Campanha arrecada garrafas PET para projeto social da Ordem Franciscana Secular do Valongo

26/02/2010

Proteger o meio ambiente e gerar renda para quem precisa. Este é o objetivo da ‘Campanha PET Limpeza’, uma iniciativa da ‘Superbanca’ no bairro da Aparecida em Santos, em parceria com o Lojão da Aparecida, Loja Jaú Materiais de Construção e tem o apoio da Associação Comunidade de Mãos Dadas (ACMD).

A iniciativa consiste em arrecadar o maior número de garrafas PET possível até o fim de março, que serão doadas ao Projeto Revitalizando o Patrimônio Humano, da Ordem Franciscana Secular do Valongo. Neste Projeto, as garrafas são transformadas em vassouras e escovas de vaso sanitário, que são vendidas, gerando renda à Comunidade local.

Segundo Silvânia Aparecida Ramos, coordenadora do projeto, para cada vassoura são necessárias 12 garrafas. O processo é semi-industrial e passa por diversas fases. Tudo da garrafa é aproveitado, exceto o seu fundo que é destinado à reciclagem.

Para Cesar Malaco, proprietário da ‘Superbanca’, “o projeto engloba duas preocupações: Preservação ambiental com preocupação social”. Afinal, quem participar da campanha também estará evitando que muitas garrafas sejam jogadas no lixo comum.

As garrafas deverão ser levadas até a ‘Superbanca’, que posteriormente serão armazenadas no Lojão da Aparecida. Aos sábados no início da tarde, um carro da Loja Jaú levará a quantidade arrecadada ao galpão do Projeto, que fica na Rua Marquês de Herval, 24 ao lado do Santuário do Valongo.

E para colaborar é fácil. Basta levar qualquer quantidade de garrafa PET na 'Superbanca’ no bairro da Aparecida em Santos. Para incentivar ainda mais a população, quem doar o mínimo de 3 garrafas ganha 10% de desconto na compra de uma Vassoura Ecológica e ainda concorre a uma cesta ambiental da Superbanca.

O Projeto Revitalizando o Patrimônio Humano: Em atividade há 5 anos, o Projeto, que tem patrocínio da Petrobrás e apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, tem como objetivo principal gerar renda para a comunidade, num formato de cooperativa, onde o dinheiro arrecadado é dividido entre todos os trabalhadores. Sua idealizadora, Silvânia Ramos, começou atuando como coordenadora da Pastoral no Núcleo Valongo.

Ordem Franciscana Secular do Valongo

A 'Superbanca' sempre desenvolveu diversos projetos nas áreas culturais, sociais e ambientais. Durante seus 15 anos como jornaleiro, Cesar Malaco já organizou duas manhãs de autógrafos e três Feiras de Livros – o ‘Dia do Leia Mais’ - a preços populares.

Sua 1ª campanha foi em 1999 que arrecadou e doou dezenas de Kits de 1°s socorros à São Vicente de Paulo. Posteriormente, conseguiu, através de um abaixo-assinado, mais uma caixa coletora do correio para o bairro, e viabilizou, junto ao Cartório Eleitoral uma Urna Eletrônica em frente à banca, onde as pessoas puderam conhecer melhor o aparelho, simular o exercício do voto e tirar dúvidas (1998 e 2002); Também participou das campanhas do Desarmamento Infantil e ‘Mc Dia Feliz’.

Ambientalmente, já realizou duas campanhas de Reciclagem: A campanha ‘Reciclando Cidadania’ (set/2004), que destinou jornais e revistas velhas (500 kg) para uma entidade assistencial, e a Campanha Lixo Solidário, que arrecadou de 19/03 a 04/07 de 2005, 1032 Garrafas PET, 458 Garrafas de vidro, 485 kg de papel, 332 revistas para leitura e 08 garrafas de 1250ml e 02 de 2lts com pilhas usadas que beneficiaram quatro entidades assistenciais.

Atualmente transformou uma carcaça velha de computador em posto de recolha de pilhas e baterias usadas, pois quando jogadas no lixo comum, vazam e poluem o solo e os lençóis freáticos.

Para mais informações:

SUPERBANCA: Rua Alexandre Martins, 139 – Santos (SP) - c/ Cesar Alves Malaco
(13) 9600-8251; (13) 3236-7536 – após 17h30; (13) 3213-71.53 – das 8 às 17hs (falar com a SEPROC)

Projeto Revitalizando o Patrimônio Humano: Rua Marquês de Herval, 24 - c/ Silvânia Aparecida Marques
(13) 9703-1405; (13) 3561-1896

Lojão de Aparecida: Rua Alexandre Martins, 139 – Santos (SP) - c/ Fernando

Loja Jaú Materiais de Construção: Rua Alex. Martins, 141 – Santos (SP) - c/ Cuca
(13) 3345-5115

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Ilha Porchat perde 380 quilos em 3 horas de limpeza

21/02/2010 - Texto: William Rodriguez Schepis
Fotos: Pedro Martins e Larissa Moura


A Ilha Porchat, um dos principais cartões postais da Baixada Santista, ficou um pouco mais bonita após a 14ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada no último Sábado.

Com o dia ensolarado os voluntários começaram a chegar por volta das 9 horas na Ilha Porchat, o ponto de encontro e partida para o costão rochoso foi no final da Alameda Paulo Gonçalves, próximo ao Edifício Seven Seas, o mais antigo da ilha.

Calouros chegando na Ilha Porchat

Durante o cadastro dos primeiros voluntários percebemos que uma caixa de contenção de esgoto da Sabesp, no final da alameda, minava uma grande quantidade de esgoto. Funcionários da empresa estavam no local e explicaram que ela funciona somente para o Edifício Seven Seas e que isso acontece regularmente porquê condôminos jogam muito lixo nos vasos sanitários, causando o emperramento da bóia que aciona uma bomba que retira o esgoto. Os funcionários da Sabesp disseram que os resíduos mais comuns retirados do sistema de bombeamento são preservativos, suportes para desinfetantes de vasos sanitários e absorventes, que acabam obstruindo o conjunto hidráulico.

Após serem cadastrados, os voluntários começaram a descer a encosta por volta das 10 horas com o auxílio de cordas e ajuda dos associados do Instituto EcoFaxina, observando as pequenas cascatas formadas pelo esgoto que seguia até o costão rochoso. Já na encosta, antes de chegar ao costão, fora o esgoto, muito lixo e entulho em meio a uma grande erosão chamou a atenção de todos.

Durante a descida muito entulho em meio a grande erosão que está devastando parte da vegetação local

Chegando na zona entre-marés, os voluntários ficaram chocados com a grande quantidade de objetos plásticos entre as rochas. Foram retiradas muitas garrafas PET, diversos tipos de embalagens e sacos plásticos, latas de alumínio, materiais de pesca, calçados, muito isopor e até um monitor de computador. Após 3 horas de coleta, foram enchidos 44 sacos de 100 litros, totalizando 380 quilos de detritos.

A maioria dos resíduos são plástico

Fragmentos de plástico e garrafas PET por toda parte

Quase no final da ação aconteceu um encontro muito especial para todos os voluntários, na maioria calouros da Faculdade de Biologia Marinha da Unisanta. Eles tiveram a oportunidade bater um papo descontraído com o professor de biologia e atual secretário de meio ambiente de Santos, Professor Fabião, que fez questão de descer a difícil encosta para falar com os voluntários. Alí, sentados sobre uma grande rocha à sombra de um enorme Chapéu de Sol (Terminalia catappa), os voluntários (principalmente os futuros biólogos) se emocinaram com as sábias palavras do professor sobre a responsabilidade que temos em assumir um envolvimento sustentável com o planeta Terra ao qual ele prefere chamar de Gaia.

"Mini aula de campo" com o Prof. Fabião

Depois da breve aula, todos os voluntários formaram um cordão humano para subir os pesados sacos pela encosta, que foram passados de mão em mão até o topo.

Trabalho de formiguinha para levar tudo pra cima

A ação foi finalizada com a pesagem dos sacos e os voluntários puderam fazer um lanchinho com sanduiches, sagados, sucos e frutas cedidos pela proprietária do Terraço Chopp e Restaurante, senhora Martha Martins. Aí foi só descer as ladeiras da ilha e voltar para casa de alma limpa.

Agradecimentos:

O Instituto EcoFaxina agradece a todos os apoiadores que tornaram possível a realização da 14ª Ação Voluntária EcoFaxina na Ilha Porchat. Especialmente: Dr. Paulo Costa, Presidente da Sociedade Amigos da Ilha Porchat, Universidade Santa Cecília, Terraço Chopp e Restaurante, Ilha Porchat Clube, Centro Acadêmico de Biologia Marinha (Unisanta), Sabesp, Edifício Seven Seas (obrigado por ceder o banheiro), Prefeitura de São Vicente e rádios Saudade, Jovem Pan e Litoral FM.


Mais imagens:


Voluntárias atentas às recomendações de como descer a encosta em segurança

Mãe acompanha a descida da filha

Tierry, diretor de educação ambiental, ajudando a descida dos voluntários

Voluntária retirando mais uma garrafa plástica

Sujeira por toda parte

Muito lixo flutuando próximo ao costão rochoso e calouros indignados

Clique aqui para ver todas as imagens

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Limpeza na Ilha Porchat acontece neste Sábado

17/02/2010

A Ilha Porchat está doente, por isso, neste final de semana será organizada a 14ª Ação Voluntária EcoFaxina - Ilha Porchat, a primeira ação de limpeza do Instituto EcoFaxina em 2010.

O evento será realizado dia 20/02, Sábado, no final da Alameda Paulo Barbosa, altura do número 901, próximo ao Edifício Seven Seas, a partir das 9 horas.

Esta Ação Voluntária terá como foco a limpeza de parte da encosta e costão rochoso da ilha, chamando a atenção também para um problema que vem sendo agravado pelo acúmulo de lixo: erosões e deslizamentos na encosta que estão levando muito sedimento para as rochas, prejudicando principalmente a fauna séssil e trazendo riscos eminentes para as construções próximas. Tal fato vem ocorrendo pela falta de engenharia para o escoamento de águas pluviais proveniente de vias públicas e sendo agravado pela alteração na permeabilidade natural do solo devido a grande quantidade de lixo na encosta da ilha.

O Instituto EcoFaxina esteve no local e se deparou com imagens como essa

A erosão carrega o sedimento para o ecossistema marinho


Costão Rochoso

Esse ecossistema se localiza em uma região do litoral classificada como zona entre-marés e é responsável por abrigar centenas de espécies marinhas, apresentando uma enorme biomassa. Essa grande concentração de seres vivos representa a interação entre diversas espécies que vivem em harmonia. Fatores externos que venham prejudicar tal harmonia podem causar um forte desequilíbrio ecológico, diminuindo a oferta de alimento para animais que frequentam o local, como diversas espécies de tartarugas e peixes. Além de causar alterações na distribuição dos organismos que lutam por espaço.

Entre as diversas espécies de organismos que habitam os costões rochosos da nossa região, podemos destacar: ligias (baratinha do mar), peixes, algas, cracas, mexilhões, ostras, gastrópodes, esponjas, anêmonas, caranguejos, camarões, poliquetos, oligoquetos, ouriços, ofiúros, cavalos-marinhos, lírios e estrelas do mar.

A ocupação das rochas por cracas, moluscos de concha fixa e outros animais sésseis cria uma heterogeneidade espacial e diversos microhabitats que permitem a existência de uma grande fauna associada. É toda essa fauna local que oferece alimento para inúmeras espécies vágeis (que passam nadando pela região), tornando o habitat propício para abrigo, acasalamento e berçário.

Se continuarmos assim vamos acabar com a biodiversidade marinha

Recomendações

Para esta Ação Voluntária aconselhamos que os participantes utilizem roupas leves e calçado fechado, de preferência bermuda, camiseta regata e tênis. Durante a limpeza manter-se bem hidratado e não se arriscar em áreas perigosas, como pedras molhadas ou muito íngremes, ficar próximo aos grupos de voluntários, pedir e ceder ajuda para caminhar pelas rochas sempre que nescessário.

Chegando no local todos os participantes deverão assinar o Termo de Voluntário e informar o email e o nome para o preenchimento do certificado de participação que será entregue ao final da ação.

Devido ao entusiasmo de grande parte dos Biólogos Marinhos em "arrumar a casa", o término do evento não tem um horário determinado, mas a previsão é de que se encerre por volta das 14 horas. Lembrando que a ação faz parte do programa de Trote Ecológico da Universidade Santa Cecília, onde calouros da Faculdade de Biologia Marinha participam de forma voluntária de atividades ecológicas.

Apoio

A 14ª Ação Voluntária EcoFaxina - Ilha Porchat conta com os seguintes apoiadores: Unisanta, Sociedade Amigos da Ilha Porchat, Sociedade Amigos do Itararé, Project AWARE Foundation, Baía de São Vicente Iate Clube, Projeto Tia Egle, C.A. Biologia Marinha Unisanta, Prefeitura de São Vicente, Codesavi, 17º GB - Salvamar Paulista, Rádio Saudade FM, Rádio Jovem Pan FM e Rádio Litoral FM.

Fotos: Instituto EcoFaxina

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Pesca comercial de arrasto coloca em risco os golfinhos

11/02/2009 - Tradução: William Rodriguez Schepis - Fonte: ScienceDaily

Pesca comercial extensiva coloca em perigo as populações de golfinhos no Mediterrâneo. Isso tem sido mostrado em um novo estudo realizado pelo Departamento de Civilizações Marítimas da Universidade de Haifa. "Infelizmente, voltamos as costas para o mar e não damos muita consideração aos nossos vizinhos marinhos", afirma o pesquisador Dr. Aviad Scheinin.

O estudo, que foi supervisionado pelo professor Ehud Spanier e pelo Dr. Dan Kerem, analisou a concorrência entre os dois predadores de topo de cadeia ao longo da costa mediterrânica em Israel: o Golfinho-comum (Tursiops truncatus) e a pesca de arrasto. (Arrasto é o principal tipo de pesca comercial em Israel e envolve o arrastando uma grande rede de pesca através da água, perto do fundo do mar, na parte de trás de um barco.) Estes dois predadores na costa de Israel capturam tipos similares de peixes próximo o fundo do mar, assim, os investigadores decidiram examinar a natureza da competição entre os dois.

A pesca comercial de arrasto no Mediterrâneo, ao largo da costa de Israel tem como alvo o bacalhau, o salmonete e o linguado, três espécies comerciais de peixe muito procuradas. O Departamento de Pesca do Ministério da Agricultura de Israel tem dados mostrando que, ao longo dos anos, a quantidade de peixes do fundo do mar, saqueado pelo arrasto comercial de Israel é maior que a quantidade de peixes que a natureza proporciona, indicando que a população de peixes de fundo caiu entre os anos 1949 e 2006.

Será que essa queda no fornecimento de peixe, necessariamente, causa dano direto para os golfinhos, visto que sua dieta pode incluir também outros tipos de peixe? Para verificar isso, o pesquisador examinou o conteúdo dos estômagos de 26 golfinhos que morreram e chegaram a praia, ou que haviam sido capturados por engano. Ele também analisou o comportamento dos golfinhos que vivem ao longo de mais de 3.000 km da costa central de Israel através da realização de 232 inquéritos marinhos. Os estômagos dos golfinhos mortos não continham principalmente peixe comercializado, sugerindo que eles talvez não competem diretamente com os arrastões comerciais, e que a pesca comercial não afeta diretamente a nutrição dos golfinhos.

O comportamento dos golfinhos, por outro lado, desenha um quadro totalmente diferente. Segundo o Dr. Scheinin, a maioria dos golfinhos foram observados ao redor dos barcos de arrasto: as chances de se observar um cardume de golfinhos perto de um arrastão é dez vezes maior do que no mar aberto. Isso ocorre porque o arrastão serve como uma estação de alimentação "para os golfinhos: lá eles não são capazes de se alimentar das espécies comerciais capturadas nas redes, mas eles são capazes de desfrutar de cardumes de outros tipos de peixes que nadam em torno do arrastão . "O problema é que este tipo de pesca coloca em perigo os golfinhos. Oito golfinhos morrem a cada ano na costa de Israel, em média, e desses, quatro morrem após serem capturados por engano em redes de arrasto. Muitos estudos têm comprovado a elevada inteligência do golfinho, e é claro que estes mamíferos marinhos estão conscientes deste perigo, mas ficam com pouca escolha devido à sua necessidade de busca de alimentos em todo o arrasto devido à escassez de outras fontes de alimento ", explica o Dr. Scheinin.

Golfinhos próximos ao barco de arrasto
Dr. Aviad Scheinin, IMMRAC

Esta conclusão é reforçada pelos golfinhos do sexo feminino que amamentam. Estes golfinhos necessitam de uma quantidade maior de alimentos do que de costume, e apesar do risco para os golfinhos mais jovem e menos experiente que nadam ao seu lado, todos os golfinhos que amamentam foram verificados mais freqüentemente em torno dos arrastões. Isso indica que eles não podiam obter comida suficiente em outros lugares.

Os golfinhos da costa de Israel passam a maior parte do seu tempo em busca de comida, enquanto seus companheiros em outras áreas do mundo estão muito ocupados com atividades sociais. Este fato é ainda outro fator que contribui para a hipótese de que eles sofrem uma deficiência de recursos alimentares.

O presente estudo demonstra, pela primeira vez, as características dos golfinhos que habitam a região do mar na costa mediterrânica em Israel. Essa população de golfinhos é estável e, em determinado momento pode ser contada em cerca de 350 golfinhos. Destes, os pesquisadores estão pessoalmente familiarizado com 150 golfinhos - em uma base de primeiro nome - que podem ser identificados pela barbatana dorsal, a impressão digital do golfinho. Quarenta destes são vistos repetidamente e são habitantes próximos e permanentes da costa de Israel. "Há uma população estável de golfinhos na costa de Israel, e de qualquer decisão sobre o mar também deve considerar os golfinhos. Então, para preservar esta população, devemos determinar extensas reservas naturais marinhas, a fim de regulamentar a pesca e trazer um fim para a poluição do mar . Lamentavelmente, não estamos considerando muito os golfinhos ", conclui o Dr. Scheinin.

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Santos foi a primeira cidade do país a ter coleta seletiva

10/02/2010 - Saudade FM

O Programa Café da Manhã da Rádio Saudade FM - 100,7 MHz, desta quarta–feira, dia 10 de fevereiro, recebeu o vereador e novo secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Alexandre Nunes, mais conhecido como professor Fabião.

O novo secretário comentou que em relação ao meio ambiente, “pensar globalmente é difícil, pois as pessoas são geralmente umbilicais”. Nosso convidado afirmou, ainda, que alguns psicólogos já detectam na população o estresse ambiental, provocado pelas mudanças climáticas.

Assumindo essa pasta, Fabião explicou que os munícipes podem esperar bastante e que está disposto a enfrentar os grandes desafios. Logo após sua posse, Fábio realizou uma reunião de transição com o antigo secretário.

Professor Fabião definiu sua relação com o meio ambiente como produtiva. O político contou que o município de Santos é o primeiro do país a ter coleta seletiva e orientou a população a separar o lixo sujo do lixo limpo.

Os pedidos musicais do programa foram “Gita”, de Raul Seixas e “One”, do U2.

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Medidas de proteção global dos oceanos têm falhado

08/02/2010 - Por Axel Bojanowski/Spiegel Online

Milhares de toneladas de lixo são jogadas no mar a cada ano, colocando em risco vidas humanas e selvagens. Um relatório confidencial do governo Alemão, obtido pelo SPIEGEL ONLINE, indica que os esforços das Nações Unidas e da União Européia para limpar nossos oceanos têm falhado completamente.

Lixo por toda parte: um mergulhador inspeciona resíduos de pneus no fundo do oceano na costa da Flórida onde deveria ser um recife artificial. Um documento secreto do governo alemão obtido pelo SPIEGEL ONLINE indica que os esforços das Nações Unidas e da União Européia para limpar nossos oceanos falharam completamente. Os especialistas estão indignados. AP

Dada a imensidão de nossos oceanos, poucas pessoas encontram problema para despejar lixo nesses corpos d´água. Mas enormes quantidades de plásticos, que degradam a uma taxa bem baixa, podem ser encontradas a rodo em nossos oceanos. As vidas selvagens consomem pedaços pequenos de plásticos levando muitas delas a morrer, dado que os mesmos estão repletos de venenos. E, conforme advertem os especialistas, atingimos um ponto em que está ficando perigoso até mesmo para humanos consumir peixes e frutos do mar.

Consideradas tais condições, a comunidade internacional vem desenvolvendo por quatro décadas massivos esforços burocráticos na busca de liberar os oceanos do lixo. Em 1973, as Nações Unidas patrocinaram um pacto protegendo os oceanos do despejo. Adicionalmente, em seis diferentes ocasiões, provisões (destinadas à “poluição marinha”) têm sido agregadas à chamada Convenção Marpol. Há nove anos, a União Européia publicou diretrizes que proíbem qualquer despejo de resíduo marítimo no oceano enquanto as embarcações estiverem nos portos.

Lixo ao longo da costa: um ambientalista retira lixo do oceano ao longo de uma praia em Hong Kong. AFP

Entretanto, de acordo com o documento de estratégia confidencial do governo alemão, obtido pelo SPIEGEL ONLINE, se você somar todos os benefícios de tais medidas, o resultado é zero. O fato é que, conclui o documento confidencial, os esforços internacionais buscando proteger os oceanos falharam em todos os sentidos. Nossos oceanos se transformaram num vasto aterro de lixo.

Até mesmo leis rigorosas não têm feito qualquer coisa para ajudar os oceanos, estabelece o documento. Tome o caso dos mares Norte e Báltico. Embora o despejo nesses mares têm sido ilegal, desde 1988, o montante de lixo ali encontrado permanece “sem melhoria”. O governo estima, também, que a cada ano 20.000 toneladas de lixo encontram seu caminho só para o Mar do Norte, principalmente de navios e da indústria da pesca. O documento conclui que todos os acordos internacionais relacionados com o assunto têm sido “infrutíferos.”

Guardando Lixo no “Armário Azul”

A princípio, talvez pareça que a União Européia esteja fazendo muito para limpar o lixo dos mares. Por exemplo, a mais recente diretriz da UE sobre o assunto, em julho de 2008, busca a garantia de “boas condições” dos mares da Europa em 2020. Entretanto, nesta terça-feira, a Comissão Européia anunciou sua intenção de estabelecer “uma agência dedicada (…) para atacar os problemas subjacentes da má implementação e execução da legislação européia sobre lixo.”

Lixo no Mediterrâneo: mergulhadores descobrem um sítio enorme de lixo próximo da costa do Líbano, em fevereiro de 2008. Os "Teletubbies" podem estar felizes na televisão, mas, se isto entrar na cadeia alimentar, nada de bom virá disso. AFP

Quer dizer, o documento de estratégia alemã não coloca muita fé em tais planos. Do jeito que seus autores vêm as coisas, é “extremamente improvável” que um consenso efetivo sobre não poluir os oceanos emergirá num futuro previsível. A verdade é que, os especialistas do governo parecem acreditar que martelar sobre novos acordos não é o caminho certo para abordar a questão. Em vez disso, eles acreditam que a praticabilidade de futuros pactos buscando proteger os oceanos deve “ser investigada em primeira mão.”

Em público, por outro lado, o governo federal da Alemanha assume um tom muito menos cáustico. Em abril de 2008, a então grande coalizão dominante – feita pela chanceler Angela Merkel do partido de centro-direita União Democrática Cristã e pelo Partido Social Democrático de centro-esquerda – declarou que reconheceu as regulamentações existentes buscando conter a inundação de resíduos como “em princípio suficientes.” Na quinta-feira o Ministro do Meio Ambiente, da Conservação da Natureza e da Segurança Nuclear Federal da Alemanha declinou fornecer qualquer comentário adicional para O SPIEGEL ONLINE.

Oportunidades Insuficientes para o Descarte

A proteção ambiental advoga, por outro lado, não estar acanhada para dar voz a sua consternação. “Na existência de controles e penalidades,” diz Onno Gross, o presidente da Deepwave, uma organização de conservação do oceano baseada em Hamburg, “estão aparentemente tentando se livrar de seu lixo no 'armário azul'.” Permanece, de acordo com o documento interno do governo, que o descarte da maneira apropriada de lixo marítimo não é fácil como deveria ser. Da forma como os autores do documento vêm isto, “as insuficientes oportunidades para descarte nos portos, altas taxas e logísticas complicadas” frustram tais esforços.

Mesmo assim, eles também admitem que colocar um basta em mais poluição é urgentemente necessário. Os especialistas por trás do relatório observam a “piora de um problema ecológico e econômico” que terá efeitos negativos sobre animais marinhos assim como “custos imensos.”

A praia de Zihuatenejo, México: aqui o esgoto e outros tipos de poluição definitivamente tornaram o oceano azul numa mistura marrom. AFP

Eles também alertam para sérias consequências relacionadas com a saúde humana. Por exemplo, partículas de plástico podem desalinhar completamente nosso complexo equilíbrio hormonal, de acordo com um estudo publicado no ano passado por cientistas do Hospital Universitário de Caridade de Berlim. Da mesma forma, segundo Richard Thompson, um biólogo marinho da Universidade de Plymouth na Grã-Bretanha, pedaços de plástico podem transformar-se, da noite para o dia, em substâncias armadilhas venenosas, embutidas nelas mesmas, causadoras de câncer, tais como DDT. Na verdade, o estudo mais recente coloca a concentração de tais venenos, das pontas dos plásticos, como sendo milhões de vezes maior do que o normal. E, conforme alerta Gross, “quando as pessoas consomem peixe, elas trazem o veneno para dentro de seus corpos.”

Quando Thompson olha para esse problema, ele se preocupa sobre as chances de haver uma perigosa cadeia de reações. Quanto mais alto um animal estiver na cadeia alimentar, é provável que ele tenha mais veneno em seu corpo. Os cientistas estão atualmente procurando descobrir quanto veneno os humanos ingerem quando comem coisas que vêm do oceano.

Comendo Plástico até Morrer

Os pássaros muitas vezes têm dificuldade em distinguir entre pequenos pedaços de plástico e comida. Segundo um estudo conduzido em 2002, 80 por cento dos pássaros examinados ao longo do Mar do Norte continham partículas de plástico em suas bocas. Da mesma forma, os pesquisadores do Centro de Pesquisa e Tecnologia da Costa Oeste, da cidade de Büsum do nordeste da Alemanha, determinaram recentemente que quase todos (93 por cento) os pássaros mergulhadores do Mar do Norte têm pedaços de plástico em seus estômagos.

A praia em Mumbai, Índia: mais plásticos do que plâncton. REUTERS

Outro estudo encontrou, ainda, uma média de 32 pedaços de plástico nos estômagos de Fulmarus glacialis, parente próximo dos petréis. Com todos esses pedaços em seus estômagos os pássaros sentem-se cheios, desta forma eles consomem menos, adquirem menos nutrientes e, em muitos casos, morrem. Um painel de especialistas disse, à EU, que pássaros migratórios alimentam seus filhotes na Antártica com pedaços de plástico que eles encontram no Oceano Atlântico.

De acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, há, em média, 18.000 pedaços visíveis de plástico flutuando em cada quilômetro quadrado do mar. Alguns aglomerados de lixo flutuante são até mesmo visíveis em fotos de satélite. Pesquisadores da Fundação de Pesquisa Marinha Algalita pesquisaram 11 sítios randomicamente escolhidos no meio do Oceano Pacífico e descobriram uma massa de plástico seis vezes maior do que a massa de plâncton. Através do tempo o plástico se desintegra em pedaços cada vez menores, mas leva séculos até que ele desapareça completamente.

O Fundo do Mar do Norte Está Saturado de Plástico

Um exemplo particularmente flagrante de lixo marinho é apresentado pela Angra Alemã, uma parte do Mar do Norte na costa da Alemanha. Ao todo 8 milhões de pedaços de plástico podem ser encontrados ali. Na parte sul do Mar do Norte, uma média de 575 pedaços de rejeitos pode ser encontrada por quilômetro quadrado.

Ao longo das praias do Mar do Norte e do Atlântico Norte, segundo o relatório do governo, perto de 712 pedaços de lixo podem ser contados em cada faixa de 100 metros, em média. Algumas faixas contêm até 1.200 pedaços. “Não é suficiente apenas varrer as praias de vez em quando”, diz o biólogo marinho Gross. Na verdade, até 67 por cento do lixo afunda até o fundo do mar. Abaixo das águas do Mar do Norte descansam 600.000 metros cúbicos de entulho, de acordo com os cálculos oficiais – grosseiramente o volume de duas pirâmides de Giza. Cada quilômetro quadrado do Mar do Norte contém um metro quadrado de lixo.

Não faltam sugestões sobre como atacar o problema. O documento estratégico do governo alemão propõe começar devagar. Primeiro de tudo, diz ele, deve-se trabalhar num critério para um mar saudável e a vida marinha deve ser melhor pesquisada para corrigir o “estado difuso de nosso conhecimento.” A questão, se os padrões de métodos de pesquisa são suficientes, permanece um “problema sem uma solução satisfatória.”

Plástico sobre uma praia do Mar do Norte: o lixo é varrido do mar para a terra na ilha Memmert de preservação de pássaros, próximo da região de Ostfriesland na Alemanha. dpa

Mas o governo também possui algumas medidas concretas que ele gostaria de ver implementadas. “Sacos de lixo reforçados” devem ser distribuídos aos pescadores de modo que 500 deles possam servir de coletores de lixo do Mar do Norte. O relatório do governo aponta também para redes de pesca sem âncoras, como um problema importante que a vida marinha enfrenta no Mar do Norte. O documento estratégico aconselha uma avaliação sobre a necessidade das redes de pesca serem equipadas, no futuro, com dispositivos de localização.

Os sistemas de reciclagem também devem ser promovidos a bordo dos navios, propõe o documento. A separação de lixo é também desejada – mas não prensas de lixo, porque desta forma o lixo “não pode ser mais identificado.” “Controles mais rigorosos e penalidades mais altas,” devem ser introduzidas.

“Os livros de registro de lixo devem, finalmente, nos dar insights sobre o montante atual de lixo produzido, diz Onno Gross da Deepwave. Um navio contêiner padrão produz alguns 100 kg de lixo por dia. Caso os navios descartem um montante suspeitavelmente menor de lixo ao aportar, deveriam ser forçados a pagar “penalidades drásticas”, diz Thilo Maack do Greenpeace.

Gross propõe utilizar as taxas portuárias para financiar o descarte de lixo. “O sistema que alguém tende a encontrar em acampamentos de lazer deveria também ser utilizado em navios,” diz ele. Mas o governo alemão não tem grandes esperanças para melhorias. O documento argumenta que o descarte de lixo deve permanecer livre de cobrança, se alguém esperar mudar o comportamento dos marítimos.

Tradução: Global Garbage/Luís Peazê

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Prof. Fabião assume a Secretaria do Meio Ambiente de Santos

08/02/2010

Fábio Alexandre de Araújo Nunes (Prof. Fabião - PSB), santista, nasceu em 1º de dezembro de 1966, filho do advogado Luiz Norton Nunes (ex-vereador em Santos) e da professora Nadir de Araújo Lima Nunes (já falecida). Formado em Biologia pela Unisantos, é professor do Colégio Objetivo há mais de 20 anos.

É militante nos movimentos ambientalistas desde a infância, quando ingressou no escotismo, trabalhando o elo educação/cultura como meio de desenvolvimento do cidadão.

Desenvolve trabalho voltado para os grandes interesses da cidade, sem "arranjos" com a situação e sem "oposição sistemática".

Integrou as comissões permanentes de meio ambiente, de educação e cultura, de política urbana e funções sociais da cidade e de legislação participativa. É membro de várias comissões especiais temporárias.

Mantém permanente canal de comunicação com a população, visando o exercício de uma cidadania inclusiva, participativa e plena.

Percorrer a cidade de bicicleta com um grande banner a reboque, foi uma das alternativas econômicas e ecologicamente corretas de suas campanhas como vereador.

A cerimônia de posse acontecerá amanhã, dia 09/02, às 10 horas, no Salão Nobre Prefeito Esmeraldo Tarquínio, no Palácio José Bonifácio, situado a Praça Visconde de Mauá, s/nº, no Centro Histórico de Santos.

Fabião substitui o até então secretário, Flávio Rodrigues Corrêa, que nos últimos anos foi bem, contudo discreto à frente da SEMAM, como é de sua personalidade. Flávio será o presidente da Fundação de Tecnologia e Conhecimento de Santos. No lugar de Fabião na Câmara de Vereadores assume o primeiro suplente do PSB Valdir Nahora.

O Instituto EcoFaxina parabeniza o Prof. Fabião e deseja muita determinação e sucesso em seu novo ciclo de vida política. Ao Valdir Nahora e ao Flávio Corrêa, desejos de boa sorte e sucesso a ambos também.

Site do Prof. Fabião: www.fabionunes.org



Fabião, no centro, durante a 1ª Caminhada pela Sustentabilidade

Como vereador presidindo mais uma Audiência Pública

Como ativista, conferindo e participando de uma das Ações Voluntárias promovidas pelo Instituto EcoFaxina

Fonte: Câmara Municipal de Santos
Edição e Fotos: Instituto EcoFaxina


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Kassab veta projeto que proibia sacolas plásticas

05/02/2010 - Circe Bonatelli/Agencia Estado

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vetou, no último dia 22 de janeiro, o Projeto de Lei 577 de 2007, de autoria dos vereadores Gilson Barreto e Claudinho de Souza (PSDB). O projeto determinava que os estabelecimentos comerciais da capital paulista substituíssem o uso de embalagens plásticas por sacolas reutilizáveis ou "confeccionadas em materiais de fontes renováveis ou recicláveis", de acordo com informações do Diário Oficial.

O projeto ainda estipulava que a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras ficasse responsável pela fiscalização dos estabelecimentos, que estariam sujeitos a multa de R$ 5 mil caso não adotassem a mudança no período de um ano.

Kassab alegou, em nota publicada pelo Diário Oficial em 23 de janeiro, que ainda seria preciso analisar melhor a eficiência da medida no controle da poluição. De acordo com parecer técnico da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, "não há garantia de que a substituição proposta pelo projeto de lei resulte em prevenção, controle da poluição ambiental e proteção do meio ambiente".

Segundo a secretaria, os materiais usados na fabricação das sacolas biodegradáveis (aquelas que levam menos tempo para se decompor na natureza) também geram resíduos tóxicos. "Se foram utilizados aditivos químicos aceleradores da reação do polímero com o oxigênio, o que diminui o tempo de decomposição, pode haver contaminação do meio ambiente com metais pesados", afirma o prefeito na nota.

O material biodegradável tem um aditivo capaz de decompor o plástico em partículas orgânicas menores e menos impactantes ao ambiente - basicamente água, biomassa e gás carbônico - o que alivia a obstrução de bueiros durante as enchentes, e impede a ingestão das sacolas por animais.

No entanto, o gás carbônico, principal causador do efeito estufa, continua sendo eliminado no processo. Outro problema da proposta é que esbarra na ausência de regulamentação para plásticos biodegradáveis no Brasil. Como as empresas baseiam seus laudos em normas internacionais, há margens para contestações, como a da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

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Projeto cria programa de incentivo ao uso de bicicletas

Por Rodrigo Bittar, da Agência Câmara

A Câmara analisa o Projeto de Lei 6474/09, do deputado Jaime Martins (PR-MG), que cria o Programa Bicicleta Brasil (PBB) nos municípios com mais de 20 mil habitantes. A proposta destina 15% do valor arrecadado com multas de trânsito para financiar o programa.

Entre os objetivos do programa estão:

  • apoiar estados e municípios na instalação de bicicletários públicos e construção de ciclovias e ciclofaixas;
  • promover a integração das bicicletas ao sistema de transporte público coletivo;
  • promover campanhas de divulgação dos benefícios do uso da bicicleta como meio de transporte econômico, saudável e ambientalmente adequado.

A proposta também inclui essas atribuições entre as atividades que podem ser financiadas com recursos da Cide-Combustíveis, por meio de alteração na lei que fixa os critérios desse tributo (Lei 10.636/02), e no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97).

Contribuições e doações

O PBB também será financiado por dotações orçamentárias de todos os níveis de governo e por contribuições e doações de organizações, pessoas físicas e jurídicas nacionais e estrangeiras. A execução do PBB será responsabilidade dos setores públicos e privados ligados ao trânsito e à mobilidade urbana.

Segundo o deputado, a melhoria das condições de mobilidade urbana "é um dos grandes desafios do poder público nos tempos atuais". Paralelamente, ele lembra da necessidade de se buscar a redução da emissão de poluentes e de gases do efeito estufa. "Essa circunstância tem levado os governos, em vários locais do planeta, a voltarem suas atenções para a bicicleta como meio de transporte".
Tramitação

O projeto tramita de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; de Desenvolvimento Urbano; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Derramamentos de petróleo sempre vão acontecer, nós somos os culpados

01/02/2010 - Por William Rodriguez Schepis - Fonte: AP - Fotos: Julio Cortez

Já aconteceu de novo: Um derrame de petróleo, dia 23/01, desta vez perto de Port Arthur, Texas. Segundo a guarda costeira americana, 462.000 litros de óleo foram derramados na água quando o navio colidiu com uma barcaça de reboque, no sábado. Segundo um artigo da AP, as equipes se esforçavam para proteger "duas áreas sensíveis da vida selvagem" - um lago que é terreno fértil privilegiado, e uma área de manejo de fauna.

DALLAS - Quase metade do petróleo que vazou em um porto importante do Texas durante uma colisão entre um petroleiro e um navio rebocador evaporou, foi disperso ou recuperado da água, afirmou a Guarda Costeira.

Cerca de 175.000 litros de petróleo evaporou ou dispersou, disse Petty Officer Casey Ranel da Guarda Costeira. 46.200 litros - ou 10% do total de petróleo derramado - foi recuperado.

Os 462.000 litros de óleo foram derramados quando o petroleiro de 800 pés dirigia-se para uma refinaria da Exxon Mobil Corp em Beaumont e colidiu com a barcaça. Ninguém ficou ferido.

Foi o maior derrame no Texas em 16 anos, mas ainda muito tímido perto de 20 anos atrás envolvendo o Mega Borg, navio norueguês que vazou 4,3 milhões de galões de petróleo crú em cerca de 60 milhas fora de Galveston.

Duas áreas mais sensíveis de fauna selvagem nas proximidades não foram afetadas pelo derrame, que é contido principalmente em um trecho de 2 km da Hidrovia Neches Sabine perto do porto, cerca de 90 quilômetros a leste de Houston. As autoridades receberam um relatório de uma garça coberta de petróleo, e os moradores foram aconselhados a relatar outros animais afetados.

O canal de navegação está fechado, e não se sabe quando irá reabrir, disse Ranel.

Cerca de 500 pessoas trabalharam na água e no posto de comando para conter o derramamento. Cerca de 46.000 metros de paredes de plástico conhecidas como booms e 15 barcos skimmer de sucção de óleo estavam na água, Ranel disse.

O Otome Eagle colidiu com um rebocador empurrando duas barcaças no sábado, deixando um buraco de 15x8 pés no tanque. O National Transportation Safety Board e a Guarda Costeira estão investigando

O Otome Eagle faz parte dos petroleiros AET, uma empresa da Malásia, com escritórios em Houston.

"Nós não temos discernimento no momento do que causou o vazamento", disse o porta-voz da AET, Darrell Wilson. "A Guarda Costeira tem uma equipe de investigação no lugar...estamos participando plenamente nesse processo de investigação."

A empresa está trabalhando com a Guarda Costeira na limpeza, embora não está claro quem vai pagar por isso.

"Foi o nosso produto derramado e que agora, nós somos os responsáveis pela limpeza", disse Wilson.

Se este recente derrame de petróleo o fez pensar que precisamos procurar alternativas ao petróleo, prepare-se para fazer algumas mudanças e faça sua parte para reduzir a dependência de petróleo.


20 Maneiras de reduzir seu consumo de petróleo

  1. Estacione o carro, vá a pé, de bicicleta ou pegue o transporte público sempre que possível.
  2. Evite comprar brinquedos e mercadorias de plástico, quando uma alternativa é disponível.
  3. Não utilize sacos plásticos; Utilize sacolas de tecido natural reutilizáveis e que podem ser lavadas com freqüência.
  4. Fazer telhado novo? Evite laje com manta asfáltica em favor de outro produto (telha de barro ou de metal).
  5. Compre tintas de impressão a base de soja (a maioria são derivadas de petróleo).
  6. Evite casacos, capas, guarda-chuvas, malas, e outros produtos feitos de nylon, um material à base de petróleo. Em vez disso, busque alternativas, tais como bagagens feitas de plástico reciclado (melhor reutilizar o que já foi processado).
  7. Compre roupas de fibras naturais em vez de poliéster.
  8. Aplique no chão cera de abelha, em vez de uma cera comercial a base de petróleo.
  9. Cuidado com os perfumes feitos com produtos petroquímicos, procure aromas naturais, feitos com óleos essenciais.
  10. Da próxima vez que você tiver uma dor de cabeça, tente beber dois copos de água antes de estalar uma aspirina (sim, ela também é feita com derivados de petróleo), a maioria das dores de cabeça são causadas por desidratação.
  11. Use artesanato com fibras naturais como algodão, lã ou alpaca, em vez de fio de poliéster.
  12. Utilize cosméticos, como batom e gloss, naturais. Os tradicionais são feitos com produtos derivados de petróleo.
  13. Reformando o banheiro? Vidro em seu chuveiro e você não vai precisar de uma cortina ou box de plástico.
  14. Compre lápis de cera vegetal ou de abelha; muitas marcas são feitas a partir do petróleo.
  15. Use óculos. Lentes de contato gelatinosas são feitos com produtos petrolíferos. (Lentes e estrutura de óculos de plástico são feitas a partir do petróleo também, mas você vai usá-los por muito mais tempo e ainda pode doá-los a instituições de caridade quando você trocar.)
  16. Não use piso de madeira plástica (como todos os plásticos) é feito a partir do petróleo.
  17. Permaneça com sua cor natural de cabelo, ou escolha uma alternativa coloração natural do cabelo como a henna.
  18. Utilize anti-sépticos naturais, lavanda, tree tea oil, ou eucalipto; muitas marcas comerciais contêm derivados de petróleo.
  19. Apare a grama com um cortador manual ou elétrico.
  20. Faça jardins com bastante plantas para reduzir a quantidade de gramado que precisa de corte.

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A expedição no Atlântico continua e o lixo também

Postado em 30/01/2010 - 5 Gyres Blog

Esse foi o nosso primeiro dia no mar após 10 dias inacreditáveis nas Bermudas. A ilha é agora um ponto distante no horizonte, e estamos colocando o arrasto de investigação de volta na água. Nós diminuimos a velocidade do veleiro em até 2 nós enquanto enquanto fazemos o arrasto durante 3 horas, coletando tudo que estiver flutuando na superfície. Às 1:30 da manhã, puxamos a rede. Entre filmes plásticos desfiados, pellets e pedaços aleatórios de plástico, nós também coletamos um anel de jarro de leite.

Em nossas palestras falamos frequentemente sobre o impacto da poluição de plástico sobre a vida selvagem. Existe uma tartaruga mordedora chamada "Mae West". Quando era um filhote, ela entrou em um anel de jarro de leite. Ela cresceu e não conseguiu quebrar este espartilho em torno de sua cintura. Agora ela é tão grande como uma bola de futebol, mas com uma cintura fina, mais parecendo uma ampulheta. Sua espinha nunca foi curada.



Este é um exemplo de dois problemas-chave para a questão da poluição de plástico. Em primeiro lugar, esse anel de jarro de leite é um produto feito para durar para sempre, mas projetado para ser jogado fora. Jogando fora os produtos de plástico, que não são biodegradáveis, estamos rapidamente enchendo o nosso mundo lixo.

Em segundo lugar, dos milhões de produtos fabricados em plástico, apenas uma pequena parte é reaproveitada. Duas empresas, Naked Juice e Fazendas Earthbound, recolhem de volta todos os seus recipientes de plástico e recuperam, retornando ao produto original. Mas milhões de outros produtos feitos de plástico não têm qualquer plano pós-consumo, assim, você os encontra em estradas, enchendo aterros, em praias, e flutuando no mar. Temos de melhorar a recuperação desse material. E lembre-se, a recuperação não começa no mar. Os 5 giros subtropicais do mundo não podem ser limpos, mas podemos acabar com a cultura de "jogar fora" do consumo de plástico, e melhorar a recuperação de tudo.

Confira o vídeo feito pela expedição nas Bermudas:




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Projeto Marinas fiscaliza poluição do seguimento náutico na Baixada Santista

Danilo Netto/SMA

O treinamento e a estrutura técnica foram oferecidos pela Agência da Cetesb em Ubatuba, com apoio da APA Centro


Atendendo a demanda da Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha Litoral Centro, este ano foi oficialmente implantado o Projeto Marinas na Baixada Santista. Ele está incluído nas ações de gestão do projeto estratégico Onda Limpa, que faz parte dos 21 projetos estratégicos da Secretaria do Meio Ambiente – SMA.


O objetivo do projeto é controlar potenciais fontes de poluição causadas pelo segmento náutico (marinas, garagens náuticas, iate clubes e outras instalações de apoio náutico). Ele possibilita a gestão integrada entre Estado e município, além de envolver de forma participativa todos os atores envolvidos na atividade náutica.


Iniciado em 2005, em Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião, além do controle da poluição, procura garantir adequações ambientais das instalações e procedimentos em atividades de apoio náutico, oficinas de educação ambiental e conscientização dos setores de turismo e pesca, com a adoção de medidas ecologicamente adequadas. Existe também um sistema de certificação ambiental das empresas que atenderem aos padrões oferecidos pela SMA.


Os principais problemas detectados nos anos anteriores no litoral norte incluem reforma e fabricação de embarcações sem licença da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb, gerando resíduo tóxico; pintura a céu aberto sem uso de Equipamento Individual de Proteção-EPI, lavagem e manutenção de barcos com produtos tóxicos drenando para o mar; ausência de separador de água e óleo em oficinas e áreas de manutenção; embarcações sem estrutura sanitária adequada, que lançam dejetos diretamente na água; armazenamento inadequado de produtos oleosos, como combustível, tintas e resinas, entre outros.


Já foi feita a capacitação dos fiscais das prefeituras de oito cidades da Baixada Santista. As vistorias já estão acontecendo. O treinamento e a estrutura técnica foram oferecidos pela Agência de Ubatuba, com apoio da APA Centro. Em, 2009 o Projeto Marinas capacitou mais de 600 pessoas no litoral norte, com diversos cursos sobre biologia e ecologia marinha, poluição marinha, para pescadores, segmentos náuticos, ongs e sociedade organizada.


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