Mercúrio é convertido em sua forma mais tóxica em águas marinhas

28/04/2011 - IEF

Pesquisa realizada na Universidade de Alberta confirmou que a forma inorgânica relativamente inofensiva de mercúrio encontrada nos oceanos de todo o mundo é transformada em uma potente neurotoxina na água salgada.

Após dois anos de testes em amostras de água do Oceano Ártico, os pesquisadores descobriram que o mercúrio inorgânico relativamente inofensivo, lançado ao mar por indústrias e pela combustão do carvão, passa por um processo chamado metilação, transformando-se no mortal monometilmercúrio.

Ao contrário do mercúrio inorgânico, o monometilmercúrio é bioacumulativo, ou seja, seus efeitos tóxicos são ampliados à medida que progride através da cadeia alimentar marinha até alcançar os seres humanos. A maior exposição humana ao monometilmercúrio se dá através dos frutos do mar. Os pesquisadores acreditam que o processo de metilação ocorre em todos os oceanos do mundo e que a conversão é realizada por formas de vida microbianas.

A equipe de pesquisa, liderada por Igor Lehnherr recém PhD em ciências biológicas pela Universidade do Arizona, incubou amostras de água do mar coletadas no Arquipélago Ártico Canadense. Lehnherr diz que a conversão de mercúrio inorgânico para monometilmercúrio corresponde por cerca de 50% desta neurotoxina presente em águas marinhas polares, e pode explicar a significativa quantidade de mercúrio encontrada em organismos marinhos do Ártico. Os pesquisadores dizem que esta é a primeira evidência direta de que o mercúrio inorgânico sofre metilação na água do mar.


A pesquisa foi publicada este mês na revista científica Nature Geoscience.
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Tubarão-baleia é destroçado por sonda de perfuração operada pela Petrobras

26/04/2011 - IEF

Espécie é considerada em risco vulnerável de extinção

A sonda de perfuração semi subersível West Taurus pertence à Seadrill e no momento encontra-se em contrato de perfuração para a Petrobras. É uma sonda de sexta geração, o que há de mais moderno em termos de perfurção off shore.

O animal foi sugado por um dos enormes bow thrusters da sonda, equipamento propulsor que fornece maior manobrabilidade.

Foi uma fatalidade, infelizmente, mas que nos leva a uma profunda reflexão a respeito dos impactos de nossas atividades na Natureza. Até onde podemos interferir no Meio Ambiente? Deixo a pergunta para que todos possam refletir.

Confira as imagens feitas pelo ROV Hércules 13, da Subsea 7, embarcado no RSV CBO Rio.







É ou não é para se refletir?

Agora digam, quem cruzou o caminho de quem?

Não estamos dando a devida importância a certas coisas e podemos pagar muito caro por isso.

Poluição sonora

O IFAW, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, afirma que as barulhentas sondas de perfuração deveriam ser totalmente proibidas. O grande problema é que as atividades que facilitam essa situação - navegação comercial e extração mineral - fazem parte de uma economia interligada.

O diretor do IFAW, Robbie Marsland, afirmou que ninguém mede as conseqüências para os animais, e, a não ser que a comunidade internacional se conscientize, os danos serão descobertos "tarde demais".

A poluição sonora dos oceanos causa mudanças físicas e comportamentais na vida marinha, especialmente em golfinhos e baleias, que são guiados por sons em suas atividades diárias. Em 2001 e em 2003 lulas gigantes foram encontradas mortas na costa das Astúrias, na Espanha, após o uso de armas de pressão usadas para prospecção e batimetria por embarcações offshore. Todas as causas de lesões nestas espécies foram descartadas, sugerindo que as mortes poderiam estar relacionadas à exposição ao ruído excessivo.

O pesquisador Michel André, da Universidade Técnica da Catalunha, em Barcelona, examinou os efeitos da exposição sonora - similar à que a lula gigante deve ter experimentado nas Astúrias - em cefalópodes (polvo, lula e choco,molusco semelhante à lula que tem dez tentáculos) e todos sofreram grandes traumas na forma de lesões severas nas estruturas auditivas.

Os pesquisadores colocaram 87 cefalópodes expostos a uma intensidade relativamente baixa de som de baixa freqüência (entre 50 e 400 Hertz) e examinaram seus estatocistos, estruturas em forma de balão, cheias de líquido, que ajudam esses invertebrados a manter o equilíbrio e a posição. Depois da exposição, os cefalópodes apresentaram danos nas células ciliadas dos estatocistos. Com o tempo, as fibras nervosas incharam e eventualmente grandes buracos apareceram - as lesões ficaram gradualmente mais pronunciadas nos examinados muitas horas depois da exposição.

Se a exposição curta de baixa intensidade do nosso estudo pode causar danos, o impacto da poluição sonora contínua e de baixa intensidade nos oceanos deve ser considerável - disse André. - Por exemplo, podemos dizer que como os estatocistos são responsáveis pelo equilíbrio e pela orientação espacial, o dano à sua estrutura pode afetar a habilidade de caça, de fugir dos predadores e até de se reproduzir.

O efeito da poluição sonora na vida marinha varia de acordo com a proximidade do animal das atividades e também com a frequência do som. Com o aumento da exploração, transporte, escavação e outras atividades em larga escala, é provável que essas atividades se sobreponham às rotas migratórias e áreas frequentadas pela vida marinha.

Cifras astronômicas

Com um programa quinquenal de investimentos de US$ 224 bilhões, a Petrobrás é a empresa que lidera as contratações de sonda em todo o mundo.

Há um problema sério de tempo, pois a empresa tem projetos de exploração cujo prazo termina em 2014, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, e a produção desses equipamentos está atrasada. E ainda não estão definidas as regras para a contratação das sondas de que a estatal necessitará para explorar o pré-sal.

Os números assustam. Como vem mostrando o jornalista Norman Gall na série da qual o Estado vem publicando um capítulo por mês, as demandas de equipamentos são imensas. Para explorar e desenvolver os poços em águas profundas, a Petrobrás precisará encomendar 330 geradores de turbina, 612 mil válvulas, 10 mil quilômetros de cabos elétricos submarinos, 17 mil quilômetros de tubos flexíveis, 4,8 milhões de toneladas de aço, milhares de peças de equipamentos submarinos, 68 milhões de homens-hora de engenharia e 1 bilhão de horas de trabalho para a construção e montagem dos poços.

A indústria brasileira não tem escala para atender a essa demanda, carece de tecnologia e de mão de obra treinada, não dispõe de capital para investir no montante exigido e reclama - justamente - do peso excessivo dos tributos que a onera mais do que seus concorrentes externos. Não são problemas que possam ser resolvidos a tempo de assegurar o fornecimento no ritmo, na qualidade, no preço e nas especificações técnicas exigidas pela indústria de petróleo.

A licitação das quatro sondas, que seriam fornecidas apenas por empresas brasileiras, foi suspensa porque a Petrobrás estava disposta a pagar até US$ 2 milhões por dia pelo afretamento das quatro, mas as ofertas que recebeu, como mostrou reportagem do Estado na terça-feira, variaram de US$ 639 mil a US$ 740 mil por dia cada uma. A intenção da empresa era estimular a produção no Brasil desses equipamentos e utilizá-los ao longo de 20 ou 30 anos, por meio de afretamento.

A saída para o País é comprar de fornecedor mais confiável, ainda que estrangeiro, como parece ser agora a disposição da estatal com as quatro sondas.

Fontes: Portal Marítimo/O Globo/O Estado de S. Paulo
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Tubarões, raias e peixes podem sumir em poucos anos, diz estudo

19/04/2011 - AP

Um novo estudo afirma que 40 espécies marinhas que vivem no Mediterrâneo podem desaparecer dentro de poucos anos. Na lista dos que correm risco de extinção, devido à pesca irregular, poluição e perda de habitat, estão o tubarão e a raia e mais 12 tipos de peixes ósseos como atum-azul, robalo, pescada e garoupa.

O relatório é assinado pela organização suíça IUCN (International Union for Conservation of Nature), que reúne ambientalistas de mil grupos espalhados em 160 países.

Acima um Tubarão Mangona (Carcharias taurus), espécie em risco vulnerável de extinção, capturado dia 23/03 em Mongaguá, litoral do estado de São Paulo.

"As populações do atum-azul no Mediterrâneo e no Atlântico Leste são uma preocupação em especial", diz o coordenado Kent Carpenter, da IUCN.

Segundo ele, a capacidade de reprodução do atum-azul diminuiu ao longo das últimas quatro décadas de pesca intensiva por barcos japoneses.

O Japão responde por 80% do consumo de peixes das duas regiões. O atum-azul, além de ser muito apreciado no preparo de sushi, é comercializado por preços elevados. Um com 342 kg já foi negociado por US$ 396 mil no mercado de Tsukiji, o maior leilão de peixes do país.

Japoneses respondem por 80% do consumo mundial do atum-azul pescado no Mediterrâneo e no Atlântico Leste

A pesca no Mediterrâneo é regulada por tratados das Nações Unidas, a União Europeia e leis individuais assinadas com 21 nações.

Em novembro de 2010, a Comissão Internacional de Conservação de Atum do Atlântico votou pela redução anual de 4% da pesca -- de 13.500 para 12.900 toneladas métricas.

Os ambientalistas, contudo, afirmam que a medida não é suficiente e defendem a suspensão total da pesca.
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Santos, São Vicente e Mongaguá estão com todas as praias impróprias para o banho de mar

15/04/2011 - A Tribuna


Apesar da previsão de calor e muito sol para este final de semana, os banhistas que aproveitarão os próximos dias na região devem ficar em alerta. De acordo com o relatório semanal da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a maioria das praias da Baixada Santista está imprópria para o banho.

Três municípios da região receberam bandeira vermelha em todas as praias. São eles: Mongaguá, Santos e São Vicente.

Em Praia Grande, o banho de mar só está liberado no Canto do Forte. Outras 11 praias da Cidade estão impróprias. Já em Guarujá, o banho está restrito nas praias do Perequê e Enseada (Rua Chile e Av. Atlântica).

Em Bertioga, somente uma praia recebeu bandeira vermelha: a Enseada (Rua Costábili). A situação é a mesma em Peruíbe. A praia da Av. São João também está com o banho de mar impróprio.

Já em Itanhaém, três praias receberam bandeira vermelha: Centro, Sonho e Praia dos Pescadores.
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Califórnia declara estado de emergência por destroços de tsunami

12/04/2011 - EFE

O governador da Califórnia, Jerry Brown, declarou estado de emergência nesta sexta-feira para os quatro condados do norte do estado que foram afetados pelo tsunami do Pacífico, cujo impacto deixou uma pessoa desaparecida e vários destroços em portos e praias.

O maremoto originado pelo terremoto de magnitude 8,9 que atingiu o nordeste da ilha japonesa de Honsu causou inundações nas regiões litorâneas mais expostas à força do mar, incluindo o Havaí e pontos do Oregon e da Califórnia.

Uma das localidades mais afetadas pela onda foi Crescent City, situada em uma baía do Condado do Norte conhecida por ser vulnerável aos tsunamis. O porto da cidade ficou destruído pela maré e as embarcações sofreram grandes danos, ocorrendo o mesmo em alguns edifícios. Uma pessoa foi arrastada pela água e está desaparecida. Além disso, vários moradores precisaram ser evacuados pelas autoridades.

A declaração de emergência do governador Brown vale para o Condado do Norte, Humboldt, San Mateo e Santa Cruz, que poderão usar recursos estatais para fazer frente aos destroços e às necessidades da população. As autoridades mantêm o alerta diante da previsão de que a maré alta produza novos aumentos do nível do mar.

O Havaí também sentiu os efeitos do tsunami na manhã desta sexta-feira e alguns pontos de Big Island e Maui sofreram inundações quando ondas de dois metros de altura atingiram a costa. No Oregon, quatro pessoas ficaram feridas depois de serem arrastadas pela maré.

Confira a simulação por computador da dispersão dos destroços no Giro do Pacífico Norte:

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Degradação de ambientes costeiros aumenta emissões de CO2

04/04/2011 - Marina Estarque* / ONU

Cientistas alertam que a área mundial de mangues devastada entre 1980 e 2005 continua a colocar na atmosfera 175 milhões de toneladas de carbono por ano, o equivalente às emissões anuais da Venezuela ou da Holanda.

O Grupo de Trabalho em Carbono "Azul" Costeiro se reuniu em Paris para avaliar os impactos da destruição desses habitats.

A equipe é formada por 32 cientistas marinhos, de diferentes países, e apoiada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.

Território da Bélgica

Segundo eles, dados globais mostram que os pântanos, mangues e ervas marinhas estão sendo degradados rapidamente. Entre 1980 e 2005, 35 mil km2 de mangue foram destruídos, o equivalente ao território da Bélgica.

A remoção destas plantas significou a liberação na atmosfera de 175 milhões de toneladas de carbono por ano, montante equiparado às emissões anuais da Venezuela ou da Holanda.

Esponja de CO2

Isso ocorre porque o carbono, além de estar localizado nas plantas, está retido há milhares de anos nas camadas de solo abaixo delas. Umas vez retirada a vegetação, o gás continua a ser expelido por muito tempo.

O entulho que é despejado incessantemente nas margens do estuário de Santos impede o crescimento da vegetação de mangue. Acima, plântulas da espécie Avicennia schaueriana perdem a luta para o entulho na Zona Noroeste de Santos. Os propágulos de outra espécie (Rhizofora mangle)por serem maiores e precisarem de mais espaço, não conseguem ao menos se fixar ao substrato.
© Instituto EcoFaxina

De acordo com os pesquisadores, os pântanos, mangues e ervas marinhas funcionam como esponjas de CO2 e, quando são devastados, se tornam grandes emissores do gás. Apesar desses ecossistemas constituírem apenas 1% do total da biomassa em solos e florestas no mundo, eles fazem circular a mesma quantidade de carbono que os 99% restantes.

No estuário de Santos a ocupação das margens começa pelo desmatamento e aterramento, para a construção de submoradias. Não bastasse a derrubada das árvores, a poluição finaliza a destruição do ecossistema. Acima, submoradia na margem estuarina da cidade de São Vicente.
© Instituto EcoFaxina

Os pântanos, mangues e ervas marinhas podem ter armazenados cinco vezes mais CO2 que as florestas tropicais, uma vez que eles sequestram o gás a um ritmo 50 vezes maior que qualquer outro tipo de mata.
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* Posteriormente editado por Instituto EcoFaxina
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Pesticidas e substâncias químicas entram em lista de vigilância

04/04/2011 - Marina Estarque / ONU

Itens representam risco para meio ambiente e pessoas; medida serve para evitar o comércio em todo o mundo

Especialistas da ONU recomendaram seis pesticidas e substâncias químicas para a lista de vigilância devido ao risco que representam para o meio ambiente e seres humanos.

Fazem parte da relação, os pesticidas Endosulfan e Azinphos Methyl, bem como uma formulação altamente tóxica, Gramaxone Super. Os três estão agora na lista de Procedimento de Consentimento Prévio da Convenção de Roterdã. Integram ainda o anúncio, feito na semana passada, três substâncias químicas industriais, perfluorooctane sulfonate (Pfos), seus sais e precursores, e as misturas comerciais de pentaBDE e onctaBDE.

Forma Segura

Os especialistas do Comitê de Revisão Química da Convenção tomaram sua decisão baseada em ações regulatórias nacionais em vários países incluindo o Canadá e a Noruega além da União Européia.

O secretário co-executivo para a Convenção de Roterdã na FAO, Peter Kenmore, disse que o trabalho do Comitê pretende garantir o direito dos países de conhecer e comercializar substâncias químicas de forma segura.

As recomendações do Comitê serão avaliadas em junho, na quinta reunião da Conferência das Partes para a Convenção de Roterdã.

A convenção, uma iniciativa conjunta da FAO e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, tem como objetivo tornar o comércio de químicos tóxicos mais transparente e menos vulnerável a abusos. Ela também promove o conhecimento e a informação para ajudar governos a tomar decisões de forma mais consciente.
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