Cientistas temem que a sexta extinção em massa começou
01/11/2010 - David Derbyshire / Daily Mail
Um em cada cinco mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios do mundo estão sob ameaça de extinção, de acordo com um novo levantamento da vida na Terra.
O estudo chocante descobriu que o número de vertebrados - animais com coluna vertebral ameaçados de extinção, ainda está aumentando e os seres humanos são os grandes culpados.
Muitos cientistas acreditam que o mundo está passando por uma "sexta extinção em massa", e mais vidas selvagens estão sendo extintas agora do que em qualquer época, desde que os dinossauros desapareceram a 65 milhões de anos.
O urso panda é uma das espécies em maior risco, segundo a lista
O relatório surge justamente quando governos estão tomando parte nas negociações da ONU em Nagoya, no Japão, para combater a ameaça global à vida selvagem.
O relatório observou mais de 25.000 espécies na Lista Vermelha - um banco de dados de animais ameaçados criado pela respeitada União Internacional para a Conservação da Natureza.
Cerca de 20% dos vertebrados do mundo estão ameaçados de extinção, incluindo 25% de todos os mamíferos, 13% das aves, 22% dos répteis e 41% dos anfíbios.
Os cientistas também descobriram que 33% dos peixes cartilaginosos estão ameaçados - espécies como tubarões e raias cujos esqueletos são feitos de cartilagem, e 15% dos peixes ósseos.
As espécies em risco incluem o icônico urso polar, o panda, o atum azul, o lince ibérico, o diabo da Tasmânia - que tem sido duramente atingido por uma forma infecciosa de câncer, a foca do Cáspio e o gato pescador da Ásia.
Espécies britânicas na lista incluem a enguia europeia, cuja população caiu 99% por causa da poluição e da sobrepesca.
O relatório, publicado na revista Science e escrito por 174 cientistas, revelou que em média, 52 espécies de mamíferos, aves e anfíbios se aproximam da Lista Vermelha a cada ano.
Um dos principais ecologistas do mundo, o professor Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, alertou: "A 'espinha dorsal' da biodiversidade está sendo corroída. Um pequeno passo até a Lista Vermelha é um salto gigantesco para a extinção. Esta é apenas uma pequena janela sobre as perdas globais em curso."
O sudeste asiático está perdendo mais vida selvagem graças à expansão da agricultura, derrubadas e queimadas de florestas e caça indiscriminada. Muitas espécies também estão ameaçadas pela invasão de espécies exóticas de outros países.
O relatório mostrou que as taxas de extinção ultrapassaram as taxas normais de fundo por duas ou três ordens de magnitude ao longo dos últimos 40 anos.
Conservação
No entanto, sem a ação de conservacionistas, a situação teria sido muito pior - com 20% mais espécies ameaçadas.
Houve um aumento nas populações de 64 espécies, como resultado dos esforços na recuperação e conservação de habitats.
"Este trabalho é uma prova de que a conservação está funcionando. Agora temos de aumentar basante os nossos esforços para corresponder as ameaças sem precedentes enfrentados pelo mundo natural", disse o professor Jonathan Baillie, diretor de Programas de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres.
Em um relatório separado, a Sociedade Zoológica de Londres advertiu que animais comuns também estão em declínio.
O relatório entitulado como Relatório da Evolução Perdida diz que as populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuiram, em média, 30% nos últimos 40 anos.
Nas últimas décadas, a queda nas populações de mamíferos terrestres foram estimadas em 25%, de peixes marinhos em 50% e peixes de água doce em até 65%.
O relatório também alertou que toda a "linhagem" de espécies como tartarugas marinhas e os pandas estão em vias de ser perdida - sem nenhuma espécie semelhante capaz de preencher os nichos ecológicos ou com funções exercidas por elas.
O maior animal do planeta, a baleia-azul, também está sob ameaça da caça. Negociações estão em andamento para combater a ameaça global à vida selvagem
Vídeo com espécies ameaçadas:

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Um em cada cinco mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios do mundo estão sob ameaça de extinção, de acordo com um novo levantamento da vida na Terra.
O estudo chocante descobriu que o número de vertebrados - animais com coluna vertebral ameaçados de extinção, ainda está aumentando e os seres humanos são os grandes culpados.
Muitos cientistas acreditam que o mundo está passando por uma "sexta extinção em massa", e mais vidas selvagens estão sendo extintas agora do que em qualquer época, desde que os dinossauros desapareceram a 65 milhões de anos.
O urso panda é uma das espécies em maior risco, segundo a listaO relatório surge justamente quando governos estão tomando parte nas negociações da ONU em Nagoya, no Japão, para combater a ameaça global à vida selvagem.
O relatório observou mais de 25.000 espécies na Lista Vermelha - um banco de dados de animais ameaçados criado pela respeitada União Internacional para a Conservação da Natureza.
Cerca de 20% dos vertebrados do mundo estão ameaçados de extinção, incluindo 25% de todos os mamíferos, 13% das aves, 22% dos répteis e 41% dos anfíbios.
Os cientistas também descobriram que 33% dos peixes cartilaginosos estão ameaçados - espécies como tubarões e raias cujos esqueletos são feitos de cartilagem, e 15% dos peixes ósseos.
As espécies em risco incluem o icônico urso polar, o panda, o atum azul, o lince ibérico, o diabo da Tasmânia - que tem sido duramente atingido por uma forma infecciosa de câncer, a foca do Cáspio e o gato pescador da Ásia.
Espécies britânicas na lista incluem a enguia europeia, cuja população caiu 99% por causa da poluição e da sobrepesca.
O relatório, publicado na revista Science e escrito por 174 cientistas, revelou que em média, 52 espécies de mamíferos, aves e anfíbios se aproximam da Lista Vermelha a cada ano.
Um dos principais ecologistas do mundo, o professor Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, alertou: "A 'espinha dorsal' da biodiversidade está sendo corroída. Um pequeno passo até a Lista Vermelha é um salto gigantesco para a extinção. Esta é apenas uma pequena janela sobre as perdas globais em curso."
O sudeste asiático está perdendo mais vida selvagem graças à expansão da agricultura, derrubadas e queimadas de florestas e caça indiscriminada. Muitas espécies também estão ameaçadas pela invasão de espécies exóticas de outros países.
O relatório mostrou que as taxas de extinção ultrapassaram as taxas normais de fundo por duas ou três ordens de magnitude ao longo dos últimos 40 anos.
Conservação
No entanto, sem a ação de conservacionistas, a situação teria sido muito pior - com 20% mais espécies ameaçadas.
Houve um aumento nas populações de 64 espécies, como resultado dos esforços na recuperação e conservação de habitats.
"Este trabalho é uma prova de que a conservação está funcionando. Agora temos de aumentar basante os nossos esforços para corresponder as ameaças sem precedentes enfrentados pelo mundo natural", disse o professor Jonathan Baillie, diretor de Programas de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres.
Em um relatório separado, a Sociedade Zoológica de Londres advertiu que animais comuns também estão em declínio.
O relatório entitulado como Relatório da Evolução Perdida diz que as populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuiram, em média, 30% nos últimos 40 anos.
Nas últimas décadas, a queda nas populações de mamíferos terrestres foram estimadas em 25%, de peixes marinhos em 50% e peixes de água doce em até 65%.
O relatório também alertou que toda a "linhagem" de espécies como tartarugas marinhas e os pandas estão em vias de ser perdida - sem nenhuma espécie semelhante capaz de preencher os nichos ecológicos ou com funções exercidas por elas.
O maior animal do planeta, a baleia-azul, também está sob ameaça da caça. Negociações estão em andamento para combater a ameaça global à vida selvagemVídeo com espécies ameaçadas:

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