Relatório diz que maioria dos arrecifes de corais está ameaçada

25/02/2011 - Mônica Villela Grayley / Rádio ONU

Atividade humana é responsável por danos causados a 75% dos corais, incluindo pesca excessiva, construções em áreas costeiras e poluição marinha.

O plástico sufoca o corais e acaba ingerido por peixes e tartarugas que circulam os arrecifes de corais

Um relatório, apoiado pelas Nações Unidas, sugere que cerca de 75% dos arrecifes de corais estão ameaçados por atividades humanas.

Segundo o documento "Corais sob Risco Revisitados", lançado nesta quinta-feira em Washington e Londres, se as ameças não forem contidas, mais de 90% dos arrecifes estarão ameaçados até 2030.

Mudanças Climáticas

Entre os danos, estão pesca excessiva, construções em áreas costeiras, altos índices de acidificação e poluição.

A subsecretária americana de Comércio para Oceanos e Atmosfera, Jane Lubchenco, disse que o relatório é um alerta para legisladores, líderes empresariais e gerentes de oceanos. Ela lembrou que as mudanças climáticas, além de outras ameaças locais e globais, são um grande problema para os corais.

Uma das organizações que compilaram o relatório, o Instituto Mundial de Recursos, disse que os arrecifes são importante para milhões de pessoas em todo o mundo.

Recomendações

Entre as recomendações feitas pelo relatório está a criação de áreas de proteção marinha. Mais de 25% dos corais se encontram atualmente em parques e reservas. Mas apenas 6% estão em zonas gerenciadas de forma eficiente.

Mais de 275 milhões de pessoas vivem em áreas vizinhas a arrecifes de corais. Em pelo menos 100 países, eles protegem 150 km de litorais.

De acordo com o relatório, 27 nações estão mais vulneráveis à degradação e perda dos corais. Entre elas: Haiti, Filipinas, Tanzânia, Fiji e Indonésia.
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Oceanos ameaçados por poluição de fósforo e plástico

25/02/2011 - Mônica Villela Grayley / Rádio ONU

Alerta feito pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, disse que o problema também pode afetar a saúde humana

14ª A.V. EcoFaxina

O informe anual do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, sugere que grandes quantidades de fósforo e plástico estão ameaçando os oceanos.

Num alerta, divulgado no dia 17/02, o Pnuma afirmou que o problema está pondo em risco não só a vida marinha, mas também tem consequências para a saúde humana.

Algas

A contaminação de fósforo e de outras substâncias como nitrogênio estão causando uma proliferação de algas que envenenam os peixes e prejudicam o turismo costeiro.

Os especialistas do Pnuma também estão preocupados com plásticos jogados no mar, principalmente em tamanhos inferiores a 5 milímetros.

Muitos peixes confundem o lixo com alimentos. Além disso, o plástico contem elementos nocivos que podem causar câncer.

Podcast

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Calouros da Unisanta farão outra faxina na Ilha Porchat

11/02/2011 - Por William Rodriguez Schepis

Como parte das atividades do Trote Solidário e Ecológico 2011, o Instituto EcoFaxina, em parceria com o Centro Acadêmico de Biologia Marinha da Unisanta, realizará no dia 20/02 a 22ª Ação Voluntária EcoFaxina na Ilha Porchat, repetindo o local e o sucesso do ano passado, quando na ocasião os voluntários retiraram 380 Kg de resíduos do costão rochoso e encosta da ilha  (clique aqui para ler a matéria). Este ano esperamos contar com mais voluntários para retirarmos uma quantidade ainda maior!

O ponto de encontro será em frente ao Bloco D da Unisanta, na rua Dr. Oswaldo Cruz, 266, de onde partirá às 9 horas um ônibus da Terracom com os voluntários.

Durante a ação os calouros da Faculdade de Biologia Marinha receberão informações sobre a ecologia do local e o impacto causado pela poluição, além de realizarem uma limpeza no costão rochoso da ilha, retirando sobretudo resíduos com longo período de degradação, como plástico, borracha, isopor e vidro. Uma vez em contato com a água, esses resíduos são confundidos com alimentos por diversos animais, dentre eles peixes, tartarugas, aves e mamíferos marinhos. Hoje são despejadas aproximadamente 7 milhões de toneladas de lixo, causando a morte de cerca de 1 milhão de aves e 100 mil mamíferos e tartarugas. Vale ressaltar também que parte desses resíduos são embalagens, que acumulam água parada, propiciando a proliferação do mosquito da dengue.

Fique ligado

Não será permitido o uso de chinelo de dedo, podendo apenas participar quem estiver calçando tênis. Aconselhamos o uso de roupas leves e protetor solar. No local serão distribuídos lanches e água.

Mostra de documentários

Ainda no mês de fevereiro, será realizada na Unisanta a primeira sessão do "Cine Blue Planet", uma mostra de documentários que abordam temas relacionados com os oceanos e a vida marinha. Em breve será divulgada a lista com as datas de exibição dos documentários.

O intuito do Cine Blue Planet é levar conhecimento aos alunos e ao mesmo tempo ajudar pessoas que necessitam de ajuda, pois cada ingresso será trocado por 1Kg de alimento não perecível, com excessão de sal, açúcar e água. Os alunos que tiverem outros itens para doar como vestuário e brinquedos, favor entrar em contato com a organização.

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E o consumo do plástico aumentou...

07/02/2011 - Henrique A. Camargo / Mercado Ético

Chinês carrega em sua bicicleta embalagens plásticas

Dias atrás recebi um email com o artigo “Consumo recorde de plásticos e o avanço das importações”, escrito por José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.

Como Coelho comemora em seu texto (e na qualidade de presidente da Abisplast não se espera outro comportamento dele), o consumo interno dos produtos da indústria brasileira de transformação do plástico foi recorde em 2010, tendo provavelmente alcançado a marca de 5,7 milhões de toneladas.

Esse montante representa um crescimento de 10% para o setor em relação a 2009, sendo que o segmento de laminados apresentou alta de 12%, o de embalagens, de 9%, e os outros itens juntos cresceram 8%.

Mas e aquela história de que a campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente, evitou o consumo de 5 milhões bilhões de sacolinhas plásticas no país (saiba mais aqui)?

Pois é! Pouco ou nada contribuiu para a diminuição do consumo desse material. É só fazer uma matemática simples. O número 5 milhões pode até impressionar, mas o volume soma apenas cerca de 30 mil quilos. Isso representa algo como 0,000526% do total de plástico produzido em 2010.

O plástico, apesar de tudo o que pensa Coelho, é sim um dos grandes vilões do meio ambiente. Uma sacolinha pode levar até 400 anos para se decompor. E nesse longo caminho até o seu derradeiro desaparecimento, terá carregado consigo muitas vidas de animais que confundem o material com comida (entre outros males, claro!).

Como solucionar isso?

Para falar a verdade, não acredito que haja uma solução no horizonte. Afinal, apesar dos pesares, é difícil acabar com a dependência humana do plástico. Isso sem contar nas centenas de milhares de brasileiros que tiram seu sustento dessa indústria.

Também não me venham com essa história de plástico biodegradável. Ele ainda é muito suspeito para merecer alguma credibilidade (saiba mais aqui).

Mas para começar, é importante incorporarmos o hábito dos 3Rs em nossas vidas. Temos que REDUZIR nosso consumo, REUTILIZAR os materiais ao máximo e RECICLAR sempre que possível, porque se o plástico pode ser transformado em quase qualquer coisa, nada supera sua “qualidade” de se transformar em lixo.
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Brasil cumpre poucas metas de preservação de seus biomas, segundo ONG

07/02/2011 - Bruno Bocchini / Agência Brasil

São Paulo – O Brasil cumpriu poucas metas para a proteção de seus biomas estipuladas na Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Conservação da Diversidade Biológica. É o que mostra levantamento da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil em parceria com a Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Das 51 metas nacionais que deveriam ser atingidas até 2010, o país cumpriu duas na totalidade; cinco não foram executadas, e o restante encontra-se em estágios intermediários de cumprimento.

De acordo com o levantamento, o país não cumpriu a meta de recuperar no mínimo 30% dos principais estoques pesqueiros com gestão participativa e controle de capturas. Também não colocou em ação planos de manejo para controlar, pelo menos, 25 das principais espécies exóticas invasoras que mais ameaçam os ecossistemas.

O país também não implementou projetos de proteção ao conhecimento de todas as comunidades tradicionais dos biomas, e nem criou políticas para que os benefícios resultantes do uso comercial dos recursos genéticos dos ecossistemas fossem efetivamente repartidos de forma eqüitativa em prol da conservação da biodiversidade.

O Brasil, segundo a WWF, cumpriu apenas a redução média de 25% no número de focos de calor em cada bioma, e também elaborou uma lista amplamente acessível das espécies brasileiras formalmente descritas de plantas, animais vertebrados, animais invertebrados e microorganismos.

“No campo do conhecimento, de criação de áreas protegidas, de monitoramento, as notícias são boas. Em outros campos, sobre o uso sustentável dos biomas, de se colocar o meio ambiente no centro das decisões políticas, e de se criar uma economia verde, as notícias são ruins”, avaliou o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti.

O estudo mostra ainda que o Brasil cumpriu apenas em parte a meta de redução na taxa de desmatamento de seus biomas. Não foi alcançado o estipulado pela convenção da ONU, de diminuição de 100% no desmatamento no Bioma Mata Atlântica, de 75% no Bioma Amazônia e de 50% nos demais biomas.

Com encerramento dos prazos de 2010, e com as decisões tomadas na conferência de Nagoia (Japão), em outubro do ano passado, ficaram definidas metas ainda mais ambiciosas para o Brasil. O objetivo agora é aumentar para 17% as áreas protegidas até 2020, praticamente o dobro do que o bioma abriga hoje.
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Cuidados com o meio ambiente ajudam a combater a dengue

03/02/2011 - Carlos Américo / MMA

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Cuidar do meio ambiente é uma forma de conter a reprodução do mosquito Aedes aegypti, que infecta de 50 a 100 milhões de pessoas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde. O Ministério do Meio Ambiente é membro do Grupo Interministerial, criado por determinação da presidenta Dilma Rousseff para executar, de forma integrada, ações de combate à doença em todo o País.

Por isso, o Ministério do Meio Ambiente apoia o Ibama e Órgãos Ambientais de Meio Ambiente na capacitação em manejo adequado dos resíduos sólidos urbanos. A ideia é que se faça a destinação correta do lixo, separe cada tipo de material e mande os rejeitos para o aterro sanitário. Essas ações já estão previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê o fim de lixões e o início da coleta seletiva de resíduos até 2014.

Um dos grandes problemas da dengue é que o mosquito Aedes aegypti se reproduz facilmente em qualquer recipiente com água armazenada. Assim, aquele copo de iogurte no lixão com água parada, serve de criadouro do mosquito da dengue. Com a destinação correta, ele será reciclado, protegendo o meio ambiente e melhorando a renda dos catadores de lixo.

As margens do estuário de Santos são um enorme criadouro do mosquito da dengue 
© Instituto EcoFaxina

O pneu descartado de qualquer maneira no meio ambiente é outro grande problema para o aumento do número de casos de dengue no País. Em 2010 foram registradas infecções em 4.007 municípios infestados por Aedes Aegypti.

Para resolver o problemas dos pneus descartados em qualquer lugar, a partir de abril indústrias e importadores do produto devem informar ao Cadastro Técnico Federal (CTF) de Atividades Potencialmente Poluidoras, do Ministério do Meio Ambiente, a destinação das carcaças inservíveis devolvidas pelos consumidores. Quem não fizer estará sujeito a multa de até R$ 100 mil.

Para o sucesso da norma é preciso que o consumidor participe e devolva o pneu inservível ao comerciante. Assim, a prevenção e as medidas de combate à dengue conta com a participação e a mobilização de toda a comunidade. A partir da adoção de medidas simples, protege o meio ambiente e interrompe o ciclo de transmissão e contaminação da dengue.
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Caminhões de entulho de Santos descarregam em São Vicente; Prefeitura faz blitze

02/02/2011 - Edison Baraçal / A Tribuna


Três veículos carregados de entulho foram autuados. Multa pode chegar a R$ 1,5 mil

São Vicente sofre hoje o ônus resultante de um progresso que nem é diretamente seu. Caminhões carregados de entulho cruzam diariamente a divisa com Santos, com destino a regiões periféricas da Cidade, para despejar os resíduos gerados pelo boom imobiliário do município vizinho.

"Eles vão jogar o lixo de construção civil em locais proibidos, normalmente em áreas de preservação próximas de mangue", acusa Gilson Gonçalves Fonseca, diretor de Políticas Públicas da Secretaria de Meio Ambiente de São Vicente.

Somente ontem, blitze da Prefeitura nos dois principais pontos de acesso entre as duas cidades (Itararé e Avenida Antônio Emmerick) resultaram na autuação de três veículos carregados de entulho durante a manhã, período em que o transporte e despejo irregular normalmente é feito em território vicentino. A fiscalização é realizada em conjunto com a Secretaria de Transportes.

Base legal

A Prefeitura multa com base em legislação de abril de 2010 que disciplina a Política Municipal de Resíduos Sólidos. Fruto de projeto de lei do vereador Marco Antônio Cabral Bitencourt (PRP), a Lei Complementar 618 proíbe a entrada, na Cidade, "de materiais sólidos, líquidos ou gasosos que gerem poluição ambiental de qualquer natureza, trazidos de outros municípios".

A norma estabelece ainda que qualquer projeto de novos empreendimentos em São Vicente, para ser aprovado pela Administração Municipal, deve ter um plano de gerenciamento de resíduos da construção civil.

Neste documento, o empreendedor é obrigado a indicar transporte, triagem e destinação adequada de todo o material. O caminhão deve portar um Controle de Transporte de Resíduos (CTR) e uma autorização para trafegar em São Vicente.

A falta da autorização acarreta multa de R$ 1.500,00. Já a ausência de Controle de Transporte de Resíduos que justifique o transporte dessa carga, no caso de flagrante, custa R$ 750 ao transportador. "A maioria dos veículos parados é de alguma associação ou empresa. As irregulares estão sendo multadas", ressaltou Fonseca.

Desde junho do ano passado a Prefeitura realiza uma operação por mês e já autuou 55 veículos carregados de entulho. No período, fez dois flagrantes de deposição em área proibida, nos bairros Parque Continental e Rio Branco (Área Continental da Cidade). Neste segundo caso, o transportador foi multado em R$ 59 mil, pois o valor é calculado por metro cúbico despejado.

Zonas carentes são os pontos de descarte preferidos dos infratores, segundo o vereador Marco Bitencourt. Defensor de uma fiscalização mais dura contra o despejo irregular de resíduos da construção civil em São Vicente, o parlamentar afirma que filmou ações ilegais em terrenos baldios no Bairro Sambaiatuba.

"Isso virou hábito diário. Tem muito caminhão entrando todo dia em São Vicente para despejar entulho e a Prefeitura está falhando na fiscalização", ataca o vereador.

Santos

Em Santos, principal polo gerador dos resíduos exportados para a Cidade contígua, não há legislação que discipline o transporte e a destinação correta dos restos da construção civil.

O secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Alexandre Nunes, afirma que há uma minuta de projeto de lei sobre o assunto, mas diz que a Administração Municipal está assinando acordos para destinação adequada com empresas de transporte e deposição de entulho de Santos. Há punição para o caso do descumprimento desses acordos. A Prefeitura de Santos fiscaliza o descarte irregular em seu território.
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