Jovens trabalham pelo Meio Ambiente

30/06/2010 - Tatiana Félix / Adital


Em abril deste ano, entidades que integram o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e que militam em prol da preservação ambiental, formaram um Grupo de Trabalho (GT) específico para tratar do Meio Ambiente. Aprovado por unanimidade, o GT ambiental visa atender uma demanda de um segmento juvenil que luta pela implantação de políticas públicas e pela educação ambiental.

Segundo Fernanda Rodrigues, integrante do Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), representando o Fórum Brasileiro de Movimentos Sociais e Sociedade Civil pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento (FBOMS), uma das principais prioridades do GT será inserir a questão ambiental nas políticas públicas de juventude e cobrar do Governo Federal a institucionalização do Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

“Embora este programa exista já há algum tempo, não tem verbas destinadas a ele. Pedimos pela institucionalização, porque com a mudança de governo, o Programa pode ser extinguido”, explicou. O programa existe desde 2003, mas até agora não entrou para o Plano Plurianual do Governo.

Fernanda disse que o Programa de Juventude e Meio Ambiente é importante porque pode investir na educação ambiental. Ela ressaltou que a necessidade de se investir neste tipo de educação é para conscientizar os jovens sobre os malefícios do consumismo que é estimulado pela mídia e fortalecer a prática do consumo consciente.

Um dos exemplos mais básicos de danos causados pelo consumismo no meio ambiente é que a prática exagerada de consumir, apenas para ter produtos cada vez mais modernos, faz com que os objetos deixados de lado se tornem descartáveis, sendo muitas vezes jogados como lixo na natureza causando impactos que se refletirão em problemas para a sociedade.

A articulação do GT Maio Ambiente da juventude se dá através de reuniões presenciais dos representantes em Brasília, Distrito Federal, ou por reuniões à distância, por telefone e internet, além de atividades regionais. Para o próximo mês está previsto o início de uma campanha nacional a fim de pressionar o Governo Federal para institucionalizar o Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente ainda este ano.

Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente

Uma iniciativa dos Ministérios da Educação, do Meio Ambiente e da Secretaria Nacional de Juventude, através do Grupo de Trabalho Interministerial, o Programa de Juventude e Meio Ambiente é uma estratégia intergeracional para a Construção de Sociedades Sustentáveis, com foco nas Políticas de Juventude e integrando programas de governo. A ideia é instrumentalizar a juventude brasileira para o enfrentamento da crise socioambiental global.

Seus principais aspectos são “Formação”, “Trabalho Sustentável”, “Fortalecimento Institucional”, “Mobilização”, e “Comunicação e Produção de Conhecimento”. Abrange os temas das mudanças ambientais globais, participação política e controle social, trabalhos sustentáveis e gestão de projetos socioambientais, tecnologias de informação e comunicação, educomunicação, cultura de paz, tecnologias sociais, mobilização e intervenção socioambiental.
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Poluição por plásticos nos oceanos: uma preocupação global

26/06/2010 - Fernanda Imperatrice Colabuono / IO-USP

Em um estudo recentemente realizado no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, foram encontrados PCBs e pesticidas organoclorados em plásticos retirados do trato digestório de albatrozes e petréis.

Os plásticos têm inúmeras qualidades e utilidades que trazem praticidade a nossa vida. Apesar disso, uma vez descartados no ambiente podem causar sérios prejuízos a biota e ao ecossistema. Hoje em dia, os plásticos são considerados poluentes emergentes e constituem um problema global. Por este motivo, pesquisadores de todo o mundo tem se preocupado com este tema e diversos estudos sobre a poluição por plásticos tem sido desenvolvidos.

Ave marinha encontrada morta em uma praia da costa sul do Brasil. Muitas destas aves encontram-se com o trato digestório repleto de plásticos.
Foto: Fernanda Imperatrice Colabuono / IO-USP

A ingestão de plásticos por animais marinhos, como tartarugas e aves, é um assunto em particular que tem chamado muito a atenção dos pesquisadores, devido aos danos causados a estes animais. Os efeitos físicos causados pela ingestão de plásticos são os mais conhecidos. Dentre eles pode-se citar o sufocamento por grandes peças de plástico, a obstrução do trato digestório e a diminuição do volume funcional do estômago, que podem causar, em pouco tempo, a morte do animal.

Outro problema associado à ingestão de plásticos que têm sido recentemente investigado é a transferência de poluentes orgânicos persistentes que encontram-se adsorvidos a superfície dos plásticos para os animais que os ingerem. Os plásticos adsorvem os poluentes presentes no ambiente e chegam a ter concentrações tão altas quanto as encontradas em diversos animais, e estão sendo utilizados para monitorar a poluição de diversos locais no mundo. Apesar de a alimentação ser a maior via de exposição de poluentes orgânicos persistentes para os animais marinhos, alguns trabalhos investigam a ingestão de plásticos como uma fonte adicional de contaminação. Os poluentes orgânicos persistentes são bastante conhecidos por seus efeitos tóxicos e além da sua grande persistência no ambiente, possuem alta afinidade aos tecidos animais. Os bifenilos policlorados (PCBs) e pesticidas organoclorados, como os DDTs, são exemplos de alguns poluentes orgânicos persistentes encontrados nos plásticos.

As aves marinhas estão entre os animais mais afetados pela poluição dos oceanos. São animais com alta freqüência de ingestão de plásticos, em especial o grupo dos albatrozes e petréis que são capazes de acumular os plásticos no trato digestório por longos períodos. Da mesma maneira, problemas causados por poluentes orgânicos persistentes em aves marinhas são bastante conhecidos, sendo associados com a diminuição do sucesso reprodutivo e declínio de populações destes animais. Em um estudo recentemente realizado no Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, foram encontrados PCBs e pesticidas organoclorados em plásticos retirados do trato digestório de albatrozes e petréis. Observou-se que tanto as concentrações destes contaminantes nos plásticos como o grupo de compostos encontrados eram bastante similares aos encontradas nos tecidos das mesmas aves. As investigações continuam em diversos centros de pesquisa em busca de maiores evidências sobre a transferência de poluentes dos plásticos para os animais marinhos.

Pedaços de plásticos encontrados no trato digestório de uma ave marinha. Os plásticos podem causar diversos danos físicos, além de serem uma possível fonte de contaminação por poluentes orgânicos persistentes.
Foto: Fernanda Imperatrice Colabuono / IO-USP

A mortalidade de animais marinhos causada pelos plásticos pode ser facilmente observada em diversas partes do mundo. Entretanto, a poluição por plásticos pode causar problemas além daqueles que os nossos olhos podem ver como o transporte de poluentes orgânicos e a transferência destes contaminantes para os animais marinhos. Por serem leves e capazes de flutuar na superfície da água, os plásticos são carregados pelas correntes marinhas e são encontrados até em lugares remotos do planeta, distantes de áreas industrializadas e poluídas, o que mostra que este não é apenas um problema local. A grande quantidade de plásticos presentes no ambiente marinho e os prejuízos causados ao ecossistema por este tipo de poluição é um alerta de que este é um problema que merece a atenção de todos.


* Fernanda Imperatrice Colabuono é doutoranda da USP.
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Antibióticos desenvolvem "super bactérias" em predadores marinhos topo de cadeia

17/06/2010 - Discovery News

É uma das coisas mais assustadoras sobre a sociedade moderna - desde que declaramos guerra contra as bactérias com o uso generalizado da penicilina na década de 1940, os micróbios foram se adaptando, ganhando resistência aos nossos medicamentos e voltando mais fortes e cruéis do que antes.


E agora estas "super bactérias" estão aparecendo em tubarões e peixes no topo da cadeia alimentar, desde as águas ao largo de Belize e Florida Keys no caribe. Ao passo que os peixes podem naturalmente abrigar essas bactérias, os pesquisadores estão preocupados com a conclusão que faz parte de uma maré crescente de bactérias resistentes aos medicamentos em peixes, que poderiam fazer o seu caminho para nosso prato.


Os predadores topo de cadeia são os que mais sofrem com os efeitos dos farmacos nos oceanos. Tubarões e golfinhos também estão na lista das espécies mais afetadas. Acima, um tubarão martelo do caribe.

Os antibióticos são onipresentes no mundo de hoje, usados para controle de infecções em nossos corpos e frear o crescimento de bactérias na nossa cadeia alimentar. Mas essa química chega aos rios, lagos e oceanos, onde os seus efeitos têm sido quase sempre ignorados.

Uma equipe de pesquisadores liderados por Jason Blackburn, da Universidade da Florida amostrou 134 peixes que vivem nas águas costeiras do Golfo do México, Belize, e Massachusetts. Eles então testaram amostras de bactérias resistentes aos medicamentos, utilizando um conjunto de doze antibióticos comuns.

A resistência foi encontrada em todos os lugares estudados, em graus variados. Uma pronunciada resistência a uma variedade de drogas foi descobertta em tubarões no Dry Tortugas National Park, em Florida Keys, por exemplo. Amostras de peixes vermelho da costa da Louisiana mostraram sinais de desconsiderar as drogas, também.


Mark Mitchell, da Universidade de Illinois disse que o trabalho de sua equipe é preliminar, e os micróbios que vivem em peixes podem ter uma resistência natural a determinados tipos de antibióticos.

Mas os tubarões apresentaram resistência especialmente elevada em áreas como Belize, onde o tráfego turístico na água é intenso, e o local de amostragem é perto de uma estação de tratamento de esgoto. Isso sugere uma influência humana.

Se assim for, levanta uma possibilidade preocupante: os tubarões e outros peixes estão funcionando como placas de petri submersas. Como eles são expostos a antibióticos dissolvidos na água por esgoto e águas residuais, as bactérias em seus corpos desenvolverão a resistência e se transformarão em "super bactérias" como aquelas que causam infecções cada vez mais incontroláveis em hospitais de todo o país.


"Algumas pessoas podem dizer, bem, um tubarão cabeça chata da Louisiana não tem realmente uma influência sobre a minha saúde", disse Mitchell, em um comunicado de imprensa emitido pela Universidade de Illinois. "Mas esses peixes comem o que nós comemos. Estamos compartilhando as mesmas fontes de alimentos. Deve ser uma preocupação para nós também."

De fato, os seres humanos comem redfish (Sciaenops ocellatus) e algumas espécies de tubarão diretamente, portanto é possível nós já estarmos expostos às bactérias super resistentes. Escrevem os pesquisadores em seu estudo, que aparece no Journal of Zoo and Wildlife Medicine:

"O ambiente marinho pode ser considerado um reservatório de resistência a essas drogas, a vigilância sobre os peixes deve continuar. Os peixes marinhos predadores amostrados no presente estudo poderão servir como sentinelas valiosas, porque são de longa vida e de crescimento lento e, portanto, tem uma exposição potencialmente longa para bactérias resistentes no oceano.


Além disso, esses dados apóiam a hipótese do trabalho anterior que a resistência está presente em espécies marinhas de várias cadeias alimentares e habitats. Porque a pesca continuará a ser um componente importante da dieta humana, esta informação pode ser usada para determinar os riscos à saúde zoonótica.

Globalmente, Mitchell estima que 100.000 pessoas morrem a cada ano devido a infecções bacterianas adquiridas tanto no ambiente ou em hospitais. Em muitos casos, os pacientes já estão com outra doença, e seu sistema imunológico simplesmente não está à altura da luta. E há super-drogas que podem reduzir a maioria das infecções desagradáveis.

Mas se estamos liberando antibióticos em grandes quantidades em rios e mares, suficientes para aumentar a resistência dos peixes que comemos, estamos apenas acelerando a chegada de um momento perigoso para os micróbios infecciosos provenientes do mar, pré-condicionados a suportar os esforços para detê-los.
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Prefeitura e Sabesp vão implantar programa Canal Limpo em São Vicente

17/06/2010 - Jornal Vicentino

A Prefeitura de São Vicente e a Sabesp firmaram, na última segunda-feira (14), convênio para implantação do programa “Canal Limpo” no Município. A parceria visa a remoção de lançamento irregular de esgoto nos canais, permitindo a melhora na qualidade da água, bem como a balneabilidade das praias vicentinas. A meta é que todas as praias da Cidade estejam próprias para banho em 2011. O investimento para execução do projeto é de aproximadamente R$ 2 milhões.

Os canais recebem esgoto e poluem o mar

O acordo foi assinado pelo prefeito de São Vicente, Tercio Garcia, e o superintendente da Unidade de Negócios da Sabesp, Joaquim Hornink Filho, no Salão Nobre do Paço Municipal.

O prefeito Tercio destacou a importância de firmar o convênio, uma vez que a operação de limpeza de esgoto sempre foi planejada de forma paliativa no Município. “A relação com a Sabesp começou em 1998, com o Caça Esgoto, que era um projeto de menor proporção. Hoje, felizmente, estamos firmando um programa que resolverá os problemas de esgoto clandestino e a balneabilidade das praias”, afirma. “Acredito que teremos uma Praia do Gonzaguinha mais balneável no ano que vem, e esse sempre foi um dos nosso maiores sonhos”, completa.

Ainda de acordo com Tercio, a Prefeitura atuará como fiscalizadora das ligações ilegais de esgoto, além de promover campanhas para despoluição dos canais vicentinos. “Em poucos meses já veremos o reflexo dessa transformação”, analisa o prefeito.

Já o representante da Sabesp na Baixada Santista ressaltou como funcionará o processo de estruturação dos canais em São Vicente. “Concentraremos nossos esforços para detectar todas as ligações irregulares existentes, pois elas prejudicam diretamente a balneabilidade das praias. Há todo um trabalho de engenharia e planejamento por trás do programa Canal Limpo. Utilizaremos tecnologia de última geração para atingirmos nosso objetivo e, consequentemente, culminaremos na limpeza total dos canais”, salienta Hornink.
Entre os equipamentos que serão utilizados estão câmeras de televisão de 150 milímetros de diâmetro, que fiscalizarão as tubulações. O objetivo é verificar quem despeja óleo de frituras nos canais ou lançam esgoto de forma incorreta.

Além da mecânica utilizada pela Companhia, Joaquim destaca que o programa “Canal Limpo” também envolve a participação dos munícipes, exemplificada pelos trabalhos realizados em Santos. “Lá realizamos toda remoção do esgoto existente. Entretanto, às vezes, acabamos retirando um sofá ou colchão de dentro do canal. O trabalho envolve um processo de educação das pessoas também”, ressalta.

Vila Margarida, Parque Bitaru e Jóquei Clube são alguns dos bairros que mais possuem ligações irregulares. Entretanto, a Prefeitura ainda não definiu quais serão os primeiros locais a receberem o serviço da Sabesp. São Vicente conta com 17 grandes canais, além de outros de pequeno porte.
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Seminário discute a destinação de resíduos sólidos em Santos

12/05/2010 - IE

Com o objetivo de debater o desafio de harmonizar desenvolvimento e sustentabilidade buscando soluções conscientes para a destinação dos resíduos sólidos nas grandes cidades, o Vereador Braz Antunes Mattos Neto e o Deputado Federal Arnaldo Jardim promovem o Seminário “Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Gestão Municipal”, no dia 14 de junho de 2010 (segunda-feira), a partir das 19h, no Consistório da Universidade Santa Cecília (Rua Dr. Oswaldo Cruz, 277 – bloco M).

Sob a mediação do Vereador Braz, o Seminário conta com a presença de Autoridades do Meio Ambiente, empresários, representantes de ONGs, Associações e Entidades da Sociedade Civil, estudantes universitários e demais pessoas interessadas no tema. “A discussão sobre a destinação dos resíduos sólidos é importante porque é um tema presente na vida de todos nós. Seja na produção de petróleo e gás, na construção civil ou no descarte do lixo doméstico”, destaca Braz.

Autor da Política Nacional de Resíduos, Arnaldo Jardim explanará sobre a lei de sua autoria e sobre o conceito de Gestão Ambiental Compartilhada para a administração municipal. “A Gestão Ambiental Compartilhada visa não apenas orientar as parcerias institucionais entre Município, Estado e entidades da Sociedade Civil organizada, mas requer também ações integradas objetivando contribuir para o equilíbrio e eficiência do planejamento da cidade a curto, médio e longo prazo”, ressalta o Deputado Federal Vice-Líder da Bancada do PPS na Câmara dos Deputados.

A segunda palestra será proferida pelo Presidente do Instituto Ecofaxina, William Rodriguez Schepis. O Instituto foi fundado em 2008 pelo então aluno de Biologia Marinha que, inconformado com a maneira que o lixo e o esgoto eram descartados diariamente no ecossistema, começou a promover ações de sensibilização e educação ambiental com as comunidades próximas aos manguezais, visando a recuperação e conservação dos ambientes marinhos. Atualmente, o Instituto Ecofaxina realiza pesquisas e programas de educação ambiental em parceria com a Terracom e a Unisanta, em prol dos moradores da Vila Gilda.

São despejados mensalmente 36 mil toneladas de lixo proveniente de sete dos nove municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista no aterro Sítio das Neves, em Santos. Desse total, 1420 toneladas são resíduos da construção civil.


Priscilla Radighieri
Assessora Parlamentar / Assessoria de Comunicação
Vereador Braz Antunes Mattos Neto
Tel. 3211-4181 / 3219-2168
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Brasil fica em 2º lugar em ranking de consumo "verde"

03/06/2010 - BBC Brasil

O Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de "consumo verde" compilado pela National Geographic Society, uma instituição científica e educacional com sede nos Estados Unidos. A lista foi elaborada por meio de entrevistas com 17 mil pessoas em 17 países, entre emergentes e avançados, e mediu os hábitos em relação a consumo e estilo de vida em 65 quesitos.

O Greendex foi novamente encabeçado pelas economias emergentes, com Índia, Brasil, China, México e Argentina à frente. Americanos e canadenses ficaram na lanterna, embora esses dois países venham registrando progressos em termos de comportamento ambiental desde o início da medição, em 2008.

A nota do Brasil foi 58 pontos, maior do que no ano passado (57,3), mas menor do que no ano anterior (58,6). Refletindo uma tendência geral, o melhor desempenho brasileiro foi na questão da moradia, que procura avaliar o impacto ambiental das residências.

Em geral, afirmou a National Geographic Society, os brasileiros tendem a morar em casas relativamente pequenas dentro da amostragem (91% dos entrevistados disseram morar em residências com menos de quatro cômodos) e usam pouco ar condicionado e aquecimento.

Nos Estados Unidos e Canadá, por exemplo, cerca de 16% dos ouvidos disseram morar em casas com dez cômodos, uma incidência muito maior que a média. Nesses países, as residências também tendem a ser equipadas com infraestrutura de aquecimento e ar condicionado.

Por outro lado, disse a National Geographic, os americanos foram os que mais disseram ter feito mudanças e adaptações para aumentar a eficiência energética em suas casas, tal como consertar janelas e criar condições de isolamento térmico.

No quesito alimentação, o desempenho brasileiro foi prejudicado pelo alto consumo de carne, 60% dos brasileiros, 57% dos argentinos e 41% dos americanos e mexicanos comem carne diversas vezes por semana. Enquanto isso, 81% dos indianos ouvidos se disseram vegetarianos.

Outro quesito medido pelo índice foi o de transporte, um setor que responde por quase 20% das emissões de gases que causam o efeito estufa. Os americanos foram os últimos colocados, com 19% dos cidadãos afirmando ter pelo menos três carros em casa (a média geral foi 7%). Essa tendência é piorada pelo fato de, na metade dos casos, esses veículos serem de grande porte, como tratores e utilitários esportivos.

Nesse quesito os brasileiros tiveram desempenho pior do que há três anos. Entretanto, ainda assim ficaram em 6º lugar, porque tendem a ter carros mais compactos e mais frequentemente motocicletas, menos poluentes que automóveis.

O índice também avaliou as atitudes em relação ao meio ambiente. Por um lado, os brasileiros não são os que mais citam a questão espontaneamente como um dos grandes desafios do país. Por outro lado, quando perguntados, os entrevistados no país manifestam preocupação com problemas ambientais como a poluição de água e do ar, a mudança climática e a destruição de ecossistemas e biodiversidade.

"As melhorias em todo o mundo são positivas, mas ainda existe uma necessidade urgente de que as pessoas percebam como o seu comportamento afeta o meio ambiente e encontrem maneiras de reduzir sua pegada ambiental", disse o vice-presidente executivo para os programas da National Geographic, Terry Garcia. "No curto prazo, nossa esperança é incentivar o consumo sustentável por meio de um aumento na conscientização dos consumidores.
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Poluição sonora ameaça espécies de peixes, diz pesquisa

02/06/2010 - BBC Brasil

Peixes estão sendo ameaçados por crescentes níveis de poluição sonora, segundo um estudo realizado por cientistas europeus. A pesquisa, publicada na revista Trends in Ecology and Evolution, estudou o impacto que o barulho criado por plataformas de gás e petróleo, navios, barcos e sonares têm em espécies de peixes nos oceanos do mundo.

Segundo eles, a maioria dos peixes tem boa audição e os sons são parte ativa de suas vidas. O aumento nos níveis de ruídos afeta a distribuição dos peixes nos mares e suas capacidades de reprodução, de comunicação se de evitar predadores.

"As pessoas sempre assumiram que o mundo dos peixes era silencioso", disse o biólogo Hans Slabbekoorn, da Universidade de Leiden, na Holanda. O estudo dimensiona a capacidade de audição dos peixes e concluiu que os ruídos gerados por seres humanos embaixo d'água têm o potencial de afetar os animais assim como o barulho do trânsito afeta animais terrestres como aves.

"O nível e a distribuição do barulho aquático está crescendo em uma escala global, mas recebe pouca atenção", disse Slabbekoorn.

Alguns estudos relataram, por exemplo, que o arenque atlântico, o bacalhau e o atum-rabilho fogem de sons e formam cardumes menos coerentes em ambientes barulhentos.

Os cientistas constataram que a sensibilidade da audição varia de acordo com o peixe, que captam sons seja por um ouvido interno ou por uma linha lateral que corre ao lado do corpo de algumas espécies.

Bacalhaus do Atlântico, por exemplo, tem capacidade auditiva "média", segundo os cientistas, enquanto o peixe dourado de água doce consegue ouvir frequências mais altas.

Assim, a distribuição dos peixes nos mares pode ser afetada, já que eles evitariam áreas com muitos ruídos. No caso da comunicação, sabe-se que 800 espécies de peixes de 109 famílias produzem sons, geralmente em frequências menores do que 500Hz.

Os peixes emitem sons quando estão brigando por território ou por comida, em cardumes ou quando são atacados por predadores. Até hoje, a maioria das pesquisas tinham sido focadas no impacto que o som poderia ter em mamíferos marinhos, tais como baleias e golfinhos.
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A cadeia alimentar no Golfo do México corre perigo

02/06/2010 - Matthew Cardinale/IPS

Cientistas e ambientalistas estão preocupados com as consequências de longo prazo sobre a vida silvestre do vazamento de petróleo que acontece há mais de um mês no Golfo do México.

Não há sinais de que seja possível controlar no curto prazo. A corrente marítima está depositando animais na costa do Estado norte-americano da Geórgia. Foram encontradas aves mortas em piscinas de petróleo e dispersantes, que inundaram seus hábitats pantanosos.

Várias espécies de animais do Golfo do México estão em risco de extinção, como as tartarugas oliva e de couro, a baleia cachalote, algumas aves como o batuíra melodiosa, e o esturjão, segundo o Centro Biológico da Diversidade (CBD). Em razão do desastre, a organização pediu à Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos que acrescentasse o atum azul.

Imagens de satélite da NASA são atualizadas diariamente e assustam

“Há centenas de aves e mamíferos marinhos que são muito sensíveis ao petróleo”, disse o professor Michael Blum, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Tulane. “Espécies inteiras podem desaparecer. O pelicano pardo acaba de ser retirado da lista de animais em perigo. Se começarem a morrer em grande quantidade, podem voltar à situação anterior”, acrescentou. “Muitas espécies que causam grande preocupação, como as tartarugas e os golfinhos, se reproduzem, se alimentam ou atravessam esta região em sua rota migratória”, explicou.

Não existem golfinhos que passem apenas pelo Golfo do México, mas serão tão poucos os que não serão afetados pelo vazamento que possivelmente o ritmo de reprodução não será suficiente para impedir sua extinção, acrescentou. Ainda não se conhece o impacto que terá o vazamento e o uso sem precedentes de dispersantes tóxicos sobre as espécies silvestres, reconheceu a EPA. “Estamos profundamente preocupados pelas coisas que desconhecemos, como o efeito no longo prazo sobre a vida aquática”, disse em entrevista coletiva esta semana a secretária da EPA, Lisa Jackson.

É preciso realizar autópsias rigorosas para determinar se os animais morrem devido ao vazamento ou por alguma outra razão, disse a Agência. Amostras do solo e do ar não apresentam níveis perigosos de contaminação no momento. “Dizem que não está claro, e é bom dizer isso”, afirmou Blum.

Trabalhador retira óleo com pá em Fourchon Beach, Louisiana

“Como cientista, é preciso não ser ambicioso nem tirar conclusões erradas. No entanto, sendo realista, vendo de perto o que ocorre e compreendendo o ecossistema, sentimos os efeitos imediatos da exposição ao petróleo", ressaltou. “Certamente, quando o petróleo chega à costa, as consequências são vistas de forma imediata. Os peixes não podem respirar porque têm as guelras tapadas. Com o caranguejo acontece o mesmo. As plantas sufocam e têm dificuldades para realizar a fotossíntese”, explicou Blum.

“O petróleo se acumula nos pântanos em quantidades importantes”, afirmou Jackson, que visitou a área do desastre duas vezes. A maré negra que chega até a costa é um verdadeiro grude, segundo a especialista. “Coletamos amostra desse material. Há muita especulação sobre sua composição, buscamos dispersantes químicos e qualquer outra coisa que possam ter. A BP nos impôs um dos maiores desafios ambientais de nossos tempos”, acrescentou Jackson.

No dia 20 de abril, explodiu uma torre de perfuração da British Petroleum (BP), provocando o maior vazamento de petróleo na história da região, afirmaram especialistas. As costas do Golfo do México e os pântanos são locais de reprodução de muitos animais. Os camarões pequenos amadurecem ali e depois migram para o oceano, onde se convertem e alimento de peixes. Toda a cadeia alimentar será afetada se em três ou quatro anos não houver adultos para emigrar. “As consequências são cumulativas. Existe um impacto imediato no sistema, mas a mortalidade é relativamente pequena em comparação com os efeitos futuros. A situação não está tão ruim quanto poderá ficar”, afirmou Blum.

Os projetos de perfuração apresentados por companhias como a BP ao governo dos Estados Unidos mostram atitude displicente em relação ao risco previsível de sua iniciativa para a fauna do Golfo do México, lamentam organizações não governamentais. “Um dos projetos de exploração que li dizia que em caso de vazamento a vida silvestre poderia navegar ao redor”, disse Miyoko Sakashita, diretor de oceanos da CBD. “O peso recai sobre a fauna”, disse. “Alguns animais têm um sentido mais refinado e permanecem à margem. Mas há estudos feitos em tartarugas indicando que vão direto para a mancha”, explicou Sakashita.

O vazamento de petróleo não pára

A dimensão do vazamento no Golfo do México dependerá de muitos fatores, afirmam os cientistas. Ao que parece, continuará vazando petróleo até agosto, mas não se sabe se o volume continuará sendo o mesmo ou se aumentará. Também dependerá de a BP e o governo dos Estados Unidos conseguirem manter a mancha longe da costa por meio de barreiras ou tanques que aspirem a água com petróleo, façam a separação e a devolvam limpa ao oceano. É mais fácil separar a água oceânica do petróleo do que a dos pântanos, que, segundo Blum são como esponjas. Na temporada de furacões, que aparentemente será ativa, a mancha poderá ser empurrada para a costa, o que só vai piorar a situação dos pântanos. IPS/Envolverde

* Este artigo é parte de uma série de reportagens sobre biodiversidade produzida por IPS, CGIAR/Bioversity International, IFEJ e Pnuma/CB, membros da Aliança de Comunicadores para o Desenvolvimento Sustentável (http://www.complusalliance.org). (FIN/2010)
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Semana do Meio Ambiente terá atividades ecológicas

31/05/2010 - PMS

Em comemoração a Semana do Meio Ambiente, a prefeitura programou atividades de conscientização ecológica a partir de sábado (5) - quando se comemora, de fato, o Dia do Meio Ambiente - até 12 de junho, sob coordenação da Semam (Secretaria de Meio Ambiente) e apoio de instituições e organizações não-governamentais.

No sábado, está previsto, às 15h, plantio de árvores nativas no Jardim Botânico Chico Mendes (Zona Noroeste). No mesmo dia, às 17h, no Sesc (Aparecida), haverá a oficina Ambiente Virtual e, às 17h30, performance do Grupo Experimental de Música.

Viveiro de mudas do Jardim Botânico Chico Mendes

Entre os dias 5 e 13, a Fortaleza da Barra, no canal do estuário, terá iluminação na cor verde. No dia 6, das 9h às 15h, monitores ambientais do programa ‘Santos Nossa Casa’ distribuirão panfletos na orla sobre consumo sustentável e, às 9h, a Associação Brasileira de Ciclismo promove o 1° Passeio Ciclístico no Centro Histórico, com saída da Praça Mauá.

Também estão programadas atividades culturais, esportivas e educativas, palestras, oficinas, exposições e debates em locais como a escola municipal Rubens Lara (Morro da Nova Cintra), Sesi, Jardim Botânico, Laboratório Ambiental da Semam, Unimonte, Aquário Municipal, Sesc, Estação da Cidadania, Engenho dos Erasmos, Senac, Sala Verde (Caruara), CET, emissário submarino, Lagoa da Saudade e Sociedade de Melhoramentos da Pompeia.

Encerramento

No dia 12 de junho, encerrando a semana, será promovida ampla programação das 10h às 16h. Às 9h, passeio ciclístico a partir do Parque Municipal Roberto Mário Santini e caminhada com ecopercepção do Sesc (Aparecida).

Os dois grupos seguem até o Aquário, onde haverá nos arredores atividades educativas e de lazer promovidas pelas secretarias de Meio Ambiente, Educação, Saúde, Turismo, Esportes e Segurança, além da CET, APA Marinha, Instituto de Pesca, Nupec, Vivamar, Polícia Ambiental, Instituto Histórico e Geográfico de Santos, Ceemam, UniSantos, Unimonte, LBV, Projeto Albatroz, Canoa Brasil, Instituto Ecofaxina, Doutores Patrulha da Alegria, Andes, Arte Nativa – Ferruccio, Arte no Dique, Alexandre Hubber, Ong MiraTerra, Vassouras do Valongo e Surfrecycle.
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Prefeitura de Itanhaém inaugura ecoponto em condomínio

01/06/2010 - www.itanhaem.sp.gov.br

No local, será reservado um ponto específico para que as pessoas depositem seus resíduos. O material será recolhido três vezes por semana por agentes ambientais da Coopersolreciclando.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, por meio do Programa de Coleta Seletiva Reciclando a Favor da Vida, inaugurará na próxima quarta-feira (2) o primeiro Ecoponto Vertical, no condomínio Verdes Mares II, localizado na rua Angelino de Bortoli, 272, no Jardim Sabaúna. A cerimônia de inauguração acontecerá às 18h30.

Segundo a coordenadora do Reciclando a Favor da Vida, Roseli Raunaimer Cunha, este será o primeiro condomínio a implantar o programa. Ao todo, serão 170 apartamentos atingidos pela iniciativa, que tem como objetivo inserir a prática da coleta seletiva na rotina diária dos moradores.

No condomínio será reservado um local específico para que as pessoas depositem seus resíduos. O material será recolhido três vezes por semana por agentes ambientais da Coopersolreciclando.

Na inauguração do Eco Ponto Vertical, será realizada uma palestra informativa para que os condôminos possam ser orientados em relação à prática da coleta seletiva. A palestra será ministrada pela coordenadora do programa. “Educar para a coleta seletiva é fator chave para o sucesso do programa. Por isso a importância das palestras, onde as pessoas podem esclarecer suas dúvidas e entender a responsabilidade que cada um tem com relação ao seu lixo”, ressalta Roseli.


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