Proteger o Planeta Oceano agora

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23/10/2010 - IUCN

Com apenas 1% dos oceanos do mundo sob proteção, os países estão muito aquém da meta de 10% prometidos para 2010. Maior vontade política e uma mudança na forma como gerimos o nosso capital marinho são necessários agora para preservar os oceanos da Terra para as gerações vindouras.

Este mês, o Chile anunciou a criação de uma grande reserva marinha em torno ilha Sala y Gómez, no Pacífico. No entanto, os atuais planos globais para o aumento do número de áreas marinhas protegidas estão muito aquém do que é necessário para salvar os oceanos do mundo, segundo um novo relatório da IUCN, The Nature Conservancy e da United Nations Environment Programme.

"Manter saudável nosso sistema de suporte à vida é o que está em jogo aqui e agora", disse Carl Gustaf Lundin, chefe do Programa Marinho e Polar da IUCN. "A criação de pontos de esperança - lugares especiais no oceano que necessitam de proteção especial - vai provar que o mundo se preocupa com 2/3 do nosso planeta."

Lançado terça-feira passada, dia 19/10, durante a Convenção da ONU para a Diversidade Biológica, "Proteção Global do Oceano: tendências atuais e oportunidades futuras", o novo livro da IUCN, The Nature Conservancy, PNUMA e vários outros parceiros * - observa o estado dos nossos oceanos e oferece soluções que irão restaurar nossos recursos marinhos, de encontro com as futuras demandas humanas. Mais de 30 importantes conservacionistas fornecem a melhor ciência e política para incentivar os países a tomarem medidas que vão além da criação de áreas individuais protegidas.

Existem hoje um total de 5.880 áreas marinhas protegidas, sobretudo nas zonas costeiras. No entanto, as atuais áreas protegidas não representam todas as regiões, as espécies e habitats que são importantes para a conservação, e há significativas restrições de capacidade financeira e humana. Uma maneira de alcançar uma melhoria dramática na conservação marinha, integrando a segurança alimentar, o bem-estar e a saúde humana, é através de uma boa gestão e ordenamento do território oceânico, de acordo com a publicação.

A gestão tradicional dos recursos marinhos é outra forma de responder às crescentes ameaças à saúde dos oceanos.

"Os países não podem ignorar o apelo para salvar nossos oceanos neste momento", disse Manny Mori, presidente dos Estados Federados da Micronésia. "Sem efetivas áreas protegidas a nível de vilas ou comunidades, nunca haverá sucesso na proteção global dos oceanos."

* Outros parceiros incluem: WCMC, UNU-IAS, Agence des Aires Marines Protégées e Wildlife Conservation Society
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Clique aqui para acessar o documento.

Tradução e adaptação: Instituto EcoFaxina
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