Por que centenas de pinguins mortos estão aparecendo nas praias brasileiras? As 3 principais teorias.

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27/07/2010 - Kathryn Yao / Aol News

A chefe regional do IBMA Ingrid Maria Furlan Oberg disse que a população de pingüins mortos ainda está dentro da normalidade para esta época do ano, como relatou ao
The Epoch Times. "Acreditamos que isso aconteceu por causa da frente fria, que os trouxeram de uma só vez", disse Oberg.

Isla Magdalena, Chile. Lar de aproximadamente 150 mil Pinguins de Magalhães

A partir de meados do dia 10 de julho, os pinguins foram aparecendo mortos ou quase mortos, nas praias do litoral sul do Estado de São Paulo, como relata a Associated Press.

Até agora, cerca de 500 aves tiveram esse destino. A maioria são pinguins de Magalhães que migram para o norte em direlção ao Brasil, vindos da Argentina, Chile e Ilhas Falkland. Em um ano típico, a cerca de 100-150 pingüins chegam às praias vivos após a longa caminhada em direção norte, com apenas 10 ou pouco mais aparecendo mortos, disse Thiago do Nascimento, biólogo do aquário de Peruíbe, à AP.

O que fez este ano diferente? Ninguém sabe ainda. Abaixo, as três principais hipóteses avançadas para o que está causando as estranhos e inquietantes mortes.

1. As mudanças climáticas

Alguns cientistas acreditam que as temperaturas mais frias e as ondas do oceano estão provocando maior gasto de energia para os pinguins que nadam para atingir os seus destinos, tendo um efeito fatal. Outros cientistas acreditam que o derretimento do gelo na Antártida, aumentou o fluxo da corrente das Malvinas tornando vulneráveis os pingüins jovens e inexperientes.

2. Perturbação humana

Necropsias têm mostrado que as aves morrem com os estômagos vazios, o que levou os especialistas a acreditarem ser a fome a primeira causa de morte, e por culpa da sobrepesca. Nesta teoria, o aumento da concorrência para a sua alimentação torna difícil para os pingüins capturarem o suficiente para sobreviver. "Os pinguins estão lidando com redes de pesca ... e todos os tipos de problemas",
disse Lauro Barcellos, diretor de um museu de oceanografia no sul do Brasil, ao Seattle Times.

3. Derramamento de óleo no Uruguai
Um vazamentos em 2008, perto do porto de Montevidéu, pode ter esgotado as populações de peixes até o ponto onde os pingüins não tem outra escolha senão a nadar ainda mais ao norte que o normal para uma fonte de alimento mais abundante na água morna. Mas ao percorrerem longas distâncias, aumentam os riscos de serem lançados fora do ciclo migratório.
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