Voluntários retiram meia tonelada de lixo da Lagoa da Saudade em Santos

31/05/2010 - IE

A ação recolheu uma grande quantidade de plástico, vidro, oferendas religiosas, e muitas coisas estranhas, dentre elas um para-choque e um teclado de computador.

Com poucas nuvens no céu e uma temperatura agradável, por volta das 10 horas foi formado um grupo de 30 voluntários. Divididos em grupos, saíram para a limpeza da lagoa e dos bosques, formados por fragmentos de Mata Atlântica ainda presentes em seu entorno.

Da parte interna e margens da lagoa foram retirados 18 sacos de resíduos com o auxílio de um barco de alumínio da prefeitura que levou dois voluntários. Nos bosques foi realizado um pente fino, e a quantidade de resíduos surpreendeu.

Como a lagoa recebe água proveniente de nascentes próximas, existem manilhas que permitem a passagem da água por baixo da rua, seguindo o declive e percorrendo a mata até uma galeria da prefeitura, que desce para a Zona Noroeste, desaguando no estuário. No bosque ao lado da pista, muito resíduo flutuante que sai da lagoa fica acumulado entre a vegetação.

Foram 44 sacos de litros, totalizando 515 quilos de resíduos em cerca de 4 horas de trabalho voluntário.

Muitos frequentadores puderam conhecer o Instituto EcoFaxina, observando ou participando da ação.

Envolvimento sustentável, usufruir e preservar, é a mensagem que fica para as gerações de pais e filhos que curtiram o domingo de ecofaxina na lagoa.

Voluntário feliz com o lixo no saco

Equipe do barco se refrescando em uma sombra na margem

A água forma um pequeno rio que leva resíduos da lagoa para a mata

O secretário do meio ambiente de Santos, professor Fabião, esteve presente na ação e também fez sua parte

Os 44 sacos foram pesados e encaminhados para a coleta da Terracom

Parabéns a todos os voluntários da 15ª Ação Voluntária EcoFaxina!
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Café com o prefeito Papa agitou o Projeto Tia Egle

28/05/2010 - IE

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, esteve hoje na creche Projeto Tia Egle e participou de um café social. Além do prefeito, estiveram presentes o secretário de assistência social Carlos Teixeira Filho, o vereador Hugo Duppre, o chefe da Administração Regional da Zona Noroeste, Wagner Oliveira Ramos, toda a equipe de monitores da creche, funcionários da secretaria de educação, associados do Instituto EcoFaxina e alunos da área da saúde da Unifesp, que também realizam trabalho voluntário na região, entre outros convidados.

Logo no início a líder do projeto, Egle Rodrigues Pereira falou de forma emocionada sobre o trabalho desenvolvido na creche e a luta para dar oportunidade na vida de várias crianças. Em seguida o prefeito enalteceu o trabalho e a dedicação de todos os funcionários, dizendo que o Projeto Tia Egle serve de modelo para a cidade, e que seu governo está concentrando esforços para apoiar iniciativas semelhantes. "A criança não pode ficar só meio período na escola, "precisamos de mais projetos como este para a nossa cidade", "As pessoas assistem os programas eleitorais e acham que está tudo maravilhoso, mas ainda existe uma forte desigualdade social em Santos", disse Papa.

O prefeito conheceu ainda o programa de educação ambiental (Programa Turma Ecológica) desenvolvido na creche pelo Instituto EcoFaxina, que faz parte do Projeto de Recuperação e Conservação do Sistema Estuarino da RMBS. Ele elogiou o trabalho e comentou algumas (boas) idéias em relação a educação ambiental no município.

A creche pretende expandir seu espaço e oferecer mais serviços para a comunidade. Essa foi a única reivindicação feita ao prefeito, que prometeu passar essa demanda para a equipe de obras da prefeitura, que terá a função de definir o melhor projeto para o local.

Ao chegar o prefeito comprimentou todas as crianças

A Egle e o prefeito falando para os presentes

O vereador Hugo Duppre e a Egle com os meninos do Taekwondo

Muita fartura na mesa do projeto

Egle, Victoria (IE), Papa e William (IE)

Equipe do Projeto Tia Egle com o prefeito Papa
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Este domingo terá EcoFaxina na Lagoa da Saudade

28/05/2010 - IE

Neste domingo, 30/05, acontece a 15ª Ação Voluntária EcoFaxina, a primeira ação do Instituto EcoFaxina em um ambiente dulcícola.

A Lagoa da Saudade está localizada no Morro da Nova Cintra em Santos, sendo um dos pontos mais bonitos de lá. Algumas pessoas acreditam que o leito da lagoa seja na verdade a cratera de um extinto vulcão, pois em seu fundo já foi encontrado um minério proveniente de crateras vulcânicas.

Ideal para o lazer e o descanso, o local oferece um amplo espaço com quiosques e churrasqueiras, quadra, playground, decks para pesca, lanchonete e estacionamento. É possível contemplar diversas espécies de pássaros e da flora original da Mata Atlântica.

A limpeza será feita das 10 às 15 horas na lagoa e na mata em seu entorno. Um ônibus da Terracom sairá às 8:50 da Unisanta levando voluntários para o local. A Unisanta fica na rua Dr. Oswaldo Cruz, 266, no Boqueirão.

A 15ª Ação Voluntária EcoFaxina tem o apoio da Unisanta, Secretaria do Meio Ambiente de Santos, Administração Regional do Morros, Terracom, Project AWARE Foundation, Projeto Tia Egle, Baía de São Vicente Iate Clue, Centro Acadêmico de Biologia Marinha da Unisanta e Sabesp.




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Instituto EcoFaxina inicia campanha de doação com apoio da UNISANTA

21/05/2010 - IE

Campanha tem como abjetivo arrecadar roupas e brinquedos para serem encaminhados a famílias carentes da região do Dique da Vila Gilda

A Zona Noroeste é uma região carente do município de Santos, mas existem algumas áreas onde a situação é bem pior, como é o caso do Dique da Vila Gilda. Ali milhares de famílias moram em palafitas sobre uma suposta área de preservação permente, sem coleta de esgoto e sem fornecimento legal de água e luz. Falta dinheiro para tudo, desde comida até remédios.

Dona Maria, mãe de 17 filhos, dos quais 12 sobreviveram, tem 55 netos e 6 bisnetos. Ao todo, 73 descendentes, dos quais 22 moram com ela em um barraco de 30 metros quadrados
Foto: Lumi Zunica/IE

O Instituto EcoFaxina orienta algumas famílias sobre a separação e o descarte correto do lixo domiciliar dentro de suas ações sócio-ambientais, e ao mesmo tempo procura ajudar a comunidade organizando campanhas de caridade como no Natal da Vila e o dia das crianças.

Natal da Vila 2009

Este ano com o inverno chegando o IE já começou a arrecadar roupas e brinquedos. As roupas são encaminhadas para o Projeto Tia Egle conforme as doações são recolhidas. Já os brinquedos ficarão guardados e só serão entregues para as mais de 200 crianças atendidas pelo projeto no
dia das crianças.

Se você tem guardado aquele brinquedo ou roupas que não usa mais, dê um pulo até a UNISANTA e deixe a sua doação em uma das portarias da universidade!


A UNISANTA fica na rua Dr. Oswaldo Cruz, nº 266, no Boqueirão.

O Projeto Tia Egle funciona de Segunda a Sexta das 7 às 18 horas e Sábados das 11 às 17 horas. O endereço é rua Ambrosina Amélia Caldeira Tolentino, nº 45 - Jd. Castelo, Zona Noroeste.
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Top 10 dos países que estão matando o planeta

14/05/2010 - PLoS ONE/Care2

"A crise ambiental que afeta o planeta atualmente é decorrente do consumo excessivo dos recursos naturais. Há considerável e crescente evidência de que a elevada degradação e perda de habitats e espécies estão comprometendo os ecossistemas que sustentam a qualidade de vida para bilhões de pessoas no mundo inteiro ", diz Corey Bradshaw, líder de um novo estudo da Universidade do Meio Ambiente Adelaide Institute, na Austrália que classificou a maioria dos países do mundo para o seu impacto ambiental.

O estudo, Avaliando o Impacto Ambiental Relativo dos Países, utiliza sete indicadores de degradação ambiental: a perda de floresta natural, a conversão do habitat, captura marinha, uso de fertilizantes, poluição da água, emissões de carbono e ameaça as espécies.

Ao contrário dos rankings existentes, este estudo evitou deliberadamente a saúde humana e dados de economicos, concentrando somente o impacto ambiental. Algumas variáveis como colheita, caça, a qualidade do habitat de recifes de coral, degradação dos habitats de água doce, pesca ilegal, padrões de ameaça em invertebrados e algumas formas de emissão de gases foram excluídos devido à falta de dados específicos de cada país.


Duas classificações foram criadas: o ranking "proporcional" de impacto ambiental, onde o impacto é calculado em relação a disponibilidade de recursos total, e um "absoluto" avaliação de impacto ambiental que mede a degradação ambiental total em uma escala global. Foram listados aqui os dez países mais agressivos para o impacto ambiental absoluto, aqueles que estão causando o maior dano, independentemente de cálculos per capitos.


O estudo, em colaboração com a Universidade Nacional de Singapura e da Universidade de Princeton, descobriu que a riqueza total do país foi o vetor mais importante de impacto ambiental. "Nós correlacionamos os rankings contra três variáveis sócio-econômicas (tamanho da população humana, a renda nacional bruta e da qualidade de governança) e constatamos que a riqueza total foi a variável mais importante para explicar que quanto mais rico, maior o seu impacto ambiental médio," disse o professor Bradshaw. "Há uma teoria de que com o aumento da riqueza, as nações têm mais acesso a tecnologias limpas, se tornam mais consciente ambientalmente e o impacto ambiental começa a declinar. Isso não foi verificado.", acrescentou.


10. Peru

Embora o Peru não pareça ser capaz de causar impacto ambiental maior que os países industrializados, esse país da América do Sul ocupa a 10ª posição geral. Dos 179 países, o Peru ocupa a 2ª posição em captura marinha e 7ª posição em espécies ameaçadas. Os excessos na pesca e o comércio ilegal de espécies ameaçadas de extinção parecem ser os culpados: A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITIES) enumera no Peru dez espécies de animais como criticamente em perigo (como a chinchila de cauda curta foto acima), o último passo antes da extinção, 28 espécies em perigo e 99 como vulneráveis.

9. Austrália


Cerca de 11,5 por cento da área total da Austrália está protegida, o que deixa muita sobra para o uso desenfreado, que é como o país ocupa o 7ª posição em pior conversão de habitat. O país ainda ocupa a 9ª posição em uso de fertilizantes, e 10ª posição em perda de floresta natural.

8. Rússia


Menos da metade da população da Rússia tem acesso a água potável. Embora a poluição da água proveniente de fontes industriais tenha diminuido devido ao declínio na produção, os resíduos urbanos e a contaminação nuclear cada vez mais ameaçam as principais fontes de abastecimento de água deixando a Rússia na 4ª posição em poluição da água. A Rússia ainda ocupa a 5ª pior qualidade nas emissões atmosféricas - o CO2 é quase tão ruim quanto à qualidade da água, com mais de 200 cidades, muitas excedem os limites de poluição da Rússia. O país ocupa a 7ª posição em captura marinha.

7. Índia

De acordo com o Wall Street Journal, em um esforço para impulsionar a produção de alimentos, ganhar votos do agricultor e estimular a indústria nacional de fertilizantes, o governo aumentou o subsídio de fertilizantes de uréia ao longo dos anos, pagando cerca de metade dos custos da indústria nacional na produção. O excesso de ureia é tão degradante para o solo que produz em algumas culturas estão caindo. A Índia ocupa a 2ª posição em uso de fertilizantes, a 3ª posição em poluição da água, com uma crescente competição pela água entre os vários setores, incluindo agricultura, indústria, doméstico, potável, geração de energia e outros, isso está levando este precioso recurso natural ao esgotamento, enquanto o aumento da poluição ocasiona a destruição do habitat da vida selvagem que vive no interior. Ocupa ainda a 8ª posição em mais três áreas: espécies ameaçadas, captura marinha e emissão de CO2.

6. México

O México tem mais espécies de plantas e animais do que qualquer outro país: 450 de mamíferos (o Brasil, que é mais do que o dobro do tamanho do México tem apenas 394 espécies de mamíferos), cerca de 1000 aves, 693 répteis, 285 anfíbios e mais de 2.000 peixes. A partir de meados dos anos 1990, muitas espécies eram conhecidas por já estarem ameaçadas: 64 mamíferos, 36 aves, 18 répteis, três anfíbios e 85 peixes. O país demorou muito para aderir à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES). O acordo internacional, principal para parar o comércio de ameaçadas e em perigo de plantas e animais, em vigor desde 1975, em 1991 a nação latino-americana foi a última a ingressar. É talvez por causa desses fatores que o México ocupa a 1ª posição em espécies ameaçadas. Uma das muitas razões? O país ocupa a 9ª posição em perda de floresta natural.

5. Japão

O Japão ocupa a 4ª posição em captura marinha. Em 2004, a população adulta de atum do Atlântico capazes de desova havia caído para cerca de 19% do nível de 1975 no Japão, que tem 1/4 da oferta mundial das cinco espécies grandes de atum: Atum azul, atum azul do sul, atum bigeye, atum amarelo e albacora. Após a moratória sobre a caça comercial à baleia em 1986, o governo japonês começou a sua "caça às baleias para fins de pesquisa" no ano seguinte, o que resultou em casos documentados de "carne de baleia científica" acabarem em bandejas sashimi. O Japão ocupa a 5ª posição em conversão de habitats naturais e em poluição da água, e 6ª posição em emissões de CO2.

4. Indonésia

Segundo a Global Forest Watch, a Indonésia era ainda densamente florestada em 1950, mas 40% das florestas existentes em 1950 foram derrubadas nos 50 anos seguintes. Em números redondos, a cobertura florestal caiu de 162 milhões de hectares para 98 milhões de hectares. Por causa disso, a Indonésia ocupa a 2ª posição em perda de florestas naturais, o que provavelmente tem relação com a sua 3ª posição em espécies ameaçadas. A Indonésia ocupa ainda a 3ª posição em emissão de CO2, 6ª em captura marinha, 6ª em uso de fertilizantes, e 7ª posição em poluição da água.

3. China

As águas costeiras da China estão cada vez mais poluídas por tudo, desde petróleo a pesticidas e esgoto, fazendo da China o 1º colocado em poluição da água. Na China 20 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, mais de 70% dos rios e lagos estão poluídos e incidentes graves de poluição ocorrem frequentemente. A Organização Mundial de Saúde estimou recentemente que cerca de 100.000 pessoas morrem anualmente pela poluição da água e doenças relacionadas. A China é campeã em sobrepesca, 1ª posição em captura marinha. Acrescente a isso a 2ª posição lugar em emissões de CO2 e 6ª posição em espécies ameaçadas, o que leva a China ao bronze em impacto ambiental. As agências chinesas de proteção ambiental não têm autoridade, recursos financeiros e humanos suficientes. Quando há conflitos entre a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico, muitas vezes perde a primeira para a segunda.

2. E.U.A.


Você pode ter achado que com toda a inteligência e os recursos que este país tem, estaria um pouco melhor do que em segundo lugar na lista. Embora tenha uma posição respeitável em conversão de habitat natural (211), essa honra é apagada pela péssima classificação do país em outras áreas. Galopando na 1ª posição em uso de fertilizantes, a aplicação excessiva deste país de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) como fertilizantes resulta na lixiviação destes produtos químicos em corpos d'água, removendo, alterando ou destruindo os habitats naturais. Os E.U.A. também levam a 1ª posição em emissões de CO2, 2ª posição em poluição da água, 3ª posição para captura marinha, e 9ª posição em espécies ameaçadas. No momento o orgulho não é um sentimento americano.

1. Brasil

Em todas as sete categorias consideradas para o relatório, o Brasil ficou no top dez para todas, menos captura marinha: 1ª posição em perda de floresta natural, 3ª posição em conversão de habitats naturais, 3ª posição em uso de fertilizantes, 4ª posição em espécies ameaçadas, 4ª posição em emissões de CO2, e 8ª posição em poluição da água. Qual é a conta para todas estas áreas de impacto ambiental intenso?

Uma grande parte do desmatamento no Brasil acontece na floresta amazônica, o desmatamento para pastagens por interesses comerciais e especulativos, as políticas governamentais equivocadas, projetos inadequados do Banco Mundial, e exploração comercial dos recursos florestais. Soja e cacau, bem como a pecuária, têm tido um efeito de longo alcance. Enquanto que a Mata Atlântica do Brasil, um dos ecossistemas mais diversificados do mundo, foi convertida em plantações de rápido crescimento (principalmente de eucalipto não-nativos) para matéria-prima do papel.


Ranking Proporcional

O índice proporcional, que leva em consideração o impacto, proporcional aos recursos disponíveis no país, classifica como os dez países criando o maior impacto ambiental negativo: Cingapura, Coréia, Qatar, Kuwait, Japão, Tailândia, Bahrain, Malásia, Brasil e Países Baixos.

Segundo o estudo a partir do qual ambos os rankings foram criados, "a continua degradação da natureza, apesar de décadas de advertência, juntamente com a crescente população humana (atualmente estimada em cerca de 7 bilhões e projetada para alcançar 9 a 10 bilhões em 2050), sugerem que a qualidade de vida humana pode diminuir substancialmente no futuro próximo. O aumento da concorrência por recursos, portanto, poderia levar a guerras freqüentes. A contínua degradação ambiental mostra que os países precisam encontrar soluções urgentemente ser identificados para que possam ser assistidos na conservação e restauração ambiental."

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Pode-se viver sem petróleo, mas não sem plantas

11/05/2010 - Stephen Leahy/IPS

O último estudo sobre a diversidade biológica exibe o padrão do sexto maior evento de extinção do planeta: a transformação da Amazônia em uma savana, afirmam cientistas.

Negócios e políticas como as que levaram ao atual vazamento de petróleo no Golfo do México estão minando a arquitetura vital do planeta, segundo a Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Biológica 3 (GBO3), divulgado hoje (10/05) pela Organização das Nações Unidas. O vazamento de aproximadamente cinco mil barris diários por dia, causado pelo rompimento, no dia 20 de abril, de uma plataforma de exploração de petróleo da British Petroleum (BP), terá efeitos devastadores nos ecossistemas marinhos e costeiros que durarão décadas, afirmam especialistas.

Estes tipos de negócios e políticas, multiplicados milhares de vezes nos últimos cem anos, colocou em risco os pilares da vida terrestre, segundo o GBO3. Trata-se do registro mais recente do estado da diversidade de espécies de flora e fauna, os organismos vivos que nos fornecem saúde, riqueza, alimentos, combustíveis e outros serviços essenciais.

Na região da Zona Noroeste em Santos ainda restam pequenas porções de mangue

Nesse estudo “distingue-se claramente o perfil do que pode ser o sexto maior evento de extinção da vida na Terra”, afirmou o cientista Thomas Lovejoy, chefe de Biodiversidade do Heinz Center for Science, Economics and the Environment, com sede em Washington, e conselheiro-chefe da presidência do Banco Mundial. As tendências são quase todas negativas: quedas exponenciais e sombrios pontos de inflexão, disse ao Terramérica este destacado estudioso da biologia tropical, que dirigiu o comitê de revisão e está encarregado de apresentá-lo hoje em Nairóbi, na abertura da reunião científica do Convênio sobre a Diversidade Biológica. Um desses pontos de inflexão é o colapso irreversível da selva amazônica.

Uma pesquisa recente revelou que a possível combinação de três fatores poderia desatar uma incontrolável transformação da Amazônia em savana. Esses fatores são a elevação em dois graus centígrados da temperatura média global, perda de 3% a 4% mais da cobertura de selva original e os incêndios florestais. Dessa forma se desataria uma enorme perda de espécies e abundantes emissões de dióxido de carbono na atmosfera, esquentando o clima.

Os impactos em milhões de habitantes da região “seriam assombrosos”, afirmou Lovejoy. “Devemos tomar o GBO3 como um grande chamado para o despertar”, acrescentou. Esse é o ano Internacional da Biodiversidade, mas as campanhas de alerta soam já há bastante tempo. Em 2002, 123 países-membros do Convênio se comprometeram a ações urgentes para deter o ritmo de perda de espécies. Oito anos depois, com os dados proporcionados por essas mesmas nações, o GBO3 registra que as promessas não foram cumpridas.

Quase um quarto das espécies vegetais conhecidas está em risco de desaparecer, os corais e anfíbios diminuem de forma acentuada e a quantidade de animais de todos os vertebrados caiu em um terço nos últimos 30 anos. Perguntado sobre a importância da extinção de espécies quando contamos com todo tipo de tecnologia, Lovejoy respondeu: “Você não se alimenta de Internet”. Tampouco é possível respirar sem as plantas que fornecem oxigênio à atmosfera. Mas, pode-se viver sem petróleo.

Entretanto, a preocupação com os ecossistemas sempre está em segundo lugar quando se decide explorar em busca de petróleo, minerais ou madeira, disse Kierán Suckling, diretor-executivo do não governamental Centro para a Diversidade Biológica dos Estados Unidos. “Se os ecologistas consultados ao final forem suficientemente agressivos, talvez possam conseguir que o projeto se reduza em 5%”, disse Suckling ao Terramérica. “O poder reside sempre naqueles que impulsionam o desenvolvimento”, insistiu.

A britânica BP foi eximida de controles ambientais para operar no Golfo do México, acrescentou Suckling. E não havia planos para lidar com um vazamento importante de petróleo. “Era um desastre anunciado, mas a companhia e o governo fizeram de conta que não aconteceria”, acrescentou. Apesar do enorme valor dos ecossistemas, é difícil calculá-lo em termos monetários, prosseguiu. O Golfo do México é um enorme recurso alimentar, estimado em US$ 2 bilhões anuais somente para o norte-americano Estado da Louisiana.

Mas isso nem mesmo se aproxima do valor real dessa região. “Como colocar preço em seus vastos mangues que existem há centenas de milhares de anos? Durante milhões de anos as tartarugas marinhas desovaram nas praias arenosas do Golfo. Quem somos para chegar e em apenas algumas décadas condená-las à extinção?”, questionou Suckling. Para ele, proteger a diversidade é um imperativo ético. “Sua perda é um empobrecimento para os seres humanos, pois evoluímos para interagir com todas essas espécies”, afirmou. Segundo Lovejoy, se fosse dado valor econômico aos ecossistemas, seria possível conseguir uma administração de riscos mais inteligente.

Em lugar de explorar petróleo no mar, a sociedade poderia decidir elevar sua eficiência em consumo de combustível. Por exemplo, se os carros e caminhões percorrerem 18 quilômetros por litro de gasolina seriam economizados milhões de barris de petróleo por ano e milhares de milhões de dólares em gasto com combustível, segundo uma análise da não governamental União de Cientistas Comprometidos.

“Deve-se aumentar a importância da biologia na agenda de preocupações humanas”, afirmou Lovejoy. A questão é “como conseguir isso antes que ocorram terríveis desastres. A infraestrutura biológica do planeta periga e é do nosso maior interesse fazer algo para salvá-la”, concluiu.
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Queda dos estoques de peixes é muito pior do que se temia, diz estudo

07/05/2010 - Steve Connor/The Independent

O acentuado declínio das populações de peixes ao redor das Ilhas Britânicas é destacado por um estudo mostrando que hoje as frotas de pesca tem que trabalhar 17 vezes mais para capturar uma determinada quantidade de peixes que os navios movidos a vela no final do século 19.


Em 1889, as frotas da Grã-Bretanha de pesca desembarcaram duas vezes mais peixes que os avançados navios de hoje, esta captura aumentou até atingir um pico em 1937, quando os navios de pesca, na Inglaterra e País de Gales desembarcaram 14 vezes mais, em peso, que a captura média anual de hoje.

Os cientistas disseram que os dados recolhidos desde 1880, quando os registros começaram, mostrou um colapso dramático nos estoques de bacalhau, arinca, congrio, linguado gigante e outras espécies comerciais de peixes.

"Mesmo com toda a sofisticação tecnológica e força bruta, a frota atual de pesca de arrasto tem muito menos sucesso do que seu equivalente movido a vela do final do século 19 por causa do forte declínio na abundância de peixes", disse Ruth Thurstan da Universidade de York, o autor do estudo publicado na revista Nature Communications.

"Nós temos que levar em consideração mudanças do passado, e às vezes é muito difícil, especialmente com o ambiente marinho, entender que mudanças ocorreram", disse o Dr. Thurstan.

O declínio dos estoques significam que os arrastões de hoje tem que trabalhar muito mais

Como as populações de peixes diminuíram, o poder de pesca da frota aumentou graças a melhorias, tais como redes leves de pesca, radares para rastrear cardumes de peixe e de motores de alta potência para fazer viagens mais longas para o mar. No entanto, muitas espécies têm diminuido drasticamente, mais de 90 por cento em alguns casos - assim como o tamanho médio do pescado desembarcado.

O professor Callum Roberts, que conduziu o estudo, disse: "Esta pesquisa mostra que o estado da pesca de fundo do Reino Unido e, por implicação da pesca europeia desde que os pesqueiros são compartilhados, é muito pior do que pensávamos."


As avaliações das unidades populacionais de peixes vão apenas até os anos 20 ou 40, o que significa que a gestão de metas com base nelas são incompletas: uma avaliação mais realista deve olhar para os últimos 100 anos ou mais, o professor Roberts disse. "Estes resultados devem fornecer um corretivo importante para a visão de curto prazo inerentes a gestão das pescas de hoje", disse ele.

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Campanha Saco é um Saco ajuda a eliminar 600 milhões de sacolas do meio ambiente

07/05/2010 - Melissa Silva/MMA

Após onze meses de articulações com diferentes empresas, entidades, artistas e organizações da sociedade civil, a campanha "Saco é um Saco" do Ministério do Meio Ambiente apresenta os números que demonstram a redução significativa das sacolas plásticas. Em 2007, de acordo com a indústria do plástico, 18 bilhões de sacolas foram produzidas no Brasil. Já em 2009, com apenas seis meses de campanha, o número caiu para 15 bilhões, uma redução de 16,66%.

Desde o início da campanha, em junho de 2009, 600 milhões de sacolas plásticas foram evitadas em todo o País, o equivalente a 4% do que foi produzido no ano passado. Em contrapartida, mais de 195.800 sacolas retornáveis foram distribuídas por diversos parceiros da campanha como Gol, Carrefour, Walmart, Kimberly-Clark e CPFL. Neste ano, espera-se que a redução chegue a 10%, o correspondente a 1,5 bilhão de sacolas plásticas.

O Walmart, além de ter desenvolvido o mote da campanha e sua identidade visual, produziu dois filmes e instituiu uma série de programas de desestímulo ao uso de sacolas plásticas em suas lojas, que já resultaram em R$ 700 mil reais de descontos aos consumidores, mais de 2 milhões de sacolas retornáveis vendidas e uma redução de 138 milhões de sacolas plásticas em 2009.

Com o patrocínio do Carrefour, a campanha investiu em estratégias de internet voltadas para as mídias sociais, angariando 619 seguidores no Twitter, alcançando 271 mil pageviews no Blog e mais de 124,4 mil visualizações dos filmes no Youtube. No embalo da campanha, a rede de supermercados implementou as ecocaixas em suas lojas e anunciou o banimento das sacolas plásticas até 2014, passando a oferecer sacos de bioplástico e sacolas biodegradáveis à R$ 0,30, com valor revertido para caridade.

A Kimberly-Clark estampou o selo da campanha nas embalagens de um de seus produtos e distribuiu gratuitamente 140 mil sacolas retornáveis aos clientes que consumiram o produto.

Durantes os mais de 300 dias de campanha, diversas ações foram executadas pelo MMA, com a ajuda dos parceiros. A CPFL divulgou mensagens da campanha em suas contas de luz, atingindo 29,5 milhões de clientes. Nos metrôs de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, cartazes da campanha foram vistos por 4,2 milhões de passageiros por dia. Os vídeos da campanha tiveram 20.600 exibições nas salas da rede de cinemas Rain, tendo sido assistidos por 22,5 milhões de cinéfilos. Em voos da GOL, 225 mil passageiros participaram de ações, como a distribuição de sacolas retornáveis.

Vários artistas, como Xuxa, Maitê Proença, Cristiane Torloni, Júnior do AfroReggae e o surfista Teco Padaratz também aderiram voluntariamente à causa, emprestando suas vozes à campanha de rádio. Eles doaram gentilmente o direito de uso ao Ministério e gravaram gratuitamente spots de trinta segundos, que foram distribuídos para 40 rádios comerciais e 1.980 rádios comunitárias.

Para a coordenadora técnica da campanha, Fernanda Daltro, o diferencial foi justamente ter conseguido agregar tantos parceiros e, principalmente, o impacto causado na sociedade. "Até a indústria do plástico teve de se mobilizar par dar uma resposta sobre como reduzir o impacto ambiental das sacolas plásticas, tamanha a demanda gerada pela campanha".

Apesar do tema já vir sendo discutido, Daltro acredita que o fato da campanha ter um slogan simpático, uma linguagem interessante, com discurso atual e utilizando mídias novas - que permitiram a participação direta da sociedade -, fez com que as empresas fossem "tomadas pela necessidade de fazer algo, não só pela motivação da campanha, mas, principalmente pela repercussão dela na sociedade e a manifestação a favor da redução das sacolas plásticas", destacou.

Veja a avaliação completa e os resultados da Campanha.

Dias das Mães - Com o slogan "Neste Dias das Mães, dê um presente à Mãe Natureza: Recuse Sacolas Plásticas. Todas as mães agradecem", o MMA busca sensibilizar os filhos para que presenteiem suas mães e, principalmente, a Natureza, substituindo as antigas sacolinhas por embalagens criativas e, de preferência, recicláveis.

Para ajudar nos hábitos de consumo dos filhos que irão comprar o presente na última hora, foi preparada uma exposição da campanha no shopping Boulervard, em Brasília, e às 16h, o tema será incluído na programação teatral do shopping.
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Catástrofe no Golfo do México serve de alerta

07/05/2010 - Matthew Berger/IPS

Enquanto uma enorme mancha de petróleo continua afetando a riqueza do Golfo do México, após a explosão há duas semanas de uma plataforma de extração, ambientalistas insistem em dizer que a catástrofe deveria servir de alerta para acabar com as perfurações no mar e para se afastar dos combustíveis fósseis.

Alguns em Washington começam a pressionar. Os Estados Unidos deveriam começar a dar passos para uma economia verde, afirmou o senador Robert Menendez, do governante Partido Democrata. “Agora todos deveríamos ter claro que a perfuração no mar não é muito segura, e nunca foi”, acrescentou.

Por sua vez, o diretor-executivo da organização ambientalista norte-americana Sierra Club, Michael Brune, comparou o vazamento de petróleo com uma “boca de fogo decapitada”. O “que não sei é quantas vezes precisamos ter esta conversa” sobre vazamento de petróleo em lugares como o Golfo do México, o Oceano Ártico e o Rio Amazonas, disse aos jornalistas. No dia 30 de abril, Brune afirmou que o vazamento marcou “o limite de nossa atração pelos combustíveis fósseis”.

Por sua vez, a diretora-executiva do grupo Environment America, Margie Alt, afirmou: “Temos de tomar isto como uma lição para passar a uma economia de energias limpas”. O petróleo começou a se espalhar quando a plataforma Deepwater Horizon, que a British Petroleum (BP) arrendou da firma Transocean, com sede na Suíça, explodiu no dia 20 de abril e afundou. Estima-se que agora o poço vaze cinco mil barris (de 159 litros) por dia nas águas do Golfo do México.

Até agora, os esforços para deter o vazamento têm sido em vão e é incerto se vai parar. É considerado o pior desastre ambiental e econômico para os Estados Unidos desde que o petroleiro Exxon Valdez sofreu um vazamento, em 1989, de quase 50 milhões de litros na Baía de Prince William Sound, no Alasca. Enquanto se redobra o esforço para deter a mancha de óleo, em Washington predomina um sentimento de traição.

“Há tempos a indústria petroleira nos disse que nada aconteceria, mas, lamentavelmente, aconteceu, e antes também, não apenas em nosso país, mas em todo o mundo”, disse Menendez. O senador se referiu repetidas vezes ao vazamento da plataforma de Montara, no Mar de Timor, entre Austrália e Timor Leste, que durou dez semanas no ano passado. O diretor-executivo da BP, Tony Hayward, disse à norte-americana National Public Radio que considera improvável que o desastre no Golfo do México chegue à mesma magnitude.

O vazamento tem impacto no debate público norte-americano. As perfurações petroleiras marítimas já eram um tema quente na política do país há alguns anos. Desde o aumento dos preços do gás no verão de 2008, crescem os apelos por uma economia verde, com maior uso de fontes renováveis de energia, como solar e eólica. Entretanto, líderes do opositor Partido Republicano, incluindo o ex-candidato presidencial John McCain, fizeram uma campanha a favor da extração de combustíveis fósseis sob o lema “Drill, baby, drill” (perfure, querida, perfure), disse o legislador. O que se tem agora é uma “bomba atômica ambiental”, ressaltou.

Ao menos um destacado político tirou uma lição do ocorrido no Golfo. O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, decidiu suspender um plano com o qual pensava cobrir o déficit orçamentário de sua administração, vendendo autorizações para realizar extrações marítimas na costa da cidade de Santa Bárbara. O governador disse que as imagens do vazamento no Golfo foram um fator fundamental em sua decisão. Em 1969, Santa Bárbara já sofreu um vazamento, após a explosão de uma plataforma. Essa catástrofe originou um amplo movimento ambiental, o mesmo que agora se vê fortalecido pelo ocorrido no Golfo do México.

Impacto na legislação

O vazamento também pode afetar os atuais esforços para que o Senado aprove uma lei contra o aquecimento global. Esses esforços se baseavam em concessões a políticos conservadores mais inclinados a aceitar a nova lei. Uma dessas concessões foi ao anúncio feito pelo presidente Barack Obama no mês passado de que se levantaria a proibição de novas perfurações petroleiras em algumas áreas marítimas dos Estados Unidos.

Mas o anúncio não teve o efeito esperado. Pelo contrário, agora alguns senadores progressistas dizem que não aprovarão a lei se forem permitidas novas extrações. “A proposta do presidente já estava morta ao chegar”, disse o democrata Bill Nelson, do Estado da Flórida. “Se a perfuração marítima é parte da legislação sobre mudança climática, essa legislação não irá a parte alguma”, acrescentou.

Por sua vez, Menendez disse que havia outro tipo de concessão que poderia interessar aos conservadores sem apelar para perfurações, como construir novas usinas atômicas e incentivar pesquisas com “carvão limpo”.
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Milhares de voluntários se preparam para limpar petróleo na costa dos EUA

05/05/2010 - EFE

Milhares de voluntários começaram a se mobilizar e a receber capacitação por parte da empresa British Petroleum (BP) e das administrações locais para trabalhar na limpeza do petróleo do derramamento nos Estados Unidos quando a maior parte do material que vazou chegar à costa.

Voluntários dão banho em pelicanos para retirar o petróleo
Créditos: EPA

Perante o deslocamento da mancha de petróleo em direção às costas dos estados americanos de Louisiana, Mississipi, Flórida e Alabama, os voluntários, procedentes de diferentes pontos dos EUA, podem ser convocados para agir nas próximas semanas, segundo fontes das organizações de voluntários.


Por enquanto, a companhia petrolífera britânica e autoridades ofereceram pelo menos uma dezena de sessões de treino em várias localidades da Louisiana e do Mississipi, nas quais dedicaram 20 minutos para oferecer conselhos sobre segurança e saúde, como hidratação e proteção solar, e outros 45 para tirar dúvidas.

Embora as ações de limpeza ainda estejam em fase de planejamento, uma coalizão de organizações pôs à disposição das autoridades suas bases de dados para mobilizar mais gente.

A grande participação superou as previsões das organizações, que foram obrigadas a atender, informar e pedir aos voluntários que esperem.


Especialistas da indústria petrolífera advertiram hoje no Congresso dos EUA que o derramamento de petróleo no Golfo do México poderia superar 40 mil barris (6,4 milhões de litros) diários.


O vazamento poderia ser oito vezes superior ao de cinco mil barris diários (800 mil litros) calculados após o afundamento no último dia 22 de abril da plataforma "Deepwater Horizon", operada pela British Petroleum (BP), dois dias após uma explosão que matou 11 trabalhadores.


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