E o consumo do plástico aumentou...

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07/02/2011 - Henrique A. Camargo / Mercado Ético

Chinês carrega em sua bicicleta embalagens plásticas

Dias atrás recebi um email com o artigo “Consumo recorde de plásticos e o avanço das importações”, escrito por José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.

Como Coelho comemora em seu texto (e na qualidade de presidente da Abisplast não se espera outro comportamento dele), o consumo interno dos produtos da indústria brasileira de transformação do plástico foi recorde em 2010, tendo provavelmente alcançado a marca de 5,7 milhões de toneladas.

Esse montante representa um crescimento de 10% para o setor em relação a 2009, sendo que o segmento de laminados apresentou alta de 12%, o de embalagens, de 9%, e os outros itens juntos cresceram 8%.

Mas e aquela história de que a campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente, evitou o consumo de 5 milhões bilhões de sacolinhas plásticas no país (saiba mais aqui)?

Pois é! Pouco ou nada contribuiu para a diminuição do consumo desse material. É só fazer uma matemática simples. O número 5 milhões pode até impressionar, mas o volume soma apenas cerca de 30 mil quilos. Isso representa algo como 0,000526% do total de plástico produzido em 2010.

O plástico, apesar de tudo o que pensa Coelho, é sim um dos grandes vilões do meio ambiente. Uma sacolinha pode levar até 400 anos para se decompor. E nesse longo caminho até o seu derradeiro desaparecimento, terá carregado consigo muitas vidas de animais que confundem o material com comida (entre outros males, claro!).

Como solucionar isso?

Para falar a verdade, não acredito que haja uma solução no horizonte. Afinal, apesar dos pesares, é difícil acabar com a dependência humana do plástico. Isso sem contar nas centenas de milhares de brasileiros que tiram seu sustento dessa indústria.

Também não me venham com essa história de plástico biodegradável. Ele ainda é muito suspeito para merecer alguma credibilidade (saiba mais aqui).

Mas para começar, é importante incorporarmos o hábito dos 3Rs em nossas vidas. Temos que REDUZIR nosso consumo, REUTILIZAR os materiais ao máximo e RECICLAR sempre que possível, porque se o plástico pode ser transformado em quase qualquer coisa, nada supera sua “qualidade” de se transformar em lixo.
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