em equipe como as principais ferramentas para se atingir o sucesso; e o presidente do Rotary Club José Bonifácio, Nelson Liza Ferreira, se prontificou a continuar ajudando a cooperativa. A entidade doou, em maio passado, 14 óculos para alunas necessitadas de usar lentes corretivas e kits de costura, patrocinados pelo Grupo Flipper e Cia. Bandeirantes de Armazéns Gerais.
A presidente da Sociedade Pró-Melhoramentos do Dique da Vila Gilda, Lucineya Marques de Lima Souza, que também assumiu a presidência da cooperativa, disse ser impossível traduzir o sentimento dos 40 cooperados. "Nada no mundo é tão importante como o conhecimento. Falar obrigada é tão pouco pela transformação ocorrida nas nossas vidas. Inclusão social é justamente a oportunidade que nos foi dada".
O momento festivo contou com uma exposição da roupas produzidas pelas cooperadas (calças, blusas, vestidos), acessórios (bolsas, colares, aventais) e almofadas. Um grupo de alunos da unidade escolar Leonardo Nunes dançou o cavalo marinho , considerado o bumba-meu-boi de Recife, sob o comando do professor Sérgio Ferreira.
Trinta e quatro mulheres e dois homens (Miguel Nunes de Santana e Otaviano Francisco Bezerra) receberam quatro certificados cada um: do Senai, correspondente aos cursos de qualificação profissional em costura de máquina reta e overloque, e modelista de roupas. Do Sebrae, referente ao de empreendedorismo e de cooperativismo Juntos Somos Fortes.
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Morre aos 100 anos o antropólogo Lévi-Strauss
03/11/2009 - UOL Notícias
O etnólogo e antropólogo estruturalista belga Claude Lévi-Strauss morreu na noite de sábado para domingo (1º) aos 100 anos, de acordo com um porta-voz da Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais de Paris, na França. As informações são do jornal francês "Le Monde".Nascido em Bruxelas, na Bélgica, Lévi-Strauss foi um dos grandes pensadores do século 20. Ele, que completaria 101 anos em 28 de novembro, tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.
De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de indígenas das Américas do Sul e do Norte.
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas linguísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Lévi-Strauss não via o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.
Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integrou também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
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