Sea Shepherd anuncia navio interceptador contra a caça ilegal de baleias
25/10/2010 - IE
Durante uma arrecadação de fundos no último sábado em Hollywood, a Sea Shepherd anunciou que o navio Ocean Adventurer fará parte da frota para a campanha de defesa as baleias 2010-2011, denominada Operation No Compromise.
Com 12 anos de idade e 115 metros de comprimento, a embarcação monocasco estabilizado terá papel de interceptador rápido, substituindo o Ady Gil, embarcação abalroada e destruída deliberadamente pelo baleeiro japonês Shonan Maru 2 em 6 de janeiro deste ano.
Durante uma arrecadação de fundos no último sábado em Hollywood, a Sea Shepherd anunciou que o navio Ocean Adventurer fará parte da frota para a campanha de defesa as baleias 2010-2011, denominada Operation No Compromise.
Com 12 anos de idade e 115 metros de comprimento, a embarcação monocasco estabilizado terá papel de interceptador rápido, substituindo o Ady Gil, embarcação abalroada e destruída deliberadamente pelo baleeiro japonês Shonan Maru 2 em 6 de janeiro deste ano.

Acima, o navio interceptador Ocean Adventurer© Sea Shepherd
Esta expedição será a sétima campanha de oposição as atividades ilegais da frota baleeira japonesa no Oceano Antártico, e a Sea Shepherd espera ser a última. Durante as últimas seis campanhas, foram salvas as vidas de cerca de 2.000 baleias e expostas as atividades ilegais dos baleeiros japoneses para o mundo inteiro. Na temporada passada, foram salvas mais baleias do que mortas pelos baleeiros japoneses.
Outras duas embarcações, a Steve Irwin e a Bob Barker, estão sendo preparadas para a campanha.
Com três grandes embarcações, a Sea Shepherd será capaz de monitorar e intervir durante toda a temporada contra os caçadores furtivos no Oceano Antártico . O objetivo é salvar mais baleias na próxima temporada do que na temporada passada e encerrar permanentemente a caça de baleias no Oceano Antártico.
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Outras duas embarcações, a Steve Irwin e a Bob Barker, estão sendo preparadas para a campanha.
Com três grandes embarcações, a Sea Shepherd será capaz de monitorar e intervir durante toda a temporada contra os caçadores furtivos no Oceano Antártico . O objetivo é salvar mais baleias na próxima temporada do que na temporada passada e encerrar permanentemente a caça de baleias no Oceano Antártico.
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Proteger o Planeta Oceano agora
23/10/2010 - IUCN
Com apenas 1% dos oceanos do mundo sob proteção, os países estão muito aquém da meta de 10% prometidos para 2010. Maior vontade política e uma mudança na forma como gerimos o nosso capital marinho são necessários agora para preservar os oceanos da Terra para as gerações vindouras.
Este mês, o Chile anunciou a criação de uma grande reserva marinha em torno ilha Sala y Gómez, no Pacífico. No entanto, os atuais planos globais para o aumento do número de áreas marinhas protegidas estão muito aquém do que é necessário para salvar os oceanos do mundo, segundo um novo relatório da IUCN, The Nature Conservancy e da United Nations Environment Programme.
"Manter saudável nosso sistema de suporte à vida é o que está em jogo aqui e agora", disse Carl Gustaf Lundin, chefe do Programa Marinho e Polar da IUCN. "A criação de pontos de esperança - lugares especiais no oceano que necessitam de proteção especial - vai provar que o mundo se preocupa com 2/3 do nosso planeta."
Lançado terça-feira passada, dia 19/10, durante a Convenção da ONU para a Diversidade Biológica, "Proteção Global do Oceano: tendências atuais e oportunidades futuras", o novo livro da IUCN, The Nature Conservancy, PNUMA e vários outros parceiros * - observa o estado dos nossos oceanos e oferece soluções que irão restaurar nossos recursos marinhos, de encontro com as futuras demandas humanas. Mais de 30 importantes conservacionistas fornecem a melhor ciência e política para incentivar os países a tomarem medidas que vão além da criação de áreas individuais protegidas.
Existem hoje um total de 5.880 áreas marinhas protegidas, sobretudo nas zonas costeiras. No entanto, as atuais áreas protegidas não representam todas as regiões, as espécies e habitats que são importantes para a conservação, e há significativas restrições de capacidade financeira e humana. Uma maneira de alcançar uma melhoria dramática na conservação marinha, integrando a segurança alimentar, o bem-estar e a saúde humana, é através de uma boa gestão e ordenamento do território oceânico, de acordo com a publicação.
A gestão tradicional dos recursos marinhos é outra forma de responder às crescentes ameaças à saúde dos oceanos.
"Os países não podem ignorar o apelo para salvar nossos oceanos neste momento", disse Manny Mori, presidente dos Estados Federados da Micronésia. "Sem efetivas áreas protegidas a nível de vilas ou comunidades, nunca haverá sucesso na proteção global dos oceanos."
* Outros parceiros incluem: WCMC, UNU-IAS, Agence des Aires Marines Protégées e Wildlife Conservation Society.
Clique aqui para acessar o documento.
Com apenas 1% dos oceanos do mundo sob proteção, os países estão muito aquém da meta de 10% prometidos para 2010. Maior vontade política e uma mudança na forma como gerimos o nosso capital marinho são necessários agora para preservar os oceanos da Terra para as gerações vindouras.Este mês, o Chile anunciou a criação de uma grande reserva marinha em torno ilha Sala y Gómez, no Pacífico. No entanto, os atuais planos globais para o aumento do número de áreas marinhas protegidas estão muito aquém do que é necessário para salvar os oceanos do mundo, segundo um novo relatório da IUCN, The Nature Conservancy e da United Nations Environment Programme.
"Manter saudável nosso sistema de suporte à vida é o que está em jogo aqui e agora", disse Carl Gustaf Lundin, chefe do Programa Marinho e Polar da IUCN. "A criação de pontos de esperança - lugares especiais no oceano que necessitam de proteção especial - vai provar que o mundo se preocupa com 2/3 do nosso planeta."
Lançado terça-feira passada, dia 19/10, durante a Convenção da ONU para a Diversidade Biológica, "Proteção Global do Oceano: tendências atuais e oportunidades futuras", o novo livro da IUCN, The Nature Conservancy, PNUMA e vários outros parceiros * - observa o estado dos nossos oceanos e oferece soluções que irão restaurar nossos recursos marinhos, de encontro com as futuras demandas humanas. Mais de 30 importantes conservacionistas fornecem a melhor ciência e política para incentivar os países a tomarem medidas que vão além da criação de áreas individuais protegidas.
Existem hoje um total de 5.880 áreas marinhas protegidas, sobretudo nas zonas costeiras. No entanto, as atuais áreas protegidas não representam todas as regiões, as espécies e habitats que são importantes para a conservação, e há significativas restrições de capacidade financeira e humana. Uma maneira de alcançar uma melhoria dramática na conservação marinha, integrando a segurança alimentar, o bem-estar e a saúde humana, é através de uma boa gestão e ordenamento do território oceânico, de acordo com a publicação.
A gestão tradicional dos recursos marinhos é outra forma de responder às crescentes ameaças à saúde dos oceanos.
"Os países não podem ignorar o apelo para salvar nossos oceanos neste momento", disse Manny Mori, presidente dos Estados Federados da Micronésia. "Sem efetivas áreas protegidas a nível de vilas ou comunidades, nunca haverá sucesso na proteção global dos oceanos."
* Outros parceiros incluem: WCMC, UNU-IAS, Agence des Aires Marines Protégées e Wildlife Conservation Society.
Clique aqui para acessar o documento.
Tradução e adaptação: Instituto EcoFaxina
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Mundo perde até US$ 4,5 tri por ano em recursos naturais
20/10/2010 - Terra / Reuters
Governos e empresas precisam de uma reforma em suas políticas e estratégias para responder à rápida perda de riquezas naturais do mundo, equivalente a trilhões de dólares, afirmou nesta quarta-feira um estudo apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Os danos à natureza, incluindo florestas, pantanais e pastos, estão avaliados entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões (R$ 7,59 trilhões) anuais, calcula a ONU, mas esse número não está incluído em dados econômicos como o PIB, nem nas contas empresariais.
Essa "invisibilidade" precisa mudar para que medidas possam ser tomadas no sentido de salvar ecossistemas que são fonte vital de comida, água e renda, afirmou Pavan Sukhdev, líder do instituto A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB), uma iniciativa apoiada pela ONU.
"Não podemos tratar disso brandamente", disse o pesquisador em entrevista coletiva durante um encontro da ONU em Nagoya, no Japão, onde representantes de quase 200 países tentam estabelecer metas até 2020 para combater perdas na diversidade biológica.
"Infelizmente, a falta de lentes econômicas para refletir essas realidades significou que temos tratado desses assuntos de forma branda. Eles não estão no centro das discussões de políticas nem no centro das discussões financeiras."
Sukhdev falou sobre as impressões finais de vários relatórios do TEEB que analisam o valor da natureza, incluindo florestas que limpam o ar, abelhas que polinizam as colheitas e recifes de coral, que abrigam milhões de espécies.
Por exemplo, a diminuição pela metade das taxas de desmatamento até 2030 reduzirá prejuízos, causados pelas mudanças climáticas, de mais de US$ 3,7 trilhões. Já as colônias de abelhas suíças asseguram produção anual de US$ 213 milhões na agricultura, por meio da polinização, informou o relatório.
A destruição dos recifes de coral não está prejudicando apenas a vida marinha, mas também coloca em risco as comunidades, disse o relatório. Cerca de 30 milhões de pessoas dependem de fontes naturais dos recifes para produção de alimentos, obtenção de renda e sustento.
"Isso exacerbou o sofrimento de seres humanos, especialmente aqueles na base da pirâmide econômica", disse Sukhdev. "O desenvolvimento e a biodiversidade não podem ser vistos como competidores. Eles não são apenas a mesma moeda, mas também o mesmo lado da mesma moeda."
O relatório destaca recomendações aos políticos, como a necessidade de incluir o valor da natureza e o papel dos ecossistemas nas contas nacionais. Além disso, enfatiza que as empresas devem divulgar valores em seus balanços anuais. Economias emergentes, como o Brasil e a Índia, deram seu apoio ao relatório, dizendo que usariam as descobertas do TEEB como um guia.
"Em nível nacional, estamos em discussão para implementar o estudo do TEEB de nosso capital natural. O setor empresarial brasileiro também está planejando avançar nessa prática e rumo a uma abordagem sustentável para a tomada de decisões", afirmou em comunicado Bráulio Dias, secretário para biodiversidade e florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil.
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Governos e empresas precisam de uma reforma em suas políticas e estratégias para responder à rápida perda de riquezas naturais do mundo, equivalente a trilhões de dólares, afirmou nesta quarta-feira um estudo apoiado pela ONU (Organização das Nações Unidas). Os danos à natureza, incluindo florestas, pantanais e pastos, estão avaliados entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões (R$ 7,59 trilhões) anuais, calcula a ONU, mas esse número não está incluído em dados econômicos como o PIB, nem nas contas empresariais.
Essa "invisibilidade" precisa mudar para que medidas possam ser tomadas no sentido de salvar ecossistemas que são fonte vital de comida, água e renda, afirmou Pavan Sukhdev, líder do instituto A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB), uma iniciativa apoiada pela ONU.
"Não podemos tratar disso brandamente", disse o pesquisador em entrevista coletiva durante um encontro da ONU em Nagoya, no Japão, onde representantes de quase 200 países tentam estabelecer metas até 2020 para combater perdas na diversidade biológica.
"Infelizmente, a falta de lentes econômicas para refletir essas realidades significou que temos tratado desses assuntos de forma branda. Eles não estão no centro das discussões de políticas nem no centro das discussões financeiras."
Sukhdev falou sobre as impressões finais de vários relatórios do TEEB que analisam o valor da natureza, incluindo florestas que limpam o ar, abelhas que polinizam as colheitas e recifes de coral, que abrigam milhões de espécies.
Por exemplo, a diminuição pela metade das taxas de desmatamento até 2030 reduzirá prejuízos, causados pelas mudanças climáticas, de mais de US$ 3,7 trilhões. Já as colônias de abelhas suíças asseguram produção anual de US$ 213 milhões na agricultura, por meio da polinização, informou o relatório.
A destruição dos recifes de coral não está prejudicando apenas a vida marinha, mas também coloca em risco as comunidades, disse o relatório. Cerca de 30 milhões de pessoas dependem de fontes naturais dos recifes para produção de alimentos, obtenção de renda e sustento.
"Isso exacerbou o sofrimento de seres humanos, especialmente aqueles na base da pirâmide econômica", disse Sukhdev. "O desenvolvimento e a biodiversidade não podem ser vistos como competidores. Eles não são apenas a mesma moeda, mas também o mesmo lado da mesma moeda."
O relatório destaca recomendações aos políticos, como a necessidade de incluir o valor da natureza e o papel dos ecossistemas nas contas nacionais. Além disso, enfatiza que as empresas devem divulgar valores em seus balanços anuais. Economias emergentes, como o Brasil e a Índia, deram seu apoio ao relatório, dizendo que usariam as descobertas do TEEB como um guia.
"Em nível nacional, estamos em discussão para implementar o estudo do TEEB de nosso capital natural. O setor empresarial brasileiro também está planejando avançar nessa prática e rumo a uma abordagem sustentável para a tomada de decisões", afirmou em comunicado Bráulio Dias, secretário para biodiversidade e florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil.
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São Vicente aprova fim das sacolinhas plásticas
16/10/2010 - Victor Miranda / A Tribuna
O comércio vicentino deixará de distribuir sacolinhas plásticas. A medida entra em vigor a partir de 15 de janeiro. Só o supermercado Carrefour estima que 700 mil sacolas deixarão de ser distribuídas, por mês, na unidade vicentina. A multa para quem não respeitar a lei será de R$ 100,00 ao dia, dobrando diariamento em caso de reincidência.
Apesar de radical, as principais redes varejistas do Município apoiam a medida. Tanto que a elaboração da Lei 2.483-A, de 25 de setembro deste ano, de autoria do vereador Pedro Gouvêa, contou com participação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), da Câmara dos Dirigentes Lojistas e da Associação Comercial de São Vicente.
O comércio vicentino deixará de distribuir sacolinhas plásticas. A medida entra em vigor a partir de 15 de janeiro. Só o supermercado Carrefour estima que 700 mil sacolas deixarão de ser distribuídas, por mês, na unidade vicentina. A multa para quem não respeitar a lei será de R$ 100,00 ao dia, dobrando diariamento em caso de reincidência.
Apesar de radical, as principais redes varejistas do Município apoiam a medida. Tanto que a elaboração da Lei 2.483-A, de 25 de setembro deste ano, de autoria do vereador Pedro Gouvêa, contou com participação da Associação Paulista de Supermercados (Apas), da Câmara dos Dirigentes Lojistas e da Associação Comercial de São Vicente.
Boa notícia para os animais que adentram o estuário de Santos/São VicenteOpções
Sem as sacolas plásticas, serão sugeridas alternativas ao consumidor, como o uso de carrinhos de feira, engradados, sacolas retornáveis, caixa de papelão ou sacolas biodegradáveis, que, embora feitas de plástico, levam só 180 dias para entrar em decomposição, contra 400 anos das atuais.
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Como livrar os oceanos do plástico?
14/10/2010 - Helen Lennard / BBC
Cientistas estão investigando maneiras de lidar com as milhões de toneladas de lixo plástico que se acumulam em nossos oceanos.

Com milhões de toneladas sendo despejadas em nossos oceanos, todo esse plástico está naturalmente formando vórtices nas correntes oceânicas, conhecidos como “giros”, onde o lixo flutuante tende a se acumular – essas áreas se transformaram em enormes ilhas de lixo.
O maior fica no Pacífico Norte, e abrange uma área que é o dobro do tamanho da França. Outros já foram descobertos no Atlântico Norte e, mais recentemente, no Atlântico Sul. Especialistas temem que o mesmo fenômeno esteja ocorrendo no Pacífico Sul e no Oceano Índico.
Esse lixo danifica as encostas e mata a vida marinha (que confunde o plástico com alimento e acaba se intoxicando). Os restos de plástico também “transportam” resíduos químicos que “grudam” neles através dos oceanos, contaminando a água e, novamente, prejudicando os animais e as algas.
Agora, cientistas estão pesquisando formas de lidar com tamanha quantidade de lixo acumulada nos oceanos. Eles estão investigando como poderiam acelerar a degradação do plástico, através de micro-organismos que já se encontram no mar e que naturalmente se alimentam de plástico.
Os pesquisadores britânicos encontraram micróbios que estão se alimentando de plástico nas águas oceânicas do Reino Unido. Agora, pretendem descobrir como essas enzimas trabalham, para ver se é possível que elas realizem o mesmo serviço em um ambiente controlado, ou seja, em laboratório.
Os resultados são promissores, porém os pesquisadores alertam que, mesmo que consigam incentivar a proliferação dos micróbios em uma área de resíduos de plástico, esse processo seria muito lento.
A intervenção biológica para restaurar o ambiente marinho, também conhecida como biorremediação, é um campo de pesquisa relativamente novo que exige uma avaliação cuidadosa de potenciais consequências.
Além disso, o trabalho mais cabível da ciência visa na verdade interromper a poluição por plástico nos oceanos. Por exemplo, pesquisadores irlandeses estão testando uma alternativa para o plástico: eles estão usando resíduos de plástico para fabricar um combustível sintético a partir de um processo chamado pirólise de plástico.
Os resíduos de plástico que poderiam acabar em aterros são limpos, secos, e em seguida aquecidos a mais de 300 graus Celsius. O líquido resultante é transformado em gás, que é então fracionado para produzir um combustível parecido com diesel.
Infelizmente, o custo desse processo é alto, e é apenas parcialmente recuperado pelo custo do combustível gerado. Segundo os pesquisadores, a melhor solução para o lixo seria a reciclagem. Porém, mesmo na Europa, anualmente apenas 50% das 25 milhões de toneladas de plástico são reciclados.
Além disso, especialistas apontam que o estilo de vida dos seres humanos é o centro do nosso problema com o plástico. Por exemplo, os fabricantes variam as cores dos componentes plásticos, como de embalagens de bebidas, que são feitas de diferentes tipos de plástico, o que os torna mais difíceis de serem reciclados. E muitos produtos, como as sacolas plásticas, ainda não são recicláveis.
Ou seja, segundo pesquisadores, a diversidade de polímeros e as formas diferentes de embalagens que usamos comprometem a capacidade de reciclagem do produto. Enquanto isso continuar ocorrendo, o lixo vai continuar se acumulando nos nossos oceanos.
Decomposição letal
Novos estudos mostram que objetos plásticos se decompõe mais rápido nos oceanos, liberando componentes tóxicos na água.
Dr. Saido, um químico da Universidade Nihon, em Chiba, no Japão, disse que sua equipe descobriu que quando o plástico se decompõem, libera na água produtos químicos como bisfenol A (BPA) e oligômeros de poliestireno.
Estudos anteriores em animais sugerem que a exposição a tais compostos causa alterações nos sistemas hormonais e reprodutores.
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Cientistas estão investigando maneiras de lidar com as milhões de toneladas de lixo plástico que se acumulam em nossos oceanos.

Com milhões de toneladas sendo despejadas em nossos oceanos, todo esse plástico está naturalmente formando vórtices nas correntes oceânicas, conhecidos como “giros”, onde o lixo flutuante tende a se acumular – essas áreas se transformaram em enormes ilhas de lixo.
O maior fica no Pacífico Norte, e abrange uma área que é o dobro do tamanho da França. Outros já foram descobertos no Atlântico Norte e, mais recentemente, no Atlântico Sul. Especialistas temem que o mesmo fenômeno esteja ocorrendo no Pacífico Sul e no Oceano Índico.
Esse lixo danifica as encostas e mata a vida marinha (que confunde o plástico com alimento e acaba se intoxicando). Os restos de plástico também “transportam” resíduos químicos que “grudam” neles através dos oceanos, contaminando a água e, novamente, prejudicando os animais e as algas.
Agora, cientistas estão pesquisando formas de lidar com tamanha quantidade de lixo acumulada nos oceanos. Eles estão investigando como poderiam acelerar a degradação do plástico, através de micro-organismos que já se encontram no mar e que naturalmente se alimentam de plástico.
Os pesquisadores britânicos encontraram micróbios que estão se alimentando de plástico nas águas oceânicas do Reino Unido. Agora, pretendem descobrir como essas enzimas trabalham, para ver se é possível que elas realizem o mesmo serviço em um ambiente controlado, ou seja, em laboratório.
Os resultados são promissores, porém os pesquisadores alertam que, mesmo que consigam incentivar a proliferação dos micróbios em uma área de resíduos de plástico, esse processo seria muito lento.
A intervenção biológica para restaurar o ambiente marinho, também conhecida como biorremediação, é um campo de pesquisa relativamente novo que exige uma avaliação cuidadosa de potenciais consequências.
Além disso, o trabalho mais cabível da ciência visa na verdade interromper a poluição por plástico nos oceanos. Por exemplo, pesquisadores irlandeses estão testando uma alternativa para o plástico: eles estão usando resíduos de plástico para fabricar um combustível sintético a partir de um processo chamado pirólise de plástico.
Os resíduos de plástico que poderiam acabar em aterros são limpos, secos, e em seguida aquecidos a mais de 300 graus Celsius. O líquido resultante é transformado em gás, que é então fracionado para produzir um combustível parecido com diesel.
Infelizmente, o custo desse processo é alto, e é apenas parcialmente recuperado pelo custo do combustível gerado. Segundo os pesquisadores, a melhor solução para o lixo seria a reciclagem. Porém, mesmo na Europa, anualmente apenas 50% das 25 milhões de toneladas de plástico são reciclados.
Além disso, especialistas apontam que o estilo de vida dos seres humanos é o centro do nosso problema com o plástico. Por exemplo, os fabricantes variam as cores dos componentes plásticos, como de embalagens de bebidas, que são feitas de diferentes tipos de plástico, o que os torna mais difíceis de serem reciclados. E muitos produtos, como as sacolas plásticas, ainda não são recicláveis.
Ou seja, segundo pesquisadores, a diversidade de polímeros e as formas diferentes de embalagens que usamos comprometem a capacidade de reciclagem do produto. Enquanto isso continuar ocorrendo, o lixo vai continuar se acumulando nos nossos oceanos.
Decomposição letal
Novos estudos mostram que objetos plásticos se decompõe mais rápido nos oceanos, liberando componentes tóxicos na água.
Dr. Saido, um químico da Universidade Nihon, em Chiba, no Japão, disse que sua equipe descobriu que quando o plástico se decompõem, libera na água produtos químicos como bisfenol A (BPA) e oligômeros de poliestireno.
Estudos anteriores em animais sugerem que a exposição a tais compostos causa alterações nos sistemas hormonais e reprodutores.
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Censo da Vida Marinha: Grandes animais em perigo de extinção
08/10/2010 - Louise Gray / Telegraph Media Group
A humanidade tem gerado muito mais impactos prejudiciais sobre os oceanos do que se pensava, segundo um novo estudo.
O Censo da Vida Marinha olhou pela primeira vez para a história da exploração dos oceanos.
Ele descobriu que grandes peixes e mamíferos marinhos caíram 90% desde que os registros começaram.

As espécies ameaçadas incluem a baleia-azul (acima), tartarugas e aves como o albatroz.
O estudo também constatou uma diminuição do fitoplâncton, os seres microscópicos que vivem no oceano e sustentam grande parte dos frutos do mar consumidos pelos humanos.
O censo foi encomendado em 2000 para descobrir o estado de vida marinha, em meio a crescente preocupação com a sobrepesca e exploração mineral. Ele envolveu mais de 2.700 cientistas de 80 países em todo o mundo.
Um estudo realizado por Boris Worm e Heike Lotze na universidade de Dalhousie analisou registros históricos para ver como a vida no oceano mudou ao longo do tempo.
Eles estudaram as capturas, os avistamentos e até cardápios de restaurantes e fotos de viagens de pesca de famílias para ver como a população de diferentes espécies de peixes e mamíferos mudaram. Assim como achados arqueológicos e registros históricos que mostram o que as pessoas caçam e comem.
O estudo com cerca de 100 espécies, incluindo tubarões, focas e bacalhau, mostrou que, as médias caíram cerca de 90% desde que os registros começaram.
Peixes como o espadarte capturados agora são muito menores do que no passado. E as criaturas da base da cadeia alimentar conhecidas como fitoplâncton diminuiram globalmente, de acordo com as observações de navios transoceânicos desde 1899.
Ron O'Dor, um cientista sênior do Censo, disse que a ganância da humanidade teve um efeito catastrófico sobre o oceano.
Ele disse que todos os mamíferos, moluscos ou peixes grandes que são usado pelos seres humanos estão em perigo de extinção.
"O oceano primitivo é uma memória muito distante", disse ele. "Existem apenas algumas áreas do mundo onde os oceanos não são afetados por seres humanos."
O censo revelou que no total há cerca de um milhão de espécies no oceano. Quase 250 mil já foram encontrados pelos cientistas, enquanto 750.000 ainda estão por ser descobertos.

Cerca de 6.000 espécies novas foram descobertas no censo, incluindo um caranguejo "peludo"(acima), uma lula de 20 pés de comprimento e um camarão que se pensava ter morrido há 50 milhões de anos atrás.
No entanto o Dr. O'Dor disse que essas novas espécies também podem ser perdidas a menos que mudemos nossas atitudes.
"Muitas vezes o problema da vida marinha é ser deliciosa para comermos e bonita demais para usarmos", disse ele. "Mas estas espécies estão se esgotando e precisamos de uma reversão de atitudes no século 21.
"90% dos peixes grandes se foram - mas se não incomodássemos mais eles poderiam voltar sozinhos."
O Censo tem gerado um site, www.iobis.org, no qual qualquer um pode ver a distribuição de uma espécie no oceano a partir de um banco de dados gigantesco de nomes e "endereço" de criaturas marinhas.
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A humanidade tem gerado muito mais impactos prejudiciais sobre os oceanos do que se pensava, segundo um novo estudo.
O Censo da Vida Marinha olhou pela primeira vez para a história da exploração dos oceanos.
Ele descobriu que grandes peixes e mamíferos marinhos caíram 90% desde que os registros começaram.

As espécies ameaçadas incluem a baleia-azul (acima), tartarugas e aves como o albatroz.
O estudo também constatou uma diminuição do fitoplâncton, os seres microscópicos que vivem no oceano e sustentam grande parte dos frutos do mar consumidos pelos humanos.
O censo foi encomendado em 2000 para descobrir o estado de vida marinha, em meio a crescente preocupação com a sobrepesca e exploração mineral. Ele envolveu mais de 2.700 cientistas de 80 países em todo o mundo.
Um estudo realizado por Boris Worm e Heike Lotze na universidade de Dalhousie analisou registros históricos para ver como a vida no oceano mudou ao longo do tempo.
Eles estudaram as capturas, os avistamentos e até cardápios de restaurantes e fotos de viagens de pesca de famílias para ver como a população de diferentes espécies de peixes e mamíferos mudaram. Assim como achados arqueológicos e registros históricos que mostram o que as pessoas caçam e comem.
O estudo com cerca de 100 espécies, incluindo tubarões, focas e bacalhau, mostrou que, as médias caíram cerca de 90% desde que os registros começaram.
Peixes como o espadarte capturados agora são muito menores do que no passado. E as criaturas da base da cadeia alimentar conhecidas como fitoplâncton diminuiram globalmente, de acordo com as observações de navios transoceânicos desde 1899.
Ron O'Dor, um cientista sênior do Censo, disse que a ganância da humanidade teve um efeito catastrófico sobre o oceano.
Ele disse que todos os mamíferos, moluscos ou peixes grandes que são usado pelos seres humanos estão em perigo de extinção.
"O oceano primitivo é uma memória muito distante", disse ele. "Existem apenas algumas áreas do mundo onde os oceanos não são afetados por seres humanos."
O censo revelou que no total há cerca de um milhão de espécies no oceano. Quase 250 mil já foram encontrados pelos cientistas, enquanto 750.000 ainda estão por ser descobertos.

No entanto o Dr. O'Dor disse que essas novas espécies também podem ser perdidas a menos que mudemos nossas atitudes.
"Muitas vezes o problema da vida marinha é ser deliciosa para comermos e bonita demais para usarmos", disse ele. "Mas estas espécies estão se esgotando e precisamos de uma reversão de atitudes no século 21.
"90% dos peixes grandes se foram - mas se não incomodássemos mais eles poderiam voltar sozinhos."
O Censo tem gerado um site, www.iobis.org, no qual qualquer um pode ver a distribuição de uma espécie no oceano a partir de um banco de dados gigantesco de nomes e "endereço" de criaturas marinhas.
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Instituto EcoFaxina entrega 318 kg de roupas e calçados para o Projeto Tia Egle
07/10/2010 - William Rodriguez Schepis
Na tarde desta quarta-feira, o Instituto EcoFaxina realizou a entrega de peças de roupas e calçados arrecadados em parceria com a Universidade Santa Cecília. De junho a setembro foram colocadas caixas nas duas entradas principais da universidade, onde alunos, funcionários e professores puderam depositar suas doações.
Para levar as doações até a Zona Noroeste, foram necessários dois carros com os bancos traseiros abaixados. No total, foram arrecadados 318 kg e parte das peças já estão nas casas de 30 crianças que participaram da triagem e organização das doações. A outra parte será entregue nesta quinta-feira, dia 07/10, durante a festa em comemoração ao Dia das Crianças.
Agora, o Instituto EcoFaxina começa a arrecadação de doações para o Natal da Vila 2010. Pessoas ou instituições interessadas em contribuir podem entrar em contato para aquisição de Sacolinhas de Natal com nome, idade e fotografia de cada criança, todas moradoras da região do Dique da Vila Gilda.
Confira as imagens da entrega das doações:





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Na tarde desta quarta-feira, o Instituto EcoFaxina realizou a entrega de peças de roupas e calçados arrecadados em parceria com a Universidade Santa Cecília. De junho a setembro foram colocadas caixas nas duas entradas principais da universidade, onde alunos, funcionários e professores puderam depositar suas doações.
Para levar as doações até a Zona Noroeste, foram necessários dois carros com os bancos traseiros abaixados. No total, foram arrecadados 318 kg e parte das peças já estão nas casas de 30 crianças que participaram da triagem e organização das doações. A outra parte será entregue nesta quinta-feira, dia 07/10, durante a festa em comemoração ao Dia das Crianças.
Agora, o Instituto EcoFaxina começa a arrecadação de doações para o Natal da Vila 2010. Pessoas ou instituições interessadas em contribuir podem entrar em contato para aquisição de Sacolinhas de Natal com nome, idade e fotografia de cada criança, todas moradoras da região do Dique da Vila Gilda.
Confira as imagens da entrega das doações:





.Inpe detecta novas ameaças aos manguezais no litoral paulista
07/10/2010 - A Tribuna
Estudo feito no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vem dando indícios de que a ação do homem está ameaçando bosques de mangue do litoral sul do Estado de São Paulo.
Há dez anos acompanhando o assunto, a bióloga Marília Cunha Lignon desenvolve seu trabalho de pós-doutorado, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sob supervisão do pesquisador Milton Kampel, chefe do Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.
Por meio da análise e da comparação de imagens dos satélites Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) e Landsat-5, os pesquisadores acompanham a evolução dos manguezais no litoral.
"Estudar a variação espaço-temporal dos bosques de mangue pode nos ajudar a entender melhor o comportamento desse ecossistema e, assim, propor medidas para conservá-los. Para esta pesquisa, o Inpe tem nos fornecido muito material e informação, desde imagens de satélites a dados sobre raios, que podem influenciar na dinâmica dos manguezais", diz Marília.
Apesar de a pesquisa ainda estar no início, já foram identificadas duas situações de anormalidade nos bosques de mangues de Cananeia e Iguape, litoral sul paulista.
As imagens de satélites, as fotos aéreas e os trabalhos de campo permitiram a identificação de clareiras em bosques de mangues, que podem representar destruição da vegetação provocada pela ação do homem ou da própria natureza.
Enquanto nos manguezais de Cananeia esse processo aparenta ser natural, nos manguezais de Iguape a formação de clareiras se deve à ação humana.
Os pesquisadores alertam para a diminuição da área desse ecossistema, o que pode prejudicar comunidades da região e, inclusive, o fornecimento de pescado para cidades maiores, como São Paulo.
"O sensoriamento remoto realizado pelo Inpe já contribuiu e continua contribuindo em muito para o monitoramento das florestas tropicais, mas pode também ajudar em diversos outros estudos, como é o caso dos manguezais, dos rios e das queimadas", afirma Milton Kampel.
As áreas de mangue prestam benefícios vitais e gratuitos para o homem, pois garantem recursos alimentares, como peixes e crustáceos, e formam uma barreira natural para proteger a zona costeira do aumento do nível do mar, protegendo, dessa forma, o homem. Além disso, os manguezais são berçários dos oceanos e garantem a diversidade biológica.
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Estudo feito no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vem dando indícios de que a ação do homem está ameaçando bosques de mangue do litoral sul do Estado de São Paulo.
Há dez anos acompanhando o assunto, a bióloga Marília Cunha Lignon desenvolve seu trabalho de pós-doutorado, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sob supervisão do pesquisador Milton Kampel, chefe do Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe.
Por meio da análise e da comparação de imagens dos satélites Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) e Landsat-5, os pesquisadores acompanham a evolução dos manguezais no litoral.
"Estudar a variação espaço-temporal dos bosques de mangue pode nos ajudar a entender melhor o comportamento desse ecossistema e, assim, propor medidas para conservá-los. Para esta pesquisa, o Inpe tem nos fornecido muito material e informação, desde imagens de satélites a dados sobre raios, que podem influenciar na dinâmica dos manguezais", diz Marília.
Apesar de a pesquisa ainda estar no início, já foram identificadas duas situações de anormalidade nos bosques de mangues de Cananeia e Iguape, litoral sul paulista.
As imagens de satélites, as fotos aéreas e os trabalhos de campo permitiram a identificação de clareiras em bosques de mangues, que podem representar destruição da vegetação provocada pela ação do homem ou da própria natureza.
Enquanto nos manguezais de Cananeia esse processo aparenta ser natural, nos manguezais de Iguape a formação de clareiras se deve à ação humana.
Os pesquisadores alertam para a diminuição da área desse ecossistema, o que pode prejudicar comunidades da região e, inclusive, o fornecimento de pescado para cidades maiores, como São Paulo.
"O sensoriamento remoto realizado pelo Inpe já contribuiu e continua contribuindo em muito para o monitoramento das florestas tropicais, mas pode também ajudar em diversos outros estudos, como é o caso dos manguezais, dos rios e das queimadas", afirma Milton Kampel.
As áreas de mangue prestam benefícios vitais e gratuitos para o homem, pois garantem recursos alimentares, como peixes e crustáceos, e formam uma barreira natural para proteger a zona costeira do aumento do nível do mar, protegendo, dessa forma, o homem. Além disso, os manguezais são berçários dos oceanos e garantem a diversidade biológica.
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Contaminantes emergentes na água: medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas...
03/10/2010 - Fabio Reynol / Agência FAPESP
Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.
Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.
Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.
Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.
Esgoto contendo vários tipos de contaminantes desemboca diretamente no estuário de Santos
“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência FAPESP.
O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.
“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.
O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.
A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.
Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.
“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.
Peixes feminilizados
Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.
Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.
“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.
Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.
Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.
Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.
“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.
Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.
Superbactérias
Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.
A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.
A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.
Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.
O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.
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Durante a década de 1990, houve uma redução na população de jacarés que habitava os pântanos da Flórida, nos Estados Unidos. Ao investigar o problema, cientistas perceberam que os machos da espécie tinham pênis menores do que o normal, além de apresentar baixos índices do hormônio masculino testosterona.
Os estudos verificaram que as mudanças hormonais que estavam alterando o fenótipo dos animais e prejudicando sua reprodução foram desencadeadas por pesticidas clorados empregados em plantações naquela região.
Esses produtos químicos eram aplicados de acordo com a legislação norte-americana, a qual estabelecia limites máximos baseados em sua toxicidade, mas não considerava a alteração hormonal que eles provocavam, simplesmente porque os efeitos não eram conhecidos.
Assim como os pântanos da Flórida, corpos d’água de vários pontos do planeta estão sendo contaminados com diferentes coquetéis que podem conter princípios ativos de medicamentos, componentes de plásticos, hormônios naturais e artificiais, antibióticos, defensivos agrícolas e muitos outros em quantidades e proporções diversas e com efeitos desconhecidos para os animais aquáticos e também para pessoas que consomem essas águas.
Esgoto contendo vários tipos de contaminantes desemboca diretamente no estuário de Santos © Instituto EcoFaxina
“Em algumas dessas áreas, meninas estão menstruando cada vez mais cedo e, nos homens, o número de espermatozoides despencou nos últimos 50 anos. Esses são alguns problemas cujos motivos ninguém conseguiu explicar até agora e que podem estar relacionados a produtos presentes na água que bagunçam o ciclo hormonal”, disse Wilson Jardim, professor titular do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), à Agência FAPESP.
O pesquisador conta que esses contaminantes, chamados emergentes, podem estar por trás de vários outros efeitos relacionados tanto à saúde humana como aos ecossistemas aquáticos.
“Como não são aplicados métodos de tratamento que retirem esses contaminantes, as cidades que ficam à jusante de um rio bebem o esgoto das que ficam à montante”, alertou o pesquisador que coordena o Projeto Temático “Ocorrência e atividade estrogênica de interferentes endócrinos em água para consumo humano e em mananciais do Estado de São Paulo”, apoiado pela FAPESP.
O aumento no consumo de cosméticos, de artigos de limpeza e de medicamentos tem piorado a situação, de acordo com o pesquisador, cujo grupo encontrou diversos tipos de produtos em amostras de água retirada de rios no Estado de São Paulo. O antiinflamatório diclofenaco, o analgésico ácido acetilsalicílico e o bactericida triclosan, empregado em enxaguatórios bucais, são apenas alguns exemplos.
A esses se soma uma crescente coleção de cosméticos que engorda o lixo químico que vai parar nos cursos d’água sem receber tratamento algum. “Estima-se que uma pessoa utilize, em média, dez produtos cosméticos e de higiene todos os dias antes mesmo de sair de casa”, disse Jardim.
Sem uma legislação que faça as empresas de distribuição retirar essas substâncias tanto do esgoto a ser jogado nos rios como da água deles captada, tem sido cada vez mais comum encontrar interferentes hormonais nas torneiras das residências. Os filtros domésticos disponíveis no mercado não dão conta dessa limpeza.
“Os métodos utilizados pelas estações de tratamento de água brasileiras são em geral seculares. Eles não incorporaram novas tecnologias, como a oxidação avançada, a osmose inversa e a ultrafiltração”, disse o professor da Unicamp, afirmando acreditar que tais métodos só serão incorporados pelas empresas por meio de uma legislação específica, uma vez que eles encareceriam o tratamento.
Peixes feminilizados
Uma das primeiras cidades a enfrentar esse tipo de contaminação foi Las Vegas, nos Estados Unidos. Em meio a um deserto, o município depende de uma grande quantidade de água retirada do lago Mead, o qual também recebe o esgoto da cidade.
Apesar de contar com um bom tratamento de esgoto, a água da cidade acabou provocando alterações hormonais nas comunidades de animais aquáticos do lago, com algumas espécies de peixes tendo apresentado altos índices de feminilização. Universidades e concessionárias de água se uniram para estudar o problema e chegaram à conclusão de que o esgoto precisava de melhor tratamento.
“Foi uma abordagem madura, racional e que contou com o apoio da população, que se mostrou disposta a até pagar mais em troca de uma água limpa desses contaminantes”, contou Jardim.
Alterações como o odor na água são indicadores de contaminantes como o bisfenol A, produto que está presente em diversos tipos de plásticos e que pode afetar a fertilidade, de acordo com pesquisas feitas com ratos no Instituto de Biociências do campus de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Jardim alerta que o bisfenol A é um interferente endócrino comprovado que afeta especialmente organismos em formação, o que o torna perigoso no desenvolvimento endócrino das crianças. Além dele, a equipe da Unicamp também identificou atrazina, um pesticida utilizado na agricultura.
Não apenas produtos que alteram a produção hormonal foram detectados na pesquisa, há ainda outros que afetam o ambiente e têm efeitos desconhecidos no consumo humano. Um deles é o triclosan, bactericida empregado em enxaguatórios bucais cuja capacidade biocida aumenta sob o efeito dos raios solares.
Se o efeito individual de cada um desses produtos é perigoso, pouco se sabe sobre os resultados de misturas entre eles. A interação entre diferentes químicos em proporções e quantidades inconstantes e reunidos ao acaso produz novos compostos dos quais pouco se conhecem os efeitos.
“A realidade é que não estamos expostos a cada produto individualmente, mas a uma mistura deles. Se dois compostos são interferentes endócrinos quando separados, ao juntá-los não significará, necessariamente, que eles vão se potencializar”, disse Jardim.
Segundo ele, essas interações são muito complexas. Para complicar, todos os dados de que a ciência dispõe no momento são para compostos individuais.
Superbactérias
Outra preocupação do pesquisador é a presença de antibióticos nas águas dos rios. Por meio do projeto “Antibióticos na bacia do rio Atibaia”, apoiado pela FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Regular, Jardim e sua equipe analisaram de 2007 a 2009 a presença de antibióticos populares na água do rio paulista.
A parte da análise ficou por conta do doutorando Marco Locatelli, que identificou concentrações de cefalexina, ciprofloxacina, amoxicilina e trimetrotrin em amostras da água do Atibaia.
A automedicação e o consumo exacerbado desse tipo de medicamento foram apontados por Jardim como as principais causas dessa contaminação que apresenta como risco maior o desenvolvimento de “superbactérias”, microrganismos muito resistentes à ação desses antibióticos.
Todas essas questões foram debatidas no fim de 2009 durante o 1º Workshop sobre Contaminantes Emergentes em Águas para Consumo Humano, na Unicamp. O evento foi coordenado por Jardim e recebeu o apoio FAPESP por meio de um Auxílio à Pesquisa – Organização de Reunião Científica e/ou Tecnológica.
O professor da Unicamp reforça a gravidade da questão da água, uma vez que pode afetar de inúmeras maneiras a saúde da população e o meio ambiente. “Isso já deve estar ocorrendo de forma silenciosa e não está recebendo a devida atenção”, alertou.
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A poluição sonora nos oceanos cresce e prejudica a vida marinha
03/10/2010 - William Rodriguez Schepis
Muitos cientistas do mundo concordam que a poluição sonora nos oceanos é uma grave questão ambiental, que pode causar sérios danos à cadeia alimentar marinha. A poluição sonora nos oceanos tem aumentado dramaticamente nos últimos dois anos, peixes e outras espécies marinhas estão encontrando muita dificuldade para distinguir os sons naturais dos sons artificiais.
Isto significa que os peixes podem ser atraídos por sons artificiais, o que pode levar a um sério declínio em muitas espécies. Biólogos estão preocupados que em ambientes com muitos ruídos, o impacto no comportamento natural provavelmente resultará em efeitos devastadores sobre a procriação dos peixes e nos estoques pesqueiros.
Vários estudos recentes têm mostrado que os peixes podem acidentalmente aprender a seguir ruídos, e seguindo estes sons, podem ser atraídos por obras ou navios, expondo os cardumes a situações que provavelmente resultam em morte. Há de se levar em conta também que o som percorre um caminho muito mais longo e rápido na água, a uma velocidade de 1.435 m/s, em comparação com o ar, onde a velocidade fica em torno de 331 m/s.
Com o projeto da ponte entre Santos e Guarujá, a poluição sonora subaquática gerada pela travessia por balsas está com os dias contados. Um alívio para muitos peixes e tartarugas que tentam entrar pelo canal do porto no estuário de Santos.
Uma quipe britânica que está trabalhando na Grande Barreira de Corais, disse recentemente que os peixes jovens são particularmente sensíveis à poluição sonora. O Dr. Steve Simpson, pesquisador sênior da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol apontou para esse perigo, dizendo que "com apenas algumas semanas de vida, os peixes de recife enfrentam um desafio monumental para localizar e escolher um habitat adequado. Os ruídos dos recifes lhes dão informações vitais. Mas se aprenderem, lembrarem e tornarem-se atraídos pelos sons errados, podemos levar populações em várias direções erradas."
Direção errada no mundo marinho, na maioria dos casos, significa morte certa. Se a poluição sonora continuar nesse ritmo em nossos oceanos, muitas espécies de peixes vão experimentar um declínio acentuado nos próximos anos.
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Isto significa que os peixes podem ser atraídos por sons artificiais, o que pode levar a um sério declínio em muitas espécies. Biólogos estão preocupados que em ambientes com muitos ruídos, o impacto no comportamento natural provavelmente resultará em efeitos devastadores sobre a procriação dos peixes e nos estoques pesqueiros.
Vários estudos recentes têm mostrado que os peixes podem acidentalmente aprender a seguir ruídos, e seguindo estes sons, podem ser atraídos por obras ou navios, expondo os cardumes a situações que provavelmente resultam em morte. Há de se levar em conta também que o som percorre um caminho muito mais longo e rápido na água, a uma velocidade de 1.435 m/s, em comparação com o ar, onde a velocidade fica em torno de 331 m/s.
Com o projeto da ponte entre Santos e Guarujá, a poluição sonora subaquática gerada pela travessia por balsas está com os dias contados. Um alívio para muitos peixes e tartarugas que tentam entrar pelo canal do porto no estuário de Santos.Uma quipe britânica que está trabalhando na Grande Barreira de Corais, disse recentemente que os peixes jovens são particularmente sensíveis à poluição sonora. O Dr. Steve Simpson, pesquisador sênior da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol apontou para esse perigo, dizendo que "com apenas algumas semanas de vida, os peixes de recife enfrentam um desafio monumental para localizar e escolher um habitat adequado. Os ruídos dos recifes lhes dão informações vitais. Mas se aprenderem, lembrarem e tornarem-se atraídos pelos sons errados, podemos levar populações em várias direções erradas."
Direção errada no mundo marinho, na maioria dos casos, significa morte certa. Se a poluição sonora continuar nesse ritmo em nossos oceanos, muitas espécies de peixes vão experimentar um declínio acentuado nos próximos anos.
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