Santos conquista certificado de Município Verde Azul
31/03/2010 - PMS
A cidade recebeu nesta quarta-feira (31) a certificação como Município Verde Azul, conferida pelo governo do Estado, em solenidade na Secretaria do Meio Ambiente, na capital. O reconhecimento foi conquistado graças às ações, projetos e programas desenvolvidos pela prefeitura visando a qualidade ambiental. A cidade deveria ter sido agraciada em novembro de 2009, mas devido a um desajuste de informações, não entrou no rol dos certificados. A administração municipal solicitou a revisão e obteve a pontuação necessária, com nota máxima em quatro diretivas.
A certificação resultará na destinação de recursos estaduais para o município investir na consolidação de projetos ambientais estratégicos. Segundo o prefeito João Paulo Tavares Papa, a conquista "resulta de um trabalho bem realizado, que possibilitou a criação de um sistema ambiental público que tem a fundamental participação do cidadão e da sociedade civil organizada”.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, disse que 78 municípios pediram a revisão de pontos, e só oito conseguiram: "Santos tinha obtido nota acima de 80, mas devido a um desajuste de informações, acabou não entrando no rol dos certificados. E agora faz parte dos que cumprem as metas do Verde Azul". O projeto, instituído em 2007, visa a gestão compartilhada com as cidades na obtenção de resultados efetivos de preservação e recuperação ambiental.
Notas máximas
Entre as 10 diretivas avaliadas, Santos obteve a nota máxima (10) em quatro: ‘Educação ambiental’, ‘Conselho ambiental’, ‘Estrutura ambiental’ e ‘Uso da água’. No primeiro quesito, a cidade foi reconhecida por ter uma lei de educação ambiental transversal nas escolas municipais; capacitar agentes multiplicadores; e criar 'salas verdes' (Jardim Botânico e Área Continental) e centros educativos (no Orquidário e no Aquário). Santos também desenvolve um programa de ecoturismo e participa do projeto Criança Ecológica.
Na diretiva ‘Conselho Ambiental’, a cidade conta com o Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), que é participativo e se reune mensalmente. Já em ‘Estrutura Ambiental’, pesa o fato de existir uma Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e de agentes públicos receberem capacitação na área. Quanto ao ‘Uso da água’, Santos tem lei de proteção de mananciais, atua no Comitê de Bacia Hidrográfica, realiza programa de combate ao desperdício e integra o Pacto das Águas.
Melhorias
A assistente técnica da Secretaria de Meio Ambiente, Marise Céspedes, interlocutora da cidade no projeto Município Verde Azul, disse que o Santos está implementando uma série de medidas para melhorar os demais indicadores: ‘Lixo mínimo’, ‘Tratamento de esgoto’, ‘Recuperação de mata ciliar’, ‘Arborização urbana’, ‘Habitação sustentável’ e ‘Poluição do ar’.
Entre as providências, destaque para a ampliação dos investimentos em reciclagem de lixo; a continuidade das parcerias com a Sabesp, a exemplo do programa Onda Limpa; a revitalização de córregos e encostas; a remoção de moradias de áreas de preservação, por meio do programa Santos Novos Tempos; o aumento do plantio de árvores; a proposta de ‘edifício verde’ dentro da revisão da lei de uso do solo da Área Continental; e a nova legislação que prevê uso de madeira certificada na construção civil; ampliação da rede cicloviária e criação de lei determinando inspeção veicular na frota municipal e terceirizada.
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A cidade recebeu nesta quarta-feira (31) a certificação como Município Verde Azul, conferida pelo governo do Estado, em solenidade na Secretaria do Meio Ambiente, na capital. O reconhecimento foi conquistado graças às ações, projetos e programas desenvolvidos pela prefeitura visando a qualidade ambiental. A cidade deveria ter sido agraciada em novembro de 2009, mas devido a um desajuste de informações, não entrou no rol dos certificados. A administração municipal solicitou a revisão e obteve a pontuação necessária, com nota máxima em quatro diretivas.
A certificação resultará na destinação de recursos estaduais para o município investir na consolidação de projetos ambientais estratégicos. Segundo o prefeito João Paulo Tavares Papa, a conquista "resulta de um trabalho bem realizado, que possibilitou a criação de um sistema ambiental público que tem a fundamental participação do cidadão e da sociedade civil organizada”.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Xico Graziano, disse que 78 municípios pediram a revisão de pontos, e só oito conseguiram: "Santos tinha obtido nota acima de 80, mas devido a um desajuste de informações, acabou não entrando no rol dos certificados. E agora faz parte dos que cumprem as metas do Verde Azul". O projeto, instituído em 2007, visa a gestão compartilhada com as cidades na obtenção de resultados efetivos de preservação e recuperação ambiental.
Notas máximas
Entre as 10 diretivas avaliadas, Santos obteve a nota máxima (10) em quatro: ‘Educação ambiental’, ‘Conselho ambiental’, ‘Estrutura ambiental’ e ‘Uso da água’. No primeiro quesito, a cidade foi reconhecida por ter uma lei de educação ambiental transversal nas escolas municipais; capacitar agentes multiplicadores; e criar 'salas verdes' (Jardim Botânico e Área Continental) e centros educativos (no Orquidário e no Aquário). Santos também desenvolve um programa de ecoturismo e participa do projeto Criança Ecológica.
Na diretiva ‘Conselho Ambiental’, a cidade conta com o Condema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), que é participativo e se reune mensalmente. Já em ‘Estrutura Ambiental’, pesa o fato de existir uma Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e de agentes públicos receberem capacitação na área. Quanto ao ‘Uso da água’, Santos tem lei de proteção de mananciais, atua no Comitê de Bacia Hidrográfica, realiza programa de combate ao desperdício e integra o Pacto das Águas.
Melhorias
A assistente técnica da Secretaria de Meio Ambiente, Marise Céspedes, interlocutora da cidade no projeto Município Verde Azul, disse que o Santos está implementando uma série de medidas para melhorar os demais indicadores: ‘Lixo mínimo’, ‘Tratamento de esgoto’, ‘Recuperação de mata ciliar’, ‘Arborização urbana’, ‘Habitação sustentável’ e ‘Poluição do ar’.
Entre as providências, destaque para a ampliação dos investimentos em reciclagem de lixo; a continuidade das parcerias com a Sabesp, a exemplo do programa Onda Limpa; a revitalização de córregos e encostas; a remoção de moradias de áreas de preservação, por meio do programa Santos Novos Tempos; o aumento do plantio de árvores; a proposta de ‘edifício verde’ dentro da revisão da lei de uso do solo da Área Continental; e a nova legislação que prevê uso de madeira certificada na construção civil; ampliação da rede cicloviária e criação de lei determinando inspeção veicular na frota municipal e terceirizada.
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Cardiomiócitos de peixes tem melhor desempenho em reparos cardíacos que células-tronco
28/03/2010 - ScienceDaily - Tradução: William Rodriguez Schepis
Peixes ósseos como o Danio rerio (paulistinha) têm uma notável capacidade que os mamíferos só podem sonhar: se você extrai um pedaço de seu coração, eles nadam lentamente por alguns dias, mas dentro de um mês parecem perfeitamente normais. Como eles fazem isso - ou, mais importante, porque nós não podemos fazer - é uma das importantes questões da medicina regenerativa hoje.
A espécie Danio rerio é muito comum na aquariofilia dulcícola
Em um artigo publicado no 25 de março de 2010 na revista Nature, os investigadores que trabalham no Instituto Salk para Estudos Biológicos e o Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona (CMRB) identificaram um grupo de células no coração de peixes que são uma fonte surpreendentede de cura para danos no coração, uma descoberta que pode fornecer a introspecção em corações de mamíferos sobre como poderiam ser induzidos a reparar-se após lesões provocadas por ataque cardíaco.
Juan Carlos Izpisúa Belmonte, Ph.D., professor do Laboratório Gene Expression, e os colegas relatam que não são células-tronco - os "habituais" suspeitos de regeneração - de remendar os corações de peixes feridos. Em vez disso, o reparo é realizado por células diferenciadas músculo cardíacas conhecidas como cardiomiócitos, cujo trabalho normal é de fornecer força contrátil ao coração.
"O que os resultados de nosso estudo mostram é que a mãe natureza utiliza outras formas além de fazer o caminho de volta para as células-tronco pluripotentes de regenerar tecidos e órgãos", diz Izpisúa Belmonte, observando que ao menos em peixes, o corpo pode ter evoluído através de surpreendentes estratégias de reparação conduzidas por tipos celulares mais amadurecidos que as células-tronco.
Para identificar quais as células formariam efetivamente o músculo de um coração extirpado de "Zebrafish" (Danio rerio), conhecido como paulistinha, a equipe de Izpisúa Belmonte primeiro empregou engenharia genética para fazer os cardiomiócitos "transgênicos", inserindo-os um marcador de gene que fez ficarem verdes sob um microscópio.
Eles então literalmente cortaram cerca de 20% de cada ventrículo dos peixes e esperaram algumas semanas para que os corações se regenerassem: se o músculo do coração regenerado não ficasse verde, isso significaria que outras células não sendo cardiomiócitos, como as células-tronco cardíacas, tinham substituído o músculo danificado.
Mas, em uma descoberta surpreendente, todas as células do músculo do coração regenerado ficaram verdes, indicando que após a lesão, cardiomiócitos remanescentes provavelmente retornaram a um estado mais "jovem", começaram a se dividir novamente para repor células perdidas, e em seguida, amadureceram pela segunda vez, formando um novo músculo cardíaco. O grupo também mostrou cardiomiócitos rejuvenecendo, em parte, re-ativando a produção de proteínas associadas com a proliferação celular, fatores normalmente expressos em células progenitoras imaturas.
O coração humano não pode sofrer estes tipos de alterações regenerativas por conta própria. Quando danificado por ataque cardíaco, o nosso músculo cardíaco é substituído por tecido cicatricial incapaz de contração. No entanto, antes da parada cardíaca, as células danificadas do músculo cardíaco de mamíferos introduzem um estado de auto proteção conhecido como "hibernação", em que elas param de contrair, em um esforço para sobreviver.
Chris Jopling, Ph.D., colega de Izpisúa Belmonte na CMRB e primeiro autor do estudo, vê a "hibernação" do coração humano, como significativo. "Durante a regeneração cardíaca no zebrafish descobrimos que cardiomiócitos exibiram mudanças estruturais semelhantes as observadas em cardiomiócitos hibernando", disse ele, ressaltando que essas mudanças foram realmente necessárias para que os cardiomiócitos de peixe começassem a se dividir. "Devido a essas semelhanças, podemos supor que cardiomiócitos de mamíferos hibernando, podem representar células que estão tentando proliferar."
Assim, a boa notícia é que os corações de mamíferos pode sofrer uma espécie de "redução" metabólica, que é um prelúdio para a divisão celular. "Essa idéia se encaixa muito bem com os resultados de uma série de grupos - que a expressão forçada de reguladores do ciclo celular podem induzir à proliferação dos cardiomiócitos em mamíferos", disse Jopling. "Talvez tudo que eles precisam é um pouco mais de impulso na direcção certa".
A procura é por fatores que possam fornecer esse "impulso". Embora ele esteja otimista com o resultado, Izpisúa Belmonte também considera que o estudo deve advertir os pesquisadores a não ignorar contribuições em potencial que células maduras podem trazer a regeneração. "Não podemos mais ver as células diferenciadas, como sendo um ponto de extremidade estático do processo de diferenciação", diz Izpisúa Belmonte, que também dirige o CMRB. "Se nós coseguirmos imitar em células de mamíferos o que acontece no zebrafish, talvez fiquemos em posição de compreender por que a regeneração não ocorre em humanos".
Também contribuíram para este trabalho Merce Marti, Ph.D., Angel Raya, MD, Ph.D., Edward Sleep, Marina e Paulo, todos os CMRB em Espanha. O estudo foi financiado em parte pela Fundação Cellex, a Fundação Ipsen, o Harold G. e Leila Y. Mathers Charitable Foundation, dos Institutos Nacionais de Saúde, e da Sanofi-Aventis.
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Peixes ósseos como o Danio rerio (paulistinha) têm uma notável capacidade que os mamíferos só podem sonhar: se você extrai um pedaço de seu coração, eles nadam lentamente por alguns dias, mas dentro de um mês parecem perfeitamente normais. Como eles fazem isso - ou, mais importante, porque nós não podemos fazer - é uma das importantes questões da medicina regenerativa hoje.
A espécie Danio rerio é muito comum na aquariofilia dulcícolaEm um artigo publicado no 25 de março de 2010 na revista Nature, os investigadores que trabalham no Instituto Salk para Estudos Biológicos e o Centro de Medicina Regenerativa de Barcelona (CMRB) identificaram um grupo de células no coração de peixes que são uma fonte surpreendentede de cura para danos no coração, uma descoberta que pode fornecer a introspecção em corações de mamíferos sobre como poderiam ser induzidos a reparar-se após lesões provocadas por ataque cardíaco.
Juan Carlos Izpisúa Belmonte, Ph.D., professor do Laboratório Gene Expression, e os colegas relatam que não são células-tronco - os "habituais" suspeitos de regeneração - de remendar os corações de peixes feridos. Em vez disso, o reparo é realizado por células diferenciadas músculo cardíacas conhecidas como cardiomiócitos, cujo trabalho normal é de fornecer força contrátil ao coração.
"O que os resultados de nosso estudo mostram é que a mãe natureza utiliza outras formas além de fazer o caminho de volta para as células-tronco pluripotentes de regenerar tecidos e órgãos", diz Izpisúa Belmonte, observando que ao menos em peixes, o corpo pode ter evoluído através de surpreendentes estratégias de reparação conduzidas por tipos celulares mais amadurecidos que as células-tronco.
Para identificar quais as células formariam efetivamente o músculo de um coração extirpado de "Zebrafish" (Danio rerio), conhecido como paulistinha, a equipe de Izpisúa Belmonte primeiro empregou engenharia genética para fazer os cardiomiócitos "transgênicos", inserindo-os um marcador de gene que fez ficarem verdes sob um microscópio.
Eles então literalmente cortaram cerca de 20% de cada ventrículo dos peixes e esperaram algumas semanas para que os corações se regenerassem: se o músculo do coração regenerado não ficasse verde, isso significaria que outras células não sendo cardiomiócitos, como as células-tronco cardíacas, tinham substituído o músculo danificado.
Mas, em uma descoberta surpreendente, todas as células do músculo do coração regenerado ficaram verdes, indicando que após a lesão, cardiomiócitos remanescentes provavelmente retornaram a um estado mais "jovem", começaram a se dividir novamente para repor células perdidas, e em seguida, amadureceram pela segunda vez, formando um novo músculo cardíaco. O grupo também mostrou cardiomiócitos rejuvenecendo, em parte, re-ativando a produção de proteínas associadas com a proliferação celular, fatores normalmente expressos em células progenitoras imaturas.
O coração humano não pode sofrer estes tipos de alterações regenerativas por conta própria. Quando danificado por ataque cardíaco, o nosso músculo cardíaco é substituído por tecido cicatricial incapaz de contração. No entanto, antes da parada cardíaca, as células danificadas do músculo cardíaco de mamíferos introduzem um estado de auto proteção conhecido como "hibernação", em que elas param de contrair, em um esforço para sobreviver.
Chris Jopling, Ph.D., colega de Izpisúa Belmonte na CMRB e primeiro autor do estudo, vê a "hibernação" do coração humano, como significativo. "Durante a regeneração cardíaca no zebrafish descobrimos que cardiomiócitos exibiram mudanças estruturais semelhantes as observadas em cardiomiócitos hibernando", disse ele, ressaltando que essas mudanças foram realmente necessárias para que os cardiomiócitos de peixe começassem a se dividir. "Devido a essas semelhanças, podemos supor que cardiomiócitos de mamíferos hibernando, podem representar células que estão tentando proliferar."
Assim, a boa notícia é que os corações de mamíferos pode sofrer uma espécie de "redução" metabólica, que é um prelúdio para a divisão celular. "Essa idéia se encaixa muito bem com os resultados de uma série de grupos - que a expressão forçada de reguladores do ciclo celular podem induzir à proliferação dos cardiomiócitos em mamíferos", disse Jopling. "Talvez tudo que eles precisam é um pouco mais de impulso na direcção certa".
A procura é por fatores que possam fornecer esse "impulso". Embora ele esteja otimista com o resultado, Izpisúa Belmonte também considera que o estudo deve advertir os pesquisadores a não ignorar contribuições em potencial que células maduras podem trazer a regeneração. "Não podemos mais ver as células diferenciadas, como sendo um ponto de extremidade estático do processo de diferenciação", diz Izpisúa Belmonte, que também dirige o CMRB. "Se nós coseguirmos imitar em células de mamíferos o que acontece no zebrafish, talvez fiquemos em posição de compreender por que a regeneração não ocorre em humanos".
Também contribuíram para este trabalho Merce Marti, Ph.D., Angel Raya, MD, Ph.D., Edward Sleep, Marina e Paulo, todos os CMRB em Espanha. O estudo foi financiado em parte pela Fundação Cellex, a Fundação Ipsen, o Harold G. e Leila Y. Mathers Charitable Foundation, dos Institutos Nacionais de Saúde, e da Sanofi-Aventis.
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MMA distribui sacolas retornáveis em Ipanema, no Rio de Janeiro
28/03/2010 - MMA
Três mil sacolas foram entregues à população, em ação conjunta do MMA e da rede Walmart, pela campanha Saco é um Saco.
Na manhã deste domingo, 28 de março, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu mais uma mobilização social da campanha Saco é um Saco. O ministro Carlos Minc, a secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, e representantes da rede de supermercados Walmart - parceira do MMA na campanha - distribuíram 3 mil sacolas retornáveis para as pessoas que passavam pelo calçadão de Ipanema, entre os postos 9 e 10, no Rio de Janeiro.
Carlos Minc lembrou que, desde o início da campanha, no Dia do Meio Ambiente (5 de junho) do ano passado, os brasileiros deixaram de utilizar 600 milhões de sacolas. "O cidadão começa a se mexer, adotando uma postura mais consciente. E, com essa mudança de atitude, as empresas também começam a mudar seu comportamento, investimento no meio ambiente", avaliou o ministro. O diretor de Relações Institucionais do Walmart, Carlos Ely, também participou da ação em Ipanema, e enfatizou o compromisso da empresa pelo consumo consciente.
No local, além da distribuição das sacolas retornáveis, foram realizadas diversas ações de educação ambiental para alertar a população sobre os danos que as sacolas plásticas comuns podem causar ao meio ambiente. Entre elas, uma apresentação de teatro sobre o tema, com a Companhia Emergência Teatral, além de oficina de reciclagem e distribuição de material informativo da campanha.
Consumo - No Brasil, são consumidas 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora. Em todo o mundo são 500 bilhões de unidades por ano. O objetivo da campanha Saco é um Saco é reduzir o uso estimulando uma mudança de hábito nos consumidores.
Além do alto custo em recursos naturais e energéticos para sua produção, o plástico ocasiona graves problemas ambientais, como a obstrução de galerias de águas pluviais. Além disso, não é biodegradável, permanecendo por séculos no meio ambiente.
Mobilização - As pessoas que participaram do evento também puderam assinar um abaixo-assinado contra a emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro - apelidada pelo ministro Carlos Minc de "Emenda Corsária" -, que prevê mudanças na distribuição dos royalties do petróleo - medida que afetará a economia do estado do Rio de Janeiro. Dois computadores foram montados no local, e as assinaturas foram feitas on-line.
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Três mil sacolas foram entregues à população, em ação conjunta do MMA e da rede Walmart, pela campanha Saco é um Saco.
Na manhã deste domingo, 28 de março, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoveu mais uma mobilização social da campanha Saco é um Saco. O ministro Carlos Minc, a secretária estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Marilene Ramos, e representantes da rede de supermercados Walmart - parceira do MMA na campanha - distribuíram 3 mil sacolas retornáveis para as pessoas que passavam pelo calçadão de Ipanema, entre os postos 9 e 10, no Rio de Janeiro.
Carlos Minc lembrou que, desde o início da campanha, no Dia do Meio Ambiente (5 de junho) do ano passado, os brasileiros deixaram de utilizar 600 milhões de sacolas. "O cidadão começa a se mexer, adotando uma postura mais consciente. E, com essa mudança de atitude, as empresas também começam a mudar seu comportamento, investimento no meio ambiente", avaliou o ministro. O diretor de Relações Institucionais do Walmart, Carlos Ely, também participou da ação em Ipanema, e enfatizou o compromisso da empresa pelo consumo consciente.
No local, além da distribuição das sacolas retornáveis, foram realizadas diversas ações de educação ambiental para alertar a população sobre os danos que as sacolas plásticas comuns podem causar ao meio ambiente. Entre elas, uma apresentação de teatro sobre o tema, com a Companhia Emergência Teatral, além de oficina de reciclagem e distribuição de material informativo da campanha.
Consumo - No Brasil, são consumidas 1,5 milhão de sacolas plásticas por hora. Em todo o mundo são 500 bilhões de unidades por ano. O objetivo da campanha Saco é um Saco é reduzir o uso estimulando uma mudança de hábito nos consumidores.
Além do alto custo em recursos naturais e energéticos para sua produção, o plástico ocasiona graves problemas ambientais, como a obstrução de galerias de águas pluviais. Além disso, não é biodegradável, permanecendo por séculos no meio ambiente.
Mobilização - As pessoas que participaram do evento também puderam assinar um abaixo-assinado contra a emenda do deputado federal Ibsen Pinheiro - apelidada pelo ministro Carlos Minc de "Emenda Corsária" -, que prevê mudanças na distribuição dos royalties do petróleo - medida que afetará a economia do estado do Rio de Janeiro. Dois computadores foram montados no local, e as assinaturas foram feitas on-line.
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Centenas de tartarugas estão aparecendo mortas em rio do Paquistão
26/03/2010 - Dawn - Tradução: William Rodriguez Schepis
Centenas de tartarugas mortas estão aperecendo nas margens do rio Sindh, em Sukkur no Paquistão, desde a manhã de quinta-feira (25/03). Elas são vítimas de alguns pescadores que derramam produto químico tóxico para maximizarem suas capturas.
Tartarugas mortas na margem do rio Sindh, perto da Barragem de Sukkur
O produto químico força os peixes a ficarem na superfície da água e se tornam uma presa fácil para os pescadores.
Segundo fontes do departamento de vida selvagem, o uso da substância química quase se tornou uma prática comum hoje em dia, entretanto, os agentes de defesa do meio ambiente ainda não tomaram nenhum tipo de providência.
Eles disseram que muitas pessoas estão envolvidas no negócio ilegal e que agentes envolvidos preferem fazer vistas grossas. Esse produto químico é igualmente perigoso para os seres humanos e para as raras espécies de golfinhos de água doce, que já enfrentam a ameaça da crescente poluição no rio, disseram as fontes.
As pessoas da área disseram que, além de milhares de peixes e centenas de tartarugas alguns pássaros também morreram depois de beber a água daquele lugar onde o produto químico foi derramado.
Ghulam Mohammad Mirani, um idoso pescador, disse que algumas pessoas tinham se tornado tão gananciosas e egoístas que estão dispostas a fazer qualquer coisa para se tornarem ricas do dia para a noite, sem sequer pensar na saúde de seus semelhantes. Estão usando um produto químico, perigoso para os seres humanos, na captura de peixes. Tartarugas também são capturadas e sua carne e gordura são vendidas a preços exorbitantes. Estão brincando com a vida das pessoas apenas para ganhar algum dinheiro extra. Os serviços competentes precisam manter o olho vigilante sobre eles e punir de forma exemplar.
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Centenas de tartarugas mortas estão aperecendo nas margens do rio Sindh, em Sukkur no Paquistão, desde a manhã de quinta-feira (25/03). Elas são vítimas de alguns pescadores que derramam produto químico tóxico para maximizarem suas capturas.
Tartarugas mortas na margem do rio Sindh, perto da Barragem de SukkurFoto: P. S. Khan
O produto químico força os peixes a ficarem na superfície da água e se tornam uma presa fácil para os pescadores.
Segundo fontes do departamento de vida selvagem, o uso da substância química quase se tornou uma prática comum hoje em dia, entretanto, os agentes de defesa do meio ambiente ainda não tomaram nenhum tipo de providência.
Eles disseram que muitas pessoas estão envolvidas no negócio ilegal e que agentes envolvidos preferem fazer vistas grossas. Esse produto químico é igualmente perigoso para os seres humanos e para as raras espécies de golfinhos de água doce, que já enfrentam a ameaça da crescente poluição no rio, disseram as fontes.
As pessoas da área disseram que, além de milhares de peixes e centenas de tartarugas alguns pássaros também morreram depois de beber a água daquele lugar onde o produto químico foi derramado.
Ghulam Mohammad Mirani, um idoso pescador, disse que algumas pessoas tinham se tornado tão gananciosas e egoístas que estão dispostas a fazer qualquer coisa para se tornarem ricas do dia para a noite, sem sequer pensar na saúde de seus semelhantes. Estão usando um produto químico, perigoso para os seres humanos, na captura de peixes. Tartarugas também são capturadas e sua carne e gordura são vendidas a preços exorbitantes. Estão brincando com a vida das pessoas apenas para ganhar algum dinheiro extra. Os serviços competentes precisam manter o olho vigilante sobre eles e punir de forma exemplar.
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Cana-de-açúcar vira matéria prima para fabricação de garrafa PET
26/03/2010 - Carine Corrêa/MMA
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta quinta-feira (25/3), no Rio de Janeiro, do lançamento da primeira garrafa PET feita a partir da cana-de-açúcar. Devido à origem parcialmente vegetal (30% à base da cana), a embalagem contribui para a diminuição de até 25% nas emissões de CO² geradas pela Coca-Cola, autora da iniciativa, e pode ajudar a impulsionar o setor sucro-alcooleiro no Brasil.
O ministro elogiou a iniciativa: "Espero que outras empresas sigam iniciativas como esta, reduzindo o uso de materiais de origem fóssil e investindo em embalagens recicláveis". Para Minc, o país está preparado para a expansão do etanol sem prejudicar a produção de alimentos. "Não haverá plantio de cana em áreas destinadas à produção de alimentos", garantiu.
De acordo com a empresa, a nova garrafa tem comercialização prevista para abril nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Inicialmente, a versão ecológica será feita nas embalagens de 500ml e 600ml.
Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle, como está sendo chamada a nova embalagem, é 100% reciclável e vai participar da cadeia de reaproveitamento de materiais no País. Hoje, 55% das garrafas PET são recicladas. A previsão é de que, em 2010, a produção das PlantBottle resulte na redução do uso de mais de cinco mil barris de petróleo.
O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e há a expectativa de que outros fabricantes e países possam aderir à iniciativa, que em todo o mundo será fabricada a partir do etanol brasileiro. Segundo os dirigentes da Coca-Cola, a cana-de-açúcar utilizada para produzir as garrafas provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural (chuva) e a colheita mecânica.
O plástico da embalagem é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso, e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.
O lançamento da garrafa também está alinhado com a campanha "Consumo Consciente de Embalagens", do Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas, no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.
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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou nesta quinta-feira (25/3), no Rio de Janeiro, do lançamento da primeira garrafa PET feita a partir da cana-de-açúcar. Devido à origem parcialmente vegetal (30% à base da cana), a embalagem contribui para a diminuição de até 25% nas emissões de CO² geradas pela Coca-Cola, autora da iniciativa, e pode ajudar a impulsionar o setor sucro-alcooleiro no Brasil.O ministro elogiou a iniciativa: "Espero que outras empresas sigam iniciativas como esta, reduzindo o uso de materiais de origem fóssil e investindo em embalagens recicláveis". Para Minc, o país está preparado para a expansão do etanol sem prejudicar a produção de alimentos. "Não haverá plantio de cana em áreas destinadas à produção de alimentos", garantiu.
De acordo com a empresa, a nova garrafa tem comercialização prevista para abril nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. Inicialmente, a versão ecológica será feita nas embalagens de 500ml e 600ml.
Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle, como está sendo chamada a nova embalagem, é 100% reciclável e vai participar da cadeia de reaproveitamento de materiais no País. Hoje, 55% das garrafas PET são recicladas. A previsão é de que, em 2010, a produção das PlantBottle resulte na redução do uso de mais de cinco mil barris de petróleo.
O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e há a expectativa de que outros fabricantes e países possam aderir à iniciativa, que em todo o mundo será fabricada a partir do etanol brasileiro. Segundo os dirigentes da Coca-Cola, a cana-de-açúcar utilizada para produzir as garrafas provém de fornecedores auditados, que utilizam essencialmente a irrigação natural (chuva) e a colheita mecânica.
O plástico da embalagem é produzido a partir da reação química de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), responsável por 30% de seu peso, e PTA (ácido politereftálico), responsável pelos 70% restantes.
O lançamento da garrafa também está alinhado com a campanha "Consumo Consciente de Embalagens", do Ministério do Meio Ambiente. A campanha oficial tem cunho educacional e sugere atitudes e boas práticas para consumidores e empresas, no sentido do uso cada vez mais racional, consciente e responsável das embalagens.
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Embalagens Tetra Pak se transformam em telhas ecológicas
26/03/2010 - IFSP
A Tetra Pak, líder mundial na produção de embalagens longa vida, investe em diversas iniciativas que disseminem a importância da coleta seletiva de lixo e também no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem. Um dos projetos de sucesso é a produção de placas de telhas produzidas a partir da reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo.
Trata-se de uma ação que tem como premissa a utilização e a valorização da cadeia de reciclagem como forma de gerar emprego e renda, ao mesmo tempo evitando que toneladas de material plástico e alumínio sigam para aterros sanitários.
A idéia surgiu em 1999, partindo do princípio de que a mistura de plástico e alumínio das embalagens é um material nobre, caro e muito resistente, o Departamento de Meio Ambiente da Tetra Pak começou a estudar uma maneira de prensar e transformar a mistura em placas rígidas, que poderiam ser utilizadas para diversos fins na construção civil (tapumes, revestimentos, etc.). Daí para a criação das telhas, a evolução foi rápida.
Atualmente, 17 fábricas no Brasil já produzem as telhas a partir desta tecnologia. Além de mais leves do que as comuns (amianto ou fibrocimento), as telhas possibilitam uma passagem de calor 30% menor e são 25% mais baratas. Testes feitos pela própria equipe, e depois estendidos a estudos nos laboratórios do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), também concluíram que o material se mostra superior às demais opções de telhas, de amianto e fibrocimento, tanto em durabilidade como em resistência.
Telhas ecológicas a partir de embalagens Tetra Pak
Mais de 31 empresas brasileiras reciclam a embalagem da Tetra Pak, gerando empregos e renda na cadeia de reciclagem. “É importante difundir este conceito por meio de exemplos que ilustram a aplicação prática das teorias de sustentabilidade”, explica Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak no Brasil.
As embalagens cartonadas da Tetra Pak, são feitas com 75% de material renovável, certificado pelo FSC e são 100% recicláveis, assim minimizando os impactos ambientais e colaborando com a sustentabilidade do planeta.
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A Tetra Pak, líder mundial na produção de embalagens longa vida, investe em diversas iniciativas que disseminem a importância da coleta seletiva de lixo e também no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem. Um dos projetos de sucesso é a produção de placas de telhas produzidas a partir da reciclagem de embalagens longa vida pós-consumo.
Trata-se de uma ação que tem como premissa a utilização e a valorização da cadeia de reciclagem como forma de gerar emprego e renda, ao mesmo tempo evitando que toneladas de material plástico e alumínio sigam para aterros sanitários.
A idéia surgiu em 1999, partindo do princípio de que a mistura de plástico e alumínio das embalagens é um material nobre, caro e muito resistente, o Departamento de Meio Ambiente da Tetra Pak começou a estudar uma maneira de prensar e transformar a mistura em placas rígidas, que poderiam ser utilizadas para diversos fins na construção civil (tapumes, revestimentos, etc.). Daí para a criação das telhas, a evolução foi rápida.
Atualmente, 17 fábricas no Brasil já produzem as telhas a partir desta tecnologia. Além de mais leves do que as comuns (amianto ou fibrocimento), as telhas possibilitam uma passagem de calor 30% menor e são 25% mais baratas. Testes feitos pela própria equipe, e depois estendidos a estudos nos laboratórios do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), também concluíram que o material se mostra superior às demais opções de telhas, de amianto e fibrocimento, tanto em durabilidade como em resistência.
Telhas ecológicas a partir de embalagens Tetra PakMais de 31 empresas brasileiras reciclam a embalagem da Tetra Pak, gerando empregos e renda na cadeia de reciclagem. “É importante difundir este conceito por meio de exemplos que ilustram a aplicação prática das teorias de sustentabilidade”, explica Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da Tetra Pak no Brasil.
As embalagens cartonadas da Tetra Pak, são feitas com 75% de material renovável, certificado pelo FSC e são 100% recicláveis, assim minimizando os impactos ambientais e colaborando com a sustentabilidade do planeta.
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Lixo marinho elevou número de mortalidade de tartarugas em 2009
25/03/2010 - Carla Lisboa/ICMBio
A negligência com o lixo tem sido uma das principais causas da elevação do número de mortes de tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Somente entre janeiro e agosto deste ano, mais de 44% das tartarugas necropsiadas pela equipe do Projeto Tamar no litoral dos Estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina morreram por causa da ingestão de lixo. O levantamento mostra que das 192 tartarugas mortas, 80 tinham objetos em seu trato digestivo (estômago), principalmente plástico.
O levantamento feito pela equipe do Projeto Tamar dá conta de que no ano passado, das 266 tartarugas necropsiadas, 65 foram encontradas com lixo no aparelho digestivo. Em 2007, 60 das 156 analisadas tinham objetos no estômago. Em 2006 os resultados de necropsias de tartarugas que estavam em reabilitação e acabaram morrendo, ou que foram encontradas mortas em três regionais do Tamar, demonstraram a gravidade do problema.
Em Ubatuba-SP, dos 70 animais necropsiados, em 2006, 20 tinham plástico em seus conteúdos gastro-intestinal; no Espírito Santo, de 25 tartarugas, seis tinham plástico. Na Bahia, das 11 tartarugas necropsiadas, sete apresentavam o mesmo problema. Quanto à espécie, 24 eram verde (Chelonia mydas), oito de pente (Eretmochelys imbricata) e uma era cabeçuda (Caretta caretta).
Recentemente, uma televisão do Rio Grande do Sul noticiou que algumas tartarugas verdes tinham morrido depois da ingestão de lixo despejado no mar. Os dados mostram que esse tipo de episódio é recorrente em todo o litoral brasileiro, visto que as tartarugas não distinguem, sacos plásticos de seus alimentos preferenciais. As espécies verde e de couro, por exemplo, não distinguem algas ou águas vivas, seus alimentos prediletos, do lixo.
Plástico forma maior parte do lixo marinho
Quando as tartarugas ingerem o lixo, o trato gastro-intestinal não tem capacidade de digerir e o que não é alimento fica paralisado, as tartarugas têm a sensação de saciedade e param de se alimentar, explica um dos pesquisadores do Tamar, Gustave Lopez.
Apesar de um estudo realizado pelo Programa Ambiental da ONU (Unep, sigla em inglês) – lançado em 8 de junho deste ano, Dia Mundial dos Oceanos – mostrar que produtos plásticos são responsáveis pela maior parte do lixo marinho, Lopez informa que todo e qualquer lixo é prejudicial às tartarugas. "Elas podem ficar presas em restos de rede, em linhas ou em outros objetos que dificultam a natação e outras funções vitais, como a tomada de ar na superfície, levando a animal a óbito", informa.
O lixo é uma das principais ameaças ao ecossistema marinho. Há anos as equipes do Projeto Tamar lutam para conscientizar turistas e pescadores de que garrafas, sacos, embalagens de comida, copos e talheres são os objetos que formam a maior parte do lixo encontrado no oceano.
Lopez diz que "pesquisas científicas mundiais comprovam que o lixo pode causar uma série de distúrbios no trato gastro-intestinal das tartarugas, o que resulta no acúmulo de gases, no aumento do bolo alimentar ou ainda na baixa imunidade da tartaruga, o que facilita a ação de predadores ou a morte por desnutrição", afirma.
O estudo da ONU indica que o verão é o período do ano em que se acumula a maior parte do lixo marinho produzido pelos turistas. Atualmente, o lixo produzido pelos turistas somado ao produzido pela indústria pesqueira e outras atividades econômicas que usam o oceano como ambiente de trabalho representa 675 toneladas de resíduos sólidos despejados, por hora, no mar. Desse total, 70% são de objetos de plásticos.
De acordo com a responsável pela Coordenação Nacional de Veterinária do Tamar no Espírito Santo, Cecília Baptisttote, no mundo inteiro, a cada um minuto, são descartados um milhão de sacos plásticos. Esse valor corresponde a 1,5 bilhão de sacos plásticos descartados por dia e mais de 500 bilhões por ano.
O Projeto Tamar vem trabalhando na sensibilização dos turistas e das pessoas com relação ao ambiente marinho. Com banners informativos instalados nos centros de visitantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com dados sobre os problemas causados pelo lixo marinho, o Tamar trabalha na conscientização de turistas.
Segundo Lopez, "o grupo de crianças da comunidade que participa do programa de inclusão social do Projeto Tamar atua em atividades semanais com a temática do lixo. Além disso, os centros de visitantes contam com lixeiras para separação do lixo reciclável e são realizadas, também, palestras nas escolas do entorno da Praia do Forte".
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A negligência com o lixo tem sido uma das principais causas da elevação do número de mortes de tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Somente entre janeiro e agosto deste ano, mais de 44% das tartarugas necropsiadas pela equipe do Projeto Tamar no litoral dos Estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina morreram por causa da ingestão de lixo. O levantamento mostra que das 192 tartarugas mortas, 80 tinham objetos em seu trato digestivo (estômago), principalmente plástico.
O levantamento feito pela equipe do Projeto Tamar dá conta de que no ano passado, das 266 tartarugas necropsiadas, 65 foram encontradas com lixo no aparelho digestivo. Em 2007, 60 das 156 analisadas tinham objetos no estômago. Em 2006 os resultados de necropsias de tartarugas que estavam em reabilitação e acabaram morrendo, ou que foram encontradas mortas em três regionais do Tamar, demonstraram a gravidade do problema.
Em Ubatuba-SP, dos 70 animais necropsiados, em 2006, 20 tinham plástico em seus conteúdos gastro-intestinal; no Espírito Santo, de 25 tartarugas, seis tinham plástico. Na Bahia, das 11 tartarugas necropsiadas, sete apresentavam o mesmo problema. Quanto à espécie, 24 eram verde (Chelonia mydas), oito de pente (Eretmochelys imbricata) e uma era cabeçuda (Caretta caretta).
Recentemente, uma televisão do Rio Grande do Sul noticiou que algumas tartarugas verdes tinham morrido depois da ingestão de lixo despejado no mar. Os dados mostram que esse tipo de episódio é recorrente em todo o litoral brasileiro, visto que as tartarugas não distinguem, sacos plásticos de seus alimentos preferenciais. As espécies verde e de couro, por exemplo, não distinguem algas ou águas vivas, seus alimentos prediletos, do lixo.
Plástico forma maior parte do lixo marinho
Quando as tartarugas ingerem o lixo, o trato gastro-intestinal não tem capacidade de digerir e o que não é alimento fica paralisado, as tartarugas têm a sensação de saciedade e param de se alimentar, explica um dos pesquisadores do Tamar, Gustave Lopez.
Apesar de um estudo realizado pelo Programa Ambiental da ONU (Unep, sigla em inglês) – lançado em 8 de junho deste ano, Dia Mundial dos Oceanos – mostrar que produtos plásticos são responsáveis pela maior parte do lixo marinho, Lopez informa que todo e qualquer lixo é prejudicial às tartarugas. "Elas podem ficar presas em restos de rede, em linhas ou em outros objetos que dificultam a natação e outras funções vitais, como a tomada de ar na superfície, levando a animal a óbito", informa.
O lixo é uma das principais ameaças ao ecossistema marinho. Há anos as equipes do Projeto Tamar lutam para conscientizar turistas e pescadores de que garrafas, sacos, embalagens de comida, copos e talheres são os objetos que formam a maior parte do lixo encontrado no oceano.
Lopez diz que "pesquisas científicas mundiais comprovam que o lixo pode causar uma série de distúrbios no trato gastro-intestinal das tartarugas, o que resulta no acúmulo de gases, no aumento do bolo alimentar ou ainda na baixa imunidade da tartaruga, o que facilita a ação de predadores ou a morte por desnutrição", afirma.
O estudo da ONU indica que o verão é o período do ano em que se acumula a maior parte do lixo marinho produzido pelos turistas. Atualmente, o lixo produzido pelos turistas somado ao produzido pela indústria pesqueira e outras atividades econômicas que usam o oceano como ambiente de trabalho representa 675 toneladas de resíduos sólidos despejados, por hora, no mar. Desse total, 70% são de objetos de plásticos.
De acordo com a responsável pela Coordenação Nacional de Veterinária do Tamar no Espírito Santo, Cecília Baptisttote, no mundo inteiro, a cada um minuto, são descartados um milhão de sacos plásticos. Esse valor corresponde a 1,5 bilhão de sacos plásticos descartados por dia e mais de 500 bilhões por ano.
O Projeto Tamar vem trabalhando na sensibilização dos turistas e das pessoas com relação ao ambiente marinho. Com banners informativos instalados nos centros de visitantes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade com dados sobre os problemas causados pelo lixo marinho, o Tamar trabalha na conscientização de turistas.
Segundo Lopez, "o grupo de crianças da comunidade que participa do programa de inclusão social do Projeto Tamar atua em atividades semanais com a temática do lixo. Além disso, os centros de visitantes contam com lixeiras para separação do lixo reciclável e são realizadas, também, palestras nas escolas do entorno da Praia do Forte".
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Em sua recente edição, a Revista Ecoturismo & Sustentabilidade menciona o trabalho do Instituto EcoFaxina
24/03/2010 - IE
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A sétima edição da Revista Ecoturismo & Sustentabilidade traz em seu conteúdo duas matéria referentes ao Instituto EcoFaxina. Uma é sobre a última ação voluntária realizada no dia 20 de fevereiro na Ilha Porchat e a outra com o título "Lixo, um vai e vem de problemas" é a primeira matéria que fará parte de uma coluna mensal escrita pelo diretor presidente do Instituto EcoFaxina William Rodriguez Schepis.
Confira a revista online:
Confira a revista online:
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Corais em luta pela sobrevivência
23/03/2010 - Stephen Leahy/IPS
Delegados de 175 países discutem a nova lista de espécies de fauna e flora em risco de extinção para protegê-las do comércio indiscriminado. Os corais ocupam um lugar de destaque.
A sobrevivência dos corais, gravemente ameaçada pela acidificação dos oceanos, pesca de arrasto e pelo comércio de joias e enfeites, depende em grande parte de uma conferência que acontece em Doha, capital do Catar. A extração de exemplares centenários movimenta um negócio internacional multimilionário. São tão belos que ganham a forma de colares de US$ 25 mil ou são exibidos em luxuosas mansões.
Barco de arrasto retirando um coral vermelho gigante
Para garantir que haja corais para as gerações futuras, Estados Unidos e a União Europeia propõem incluir as variedades vermelha e rosada (Corallium spp. e Paracorallium spp.) na lista de proteção da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites). Os 175 países signatários da Cites estão reunidos entre os dias 13 e 25 deste mês, em Doha, onde votarão a proteção dos corais e de outras 40 espécies, entre elas o atum de barbatana azul.
“Os corais vermelho e rosado estão entre as matérias-primas mais valiosas. Incluí-los no Apêndice II da Cites não proibirá seu comércio, simplesmente o regulará”, explicou Kristian Teleki, vice-presidente para Iniciativas de Ciências da SeaWeb, uma organização não governamental internacional que trabalha pela conservação dos oceanos. “Neste momento são explorados de modo insustentável para o comercio de joias”, disse Teleki ao Terramérica, de Doha.
Cerca de 32 mil espécies, como a iguana verde (Iguana iguana), o mogno (Swietenia macrophylla) e o urso negro (Ursus americanus) figuram no Apêndice II da Convenção. Ao colocar uma espécie no Apêndice I, como proposto para o atum de barbatana azul, todo seu comércio passa a ser ilegal. “Por mais de 20 anos, os países do Mediterrâneo falam em implementar regulamentos para o coral, e nada foi feito”, disse. Os corais vermelho e rosado são encontrados principalmente no Mar Mediterrâneo e no Oceano Pacífico, e estão entre os mais valiosos e comercializados do mundo. Podem parecer plantas, mas na verdade são colônias de pequenos animais, pólipos, que formam os exoesqueletos de carbonato de cálcio que formam os arrecifes.
É precisamente o esqueleto, que permanece depois que morre o pólipo, que é usado com fins comerciais. Os corais vermelho e rosado são animais marinhos longevos, de lento crescimento, que durante séculos foram alvo de intensa pesca para satisfazer a demanda mundial de joias e enfeites, disse Teleki. Os vermelhos podem crescer 50 centímetros, porém, mais de 90% de suas colônias no Mediterrâneo têm de três a cinco centímetros de altura e menos da metade é suficientemente adulto para se reproduzir. Sabe-se muito menos sobre as populações do Pacífico, que ficam em águas do Japão e de Taiwan, ilhas Midway e Havaí.
A extração mundial de corais rosado e vermelho caiu entre 60% e 80% desde a década de 80, e o tamanho dos capturados também baixou significativamente, disse Andy Bruckner, do Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Essa redução de tamanho nos corais vermelhos do Mediterrâneo representa perda de capacidade reprodutiva das espécies entre 80% e 90%, porque os corais maiores têm mais pólipos e, portanto, podem produzir mais colônias novas, disse Bruckner em um comunicado.
O comércio de aquários domésticos também consome grande quantidade de corais, pois são usados para recriar pequenos arrecifes como decoração. “Essa demanda levou a uma explosão do comércio de corais vivos, com crescimento anual entre 10% e 50% desde 1987”, afirmou Bruckner em um estudo publicado em dezembro na revista PLoS One. Nessa matéria estima que tal comércio movimente entre US$ 200 e US$ 330 milhões por ano, e que segue em crescimento. Porém, é dada pouca atenção aos impactos sobre os arrecifes, acrescentou. “Precisamos alguma forma de proteção para estes corais, a fim de que os governos e o público compreendam sua importância”, disse Teleki.
E isto implica um grande esforço, disse Matt Patterson, ecologista marinho do Serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos e coordenador da South Florida and Caribbean Monitoring Network. Em 2005, 90% dos corais das norte-americanas Ilhas Virgens esbranquiçaram. Como consequência, 60% dos arrecifes morreram. Quando foram solicitados recursos para ajudar a proteger os arrecifes que restavam, o governo norte-americano nada fez, disse Patterson ao Terramérica, de seu escritório em Miami. “Imaginemos os protestos e as respostas se 60% da Estátua da Liberdade fosse destruída”, disse.
Métodos ilegais de pesca, como o uso de explosivos, também contribuem para a diminuição das espécies
Os arrecifes mantêm entre 25% e 33% das criaturas viventes dos oceanos. Cerca de um bilhão de pessoas dependem direta e indiretamente deles para sua subsistência. Os arrecifes coralinos não fornecem apenas alimento, como também reduzem os impactos de ciclones, furacões e atenuam as ondas. Há poucos anos, os cientistas pensavam que o excesso de pesca era a principal ameaça para os arrecifes, mas agora sabem que é a mudança climática, que aquece os oceanos e os acidifica.
O lixo e o esgoto exercem uma forte pressão sobre os bancos de corais
Reduzir as capturas de corais, eliminar da terra os resíduos derivados da sedimentação e contaminação, e impedir que os barcos ancorem em áreas de arrecifes pode ajudar muito a proteger estas formações da mudança climática, disse Patterson. “Os corais são ecossistemas em perigo. A menos que priorizemos sua proteção, podem deixar de existir enquanto estivermos vivos, o que, na verdade, me assusta”, acrescentou.
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Delegados de 175 países discutem a nova lista de espécies de fauna e flora em risco de extinção para protegê-las do comércio indiscriminado. Os corais ocupam um lugar de destaque.
A sobrevivência dos corais, gravemente ameaçada pela acidificação dos oceanos, pesca de arrasto e pelo comércio de joias e enfeites, depende em grande parte de uma conferência que acontece em Doha, capital do Catar. A extração de exemplares centenários movimenta um negócio internacional multimilionário. São tão belos que ganham a forma de colares de US$ 25 mil ou são exibidos em luxuosas mansões.
Barco de arrasto retirando um coral vermelho giganteFoto: Greenpeace/Pullman
Para garantir que haja corais para as gerações futuras, Estados Unidos e a União Europeia propõem incluir as variedades vermelha e rosada (Corallium spp. e Paracorallium spp.) na lista de proteção da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites). Os 175 países signatários da Cites estão reunidos entre os dias 13 e 25 deste mês, em Doha, onde votarão a proteção dos corais e de outras 40 espécies, entre elas o atum de barbatana azul.
“Os corais vermelho e rosado estão entre as matérias-primas mais valiosas. Incluí-los no Apêndice II da Cites não proibirá seu comércio, simplesmente o regulará”, explicou Kristian Teleki, vice-presidente para Iniciativas de Ciências da SeaWeb, uma organização não governamental internacional que trabalha pela conservação dos oceanos. “Neste momento são explorados de modo insustentável para o comercio de joias”, disse Teleki ao Terramérica, de Doha.
Cerca de 32 mil espécies, como a iguana verde (Iguana iguana), o mogno (Swietenia macrophylla) e o urso negro (Ursus americanus) figuram no Apêndice II da Convenção. Ao colocar uma espécie no Apêndice I, como proposto para o atum de barbatana azul, todo seu comércio passa a ser ilegal. “Por mais de 20 anos, os países do Mediterrâneo falam em implementar regulamentos para o coral, e nada foi feito”, disse. Os corais vermelho e rosado são encontrados principalmente no Mar Mediterrâneo e no Oceano Pacífico, e estão entre os mais valiosos e comercializados do mundo. Podem parecer plantas, mas na verdade são colônias de pequenos animais, pólipos, que formam os exoesqueletos de carbonato de cálcio que formam os arrecifes.
É precisamente o esqueleto, que permanece depois que morre o pólipo, que é usado com fins comerciais. Os corais vermelho e rosado são animais marinhos longevos, de lento crescimento, que durante séculos foram alvo de intensa pesca para satisfazer a demanda mundial de joias e enfeites, disse Teleki. Os vermelhos podem crescer 50 centímetros, porém, mais de 90% de suas colônias no Mediterrâneo têm de três a cinco centímetros de altura e menos da metade é suficientemente adulto para se reproduzir. Sabe-se muito menos sobre as populações do Pacífico, que ficam em águas do Japão e de Taiwan, ilhas Midway e Havaí.
A extração mundial de corais rosado e vermelho caiu entre 60% e 80% desde a década de 80, e o tamanho dos capturados também baixou significativamente, disse Andy Bruckner, do Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Essa redução de tamanho nos corais vermelhos do Mediterrâneo representa perda de capacidade reprodutiva das espécies entre 80% e 90%, porque os corais maiores têm mais pólipos e, portanto, podem produzir mais colônias novas, disse Bruckner em um comunicado.
O comércio de aquários domésticos também consome grande quantidade de corais, pois são usados para recriar pequenos arrecifes como decoração. “Essa demanda levou a uma explosão do comércio de corais vivos, com crescimento anual entre 10% e 50% desde 1987”, afirmou Bruckner em um estudo publicado em dezembro na revista PLoS One. Nessa matéria estima que tal comércio movimente entre US$ 200 e US$ 330 milhões por ano, e que segue em crescimento. Porém, é dada pouca atenção aos impactos sobre os arrecifes, acrescentou. “Precisamos alguma forma de proteção para estes corais, a fim de que os governos e o público compreendam sua importância”, disse Teleki.
E isto implica um grande esforço, disse Matt Patterson, ecologista marinho do Serviço de Parques Nacionais dos Estados Unidos e coordenador da South Florida and Caribbean Monitoring Network. Em 2005, 90% dos corais das norte-americanas Ilhas Virgens esbranquiçaram. Como consequência, 60% dos arrecifes morreram. Quando foram solicitados recursos para ajudar a proteger os arrecifes que restavam, o governo norte-americano nada fez, disse Patterson ao Terramérica, de seu escritório em Miami. “Imaginemos os protestos e as respostas se 60% da Estátua da Liberdade fosse destruída”, disse.
Métodos ilegais de pesca, como o uso de explosivos, também contribuem para a diminuição das espéciesOs arrecifes mantêm entre 25% e 33% das criaturas viventes dos oceanos. Cerca de um bilhão de pessoas dependem direta e indiretamente deles para sua subsistência. Os arrecifes coralinos não fornecem apenas alimento, como também reduzem os impactos de ciclones, furacões e atenuam as ondas. Há poucos anos, os cientistas pensavam que o excesso de pesca era a principal ameaça para os arrecifes, mas agora sabem que é a mudança climática, que aquece os oceanos e os acidifica.
O lixo e o esgoto exercem uma forte pressão sobre os bancos de coraisReduzir as capturas de corais, eliminar da terra os resíduos derivados da sedimentação e contaminação, e impedir que os barcos ancorem em áreas de arrecifes pode ajudar muito a proteger estas formações da mudança climática, disse Patterson. “Os corais são ecossistemas em perigo. A menos que priorizemos sua proteção, podem deixar de existir enquanto estivermos vivos, o que, na verdade, me assusta”, acrescentou.
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Associação Santos Surf comemora 5 anos de existência
22/03/2010 - Herbert Passos Neto/SantosSurf
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A Associação Santos Surf, entidade social esportiva sem fins lucrativos, comemorou cinco anos de fundação no dia 14 de março.
Desde que foi criada, trabalha para mudar o cenário do esporte na cidade e já contabiliza conquistas importantes.
A comemoração aconteceu no Museu do Surf no último dia 18, no Quebra-mar. Confira no vídeo a reportagem completa.
Desde que foi criada, trabalha para mudar o cenário do esporte na cidade e já contabiliza conquistas importantes.
A comemoração aconteceu no Museu do Surf no último dia 18, no Quebra-mar. Confira no vídeo a reportagem completa.
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22 de Março, Dia Mundial da Água
Por William Rodriguez Schepis - Fonte: ONU
Ecossistemas saudáveis são sustentados pela boa qualidade da água, o que leva a um melhor bem-estar humano. Pelo contrário, a má qualidade da água afeta o meio ambiente e bem-estar humano. Doenças transmitidas pela água causam a morte de mais de 1,5 milhões de crianças a cada ano.
A vida na Terra é baseada em água. E a qualidade de vida depende diretamente da qualidade da água.
A qualidade dos nossos recursos hídricos é cada vez mais ameaçado pela poluição. A atividade humana ao longo dos últimos 50 anos é responsável pela contaminação dos recursos hídricos, sem precedentes na história. Mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo vivem sem saneamento adequado. Todos os dias, 2 milhões de toneladas de esgoto e outros efluentes são drenados para as águas de todo o mundo. O problema é pior nos países em desenvolvimento, onde mais de 90% do esgoto bruto e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são despejados nas águas superficiais.
Inserindo as mudanças climáticas no contexto, temos de levar em consideração que inundações e secas representam grandes desafios para a qualidade da água em cima das fontes de crescimento da poluição. Até que ponto estamos cientes do fato de que a população humana está aumentando, juntamente com a mudança de padrões de produção e consumo? Temos visto uma onda de processos industriais, mineração, agricultura e urbanização, resultando na libertação de metais pesados, elementos radioativos, toxinas orgânicas, e produtos farmacêuticos descartados no meio ambiente.
No dia 22 de março, como em todos os anos, o mundo vai celebrar o Dia Mundial da Água. A ONU-Água, juntamente com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) vai tentar trazer a atenção do mundo para o grave problema da qualidade da água.
Em Santos, cerca de 30 mil pessoas vivem em palafitas e lançam esgoto diretamente nas águas do estuário
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Ecossistemas saudáveis são sustentados pela boa qualidade da água, o que leva a um melhor bem-estar humano. Pelo contrário, a má qualidade da água afeta o meio ambiente e bem-estar humano. Doenças transmitidas pela água causam a morte de mais de 1,5 milhões de crianças a cada ano.
A vida na Terra é baseada em água. E a qualidade de vida depende diretamente da qualidade da água.A qualidade dos nossos recursos hídricos é cada vez mais ameaçado pela poluição. A atividade humana ao longo dos últimos 50 anos é responsável pela contaminação dos recursos hídricos, sem precedentes na história. Mais de 2,5 bilhões de pessoas no mundo vivem sem saneamento adequado. Todos os dias, 2 milhões de toneladas de esgoto e outros efluentes são drenados para as águas de todo o mundo. O problema é pior nos países em desenvolvimento, onde mais de 90% do esgoto bruto e 70% dos resíduos industriais sem tratamento são despejados nas águas superficiais.
Inserindo as mudanças climáticas no contexto, temos de levar em consideração que inundações e secas representam grandes desafios para a qualidade da água em cima das fontes de crescimento da poluição. Até que ponto estamos cientes do fato de que a população humana está aumentando, juntamente com a mudança de padrões de produção e consumo? Temos visto uma onda de processos industriais, mineração, agricultura e urbanização, resultando na libertação de metais pesados, elementos radioativos, toxinas orgânicas, e produtos farmacêuticos descartados no meio ambiente.
No dia 22 de março, como em todos os anos, o mundo vai celebrar o Dia Mundial da Água. A ONU-Água, juntamente com o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) vai tentar trazer a atenção do mundo para o grave problema da qualidade da água.Fatos
- Todos os dias, 2 milhões de toneladas de esgoto e resíduos industriais e agrícolas são despejados em água do mundo. (ONU WWAP 2003)
A ONU estima que a quantidade de efluentes produzidos anualmente é de cerca de 1.500 km3. (ONU WWAP 2003) - A falta de saneamento adequado contamina cursos de água em todo o mundo e é uma dos mais significantes formas de poluição da água. Em todo o mundo, 2,5 bilhões de pessoas vivem sem saneamento adequado. (UNICEF, OMS, 2008)
- Somente na ásia, 1,8 bilhão de pessoas não possuem saneamento básico. (UNICEF, OMS, 2008)
- 18% da população mundial, ou 1,2 bilhões de pessoas, defecam a céu aberto. Defecar em céu aberto compromete significantemente a qualidade de corpos de água nas proximidades e representa um risco extremo para a saúde humana. (UNICEF, OMS, 2008)
- No Sul da Ásia, 63% da população rural - 778 milhões de pessoas - defecam a céu aberto. (UNICEF OMS, 2008)
- A água insalubre provoca 4 bilhões de casos de diarréia a cada ano, e resulta em 2,2 milhões de mortes, na maioria crianças com menos de cinco anos. Isso significa que 15% das mortes de crianças por ano são atribuidas a diarréia - uma criança que morre a cada 15 segundos. Somente na Índia, a maior causa de problemas de saúde e de morte entre as crianças é a diarreia, que mata quase meio milhão de crianças a cada ano. (OMS e UNICEF 2000)
- Solventes clorados foram encontrados em 30% dos depósitos de águas subterrâneas em 15 cidades japonesas, às vezes até a 10 km da fonte de poluição. (UNEP 1996)
Uma unidade de mercúrio é emitido para o ambiente para cada unidade de produção de ouro por mineradores de pequena escala. Um total de 1000 toneladas de mercúrio é lançado a cada ano na natureza. (UNEP / GRIDArendal 2004) - 60% dos 227 maiores rios do mundo tiveram o fluxo interrompido baixos devido à barragens e outras infra-estruturas. Interrupções no fluxo diminui drasticamente o transporte de sedimentos e nutrientes para trechos a jusante, reduzindo qualidade da água e prejudicando a saúde do ecossistema. (ONU WWAP 2003)
- Houve um declínio generalizado na saúde biológica das águas de interior. Globalmente, 24% dos mamíferos e 12% das aves ligado às águas interiores são considerados ameaçados. (ONU WWAP 2003)
- Em algumas regiões, como o Mediterrâneo e Madagascar e grupos de outras ilhas do oeste do Oceano Índico, mais de 50% de espécies nativas de peixes de água doce encontram-se em risco de extinção, e quase um terço dos anfíbios do mundo estão em risco de extinção. (Vie et al. 2009)
- Espécies de água doce têm enfrentado uma taxa de extinção cinco vezes maior do que as espécies terrestres. (Ricciardi e Rasmussen 1999)
- Ecossistemas de água doce sustentam um grande número de espécies, incluindo um quarto dos vertebrados conhecidos. Tais sistemas fornecem mais de 75 bilhões de dólares em bens e serviços do ecossistema para pessoas, mas são cada vez mais ameaçados por uma série de problemas relacionados a qualidade da água. (Vie et al. 2009)
Em Santos, cerca de 30 mil pessoas vivem em palafitas e lançam esgoto diretamente nas águas do estuárioFoto: Instituto EcoFaxina
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Um duro golpe para o atum azul
19/03/2010 - Debbie Salamone
Tradução e edição: William Rodriguez Schepis
Tradução e edição: William Rodriguez Schepis
A proposta de proibição global sobre o comércio do peixe falhou ontem, deixando o seu futuro em risco
O futuro parece sombrio para o atum azul.
A votação internacional de hoje matou uma proibição do comércio global proposto para o peixe extremamente explorado, deixando a espécies vulnerável à sobrepesca desenfreada que prossegue.
A produção global da pesca de atum é de 9,5 milhões de toneladas (FAO)
A votação na comissão da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagens (CITES), foi um golpe terrível para a espécie ícone: 20 países votaram a favor de proteção (incluindo os Estados Unidos), 68 contra e 30 abstiveram-se.
Uma forte pressão do Japão, o maior importador de atum azul, e a indústria de pesca comercial prevaleceu. O mercado para o peixe - que pode pesar até 725 quilos e milhares de dólares - é lucrativo demais para os países renunciarem.
O mercado asiático consome a maior parte do atum. Acima um mercado joponês
No entanto, não fazer nada põe em grande perigo o futuro da espécie. No Oceano Atlântico Ocidental a população caiu 82% desde 1970 de cerca de 222.600 peixes adultos para cerca de 41.000, segundo a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico, ICCAT, uma organização regional de gestão da pesca.
A decisão de hoje coloca o destino do atum azul de volta nas mãos da ICCAT, a própria organização que tem impulsionado a espécie para o estado desastroso. A ICCAT define níveis de pesca acima do que a espécie pode suportar.
Precisamos de níveis de pesca mais sustentáveis. ICCAT deve entender que a viabilidade a longo prazo das indústrias de pesca que regulam, depende da sobrevivência a longo prazo do peixe.
Nós também podemos fazer mais em nossa casa deixando de consumir atum. Agora, mais do que nunca, os Estados Unidos precisa intensificar e reforçar as proteções para a espécie. O Golfo do México é o único lugar conhecido de desova do atum azul no oeste do Oceano Atlântico.
Embora os pescadores comerciais serem proibidos de atacar diretamente o atum azul no Golfo desde 1982, as práticas destrutivas de pesca ameaçam a espécie. Atuns azuis são capturados frequentemente em linhas de espinhel comercial destinadas a pesca do espadarte e da albacora. Estas linhas de pesca, com iscas em centenas de anzóis, se estendem em média 25 milhas ao longo da superfície da água. Precisamos de métodos de pesca mais seguros para proteger melhor os peixes.
O atum azul pode nadar mais rápido do que 40 mph em arrancada, vive até 40 anos, cresce até 4 metros de comprimento e mergulha 3.000 metros de profundidade. Migram milhares de quilômetros a cada ano através do Atlântico.
Nós não temos tempo a perder para salvar estes peixes verdadeiramente notáveis. Eles não podem ser extintos de maneira alguma, principalmente pela ignorante ganância econômica.
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O futuro parece sombrio para o atum azul.
A votação internacional de hoje matou uma proibição do comércio global proposto para o peixe extremamente explorado, deixando a espécies vulnerável à sobrepesca desenfreada que prossegue.
A produção global da pesca de atum é de 9,5 milhões de toneladas (FAO)A votação na comissão da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Selvagens (CITES), foi um golpe terrível para a espécie ícone: 20 países votaram a favor de proteção (incluindo os Estados Unidos), 68 contra e 30 abstiveram-se.
Uma forte pressão do Japão, o maior importador de atum azul, e a indústria de pesca comercial prevaleceu. O mercado para o peixe - que pode pesar até 725 quilos e milhares de dólares - é lucrativo demais para os países renunciarem.
O mercado asiático consome a maior parte do atum. Acima um mercado joponêsNo entanto, não fazer nada põe em grande perigo o futuro da espécie. No Oceano Atlântico Ocidental a população caiu 82% desde 1970 de cerca de 222.600 peixes adultos para cerca de 41.000, segundo a Comissão Internacional para a Conservação dos Tunídeos do Atlântico, ICCAT, uma organização regional de gestão da pesca.
A decisão de hoje coloca o destino do atum azul de volta nas mãos da ICCAT, a própria organização que tem impulsionado a espécie para o estado desastroso. A ICCAT define níveis de pesca acima do que a espécie pode suportar.
Precisamos de níveis de pesca mais sustentáveis. ICCAT deve entender que a viabilidade a longo prazo das indústrias de pesca que regulam, depende da sobrevivência a longo prazo do peixe.
Nós também podemos fazer mais em nossa casa deixando de consumir atum. Agora, mais do que nunca, os Estados Unidos precisa intensificar e reforçar as proteções para a espécie. O Golfo do México é o único lugar conhecido de desova do atum azul no oeste do Oceano Atlântico.
Embora os pescadores comerciais serem proibidos de atacar diretamente o atum azul no Golfo desde 1982, as práticas destrutivas de pesca ameaçam a espécie. Atuns azuis são capturados frequentemente em linhas de espinhel comercial destinadas a pesca do espadarte e da albacora. Estas linhas de pesca, com iscas em centenas de anzóis, se estendem em média 25 milhas ao longo da superfície da água. Precisamos de métodos de pesca mais seguros para proteger melhor os peixes.
O atum azul pode nadar mais rápido do que 40 mph em arrancada, vive até 40 anos, cresce até 4 metros de comprimento e mergulha 3.000 metros de profundidade. Migram milhares de quilômetros a cada ano através do Atlântico.
Nós não temos tempo a perder para salvar estes peixes verdadeiramente notáveis. Eles não podem ser extintos de maneira alguma, principalmente pela ignorante ganância econômica.
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Consumo humano ameaça tubarões
15/03/2010 - Matthew Berger/IPS
Enquanto a mudança climática transforma a acidez e os níveis de oxigênio das águas mundiais, com devastadores efeitos para algumas espécies marinhas, outras, como os tubarões, enfrentam uma ameaça ainda mais imediata: o consumo humano.
Para reverter esse comércio insustentável, será feita uma proposta de incluir na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites) uma quantidade sem precedentes de espécies, para proibir ou reduzir de modo significativo sua exploração. Entre elas figuram oito variedades de tubarões, procuradas para a elaboração de pratos que desde sopa de barbatana até servido com batata frita.
Sphyrna lewini: predador altamente evoluído que está sendo dizimado
Desde sábado, e até o próximo dia 25, estes tubarões e outras variedades de alto perfil serão tema de debate na reunião da Cites, em Doha. Nos últimos tempos, vários estudos consideram que são capturados até 73 milhões de tubarões por ano, apenas para o comércio de barbatanas, embora seja muito difícil obter números precisos. Com a população mundial cada vez maior e mais rica, especialmente na Ásia oriental, onde a sopa de barbatana é considerada um manjar, a pesca de tubarões é cada vez mais intensa. E também são intensos os esforços para reduzir essa prática.
98% são lançados ainda vivos das embarcações para agonizarem no fundo
“O fato de haver mais propostas para incluir variedades de tubarões na Cites é um bom sinal, quanto às espécies que precisam desta atenção internacional e aos controles que estão recebendo”, disse Ellen Pikitch, diretora-executiva do Institute for Ocean Conservation Science da Universidade Stony Brook, de Nova York. “Contudo, também é um triste sinal de que os oceanos correm um perigo real”, acrescentou Pikitch, que fez vários estudos sobre o comércio internacional de tubarões.
As barbatanas são vendidas desidratadas para os consumidores asiáticos
Como os produtos derivados do tubarão geralmente são exportados de um país para outro, o fato de a Cites os incluir em sua lista pode ter enorme impacto na recuperação das espécies ameaçadas. Os tubarões têm características biológicas particulares que os tornam extremamente vulneráveis à pesca excessiva. Por exemplo, têm baixa reprodução, enquanto outros peixes podem por centenas de milhares de ovos. E também a gravidez é muito longa.
O cação-de-espinho (Squalus acanthias), uma das espécies candidatas a entrar na lista da Cites, tem um período de gestação de 24 meses, o mais longo do que qualquer vertebrado. Este peixe pode viver cem anos ou mais, e não atinge a maturidade sexual antes de uma ou duas décadas. Devido a estas desvantagens biológicas, “durante muito tempo os cientistas se preocuparam com o fato de os tubarões serem pescados em grande escala, e isso estamos vendo acontecer agora”, disse Pikitch.
O cação-de-espinho tem barbatanas pequenas e é pescado por sua carne, que substitui o bacalhau do Atlântico Norte – depois que a pesca excessiva dizimou suas reservas – como principal variedade para elaboração de pratos de pescado com batata frita na Europa. Mas agora as populações de cação-de-espinho no Atlântico noroeste “estão tão esgotadas que essencialmente entraram em colapso”, segundo Matt Rand, diretor de Conservação Mundial de Tubarões no Pew Environment Group.
Outro tubarão capturado por sua carne, e que pode entrar na lista da Cites em Doha, é o marracho (Lamma nasus), afirmou Rand. “A Europa adotou todas as medidas possíveis para proteger estas espécies em suas águas, mas é preciso agir globalmente”, acrescentou. Outras duas variedades a incluir na Cites – o tubarão oceânico (Carcharhinus longimanus) e o tubarão martelo recortado (Sphyrna lewini) – estão ameaçadas pela insustentável demanda por suas barbatanas.
Estes e outros tubarões foram incluídos nas propostas para integrar o Apêndice II da Convenção, que continuará permitindo algum grau de comércio de seus produtos, mas exigirá certificados de exportação e controles para garantir a sobrevivência das espécies. As espécies que a Cites protege, ou cujo comércio internacional proíbe, são principalmente terrestres. Mas os oceanos são o último hábitat que resta em que os animais selvagens são capturados em grandes quantidades para consumo humano, e a comunidade internacional está começando a reconhecer a necessidade de regular a pesca insustentável.
Todas as espécies marinhas a serem incluídas na lista – os oito tubarões, junto com os corais vermelho e rosado e o atum de barbatana azul do Atlântico – costumam ser exportados das águas dos países onde são pescados. Assim, a Cites tem um papel fundamental na hora de garantir sua sobrevivência. Mas em Doha as coisas não serão fáceis. Pikitch recordou que propostas anteriores sobre o marracho e o cação-de-espinho foram discutidas, mas acabaram fracassando na última reunião, realizada em Haia, em 2007.
Os conservacionistas têm maior otimismo desta vez, mas, de todo modo, será difícil convencer dois terços dos 175 países que integram a Cites. Esse é o mínimo necessário para a lista ser aprovada. Algumas nações serão particularmente mais difíceis de convencer. “Penso que está muito claro que China e Japão não apoiarão a proteção destas espécies de tubarão”, disse Rand, acrescentando que na China há muita educação a respeito. Maldivas já anunciou – pouco antes da reunião em Doha – que converterá suas águas territoriais em santuário de tubarões, e proibiu todas as importações e exportações de suas barbatanas. Dessa forma, uniu-se a Palau, que adotou a mesma medida em setembro do ano passado.
Em alguns países um único prato a base de barbatanas pode chegar a 150 dólares
Palau tem estado na vanguarda do movimento de conservação de tubarões, e é o único país que impulsiona abertamente todas as propostas de inclusão desses animais na Cites. Nos Estados Unidos, a Câmara de Representantes aprovou, há um ano, a Lei de Conservação de Tubarões, que atualmente está em análise no Senado. Boa parte do interesse em preservar estes animais pode ser econômica. Estudos recentes concluíram que os tubarões têm mais valor vivos do que mortos. Segundo a organização ambientalista Oceana, os tubarões coralinos das Bahamas geram US$ 250 mil a título de turismo e apenas US$ 50 quando são capturados.
Um estudo do governo da Austrália revelou, em 2006, que 25% dos gastos dos que visitam a Grande Barreira de Coral nesse país está diretamente ligado à oportunidade de ver tubarões. E uma pesquisa da Universidade James Cook, também na Austrália, concluiu que o tubarão cinza gera nas Maldivas US$ 3,3 mil anuais em turismo, enquanto um pescador que o vende consegue apenas US$ 32.
Porém, a justificativa para proteger os tubarões vai além dos custos e benefícios econômicos. Como predadores por excelência, são fundamentais para manter a saúde dos oceanos e das populações de peixes e outras espécies que são uma parte importante da dieta dos seres humanos.
Confira o trailer do documentário Unnatural Selection (Seleção Não Natural), que faz um retrato da matança indiscriminada de tubarões para a retirada de suas barbatanas.
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Enquanto a mudança climática transforma a acidez e os níveis de oxigênio das águas mundiais, com devastadores efeitos para algumas espécies marinhas, outras, como os tubarões, enfrentam uma ameaça ainda mais imediata: o consumo humano.
Para reverter esse comércio insustentável, será feita uma proposta de incluir na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites) uma quantidade sem precedentes de espécies, para proibir ou reduzir de modo significativo sua exploração. Entre elas figuram oito variedades de tubarões, procuradas para a elaboração de pratos que desde sopa de barbatana até servido com batata frita.
Sphyrna lewini: predador altamente evoluído que está sendo dizimadoDesde sábado, e até o próximo dia 25, estes tubarões e outras variedades de alto perfil serão tema de debate na reunião da Cites, em Doha. Nos últimos tempos, vários estudos consideram que são capturados até 73 milhões de tubarões por ano, apenas para o comércio de barbatanas, embora seja muito difícil obter números precisos. Com a população mundial cada vez maior e mais rica, especialmente na Ásia oriental, onde a sopa de barbatana é considerada um manjar, a pesca de tubarões é cada vez mais intensa. E também são intensos os esforços para reduzir essa prática.
98% são lançados ainda vivos das embarcações para agonizarem no fundo“O fato de haver mais propostas para incluir variedades de tubarões na Cites é um bom sinal, quanto às espécies que precisam desta atenção internacional e aos controles que estão recebendo”, disse Ellen Pikitch, diretora-executiva do Institute for Ocean Conservation Science da Universidade Stony Brook, de Nova York. “Contudo, também é um triste sinal de que os oceanos correm um perigo real”, acrescentou Pikitch, que fez vários estudos sobre o comércio internacional de tubarões.
As barbatanas são vendidas desidratadas para os consumidores asiáticosComo os produtos derivados do tubarão geralmente são exportados de um país para outro, o fato de a Cites os incluir em sua lista pode ter enorme impacto na recuperação das espécies ameaçadas. Os tubarões têm características biológicas particulares que os tornam extremamente vulneráveis à pesca excessiva. Por exemplo, têm baixa reprodução, enquanto outros peixes podem por centenas de milhares de ovos. E também a gravidez é muito longa.
O cação-de-espinho (Squalus acanthias), uma das espécies candidatas a entrar na lista da Cites, tem um período de gestação de 24 meses, o mais longo do que qualquer vertebrado. Este peixe pode viver cem anos ou mais, e não atinge a maturidade sexual antes de uma ou duas décadas. Devido a estas desvantagens biológicas, “durante muito tempo os cientistas se preocuparam com o fato de os tubarões serem pescados em grande escala, e isso estamos vendo acontecer agora”, disse Pikitch.
O cação-de-espinho tem barbatanas pequenas e é pescado por sua carne, que substitui o bacalhau do Atlântico Norte – depois que a pesca excessiva dizimou suas reservas – como principal variedade para elaboração de pratos de pescado com batata frita na Europa. Mas agora as populações de cação-de-espinho no Atlântico noroeste “estão tão esgotadas que essencialmente entraram em colapso”, segundo Matt Rand, diretor de Conservação Mundial de Tubarões no Pew Environment Group.
Outro tubarão capturado por sua carne, e que pode entrar na lista da Cites em Doha, é o marracho (Lamma nasus), afirmou Rand. “A Europa adotou todas as medidas possíveis para proteger estas espécies em suas águas, mas é preciso agir globalmente”, acrescentou. Outras duas variedades a incluir na Cites – o tubarão oceânico (Carcharhinus longimanus) e o tubarão martelo recortado (Sphyrna lewini) – estão ameaçadas pela insustentável demanda por suas barbatanas.
Estes e outros tubarões foram incluídos nas propostas para integrar o Apêndice II da Convenção, que continuará permitindo algum grau de comércio de seus produtos, mas exigirá certificados de exportação e controles para garantir a sobrevivência das espécies. As espécies que a Cites protege, ou cujo comércio internacional proíbe, são principalmente terrestres. Mas os oceanos são o último hábitat que resta em que os animais selvagens são capturados em grandes quantidades para consumo humano, e a comunidade internacional está começando a reconhecer a necessidade de regular a pesca insustentável.
Todas as espécies marinhas a serem incluídas na lista – os oito tubarões, junto com os corais vermelho e rosado e o atum de barbatana azul do Atlântico – costumam ser exportados das águas dos países onde são pescados. Assim, a Cites tem um papel fundamental na hora de garantir sua sobrevivência. Mas em Doha as coisas não serão fáceis. Pikitch recordou que propostas anteriores sobre o marracho e o cação-de-espinho foram discutidas, mas acabaram fracassando na última reunião, realizada em Haia, em 2007.
Os conservacionistas têm maior otimismo desta vez, mas, de todo modo, será difícil convencer dois terços dos 175 países que integram a Cites. Esse é o mínimo necessário para a lista ser aprovada. Algumas nações serão particularmente mais difíceis de convencer. “Penso que está muito claro que China e Japão não apoiarão a proteção destas espécies de tubarão”, disse Rand, acrescentando que na China há muita educação a respeito. Maldivas já anunciou – pouco antes da reunião em Doha – que converterá suas águas territoriais em santuário de tubarões, e proibiu todas as importações e exportações de suas barbatanas. Dessa forma, uniu-se a Palau, que adotou a mesma medida em setembro do ano passado.
Em alguns países um único prato a base de barbatanas pode chegar a 150 dólaresPalau tem estado na vanguarda do movimento de conservação de tubarões, e é o único país que impulsiona abertamente todas as propostas de inclusão desses animais na Cites. Nos Estados Unidos, a Câmara de Representantes aprovou, há um ano, a Lei de Conservação de Tubarões, que atualmente está em análise no Senado. Boa parte do interesse em preservar estes animais pode ser econômica. Estudos recentes concluíram que os tubarões têm mais valor vivos do que mortos. Segundo a organização ambientalista Oceana, os tubarões coralinos das Bahamas geram US$ 250 mil a título de turismo e apenas US$ 50 quando são capturados.
Um estudo do governo da Austrália revelou, em 2006, que 25% dos gastos dos que visitam a Grande Barreira de Coral nesse país está diretamente ligado à oportunidade de ver tubarões. E uma pesquisa da Universidade James Cook, também na Austrália, concluiu que o tubarão cinza gera nas Maldivas US$ 3,3 mil anuais em turismo, enquanto um pescador que o vende consegue apenas US$ 32.
Porém, a justificativa para proteger os tubarões vai além dos custos e benefícios econômicos. Como predadores por excelência, são fundamentais para manter a saúde dos oceanos e das populações de peixes e outras espécies que são uma parte importante da dieta dos seres humanos.
Confira o trailer do documentário Unnatural Selection (Seleção Não Natural), que faz um retrato da matança indiscriminada de tubarões para a retirada de suas barbatanas.
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Consumidor está consciente sobre danos ambientais causados pelos sacos plásticos
15/03/2010 - Carlos Américo/MMA
Parceiro do Ministério do Meio Ambiente com a campanha "Saco é um Saco", o Carrefour lançou, nesta segunda-feira (15/03), dia mundial do consumidor, em Piracicaba (SP), a primeira loja do Brasil a eliminar o uso sacos plásticos tradicionais. Para substituir, disponibiliza aos cliente caixas de papelão, sacos reutilizáveis e sacolas biodegradáveis. A iniciativa será implantada em todas as lojas da rede, gradativamente, em cinco anos.
Minc destaca, em Piracicaba (SP), a necessidade de a sociedade reutilizar, reaproveitar e reciclar os materiais no lugar de descartar.
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia em Piracicaba, "esse tipo de ação só é possível porque o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente sobre os danos que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente".
Ele anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, dia mundial do meio ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. Esse material leva cerca de 400 anos para se degradar.
O Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano, segundo estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). "Isso mostra o consumo consciente como instrumento de transformação da sociedade", ressaltou Minc, ao afirmar que esse tipo de mudança é reflexo da conscientização da empresa e dos consumidores. No entanto, "isso não acontece do dia para noite".
Como exemplo de danos que as sacolas plásticas podem gerar ao meio ambiente, Minc citou os casos de enchentes, causadas por tubulações entupidas por sacolas plásticas. Ele também citou os problemas causado nos aterros, nos rios e no mar.
Minc ainda acredita que haverá uma "imitação saudável" da iniciativa, que deverá ser copiada por outras redes de supermercados. O banimento de sacolinhas plásticas já acontece em vários países, como França e Bélgica.
Para o diretor-superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, "a eliminação das sacolas plásticas é uma ação decisiva do Carrefour para o meio ambiente".
Sacolas retornáveis
A iniciativa é um desdobramento da campanha Saco é um Saco. Para estimular os clientes, o supermercado de Piracicaba vai disponibilizar sacolas retornáveis até o dia 31 de março, além de oferecer caixas.
Para dar alternativa ao consumidor, o Carrefour também vai vender sacolas biodegradáveis em 180 dias. As sacolas tradicionais levam 400 anos para sair do meio ambiente. A renda da venda dessas sacolas biodegradáveis será revertida para o Lar dos Velhinhos.
Os cliente também poderão utilizar caixas de papelão para carregar suas compras. Elas foram colocadas atrás dos caixas para facilitar o uso pelos consumidores.
Como resultado da parceria com o MMA, o Carrefour reduziu o uso de sacolas plásticas em 27 % e vendeu mais de cinco mil sacolas retornáveis. Além disso, a unidade de Piracicaba também coletou 40 toneladas de lixo orgânico, que virou adubo.
Para Minc, a indústria não vai perder mercado se começar a se adaptar à mudança do pensamento do consumidor, que está cada vez mais consciente dos cuidados que deve ter com o meio ambiente para melhorar a qualidade de vida.
O ministro finalizou destacando a necessidade da reutilizar, reaproveitar e reciclar os materiais no lugar de descartar. "Somos a sociedade do descartável. Parece que o meio ambiente é um grande lixo".
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Parceiro do Ministério do Meio Ambiente com a campanha "Saco é um Saco", o Carrefour lançou, nesta segunda-feira (15/03), dia mundial do consumidor, em Piracicaba (SP), a primeira loja do Brasil a eliminar o uso sacos plásticos tradicionais. Para substituir, disponibiliza aos cliente caixas de papelão, sacos reutilizáveis e sacolas biodegradáveis. A iniciativa será implantada em todas as lojas da rede, gradativamente, em cinco anos.
Minc destaca, em Piracicaba (SP), a necessidade de a sociedade reutilizar, reaproveitar e reciclar os materiais no lugar de descartar.Foto: Anna Malatesta
Para o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que participou da cerimônia em Piracicaba, "esse tipo de ação só é possível porque o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente sobre os danos que as sacolas plásticas causam ao meio ambiente".
Ele anunciou que desde o início da campanha Saco é um Saco, em 5 de junho de 2009, dia mundial do meio ambiente, o brasileiro deixou de utilizar de 600 milhões a 800 milhões de sacolas plásticas. Esse material leva cerca de 400 anos para se degradar.
O Brasil utiliza cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais por ano, segundo estimativa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). "Isso mostra o consumo consciente como instrumento de transformação da sociedade", ressaltou Minc, ao afirmar que esse tipo de mudança é reflexo da conscientização da empresa e dos consumidores. No entanto, "isso não acontece do dia para noite".
Como exemplo de danos que as sacolas plásticas podem gerar ao meio ambiente, Minc citou os casos de enchentes, causadas por tubulações entupidas por sacolas plásticas. Ele também citou os problemas causado nos aterros, nos rios e no mar.
Minc ainda acredita que haverá uma "imitação saudável" da iniciativa, que deverá ser copiada por outras redes de supermercados. O banimento de sacolinhas plásticas já acontece em vários países, como França e Bélgica.
Para o diretor-superintendente do grupo Carrefour Brasil, Jean-Marc Pueyo, "a eliminação das sacolas plásticas é uma ação decisiva do Carrefour para o meio ambiente".
Sacolas retornáveis
A iniciativa é um desdobramento da campanha Saco é um Saco. Para estimular os clientes, o supermercado de Piracicaba vai disponibilizar sacolas retornáveis até o dia 31 de março, além de oferecer caixas.
Para dar alternativa ao consumidor, o Carrefour também vai vender sacolas biodegradáveis em 180 dias. As sacolas tradicionais levam 400 anos para sair do meio ambiente. A renda da venda dessas sacolas biodegradáveis será revertida para o Lar dos Velhinhos.
Os cliente também poderão utilizar caixas de papelão para carregar suas compras. Elas foram colocadas atrás dos caixas para facilitar o uso pelos consumidores.
Como resultado da parceria com o MMA, o Carrefour reduziu o uso de sacolas plásticas em 27 % e vendeu mais de cinco mil sacolas retornáveis. Além disso, a unidade de Piracicaba também coletou 40 toneladas de lixo orgânico, que virou adubo.
Para Minc, a indústria não vai perder mercado se começar a se adaptar à mudança do pensamento do consumidor, que está cada vez mais consciente dos cuidados que deve ter com o meio ambiente para melhorar a qualidade de vida.
O ministro finalizou destacando a necessidade da reutilizar, reaproveitar e reciclar os materiais no lugar de descartar. "Somos a sociedade do descartável. Parece que o meio ambiente é um grande lixo".
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Instituto EcoFaxina lança "Programa Turma Ecológica" para crianças e adolescentes
14/03/2010 - Por William Rodriguez Schepis
Por meio de uma parceria com a creche "Projeto Tia Egle", o Programa Turma Ecológica ganha um espaço para atender inicialmente 40 crianças e adolescentes de 8 a 16 anos.
No último Sábado (13/03), o Instituto EcoFaxina deu início às atividades de educação Ambiental com crianças e adolescentes da região do Dique da Vila Gilda, Zona Noroeste de Santos.
A creche que funcionava de Segunda a Sexta-feira, agora com o início do programa funcionará também aos Sábados.
O Programa Turma Ecológica que faz parte do "Projeto EcoFaxina de Recuperação e Conservação do Estuário de Santos" desenvolvido por alunos da UNISANTA, tem como objetivos principais introduzir uma agenda ambiental com fundamentos na ecologia, relacionada ao bem estar social e conceitos de envolvimento sustentável, provocando nas crianças ações ambientais no seio da família e propiciando um diálogo através do caráter transformador da Educação Ambiental para a construção de uma sociedade sustentável.
As atividades variam de acordo com as turmas, divididas por faixa etária e nível de aprendizado.
Durante o primeiro contato, foram organizadas dinâmicas de apresentação e iniciação à ecologia. A sequência do conteúdo irá abranger conceitos de ecologia e envolvimento sustentável, biomas brasileiros com ênfase aos ecossistemas estuarino e costeiro da região, os impactos do lixo na natureza, separação e encaminhamento correto de resíduos domiciliares e campanhas de higiene pessoal, economia de água e de luz.
Além das atividades teóricas, abordadas sempre de forma lúdica e com linguagem adequada, paralelamente serão desenvolvidas oficinas temáticas e atividades práticas envolvendo artes plásticas, música e teatro.
O Programa Turma Ecológica fará ainda um levantamento sócio ambiental através de um questionário que será aplicado às famílias de baixa renda da região.
Para complementar o aprendizado, serão realizadas excursões de caráter pedagógico em defesa do meio ambiente com monitores treinados. As excursões acontecerão nos últimos finais de semana de cada mês, com visitações a parques naturais, museus, aquários e casas de cultura.
O "Projeto EcoFaxina de Recuperação e Conservação do Estuário de Santos", teve o início de suas atividades em 14/10/2008 e já contempla diversas ações sócio ambientais na região estuarina da Baixada Santista. Estudantes do 4º ano da Faculdade de Ciências Biológicas com enfase em Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília - UNISANTA que integram o projeto, darão o apoio pedagógico para o desenvolvimento das atividades.
Os benefícios pretendidos com o Programa Turma Ecológica são o incremento na Educação Ambiental das crianças carentes que residem na Zona Noroeste do Município de Santos, tornando-as agentes multiplicadores de costumes sustentáveis em sua famílias, colegas e amigos, tendo como consequência a elevação da consciência ambiental nas comunidades.
Tio Tierry e tio William se apresentando para as crianças
Tio Tierry brinca e mantém a atenção da turma
A maioria nunca esteve em um corpo d'água limpo
Tia Valéria e as crianças se divertem na hora do desenho
A importância de conservarmos as nossas matas
Momento de concentração da turma
No final a turma desenhou o manguezal como gostariam que fosse
Clique aqui e confira a galeria de fotos completa.
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No último Sábado (13/03), o Instituto EcoFaxina deu início às atividades de educação Ambiental com crianças e adolescentes da região do Dique da Vila Gilda, Zona Noroeste de Santos.
A creche que funcionava de Segunda a Sexta-feira, agora com o início do programa funcionará também aos Sábados.
O Programa Turma Ecológica que faz parte do "Projeto EcoFaxina de Recuperação e Conservação do Estuário de Santos" desenvolvido por alunos da UNISANTA, tem como objetivos principais introduzir uma agenda ambiental com fundamentos na ecologia, relacionada ao bem estar social e conceitos de envolvimento sustentável, provocando nas crianças ações ambientais no seio da família e propiciando um diálogo através do caráter transformador da Educação Ambiental para a construção de uma sociedade sustentável.
As atividades variam de acordo com as turmas, divididas por faixa etária e nível de aprendizado.
Durante o primeiro contato, foram organizadas dinâmicas de apresentação e iniciação à ecologia. A sequência do conteúdo irá abranger conceitos de ecologia e envolvimento sustentável, biomas brasileiros com ênfase aos ecossistemas estuarino e costeiro da região, os impactos do lixo na natureza, separação e encaminhamento correto de resíduos domiciliares e campanhas de higiene pessoal, economia de água e de luz.
Além das atividades teóricas, abordadas sempre de forma lúdica e com linguagem adequada, paralelamente serão desenvolvidas oficinas temáticas e atividades práticas envolvendo artes plásticas, música e teatro.
O Programa Turma Ecológica fará ainda um levantamento sócio ambiental através de um questionário que será aplicado às famílias de baixa renda da região.
Para complementar o aprendizado, serão realizadas excursões de caráter pedagógico em defesa do meio ambiente com monitores treinados. As excursões acontecerão nos últimos finais de semana de cada mês, com visitações a parques naturais, museus, aquários e casas de cultura.
O "Projeto EcoFaxina de Recuperação e Conservação do Estuário de Santos", teve o início de suas atividades em 14/10/2008 e já contempla diversas ações sócio ambientais na região estuarina da Baixada Santista. Estudantes do 4º ano da Faculdade de Ciências Biológicas com enfase em Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília - UNISANTA que integram o projeto, darão o apoio pedagógico para o desenvolvimento das atividades.
Os benefícios pretendidos com o Programa Turma Ecológica são o incremento na Educação Ambiental das crianças carentes que residem na Zona Noroeste do Município de Santos, tornando-as agentes multiplicadores de costumes sustentáveis em sua famílias, colegas e amigos, tendo como consequência a elevação da consciência ambiental nas comunidades.
Tio Tierry e tio William se apresentando para as crianças
Tio Tierry brinca e mantém a atenção da turma
A maioria nunca esteve em um corpo d'água limpo
Tia Valéria e as crianças se divertem na hora do desenho
A importância de conservarmos as nossas matas
Momento de concentração da turma
No final a turma desenhou o manguezal como gostariam que fosseFotos: Instituto EcoFaxina
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Política Nacional de Resíduos Sólidos é aprovada na Câmara dos Deputados
11/03/2010 - Bárbara Bomfim e Gerusa Barbosa
O Brasil está a um passo de estender a responsabilidade sobre a destinação de resíduos sólidos para todos os geradores, como indústrias, empresas de construção civil, hospitais, portos e aeroportos. Nesta quarta-feira (10/3), foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados um substitutivo ao Projeto de Lei 203/91, do Senado Federal, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O projeto aprovado pela Câmara seguirá agora para o Senado Federal para uma nova apreciação, onde, após aprovado, será encaminhado para sanção presidencial.
A ministra interina do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, destacando que está animada com a perspectiva de que o Senado vote com a maior brevidade a matéria para que, enfim, o Brasil possa ter uma base legal para gestão dos resíduos sólidos.
A política é inovadora por tratar da responsabilidade ambiental sobre os resíduos e ao estabelecer a logística reversa, além de trazer um ganho para a agenda da sustentabilidade do País. "Aquele que gera o resíduo será o responsável por dar a destinação final", disse a ministra.
De acordo com a ministra, a matéria traz ganho não só em nível federal e estadual, mas principalmente na instância municipal para melhor gestão dos resíduos. A existência de uma política para o setor definirá as obrigações e deveres de cada setor.
Izabella afirmou que a política nacional de resíduos sólidos é prioridade no governo e que a aprovação da matéria na Câmara é fruto de cooperação entre os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, da Secretaria de Assuntos Institucionais da Presidência da República e da Casa Civil.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, afirmou que a lei que institui a política vai revolucionar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil, ampliando a reciclagem e eliminando os lixões. "O país passará a ter planos integrados de resíduos sólidos nas esferas nacional, estadual, regional e municipal. O mais importante é que agora haverá outros responsáveis pela coleta de resíduos sólidos além dos municípios e catadores", destacou o secretário.
Entre as inovações da Política Nacional de Resíduos Sólidos destaca-se o conceito de responsabilidade compartilhada em relação à destinação de resíduos. Isso significa que cada integrante da cadeia produtiva - fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até os consumidores - ficarão responsáveis, junto com os titulares dos serviços de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, pelo ciclo de vida completo dos produtos, que vai desde a obtenção de matérias-primas e insumos, passando pelo processo produtivo, pelo consumo até a disposição final.
Por exemplo, um dos artigos do projeto de lei prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem investir no desenvolvimento, na fabricação e na colocação no mercado de produtos que possam ser reciclados e cuja fabricação e uso gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos.
A lei obriga também a estruturação e a implementação de sistemas de logística reversa para agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, sejam considerados resíduos perigosos. A adoção de medidas, para que os resíduos de um produto colocado no mercado façam um "caminho de volta" após sua utilização, também deve ser aplicada a pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, além de produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Coleta Seletiva - O projeto aprovado na Câmara também define regras para a coleta seletiva. Nesse sentido, os serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos devem estabelecer um sistema de coleta seletiva, priorizando, por exemplo, o trabalho de cooperativas de catadores de baixa renda. "Isso vai permitir a geração de emprego e renda a muitos catadores de materiais recicláveis do país", acrescentou Silvano.
Os serviços de limpeza urbana devem implantar um sistema de compostagem para resíduos sólidos orgânicos e articular, junto aos agentes econômicos e sociais, formas de utilização do composto reduzido.
Segundo a lei, os consumidores ficam obrigados a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados, bem como disponibilizar corretamente os materiais reutilizáveis e recicláveis para coleta e devolução.
Proibições - De acordo com a lei, fica proibido o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos e in natura a céu aberto, exceto no caso da mineração. Não será permitida ainda a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
Área de manguezal na Zona Noroeste de Santos: Estamos avançando, mas serão necessárias ações de recuperação que revertam o estado de degradação em muitos ecossistemas.
A lei proíbe também a importação de resíduos sólidos perigosos e de rejeitos, bem como de resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente e à saúde pública, animal e sanidade vegetal, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização e recuperação.
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O Brasil está a um passo de estender a responsabilidade sobre a destinação de resíduos sólidos para todos os geradores, como indústrias, empresas de construção civil, hospitais, portos e aeroportos. Nesta quarta-feira (10/3), foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados um substitutivo ao Projeto de Lei 203/91, do Senado Federal, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O projeto aprovado pela Câmara seguirá agora para o Senado Federal para uma nova apreciação, onde, após aprovado, será encaminhado para sanção presidencial.
A ministra interina do Ministério do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, comemorou a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados, destacando que está animada com a perspectiva de que o Senado vote com a maior brevidade a matéria para que, enfim, o Brasil possa ter uma base legal para gestão dos resíduos sólidos.
A política é inovadora por tratar da responsabilidade ambiental sobre os resíduos e ao estabelecer a logística reversa, além de trazer um ganho para a agenda da sustentabilidade do País. "Aquele que gera o resíduo será o responsável por dar a destinação final", disse a ministra.
De acordo com a ministra, a matéria traz ganho não só em nível federal e estadual, mas principalmente na instância municipal para melhor gestão dos resíduos. A existência de uma política para o setor definirá as obrigações e deveres de cada setor.
Izabella afirmou que a política nacional de resíduos sólidos é prioridade no governo e que a aprovação da matéria na Câmara é fruto de cooperação entre os ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, da Secretaria de Assuntos Institucionais da Presidência da República e da Casa Civil.
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, afirmou que a lei que institui a política vai revolucionar a gestão dos resíduos sólidos no Brasil, ampliando a reciclagem e eliminando os lixões. "O país passará a ter planos integrados de resíduos sólidos nas esferas nacional, estadual, regional e municipal. O mais importante é que agora haverá outros responsáveis pela coleta de resíduos sólidos além dos municípios e catadores", destacou o secretário.
Entre as inovações da Política Nacional de Resíduos Sólidos destaca-se o conceito de responsabilidade compartilhada em relação à destinação de resíduos. Isso significa que cada integrante da cadeia produtiva - fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até os consumidores - ficarão responsáveis, junto com os titulares dos serviços de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, pelo ciclo de vida completo dos produtos, que vai desde a obtenção de matérias-primas e insumos, passando pelo processo produtivo, pelo consumo até a disposição final.
Por exemplo, um dos artigos do projeto de lei prevê que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes devem investir no desenvolvimento, na fabricação e na colocação no mercado de produtos que possam ser reciclados e cuja fabricação e uso gerem a menor quantidade possível de resíduos sólidos.
A lei obriga também a estruturação e a implementação de sistemas de logística reversa para agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, sejam considerados resíduos perigosos. A adoção de medidas, para que os resíduos de um produto colocado no mercado façam um "caminho de volta" após sua utilização, também deve ser aplicada a pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, além de produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Coleta Seletiva - O projeto aprovado na Câmara também define regras para a coleta seletiva. Nesse sentido, os serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos devem estabelecer um sistema de coleta seletiva, priorizando, por exemplo, o trabalho de cooperativas de catadores de baixa renda. "Isso vai permitir a geração de emprego e renda a muitos catadores de materiais recicláveis do país", acrescentou Silvano.
Os serviços de limpeza urbana devem implantar um sistema de compostagem para resíduos sólidos orgânicos e articular, junto aos agentes econômicos e sociais, formas de utilização do composto reduzido.
Segundo a lei, os consumidores ficam obrigados a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos sólidos gerados, bem como disponibilizar corretamente os materiais reutilizáveis e recicláveis para coleta e devolução.
Proibições - De acordo com a lei, fica proibido o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos e in natura a céu aberto, exceto no caso da mineração. Não será permitida ainda a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade.
Área de manguezal na Zona Noroeste de Santos: Estamos avançando, mas serão necessárias ações de recuperação que revertam o estado de degradação em muitos ecossistemas. Foto: Instituto EcoFaxina
A lei proíbe também a importação de resíduos sólidos perigosos e de rejeitos, bem como de resíduos sólidos cujas características causem dano ao meio ambiente e à saúde pública, animal e sanidade vegetal, ainda que para tratamento, reforma, reuso, reutilização e recuperação.
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Documentário "The Cove" gera protestos em cidade do Japão
09/03/2010 - Efe
A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama [centro do Japão]. Portanto, não é um ato ilegal", ressaltou Kazutaka Sangen.
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O prefeito da cidade japonesa de Taiji, Kazutaka Sangen, onde foi filmado "The Cove", vencedor do Oscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, pediu nesta segunda-feira (8) "respeito" à sua cultura e criticou que o filme apresenta dados não-comprovados "como se fossem reais".
"The Cove", dirigido pelo norte-americano Louie Psihoyos, aborda o sangrento massacre de golfinhos em Taiji, cidade litorânea de 3,5 mil habitantes onde os pescadores alegam que a caça desses mamíferos é uma tradição centenária.
Capa do documentário The Cove, que expõe a vergonha da nação Japonesa
Capa do documentário The Cove, que expõe a vergonha da nação Japonesa A pesca na cidade de Taiji é realizada de acordo com a lei e com a permissão da província de Wakayama [centro do Japão]. Portanto, não é um ato ilegal", ressaltou Kazutaka Sangen.
"É lamentável que em algumas cenas do documentário se apresentem fatos como se fossem reais, sem que tenham sido estudados cientificamente", acrescentou.
Sangen pediu "respeito" a todas as culturas alimentícias e ressaltou que o consumo de carne de golfinho "se baseia em uma tradição de muitos anos".
Vergonha
No entanto, Rosana Tsibana, 45, embaixadora da boa vontade da província japonesa de Okinawa e diretora de responsabilidade social da empresa de cosméticos Surya Brasil, disse à Folha Online que, "como descendente de japoneses", sente "vergonha dessa prática do país".
"O Japão sempre foi tão apegado à verdade, a um espírito de solidariedade e respeito", diz ela, que se refere à prática da pesca como "crueldade marinha". Ela participou em janeiro de protesto contra a caça de baleias e golfinhos em frente ao consulado do Japão.
Um porta-voz da prefeitura de Taiji afirmou ainda à Agência Efe que o prêmio ao documentário colocou a cidade no centro das atenções. "Este era um lugar muito tranquilo, mas temo agora que isso possa mudar", ressaltou.
A entrega do Oscar a "The Cove" foi aplaudida pelo grupo ambientalista Greenpeace. Segundo a ONG, o filme contribuirá para apoiar a luta internacional pela preservação das espécies marinhas.
"Espero que ele sirva de apoio às medidas em favor da preservação, assim como para a luta do Greenpeace no Japão", disse à Agência Efe Greg McNevin, um porta-voz da ONG nesse país.
Além dos golfinhos, McNevin falou sobre o combate contra a caça de baleias por parte do Japão. O país deteve a captura desses animais com motivos comerciais em 1986, pela pressão internacional, mas a retomou em 1987 por "motivos científicos".
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Novo catalizador orgânico tornará mais eficaz a reciclagem de PET
09/03/2010 - Treehugger/IBM - Tradução: William Rodriguez Schepis
13 bilhões de garrafas PET são descartadas por ano
Certas coisas são mais difíceis de reciclar do que outras. Embora seja relativamente fácil de fazer uma nova lata alumínio a partir de uma velha lata de alumínio, fazer uma nova garrafa de plástico com uma velha é muito mais difícil.
Pesquisadores de Stanford trabalhando no novo catalizador orgânico
Atualmente, a maioria do plástico reciclado não é realmente reciclado, mas sim "downcycled" ou seja reciclado para uma menor utilização. Mas, graças a um avanço na química verde pela IBM e pesquisadores de Stanford, isso pode estar prestes a mudar!
Em uma publicação entitulada Organocatalysis: Opportunities and Challenges for Polymer Synthesis, publicado no jornal da American Chemical Society Macromolecules, os cientistas explicam como eles foram capazes de criar um "altamente ativo e ambientalmente benigno" catalisador orgânico que pode quebrar quimicamente PET em monômeros, o blocos de construção de polímeros. Podendo então usar estes para fazer plásticos novos com a mesma qualidade da matéria-prima, e tudo isto a temperaturas relativamente baixas, permitindo um "circuito fechado" de reciclagem com o uso de baixa energia.
Esperança de um ciclo fechado para a polimerização e despolimerização
Isto está em contraste com o que fazemos agora: plástico PET são mecanicamente quebrados com catalisadores de bases metálicas e, em seguida, misturados com PET virgem a temperaturas elevadas (e assim uma grande quantidade de energia é usada). O resultado é um grau de qualidade inferior ao da matéria-prima original, de modo que só pode ser usado para "produtos derivados", como tapetes e roupas que não podem ser reciclados pela segunda vez.
A IBM anunciou parceria com pesquisadores do King Abdulaziz City for Science and Technology, na Arábia Saudita para fazer testes em maior escala do catalisador orgânico para reciclagem de PET.
Esperamos que isso funcione bem, e que este método de reciclagem possa ser ampliado rapidamente para fechar o ciclo sobre esse tipo de plásticos (e outros).
Claro, ainda é melhor não usar garrafas de plástico, em primeiro lugar...
A vantagem é que esta nova abordagem deva funcionar não somente para plásticos derivados de combustíveis fósseis, mas também para bio-plásticos.
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13 bilhões de garrafas PET são descartadas por ano
Certas coisas são mais difíceis de reciclar do que outras. Embora seja relativamente fácil de fazer uma nova lata alumínio a partir de uma velha lata de alumínio, fazer uma nova garrafa de plástico com uma velha é muito mais difícil.
Pesquisadores de Stanford trabalhando no novo catalizador orgânicoCrédito: Monica M. Davey/IBM
Atualmente, a maioria do plástico reciclado não é realmente reciclado, mas sim "downcycled" ou seja reciclado para uma menor utilização. Mas, graças a um avanço na química verde pela IBM e pesquisadores de Stanford, isso pode estar prestes a mudar!
Em uma publicação entitulada Organocatalysis: Opportunities and Challenges for Polymer Synthesis, publicado no jornal da American Chemical Society Macromolecules, os cientistas explicam como eles foram capazes de criar um "altamente ativo e ambientalmente benigno" catalisador orgânico que pode quebrar quimicamente PET em monômeros, o blocos de construção de polímeros. Podendo então usar estes para fazer plásticos novos com a mesma qualidade da matéria-prima, e tudo isto a temperaturas relativamente baixas, permitindo um "circuito fechado" de reciclagem com o uso de baixa energia.
Esperança de um ciclo fechado para a polimerização e despolimerizaçãoImagem: IBM
Isto está em contraste com o que fazemos agora: plástico PET são mecanicamente quebrados com catalisadores de bases metálicas e, em seguida, misturados com PET virgem a temperaturas elevadas (e assim uma grande quantidade de energia é usada). O resultado é um grau de qualidade inferior ao da matéria-prima original, de modo que só pode ser usado para "produtos derivados", como tapetes e roupas que não podem ser reciclados pela segunda vez.
A IBM anunciou parceria com pesquisadores do King Abdulaziz City for Science and Technology, na Arábia Saudita para fazer testes em maior escala do catalisador orgânico para reciclagem de PET.
Esperamos que isso funcione bem, e que este método de reciclagem possa ser ampliado rapidamente para fechar o ciclo sobre esse tipo de plásticos (e outros).
Claro, ainda é melhor não usar garrafas de plástico, em primeiro lugar...
A vantagem é que esta nova abordagem deva funcionar não somente para plásticos derivados de combustíveis fósseis, mas também para bio-plásticos.
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Peixes caíram do céu no norte da Austrália
09/03/2010 - Northern Territory News - Tradução: William Rodriguez Schepis
Christine Balmer, que tirou as fotos dos peixes no chão e em um balde, disse que teve que se beliscar quando disseram a ela que "centenas e centenas" de peixes tinham caído do céu nos dias 25 e 26 de Fevereiro.
Moradores recolheram centenas de peixes pelas ruas da cidade
"Choveu peixe em Lajamanu na quinta e na sexta à noite", disse ela.
"Eles caíram do céu por toda parte".
"Moradores foram buscá-los no solo em toda parte".
"Estes peixes estavam vivos quando cairam no chão."
A senhora Balmer, o coordenadora de cuidados aos idosos de Lajamanu, disse que sua família achou que ela tinha perdido a razão, quando ela disse a eles sobre o evento.
"Eu não fiquei maluca", disse ela.
"Graças a Deus não choveu crocodilos!".
Lajamanu fica na borda do deserto de Tanami, a centenas de quilômetros dos Lagos Argyle e Elliott e ainda mais longe da costa. Mas não é a primeira vez que a comunidade remota tem sido bombardeada por peixes.
Em 2004, os moradores relataram peixes caindo do céu, e em 1974, um incidente semelhante gerou manchetes internacionais.
O pequeno peixe branco é o Spangled Perch, muito comum por boa parte do norte da Austrália.
O meteorologista Ashley Patterson disse que as condições geológicas eram perfeitas na sexta-feira para um tornado na região de Douglas Daly.
Ele disse que teria sido uma situação meteorológica ideal para permitir que o fenômeno ocorresse - mas nenhum tornado foi relatado às autoridades.
"É um evento muito incomum", disse ele.
"Uma corrente ascendente que pegue água e peixes pode erguê-los até 60.000 ou 70.000 pés.
"Ou, possivelmente um tornado sobre um corpo grande de água, mas não tivemos quaisquer relatórios", disse ele.
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O fenômeno anormal aconteceu não uma, mas duas vezes, na cidade de Lajamanu na Austrália, cerca de 550 quilômetros a sudoeste de Katherine, relatou o jornal The Northern Territory News.
Christine Balmer, que tirou as fotos dos peixes no chão e em um balde, disse que teve que se beliscar quando disseram a ela que "centenas e centenas" de peixes tinham caído do céu nos dias 25 e 26 de Fevereiro.
Moradores recolheram centenas de peixes pelas ruas da cidade"Choveu peixe em Lajamanu na quinta e na sexta à noite", disse ela.
"Eles caíram do céu por toda parte".
"Moradores foram buscá-los no solo em toda parte".
"Estes peixes estavam vivos quando cairam no chão."
A senhora Balmer, o coordenadora de cuidados aos idosos de Lajamanu, disse que sua família achou que ela tinha perdido a razão, quando ela disse a eles sobre o evento.
"Eu não fiquei maluca", disse ela.
"Graças a Deus não choveu crocodilos!".
Lajamanu fica na borda do deserto de Tanami, a centenas de quilômetros dos Lagos Argyle e Elliott e ainda mais longe da costa. Mas não é a primeira vez que a comunidade remota tem sido bombardeada por peixes.
Em 2004, os moradores relataram peixes caindo do céu, e em 1974, um incidente semelhante gerou manchetes internacionais.
O pequeno peixe branco é o Spangled Perch, muito comum por boa parte do norte da Austrália.
O meteorologista Ashley Patterson disse que as condições geológicas eram perfeitas na sexta-feira para um tornado na região de Douglas Daly.
Ele disse que teria sido uma situação meteorológica ideal para permitir que o fenômeno ocorresse - mas nenhum tornado foi relatado às autoridades.
"É um evento muito incomum", disse ele.
"Uma corrente ascendente que pegue água e peixes pode erguê-los até 60.000 ou 70.000 pés.
"Ou, possivelmente um tornado sobre um corpo grande de água, mas não tivemos quaisquer relatórios", disse ele.
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Águas de plástico
04/03/2010 - Por Daniel Santini/Folha Universal
Praia do Bueno no Guarujá/SP. Ao contrário de outras praias com ruas de acesso, esta e outras praias não são limpas pela prefeitura, refletindo a enorme quantidade de lixo plástico (a metade que flutua) trazido pelo mar.
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Do ventre aberto de uma tartaruga, a bióloga Rita Mascarenhas arranca o plástico meio enrolado, sujeira que provavelmente matou o animal. O pedaço fino que entupiu o intestino é longo e travou o aparelho digestivo. Não foi a primeira e nem será a última tartaruga morta por confundir um pedaço sujo de plástico com a alga que iria se alimentar.
A estimativa da especialista é de que 86% das espécies de tartarugas marinhas existentes sofram graves problemas pela ingestão de plástico. Segundo Rita, pelo menos 276 espécies da fauna marinha são regularmente afetadas, incluindo aves, mamíferos, peixes e crustáceos.
O plástico está tão espalhado nos mares, lagos e rios do planeta que, para animais, tem sido difícil diferenciar o que é comida e o que é lixo. Não existe levantamento preciso do tamanho do estrago. A estimativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é de que, a cada quilômetro quadrado de oceano, existam 13 mil pedaços de plástico.
A estimativa da especialista é de que 86% das espécies de tartarugas marinhas existentes sofram graves problemas pela ingestão de plástico. Segundo Rita, pelo menos 276 espécies da fauna marinha são regularmente afetadas, incluindo aves, mamíferos, peixes e crustáceos.
O plástico está tão espalhado nos mares, lagos e rios do planeta que, para animais, tem sido difícil diferenciar o que é comida e o que é lixo. Não existe levantamento preciso do tamanho do estrago. A estimativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é de que, a cada quilômetro quadrado de oceano, existam 13 mil pedaços de plástico.
Praia do Bueno no Guarujá/SP. Ao contrário de outras praias com ruas de acesso, esta e outras praias não são limpas pela prefeitura, refletindo a enorme quantidade de lixo plástico (a metade que flutua) trazido pelo mar.Crédito: Instituto EcoFaxina
Diferentes pesquisas indicam que o material compõe mais de 80% do lixo marinho, e, em algumas regiões, até mais de 90%. Não é por acaso que virou rotina tartaruga confundir saco de lixo com alga.
“Temos encontrado regularmente pedaços de plástico no intestino e estômago de tartarugas mortas”, afirma a pesquisadora, que coordena a Guajiru, associação que organiza estudos, preservação e educação ambiental na Paraíba. “A maioria está morrendo por ingestão de plástico. A situação é gravíssima”, diz o biólogo da Universidade Estadual da Paraíba Douglas Zeppelini Filho, marido de Rita e também integrante do grupo.
Ele explica que, além da obstrução do aparelho digestivo, os animais também morrem por desnutrição devido à ingestão de plástico. Muitos dos que se alimentam de plâncton, conjunto de seres vivos que flutuam na água, confundem as micropartículas e acabam absorvendo menos nutrientes e calorias do que precisam. “Além do plástico que é visível, há o que vai sendo quebrado em pedaços menores, que a gente nem vê, mas que não deixa de ser plástico. Da sardinha à baleia, todos os animais que se alimentam filtrando a água do mar, ingerem plástico demais. É como se um homem comesse uma maçã de plástico e uma normal na hora do almoço. Vai mastigar o mesmo, mas terá metade da energia”, afirma. “Não dá para digerir plástico de forma alguma. Ele se acumula e provoca a morte dos animais”, completa.
De olho nas tartarugas das praias de Intermares, em Cabedelo, e Bessa, em João Pessoa, o casal passou a analisar também o lixo encontrado na areia e tem descoberto na Paraíba embalagens de países distantes como a Grécia. O lixo não respeita fronteiras, quando se trata de oceanos.
E é assim que se formaram no meio dos principais oceanos do planeta verdadeiras ilhas de garrafas, tampinhas, copos, sacos e uma infinidade de outras embalagens e produtos feitos para serem descartados após o uso.
Há pelo menos cinco zonas de convergência em que a situação é crítica. Isoladas por correntes que agem como um redemoinho, reunindo tudo que entra no raio de alcance, essas áreas estão sendo analisadas por expedições. Na que se formou no Sul do Oceano Pacífico, a estimativa é de que para cada quilo de plâncton haja nada menos do que 6 quilos de plástico. Pobres tartarugas.
O movimento constante das marés e correntes faz com que seja possível hoje encontrar dejetos plásticos mesmo em regiões isoladas e praias desertas.
Como uma das propriedades do plástico é a durabilidade, cada saquinho pode ficar décadas flutuando. Dessa forma uma embalagem de macarrão italiana vem parar em João Pessoa, e que, junto do plástico contaminado, outros poluentes, como pesticidas, se espalham pelos mares.
“Temos encontrado regularmente pedaços de plástico no intestino e estômago de tartarugas mortas”, afirma a pesquisadora, que coordena a Guajiru, associação que organiza estudos, preservação e educação ambiental na Paraíba. “A maioria está morrendo por ingestão de plástico. A situação é gravíssima”, diz o biólogo da Universidade Estadual da Paraíba Douglas Zeppelini Filho, marido de Rita e também integrante do grupo.
Ele explica que, além da obstrução do aparelho digestivo, os animais também morrem por desnutrição devido à ingestão de plástico. Muitos dos que se alimentam de plâncton, conjunto de seres vivos que flutuam na água, confundem as micropartículas e acabam absorvendo menos nutrientes e calorias do que precisam. “Além do plástico que é visível, há o que vai sendo quebrado em pedaços menores, que a gente nem vê, mas que não deixa de ser plástico. Da sardinha à baleia, todos os animais que se alimentam filtrando a água do mar, ingerem plástico demais. É como se um homem comesse uma maçã de plástico e uma normal na hora do almoço. Vai mastigar o mesmo, mas terá metade da energia”, afirma. “Não dá para digerir plástico de forma alguma. Ele se acumula e provoca a morte dos animais”, completa.
De olho nas tartarugas das praias de Intermares, em Cabedelo, e Bessa, em João Pessoa, o casal passou a analisar também o lixo encontrado na areia e tem descoberto na Paraíba embalagens de países distantes como a Grécia. O lixo não respeita fronteiras, quando se trata de oceanos.
E é assim que se formaram no meio dos principais oceanos do planeta verdadeiras ilhas de garrafas, tampinhas, copos, sacos e uma infinidade de outras embalagens e produtos feitos para serem descartados após o uso.
Há pelo menos cinco zonas de convergência em que a situação é crítica. Isoladas por correntes que agem como um redemoinho, reunindo tudo que entra no raio de alcance, essas áreas estão sendo analisadas por expedições. Na que se formou no Sul do Oceano Pacífico, a estimativa é de que para cada quilo de plâncton haja nada menos do que 6 quilos de plástico. Pobres tartarugas.
O movimento constante das marés e correntes faz com que seja possível hoje encontrar dejetos plásticos mesmo em regiões isoladas e praias desertas.
Como uma das propriedades do plástico é a durabilidade, cada saquinho pode ficar décadas flutuando. Dessa forma uma embalagem de macarrão italiana vem parar em João Pessoa, e que, junto do plástico contaminado, outros poluentes, como pesticidas, se espalham pelos mares.
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Lixo eletrônico: uma montanha de problemas
01/03/2010 - Clarinha Glock/IPS
Montanhas de perigoso lixo eletrônico crescem cerca de 40 milhões de toneladas ao ano
No Brasil, China, Índia e África do Sul, o crescimento desses resíduos ficará entre 200% e 500% na próxima década, afirma um novo estudo. Esse aumento inclui apenas os restos de televisores, computadores e telefones celulares de uso interno, e não as toneladas de lixo eletrônico exportadas para esses países, a maioria de forma ilegal. As vendas de produtos eletrônicos no varejo explodiram nas economias emergentes, mas não há capacidade para recolher os restos, reciclar conteúdos tóxicos e convertê-los em materiais valiosos, afirma o estudo “Recycling - from E-waste to Resources” (Reciclando - de Lixo Eletrônico a Recursos), divulgado segunda-feira em Bali, na Indonésia.
A publicação coincide com uma reunião do Convênio da Basiléia sobre Controle de Movimentos Transfronteiriços dos Dejetos Perigosos e sua Eliminação, que começou segunda-feira. Os restos de telefones celulares serão, em 2020, sete vezes superiores aos de 2007 na China, e 18 vezes maior na Índia. A China já produz 2,3 milhões de toneladas, atrás dos Estados Unidos, com cerca de três milhões de toneladas. E apesar de proibir a importação deste lixo, a China continua sendo o principal destino destes resíduos procedentes dos países ricos.
“Este informe mostra a urgente necessidade de estabelecer processos obrigatórios, formais e ambiciosos para recolher e disponibilizar este lixo em instalações amplas e eficientes na China”, disse em Bali o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. “Não é só a China que enfrenta este desafio. Brasil, Índia, México e outras nações também vivem riscos ambientais e sanitários se a reciclagem destes resíduos tóxicos ficar em mãos do setor informal”, acrescentou.
Não se trata da necessidade de desmontar manualmente os aparelhos eletrônicos, que de fato é uma tarefa essencial em muitos casos, diz Ruediger Kuehr, da Universidade das Nações Unidas e secretário-executivo da iniciativa Solving the E-waste Problem (StEP – Resolvendo o Problema do Lixo Eletrônico), um consórcio de organizações não governamentais, indústrias e governos. Mas o desmonte manual deve ser feito de maneira apropriada, em condições ambientais corretas, disse Kueher à IPS de seu escritório em Hamburgo (Alemanha). “A reciclagem eletrônica é muito complicada. Um telefone pode ter entre 40 e 60 elementos diferentes”, ressaltou.
O ouro é um desses elementos valiosos, e a reciclagem informal, praticada na China e na Índia, consegue extrair apenas 20% desse metal. No total, há centenas de milhões de dólares nos celulares que nunca são recuperados, disse Kuehr. As somas aumentam rapidamente para milhares de milhões de dólares de valiosos metais não recuperados quando são considerados os componentes das baterias.
Explorar e refinar novos metais, prata, ouro, paládio, cobre e outros, tem grande impacto ambiental, como uma grande quantidade de gases-estufa lançados na atmosfera, diz o informe. E alguns materiais estão se tornando escassos e, por isso, mais caros. O desenvolvimento de um sistema nacional sólido de reciclagem é complexo, e somente na base de financiamento e transferência de tecnologia do mundo rico não funcionará, segundo o documento. A falta de uma ampla rede de coleta destes resíduos, somada à competição do setor informal de baixo custo, impede o desenvolvimento de modernas unidades para esta atividade.
O informe, realizado em coautoria pela suíça Empa, Umicore e Universidade das Nações Unidas, todos membros do StEP, propõe facilitar a exportação de porções de produtos, como baterias ou paineis de circuitos de países pequenos para as nações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), processadoras finais certificadas. As unidades de recuperação de materiais na Europa e América do Norte, que podem extrair quase todos os metais valiosos, são muito caras e precisam processar uma grande quantidade de lixo eletrônico para serem rentáveis.
Aí está a oportunidade de dar a volta na cadeia de fornecimento, com as nações em desenvolvimento desmontando seus produtos eletrônicos e enviando os materiais para a reciclagem final e recuperação no mundo rico, segundo Kuehr. “Recuperar elementos raros e valiosos, como o irídio, representa um difícil processo técnico. O mundo em desenvolvimento nunca terá recursos suficientes para construir suas próprias fábricas. É necessária uma solução global”, afirmou. Porém, há muitos impedimentos para semelhante solução, inclusive o fato de alguns setores, de vários países, estarem fazendo muito dinheiro graças à atual ineficiência, acrescentou Kuehr.
A classificação adequada do material (um computador que não funciona deve ser descartado ou pode se consertado facilmente e continuar em uso?) e um acordo internacional para estabelecer permissões são outros grandes obstáculos. Também existe a desconfiança sobre as declarações dos recicladores, a falta de certificação e de certeza de que os países que desmontam os produtos serão beneficiados ao enviá-los às nações da OCDE para sua recuperação final.
“Precisamos de um sistema global, mas não temos uma solução final sobre como chegar a isso”. Definitivamente, a sociedade mundial precisa avançar para a desmaterialização, onde o reuso domine completamente a reciclagem, que é intensiva em energia e recursos, mesmo quando não seja contaminante, segundo Kuher. As pessoas que compram computadores ou telefones celulares querem, na realidade, serviços de informática e comunicações, não produtos físicos. O caminho para o futuro é que as empresas tenham os produtos que ofereçam esses serviços e os atualizem uma e outra vez, fechando o círculo. “Isto tem mais sentido em muitos aspectos”, concluiu Kuehr.
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Montanhas de perigoso lixo eletrônico crescem cerca de 40 milhões de toneladas ao ano
No Brasil, China, Índia e África do Sul, o crescimento desses resíduos ficará entre 200% e 500% na próxima década, afirma um novo estudo. Esse aumento inclui apenas os restos de televisores, computadores e telefones celulares de uso interno, e não as toneladas de lixo eletrônico exportadas para esses países, a maioria de forma ilegal. As vendas de produtos eletrônicos no varejo explodiram nas economias emergentes, mas não há capacidade para recolher os restos, reciclar conteúdos tóxicos e convertê-los em materiais valiosos, afirma o estudo “Recycling - from E-waste to Resources” (Reciclando - de Lixo Eletrônico a Recursos), divulgado segunda-feira em Bali, na Indonésia. A publicação coincide com uma reunião do Convênio da Basiléia sobre Controle de Movimentos Transfronteiriços dos Dejetos Perigosos e sua Eliminação, que começou segunda-feira. Os restos de telefones celulares serão, em 2020, sete vezes superiores aos de 2007 na China, e 18 vezes maior na Índia. A China já produz 2,3 milhões de toneladas, atrás dos Estados Unidos, com cerca de três milhões de toneladas. E apesar de proibir a importação deste lixo, a China continua sendo o principal destino destes resíduos procedentes dos países ricos.
“Este informe mostra a urgente necessidade de estabelecer processos obrigatórios, formais e ambiciosos para recolher e disponibilizar este lixo em instalações amplas e eficientes na China”, disse em Bali o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner. “Não é só a China que enfrenta este desafio. Brasil, Índia, México e outras nações também vivem riscos ambientais e sanitários se a reciclagem destes resíduos tóxicos ficar em mãos do setor informal”, acrescentou.
Não se trata da necessidade de desmontar manualmente os aparelhos eletrônicos, que de fato é uma tarefa essencial em muitos casos, diz Ruediger Kuehr, da Universidade das Nações Unidas e secretário-executivo da iniciativa Solving the E-waste Problem (StEP – Resolvendo o Problema do Lixo Eletrônico), um consórcio de organizações não governamentais, indústrias e governos. Mas o desmonte manual deve ser feito de maneira apropriada, em condições ambientais corretas, disse Kueher à IPS de seu escritório em Hamburgo (Alemanha). “A reciclagem eletrônica é muito complicada. Um telefone pode ter entre 40 e 60 elementos diferentes”, ressaltou.
O ouro é um desses elementos valiosos, e a reciclagem informal, praticada na China e na Índia, consegue extrair apenas 20% desse metal. No total, há centenas de milhões de dólares nos celulares que nunca são recuperados, disse Kuehr. As somas aumentam rapidamente para milhares de milhões de dólares de valiosos metais não recuperados quando são considerados os componentes das baterias.
Explorar e refinar novos metais, prata, ouro, paládio, cobre e outros, tem grande impacto ambiental, como uma grande quantidade de gases-estufa lançados na atmosfera, diz o informe. E alguns materiais estão se tornando escassos e, por isso, mais caros. O desenvolvimento de um sistema nacional sólido de reciclagem é complexo, e somente na base de financiamento e transferência de tecnologia do mundo rico não funcionará, segundo o documento. A falta de uma ampla rede de coleta destes resíduos, somada à competição do setor informal de baixo custo, impede o desenvolvimento de modernas unidades para esta atividade.
O informe, realizado em coautoria pela suíça Empa, Umicore e Universidade das Nações Unidas, todos membros do StEP, propõe facilitar a exportação de porções de produtos, como baterias ou paineis de circuitos de países pequenos para as nações da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), processadoras finais certificadas. As unidades de recuperação de materiais na Europa e América do Norte, que podem extrair quase todos os metais valiosos, são muito caras e precisam processar uma grande quantidade de lixo eletrônico para serem rentáveis.
Aí está a oportunidade de dar a volta na cadeia de fornecimento, com as nações em desenvolvimento desmontando seus produtos eletrônicos e enviando os materiais para a reciclagem final e recuperação no mundo rico, segundo Kuehr. “Recuperar elementos raros e valiosos, como o irídio, representa um difícil processo técnico. O mundo em desenvolvimento nunca terá recursos suficientes para construir suas próprias fábricas. É necessária uma solução global”, afirmou. Porém, há muitos impedimentos para semelhante solução, inclusive o fato de alguns setores, de vários países, estarem fazendo muito dinheiro graças à atual ineficiência, acrescentou Kuehr.
A classificação adequada do material (um computador que não funciona deve ser descartado ou pode se consertado facilmente e continuar em uso?) e um acordo internacional para estabelecer permissões são outros grandes obstáculos. Também existe a desconfiança sobre as declarações dos recicladores, a falta de certificação e de certeza de que os países que desmontam os produtos serão beneficiados ao enviá-los às nações da OCDE para sua recuperação final.
“Precisamos de um sistema global, mas não temos uma solução final sobre como chegar a isso”. Definitivamente, a sociedade mundial precisa avançar para a desmaterialização, onde o reuso domine completamente a reciclagem, que é intensiva em energia e recursos, mesmo quando não seja contaminante, segundo Kuher. As pessoas que compram computadores ou telefones celulares querem, na realidade, serviços de informática e comunicações, não produtos físicos. O caminho para o futuro é que as empresas tenham os produtos que ofereçam esses serviços e os atualizem uma e outra vez, fechando o círculo. “Isto tem mais sentido em muitos aspectos”, concluiu Kuehr.
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