Praia do Tombo recebe certificação socioambiental com validade de um ano

30/11/2010 - Ministério do Turismo

No próximo dia 4, quando uma bandeira azul for fincada na Praia do Tombo, no Guarujá (SP), o Brasil terá duas praias com certificação ambiental de reconhecimento internacional. O selo é concedido pela Foundation for Environmental Education (FEE), que congrega mais de 50 países de todos os continentes.


Tombo junta-se a Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), a primeira praia brasileira certificada. O selo da praia catarinense, concedido em 2009, foi renovado por mais um ano. A Bandeira Azul tremula em mais de 3,2 mil praias e marinas de todo o mundo.

"Trata-se de um programa de extrema relevância e credibilidade. A certificação Bandeira Azul representa um atrativo importante, pois serve de referência para turistas de todo o mundo", avalia o diretor de Estruturação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch.

As praias e marinas candidatas à Bandeira Azul devem cumprir critérios nas áreas de educação ambiental, informação e sinalização de segurança aos usuários, e de qualidade da água e do meio ambiente costeiro. A certificação é concedida em última instância pela FEE após processo que inclui auditorias, avaliação de júri nacional e internacional.

O júri é composto por representantes dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente, Organização Mundial do Turismo, Organização Mundial de Saúde e outros órgãos nacionais e internacionais. A Bandeira Azul é concedida por período de um ano. Para manter o título a praia ou a marina deve passar por um novo processo de avaliação.

Acima, a bandeira azul que será hasteada na Praia do Tombo
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Unisanta recebe pesquisadores espanhóis para encontro sobre monitoramento ambiental em áreas portuárias e petrolíferas e doutorado

29/11/2010 - Unisanta

A Universidade Santa Cecília (Unisanta) receberá, de 30 de novembro a 3 de dezembro, a visita do Coordenador do Programa de Doutorado Europeu Erasmus Mundus, Prof. Dr. Angel Del Valls, da Espanha, visando traçar estratégias com os pesquisadores da Unisanta, para o início do Programa de Doutorado Europeu em Gerenciamento de Águas Costeiras. O Programa desse Doutorado na Unisanta, em parceria com diversas universidades européias e internacionais, começará em 2011.

O Dr. Dell Valls será acompanhado pela Drª. Inmaculada Riba. O encontro com a Reitora, Drª Sílvia Teixeira Penteado, a Diretora-Presidente, Drª Lúcia Maria Teixeira Furlani, o diretor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão, Prof. Ms. Aureo Pasqualeto Figueiredo, e a equipe do Departamento de Ecotoxicologia será dia 30/11, a partir das 10 horas.

De 30 de novembro a 3 de dezembro, haverá uma reunião técnico-científica de caráter interno sobre a qualidade dos sedimentos em portos e nas áreas de produção petrolíferas (International Meeting in Sediment Quality Assessment in Port and Oil Production Areas).

Durante a visita, serão definidas as estratégias e propostas para futuras colaborações relacionadas a questões Ambientais e Sustentabilidade de Ecossistemas Costeiros e Marinhos. Outro tema do encontro será a publicação dos projetos científicos em andamento e concluídos.

O Grupo de Pesquisa em Ecotoxicologia da Unisanta, sob a coordenação do Dr. Augusto Cesar, já vem orientando trabalhos de alunos de iniciação científica em plataformas petrolíferas, e um deles foi apresentado no CONIC 2010.

Doutorado em Águas Costeiras

A Unisanta participa, desde 2004, do Projeto Erasmus Mundus, financiado pela União Europeia, e vem oferecendo, desde aquela data, Mestrado Europeu em Águas e Gerenciamento Costeiro. É a única universidade brasileira credenciada para esse novo programa de Doutorado em Águas e Gerenciamento Costeiro – Erasmus Mundus.

Desde 2004, parte das pesquisas experimentais de dissertações de mestrados já vinham sendo desenvolvidas no Laboratório de Ecotoxicologia da Universidade Santa Cecília e agora também serão realizadas teses de doutorado, como parte deste novo Programa de Doutorado – Erasmus Mundus.

Passaram pelo Laboratório pesquisadores da Espanha, de Portugal, do Brasil e da Hungria. Integram o Consórcio para esse doutorado as Universidades de Aveiro e Algarve, de Portugal; Cádiz (Coordenadora), Espanha; Bergen, Noruega; da Bélgica; Bolonha, na Itália, e Rússia, que poderão enviar seus pesquisadores para Santos e receber, na Europa, nossos professores e alunos para o Doutorado.

São membros associados, além da Universidade Santa Cecília, única brasileira: Abengoa, Inabensa, Espanha; Consiglio Nazionale Delle Richerce, da Itália; Envirnment Canada, do Canadá; Golder Associates, Canadá; IPMAR, de Portugal; Loicz, da Alemanha; SPB IO RAS, da Rússia; UNESCO, França; University of Basque Country, Espanha.

Inscrições para o Erasmus Mundus Joint Ph.D. Programme in Marine and Coastal Management Academic Year 2011/2012 está disponível através do site da Universidad de Cádiz até o dia 01/12/2010.

Sedimentos nos portos

Os biólogos Dr. Augusto Cesar, que realizou o segundo pós-doutorado na área, e Camilo Seabra, que fez doutorado e pós-doutorado, ambos com bolsas da CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, têm orientado vários trabalhos de pesquisadores, inclusive europeus, sobre sedimentos nos portos.

Destaca-se o projeto concluído intitulado: Harmonização de Métodos para a Gestão de Material Dragado em Zonas Costeiras Internacionais (Europa e América Latina), incluindo Espaços Naturais Protegidos. Foram objetos de investigação os estuários de Santos e Paranaguá, no Brasil, e Cádiz, Algeciras e Huelva, na Espanha.

Espaços protegidos – Além da gestão ambiental e de saúde pública dos estuários mencionados, os estudos objetivam “a gestão de espaços naturais protegidos que se encontram dentro ou próximos das áreas de influência, dos quais se destacam áreas de manguezal em Santos e no Paraná (Área de Proteção Permanente (APP), Parque Estadual Marinho da Laje de Santos, Parque Estadual Xixová – Japuí, Área de Proteção Permanente (APA) do Lagamar (Sítio Ramsar, Patrimônio da Humanidade), Ilha do Mel, entre outros”. Na Espanha, estão nessas condições as áreas de Doñana, Estrecho e os Marismas do Rio Tinto e Odiel.

Todas as regiões pesquisadas são consideradas estratégicas e importantes para os dois países, com a perspectiva de gerar informações que sirvam como delineadoras de um modelo conceitual portuário que poderá, inclusive, ser adaptado para outras regiões do globo.

Augusto Cesar sustenta que o projeto pretende contribuir com os municípios, órgãos de controle ambiental, organismos públicos, autoridades portuárias, empresas privadas e, principalmente, as comunidades locais que vivem e dependem dos recursos naturais das citadas regiões.

O grupo, composto pelos doutores Augusto Cesar e Camilo Dias Seabra Pereira, da Unisanta, e pelo dr. Denis Moledo de Souza Abessa, foi responsável pela realização dos testes ecotoxicológicos e identificação dos organismos (fauna) nos sedimentos coletados nas áreas brasileiras de estudo.

A Unisanta e a Unesp/SV participaram do planejamento, obtenção de dados, avaliação e integração dos resultados e elaboração do protocolo para gestão de sedimentos de regiões portuárias e costeiras. Forneceram as instalações, equipamentos e serviços administrativos.

Em Cádiz, os trabalhos foram desenvolvidos por 16 pesquisadores, coordenados pelo dr. Tomás Angel Del Valls, com o objetivo de realizar análises químicas e ecotoxicológicas das amostras coletadas nas áreas de estudo espanholas.
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Cotas de pesca do atum vermelho para 2011 desagradam ONGs e industriais

28/11/2010 - EFE

Paris, 27 nov. - A Comissão Internacional para a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT) decidiu neste sábado reduzir em 4% as cotas de pesca desta espécie para 2011, limitando-as a 12,9 mil toneladas, o que não satisfaz os grupos ambientalistas nem os industriais.

Enquanto as ONGs queriam reduzir à metade as cotas permitidas para a pesca de uma espécie que consideram em perigo de extinção, os pescadores defendiam a manutenção da cota em seu nível atual, 13,5 mil toneladas.

Durante 10 dias, os 48 países-membros da ICCAT mantiveram negociações em Paris para resolver a questão.

A redução de 600 toneladas nas cotas de pesca para o ano que vem também será mantida em 2012, pois até lá não haverá uma nova reunião da comissão para revisar as cotas.

Enquanto isso, a comissão deverá avaliar o impacto que as medidas adotadas neste sábado terá para os pescadores.

A França será a principal prejudicada pelo acordo, por causa das sanções impostas ao país por ter superado a cota a que tinha direito em 2007 e, portanto, poderá pescar apenas 1,4 mil toneladas no ano que vem.

Segundo fontes da reunião, Paris tentou se livrar dessa sanção comprometendo-se a cumpri-la em seis anos, mas a oposição da Noruega acabou com as esperanças francesas.

Já a Espanha terá que reduzir em 4% sua cota, que ficará em torno de 2,4 mil toneladas.

Além do corte nas cotas, a ICCAT determinou um aumento dos controles da pesca para lutar contra a atividade irregular, uma medida impulsionada pelo Japão, principal importador do atum vermelho, com o qual faz o sushi.

Desta forma, a pesca de atum vermelho passará a contar com uma forte vigilância nos mares, como afirmam os industriais do setor, que aceitam essas medidas para evitar as fraudes.

Com o corte estipulado neste sábado, eles consideram que a espécie "não estará em perigo" porque "as medidas de controle estão funcionando", segundo o diretor-geral adjunto do grupo Balfegó, Juan Serrano.

Para ele, assim como para outros pescadores, o corte de 4% não era necessário e não fornece nada suplementar à manutenção da espécie.

Serrano lamentou, no entanto, que países como os Estados Unidos se neguem a aumentar suas medidas de controle.

Ele destacou que, em águas americanas é frequente a prática de pesca esportiva, atividade que não respeita os protocolos de maturidade dos peixes e que poderá continuar sendo praticada sem o controle necessário.

Apesar da oposição ao corte, os industriais consideraram que ele não prejudicou de forma substancial de sua atividade, sobretudo depois que a União Europeia renunciou ao projeto de sua comissária de Pesca, Maria Damanaki, de reduzir a cota em 50%.

Já os ecologistas criticaram duramente as cotas estabelecidas pela ICCAT.

"Nem a UE nem a ICCAT assumiram sua responsabilidade para salvar o atum vermelho", destacou o porta-voz da ONG Pew, Rémi Parmentier, quem não escondeu sua "profunda decepção" com o acordo.

Para o ecologista, a França liderou "o motim" contra a proposta inicial da comissária Damanaki e recebeu o apoio da Espanha e da Itália, países que ele considerou os "responsáveis por este fracasso".

Na mesma linha se manifestou María José Cornax, da Oceana, para quem o acordo "não protege o atum vermelho e fomenta a pesca ilegal, por isso que também não beneficia ao setor".
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PAC-2 libera R$ 116 milhões para São Vicente acabar com os diques

28/11/2010 - Victor Miranda / A Tribuna

Os diques estão com os dias contados na parte insular de São Vicente. A Prefeitura conseguiu emplacar na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) o projeto de urbanização dos núcleos das Caxetas e Piçarro, localizados na Vila Jóquei Clube. Com isso, será possível zerar a existência de palafitas na ilha.

No dique do Piçarro, deve haver mais dificuldades,
pois o bairro precisará ser criado

© Paulo Freitas

Os recursos nesta fase somam R$ 116.019.153, 92, sendo que R$ 45,9 milhões vêm pelo programa Minha Casa, Minha Vida e R$ 5,6 milhões são provenientes de uma contrapartida da Prefeitura.

Serão atendidas 3.062 famílias por essa etapa do projeto, sendo que 1.314 serão removidas para novas unidades habitacionais e 1.714 terão suas moradias consolidadas (ligação nas redes de água, luz e esgoto, fornecimento de cesta de material para consertar um cômodo com problemas, por exemplo).

Além desse montante, o bairro terá R$ 58.552.137,19 para investir na segunda fase da urbanização da Avenida Beira-Rio, localizada à margem do Rio dos Bugres, que faz divisa com o município de Santos.

Nesse caso, serão atendidas 1.363 famílias, sendo que 822 ganharão novas unidades habitacionais e 541 terão seus imóveis consolidados. O projeto terá uma contrapartida da Prefeitura estimada em pouco mais de R$ 1,7 milhão.

Esses investimentos devem melhorar diretamente as condições de 4.425 famílias que vivem em condições precárias, fora os que serão beneficiados com a redução da poluição nos rios das Caxetas e do Brugre. O investimento somado é de R$ 174.571.291,11.

Desafios

Apesar da garantia do repasse, a expectativa é de que a execução desses serviços seja cercada de desafios. O principal é a construção de unidades habitacionais em uma região de manguezal e de solo problemático. Na Avenida Beira-Rio, a situação é mais tranquila, uma vez que já há uma licença ambiental para a execução de obras. No caso dos diques das Caxetas e do Piçarro, as dificuldades devem ser maiores.

“Ali nós teremos que fazer todo um bairro. Vamos aterrar os canais do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) – aberto artificialmente nas décadas de 40 e 50 –, tirar todas as palafitas e afundar o braço do rio porque ele vai ser o vazadouro dessa bacia toda”, explica Elisabete Bacelar, coordenadora da Unidade Executora Local (UEL).

Hoje, o que acontece é que o canal que deveria dar a vazão do bairro está bloqueado pelas palafitas. Ou seja, ele recebe a água por meio dos canais artificiais, mas, na hora de dar vazão para o canal maior, não dá conta. Por isso os alagamentos. A ideia é aterrar e aprofundar o canal maior. Por um sistema de bombeamento, a água vai escoar para a maré.

Para comprovar a dimensão do trabalho, só a elaboração do projeto e realização das pesquisas de macrodenagem e aterro devem consumir mais de R$ 1 milhão.

Falta de terra

Aliado a isso, uma realidade complicada da Baixada Santista: a falta de terra. “Nós não temos terra na ilha, é um material caríssimo. E eles (Caixa) querem que a gente se adeque ao preço do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinap) nacional. Mas nós somos diferentes: não temos solo. Temos que importar tudo de fora da ilha”, diz Elisabete.

Isso quer dizer que se a Caixa libera R$ 30 mil para fazer uma casa na região, metade desse custo é usado par fazer o chão. “Aí temos que entregar embriões, sem pintura, pois o mais importante é a casa não cair”.
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Negócios com fauna acompanhante de arrasto "vão levar a uma catástrofe ecológica", diz estudo

22/11/2010 - Heok Hee Ng / Practical Fishkeeping

Ir ao mercado mais próximo para pegar um pouco peixe lagarto ou peixe crocodilo (peixes tradicionalmente considerados como carne ruim) para a mesa de jantar está rapidamente se tornando uma realidade em algumas partes do mundo. Este é o resultado da comercialização de capturas acidentais (espécies menos desejáveis que são capturadas acidentalmente e, tradicionalmente, descartadas).

Esta tendência tem consequências desastrosas para os ecossistemas marinhos do mundo, destacou um estudo publicado em uma edição recente da revista Conservation Letters.

Aaron Lobo e co-autores revelaram este triste cenário ao longo da costa de Coromandel (no sudeste da Índia), após a realização de extensas pesquisas sobre a pesca de arrasto na região entrevistando os donos de embarcações e os comerciantes de espécies capturadas acidentalmente.


Na pesca de arrasto, a biodiversidade tem nome: "fauna acompanhante" ou "captura acidental", que supera em até 5 vezes a biomassa das espécies alvo. Para 1 quilo de camarão capturado, 5 quilos de diversas espécies são mortas, na maioria das vezes indivíduos imaturos, que tiveram o ciclo de vida interrompido antes de gerar descendentes.
© NOAA

A partir das informações obtidas, os autores reconstruíram tendências de renda, com os valores das capturas acidentais e as capturas de espécies comercializáveis nos últimos 30 anos.

Os autores observaram um declínio acentuado nas capturas e dos rendimentos provenientes das espécies-alvo (como camarões peneídeos, lagostas, badejos, garoupas e barracudas) sobre as últimas duas décadas.

Ao mesmo tempo, o custo operacional dos arrastões tem aumentado substancialmente a ponto de quase exceder a receita obtida com as espécies-alvo. Isto tem forçado os pescadores a vender as espécies capturadas acidentalmente (tradicionalmente descartadas), tanto para consumo humano (Por exemplo, peixe-lagarto, peixe-crocodilo e raias), bem como para a produção de alimentos para animais (por exemplo, o Apongon brasileiro, espécies de ouriço e o camarão mantis) para apoiar o rápido crescimento da indústria avícola da região.

Ao reduzir o desperdício e melhorar os meios de subsistência, a crescente dependência de capturas acidentais para sustentar a pesca de arrasto na costa de Coromandel tem o potencial de explorar espécies comercializáveis até o ponto de extinção econômica, do qual nunca mais irão se recuperar.

Sem uma gestão sustentável, as capturas acidentais propiciando o prolongamento da pesca de arrasto ao longo da costa de Coromandel, vão levar os ecossistemas marinhos a uma catástrofe ecológica, alertam os autores.

Tartaruga é resgatada, mas morre em praia de SC

16/11/2010 - Terra

Uma tartaruga verde da espécie Chelonia mydas foi encontrada na areia da praia de Bombas, em Bombinhas (SC), no final da manhã desta segunda-feira (15). "Ela atraiu a atenção dos turistas que passavam o feriado na cidade", conta o morador Fabrício Jachowicz. O animal chegou a ser resgatado pelo salva vidas que trabalhava no local, mas não resistiu e acabou morrendo.

Tartaruga verde foi encontrada na areia da praia de Bombas, em Bombinhas (SC), na manhã de segunda
© Fabrício Jachowicz

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a suspeita é de que a tartaruga tenha morrido sufocada após engolir algum objeto plástico. A poluição das águas por elementos orgânicos e inorgânicos é prejudicial ao ciclo de vida das tartarugas.

Segundo Camila Trentin Cegoni, gestora do Centro de Visitante do Projeto Tamar de Florianópolis, cerca de 20 tartarugas - que chegaram até a base da capital catarinense desde o início deste ano - apresentaram interação direta com o lixo. "Muitos animais chegam já mortos e em estado de decomposição, sendo difícil identificar a causa mortis", afirma.

A base do Projeto Tamar em Florianópolis foi instalada em 2005 com o objetivo de minimizar os efeitos predatórios da pesca de tartarugas na região. No entanto, o local também realiza um trabalho de conscientização e educação ambiental de visitantes, comunidades e pescadores. "A base de Florianópolis possui o centro de visitantes, local onde se trabalha a educação ambiental e sensibilização. Atendemos cerca de quatro escolas por dia, desde pré-escola até o ensino superior", explica Camila.
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O atum do Atlântico e os barões da pesca

09/11/2010 - Roberto Mielgo Bregazzi / Terramérica

As capturas totais de atum no Atlântico e no Mar Mediterrâneo deverão ser iguais a zero entre 2011 e 2013 se quisermos salvar esta espécie da extinção, afirma neste artigo o analista Roberto Mielgo Bregazzi.


O risco de extinção do atum do Atlântico (Thunnus thynnus) será novamente tema dominante da conferência anual da Comissão Internacional para a Conservação do Atum do Atlântico (ICCAT). A reunião, que acontecerá em Paris entre 17 e 27 de novembro, será para alguns uma nova “mise-en-scène” para os meios de comunicação, para fazer parecer bom para o ambiente o manejo das áreas de pesca, o que foi definido como uma “vergonha internacional”. Para outros, a reunião fracassará novamente.

De fato, a incapacidade está profundamente enraizada na essência genética deste organismo intergovernamental para o manejo das áreas pesqueiras, mas na realidade controlado pela indústria pesqueira. Em 2006, a ICCAT adotou um plano de 15 anos para a recuperação do atum, que foi modificado em 2008 e 2009. Os fracassos para aplicar as medidas acordadas de manejo dos pesqueiros e as regras básicas pesam na pesca do atum vermelho há quatro anos.

A estendida e ilegal pesca abusiva e sua fraudulenta “lavagem” no mercado negro, com a conivência de governos representados na ICCAT, que por sua vez ofereceram dados insuficientes e inexatos sobre capturas, são práticas comuns desde 2006. Um informe divulgado em outubro, com os resultados do primeiro programa oficial regional de observação da ICCAT, mostra que o rastreamento dos atuns, dos barcos de pesca até as fábricas, é, no mínimo, imperfeita, apesar das normas e dos recursos destinados ao controle dessas atividades, o que confirma a completa ineficácia da Comissão para cumprir suas próprias regras.


Essa foi uma das verdadeiras razões da tentativa de fazer uma lista com as existências de atum “tipo bonsai” no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres, em sua reunião de março deste ano no Catar. A audaciosa, mas fracassada, listagem, promovida por organizações ambientalistas, teve a encarniçada oposição dos barões da indústria pesqueira apoiados pela poderosa diplomacia do Japão, enquanto um confuso e ineficaz Estados Unidos se mantiveram à parte.

Em outubro, o comitê científico apresentou uma nova avaliação, que será examinada em Paris, para determinar os limites de captura do atum do Atlântico a partir do próximo ano. O informe indica que os dados disponíveis são insuficientes para determinar a verdadeira situação das reservas do Atlântico oriental e do Mediterrâneo. No ano passado, a ICCAT adotou o limite de Capturas Totais Admissíveis (TAC), que chega a 13.500 toneladas para 2010, o que contradisse novamente o aconselhado pelos cientistas.

Dá para perceber a diferença de tamanho entre os indivíduos capturados pelos atuneiros (foto anterior) e pela pesca recreativa. Nesta foto um atum do Atlântico pesando 300 Kg capturado na costa da Virginia nos Estados Unidos.

Além disso, a ICAAT decidiu posteriormente apresentar um plano de três anos (2011-2013) na reunião deste mês com base nos conselhos do comitê científico. Entretanto, e segundo o último e débil assessoramento do comitê, querem nos fazer crer que a manutenção das atuais TAC seria coerente com a meta de recuperação de 60% das reservas até 2022. Contrastando com essa infundada previsão, a comissária europeia de Pesca e Assuntos Marinhos, Maria Damanaki, deixou claro que a posição da União Europeia (UE) será coerente com os objetivos, compromissos e contextos legais do bloco.

Os 27 países da UE estão obrigados a adotar medidas de manejo dos pesqueiros que permitam recuperar as existências de peixes em suas águas até 2020, o que equivale a uma cota anual de atum do Atlântico da ICCAT na escala de zero a seis mil toneladas. Contudo, os senhores da indústria pesqueira alertam que “reduzir a cota de 13.500 toneladas para seis mil toneladas significaria que a tentação de pescar ilegalmente aumentaria, já que na maioria dos casos as capturas admitidas não permitiriam aos pescadores nem mesmo recuperar os custos”.

Até haver progresso substancial em todas as frentes, o manejo da pesca deveria estar sujeito a: - Uma TAC zero para 2011-2013 - Fechamento para pesca direta dos locais de criação na temporada de desova. - Imediata suspensão de toda pesca industrial pelos barcos de atum que fornecem o produto para as fábricas do Mediterrâneo, onde a produção está bem acima de 75% do total de capturas. - A redução de 5.192,6 toneladas das futuras cotas destinadas à França para penalizá-la por sua pesca excessiva em 2007, segundo as regras sobre devolução de cotas. - A criação de santuários em correlação com os lugares de desova para que as existências de biomassa de desova possam recuperar níveis de sustentabilidade.

Mercado de pescados no Japão

Até então, o império da lei deve impedir que os ladrões de atum continuem saqueando as riquezas de nossos mares. Nada menos do que isso será suficiente para os decepcionados contribuintes que subsidiam generosamente esta vergonha ambiental, política, legal e econômica.

* O autor é analista de mercado e consultor independente sobre a indústria do atum. Direitos exclusivos IPS.
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Cientistas temem que a sexta extinção em massa começou

01/11/2010 - David Derbyshire / Daily Mail

Um em cada cinco mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios do mundo estão sob ameaça de extinção, de acordo com um novo levantamento da vida na Terra.


O estudo chocante descobriu que o número de vertebrados - animais com coluna vertebral ameaçados de extinção, ainda está aumentando e os seres humanos são os grandes culpados.

Muitos cientistas acreditam que o mundo está passando por uma "sexta extinção em massa", e mais vidas selvagens estão sendo extintas agora do que em qualquer época, desde que os dinossauros desapareceram a 65 milhões de anos.

O urso panda é uma das espécies em maior risco, segundo a lista

O relatório surge justamente quando governos estão tomando parte nas negociações da ONU em Nagoya, no Japão, para combater a ameaça global à vida selvagem.

O relatório observou mais de 25.000 espécies na Lista Vermelha - um banco de dados de animais ameaçados criado pela respeitada União Internacional para a Conservação da Natureza.

Cerca de 20% dos vertebrados do mundo estão ameaçados de extinção, incluindo 25% de todos os mamíferos, 13% das aves, 22% dos répteis e 41% dos anfíbios.

Os cientistas também descobriram que 33% dos peixes cartilaginosos estão ameaçados - espécies como tubarões e raias cujos esqueletos são feitos de cartilagem, e 15% dos peixes ósseos.

As espécies em risco incluem o icônico urso polar, o panda, o atum azul, o lince ibérico, o diabo da Tasmânia - que tem sido duramente atingido por uma forma infecciosa de câncer, a foca do Cáspio e o gato pescador da Ásia.

Espécies britânicas na lista incluem a enguia europeia, cuja população caiu 99% por causa da poluição e da sobrepesca.

O relatório, publicado na revista Science e escrito por 174 cientistas, revelou que em média, 52 espécies de mamíferos, aves e anfíbios se aproximam da Lista Vermelha a cada ano.

Um dos principais ecologistas do mundo, o professor Edward O. Wilson, da Universidade de Harvard, alertou: "A 'espinha dorsal' da biodiversidade está sendo corroída. Um pequeno passo até a Lista Vermelha é um salto gigantesco para a extinção. Esta é apenas uma pequena janela sobre as perdas globais em curso."

O sudeste asiático está perdendo mais vida selvagem graças à expansão da agricultura, derrubadas e queimadas de florestas e caça indiscriminada. Muitas espécies também estão ameaçadas pela invasão de espécies exóticas de outros países.

O relatório mostrou que as taxas de extinção ultrapassaram as taxas normais de fundo por duas ou três ordens de magnitude ao longo dos últimos 40 anos.

Conservação

No entanto, sem a ação de conservacionistas, a situação teria sido muito pior - com 20% mais espécies ameaçadas.


Houve um aumento nas populações de 64 espécies, como resultado dos esforços na recuperação e conservação de habitats.

"Este trabalho é uma prova de que a conservação está funcionando. Agora temos de aumentar basante os nossos esforços para corresponder as ameaças sem precedentes enfrentados pelo mundo natural", disse o professor Jonathan Baillie, diretor de Programas de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres.

Em um relatório separado, a Sociedade Zoológica de Londres advertiu que animais comuns também estão em declínio.

O relatório entitulado como Relatório da Evolução Perdida diz que as populações de mamíferos, aves, peixes, répteis e anfíbios diminuiram, em média, 30% nos últimos 40 anos.

Nas últimas décadas, a queda nas populações de mamíferos terrestres foram estimadas em 25%, de peixes marinhos em 50% e peixes de água doce em até 65%.

O relatório também alertou que toda a "linhagem" de espécies como tartarugas marinhas e os pandas estão em vias de ser perdida - sem nenhuma espécie semelhante capaz de preencher os nichos ecológicos ou com funções exercidas por elas.

O maior animal do planeta, a baleia-azul, também está sob ameaça da caça. Negociações estão em andamento para combater a ameaça global à vida selvagem


Vídeo com espécies ameaçadas:



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