Trabalho do Instituto EcoFaxina em prol dos manguezais na Baixada Santista é matéria da revista Linha Verde
30/11/2011 - IEF
A última edição da revista Linha Verde tem como destaque o meio ambiente na Baixada Santista. O conteúdo faz um raio-x das agressões aos ecossistemas traçando um panorama histórico, e aponta os atuais desafios e perspectivas para um desenvolvimento sustentável na região.Uma equipe de jornalistas da revista esteve na Baixada Santista e conheceu o trabalho ambiental desenvolvido pelo Instituto EcoFaxina. Ela acompanhou uma Ação Voluntária de Limpeza com alunos e professores da UME Rui Barbosa, na Ilha Caraguatá em Cubatão e constatou a grande quantidade de resíduos sólidos e esgoto que chegam as águas e aos manguezais do nosso estuário.
A revista traz ainda matérias sobre o Pré-Sal, Zoneamento Ecológico Econômico, Laje de Santos, Mata Atlântica, Aves da Baixada Santista, entre outras...
Clique aqui para ler a revista online. Uma boa leitura!
Animais marinhos aparecem mortos no litoral catarinense
22/11/2011 - Dennis Barbosa / Globo Natureza
Foram mais de 30 tartarugas e cetáceos encontrados em 30 dias.
Pesquisador descarta poluição e suspeita que culpa seja de redes de pesca.
O aparecimento de animais marinhos mortos no litoral catarinense intriga pesquisadores. Nos últimos 30 dias, foram encontradas 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois botos-cinza (Sotalia guianensis) e oito golfinhos-nariza-de-garrafa (Tursiops truncatus) no trecho entre Barra Velha e Balneário Camboriú, segundo informações de Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Nesta terça-feira (21), ele deve identificar a espécie de mais um golfinho sobre o qual foi avisado.
Os animais mortos se concentram na região centro-norte do litoral de Santa Catarina e são de espécies que vivem perto da costa. O museu está monitorando a situação para tentar descobrir o motivo das mortes. Soto descarta que a causa seja poluição da água. “Poluição não causa a morte desses animais dessa forma. Golfinhos e tartarugas são extremamente resistentes, principalmente porque não respiram água. Se houvesse uma contaminação, já teríamos as praias crivadas de peixes mortos”, explica.
Ele acredita que os bichos estejam morrendo enroscados em redes fixas na água. Essa suspeita ainda não pôde ser confirmada porque, até o momento, os avisos sobre corpos encontrados nas praias chegaram quando eles já estavam num estágio de decomposição que impedia a identificação de marcas dos fios no couro.
Além disso, os golfinhos, quando morrem afogados, não ficam com os pulmões cheios d’água como os humanos, dificultando o diagnóstico da causa da morte. Um grupo deverá percorrer o litoral do estado em busca de maiores evidências sobre o que está acontecendo.
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Conheça 5 estratégias que podem ajudar qualquer pessoa a viver com menos plástico
05/11/2011 - IEF
# 1: Espere falhas!
Este é um desafio em que o fracasso é quase certo, e isso está OK. Eliminar todo o plástico da sua vida é impossível. Nem queira, pois ele faz parte do mundo moderno. Mas mesmo as coisas de plástico que você evita, às vezes, "rastejam entre as suas defesas", por isso, em vez de se estressar com o erro ou momento de fraqueza, apenas aceite e continue evitando.
# 2: Priorizar
Decidir viver sem plástico pode facilmente deixar você se sentindo sobrecarregado. Cada um de nós já experimentou essa sensação, e muitos já falaram sobre isso também. Por isso uma boa idéia é começar pelas maiores fontes de plástico em sua vida, e trabalhar sobre elas. Uma vez que você estabeleceu um hábito sem o plástico, você pode passar para o próximo em sua lista. Aqui estão alguns bons pontos de partida:
• Concentre-se nos alimentos
Se você pesquisar seu lixo por uma semana verá que a maior parte dele é plástico. E irá perceber que as embalagens de alimentos e bebidas são a sua principal fonte de resíduos plásticos.
Assim como o grande volume, existem outras razões para você concentrar seus esforços nos alimentos relacionados ao plástico. Produtos químicos existentes nas embalagens plásticas são liberados nas comidas e bebidas, portanto, têm impacto imediato sobre a sua saúde. Além de evitar o excesso de alimentos embalados no supermercado, devemos substituir os recipientes e utensílios de plástico na cozinha por vidro, cerâmica, madeira ou outros materiais inertes. Nunca aquecer alimentos em qualquer tipo de recipiente plástico é um MANDAMENTO muito fácil de seguir.
• Menos sacolas
Se for ao supermercado e esquecer a sacola reutilizável, leve suas compras na mão. Após fazer isso algumas vezes, você provavelmente nunca mais esquecerá a sua sacola! Enfim, utilize menos sacolas possível (e não embale itens vendidos em sacos, como maçãs e batatas).
Devolva os sacos de plástico para reciclagem quando retornar ao supermercado (juntamente com outros sacos de plástico que encontrar em seu caminho). O mais fácil para não esquecer a sacola reutilizável é mantê-la, no porta-malas ou porta-luvas do seu carro.
• Encerre o uso estúpido do plástico
Alguns objetos plásticos são inúteis. O canudo! Vai te matar permitir que seus lábios toquem o vidro? Um saco plástico apenas para carregar as pilhas (embaladas) que você comprou na padaria? Carregue em sua mão! Garfo de plástico? Ele provavelmente vai quebrar! Lave as mãos e coma com os dedos. Decorações de plástico para o Natal? Use argila e divirta-se!
# 3: Reutilizar, reciclar, recriar...
Ter um plano para o plástico em sua vida. Reutilize ou descubra como reciclá-lo. Saiba como reciclar seus objetos eletrônicos quando for a hora de se livrar deles. Se isso falhar, entre em contato com uma organização sem fins lucrativos local que receba doações. Quando você estiver comprando, se não houver uma alternativa, prefira produtos embalados em plástico reciclado. Lembre-se, na maioria das vezes, objetos semi-novos possuem ótima relação custo/benefício.
Ou, da próxima vez que você se encontrar procurando algo que tenha plástico, pense: "Será que eu poderia fazer isso?" Você ficaria surpreso o quão fácil é fazer produtos capilares, loções para o corpo, produtos de limpeza, e muitos alimentos semi-prontos.
# 4: Desacelere
Plástico existe para suportar o estilo de vida "descartável" que todos nós pensamos que precisamos manter. Comprometer-se em cortar o plástico lhe dará razões para algumas pausas no seu dia. Então, dê uma pausa! Você pode demorar 10 minutos "extras" para comer um "fastfood", por exemplo, ou levar 30 minutos para almoçar em um restaurante, em pratos e copos de vidro, usando talheres reais, ao invés de algo agarrado em uma embalagem plástica. Juntamente com os benefícios de evitar plástico, você vai ganhar uma oportunidade para relaxar e apreciar a sua comida.
# 5: Não seja um chato sobre o assunto
Nenhum de seus amigos viciados em plástico quer ouvir uma palestra sobre os males do plástico (temos certeza que não). Esteja relaxado e sem julgamento quando falar sobre sua decisão de "cortar o cordão de plástico". Concentre-se em por que a alternativa é melhor, e não que o plástico e as pessoas que o usam sejam maus. Permita que suas ações, ao invés de suas palavras, sejam os argumentos mais fortes.
Toda vez que você disser a um caixa que você não precisa de sacola, e sair carregando a sua compra nas mãos, você estará plantando a idéia na cabeça de todos ao seu redor. E é assim que novas normas são criadas.
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Aluna de Biologia Marinha da Unisanta desenvolve estudo sobre ingestão de resíduos por tartarugas com o apoio do Instituto EcoFaxina
07/11/2011 - IEF
Aluna procurou o Instituto EcoFaxina em março deste ano em busca de orientação para o desenvolvimento do estudo.
Confira matéria publicada pelo jornal A Tribuna de hoje:
Lixo mata tartarugas marinhas nas praias da região
Michella Guijt
Restos de bitucas de cigarro, copos plásticos, linhas, chicletes e até camisinhas. Esses são apenas alguns dos dejetos retirados do estômago de 50 tartarugas marinhas encontradas mortas nas praias da região.
A triste e alarmante constatação é revelada no estudo realizado por Aline Ormedilla e Thais Benedicto, alunas do curso de Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília (Unisanta). A pesquisa tem apoio da organização não governamental (ONG) Gremar - Associação de Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos.
| ONG Gremar cuida dos animais na Ilha dos Arvoredos, em Guarujá |
“O resultado é chocante. Sabíamos que esses animais comem o lixo que vai parar no mar. Mas ainda não tínhamos noção de quão cruel é a ação do homem”, avalia a coordenadora técnica da Gremar, Andrea Maranho. O objetivo do trabalho é alertar autoridades e a população sobre a importância da preservação ambiental. “Queremos mostrar do que a ação do homem é capaz”, diz Aline.
Após concluída, a Gremar pretende expor a pesquisa. “As pessoas precisam entender que o lixo que se joga na praia, no rio e na rua pode matar os animais marinhos porque esses dejetos vão parar no mar e, como mostra a pesquisa, no estômago das tartarugas”, explica Andrea.
Trabalho
No Centro de Reabilitação de Animais Marinhos mantido pela Gremar, na Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, as tartarugas foram submetidas a necropsia para retirada do material encontrado no estômago e das fezes no canal retal. “Lavamos tudo e peneiramos, para separar o lixo das matérias orgânicas, que são restos de algas, parasitas e folhas de árvores”, descreve Thais.
Para a supresa das estudantes e dos biólogos da Gremar, muitos tipos de objetos plásticos foram encontrados no interior dos animais. “Elas (estudantes) acharam até óculos de boneca Barbie”, cita Andrea.
As universitárias armazenaram em embalagens distintas o conteúdo retirado de dentro de cada animal. “Ainda vamos catalogar os tipos de plástico e, depois, pesá-los”, conta Aline.
O resultado final será apresentado em dezembro, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das estudantes.
Segundo a Gremar, a iniciativa é inédita no País. “É a primeira vez que se estuda uma amostragem tão grande. As demais pesquisas só analisaram o interior de apenas uma tartaruga”, destaca Andrea Maranho.
Causa de morte
Para ela, o estudo também ajuda a comprovar que o lixo é cada vez mais presente nos oceanos. “A maioria desses animais já aparece morta em nossas praias. E uma das causas mais frequentes dos óbitos tem sido a ingestão de lixo”.
De acordo com a ONG, 60% das tartarugas resgatadas mortas tinham lixo no estômago. As demais causas foram afogamento por captura acidental em redes de pesca (20%), colisão com embarcações (10%) e indeterminada (10%).
Em 2010, a Gremar resgatou 155 tartarugas entre Bertioga e Peruíbe. De 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano, o número aumentou para 173.
Os animais vivos são tratados na Ilha dos Arvoredos. “Fazemos o manejo alimentar para que o animal possa eliminar o lixo do organismo. Infelizmente, muitos não conseguem sobreviver porque os dejetos chegam a ocupar metade da capacidade do estômago”, revela o coordenador de Manejo da Gremar, Ivan Gentil.
| A quantidade de animais resgatados pela organização subiu este ano |
Morte lenta
A ingestão de lixo é causa direta e indireta de morte de animais marinhos. As ocorrências mais graves são decorrentes de lesões geradas por objetos de plástico rígido.
“Por serem pontiagudos, os restos desses itens, como uma simples pá de plástico, perfuram o esôfago ou o estômago das tartarugas. Neste caso, a lesão é imediata e fatal”, explica Gentil.
Ele explica que os plásticos moles, como sacos e camisinhas, matam os animais lentamente. “As tartarugas comem tudo que flutua. Como parte do alimento é lixo, acabam morrendo de inanição, porque se sentem saciadas com os dejetos no estômago. Elas deixam de procurar comida e ficam definhando no mar até morrer”.
A pesquisadora ainda destaca que o lixo é ingerido junto com o alimento. “Os dejetos também se misturam às algas, ou seja, estão presentes na principal fonte de alimento desses animais”, alerta a estudante Thais Benedicto.
Enquanto a morte não chega, o lixo prejudica a locomoção das tartarugas. “Desnutridas, elas não têm força para nadar rápido e acabam morrendo afogadas nas redes dos pescadores.
Muitas são atropeladas por embarcações”, conta Andrea Maranho. Outros objetos encontrados no estômago das tartarugas durante o estudo foram tampas e argolas plásticas usadas para lacrar garrafas de refrigerantes, restos de brinquedos, óculos, balões de gás, fitas de embalar presentes, prendedores de cabelo e cordas.
O coordenador de Manejo da Gremar ressalta que as tartarugas não são as únicas vítimas. “Outros animais, como toninhas (pequenos golfinhos) e aves marinhas, também ingerem lixo”.
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