Denúncias por poluição ambiental crescem 271%

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14/02/2012 - Christiane Ferreira / Metro Santos

As denúncias por poluição ambiental aumentaram 271% em Santos. Em 2010 o número de reclamações foi de 567, já em 2011 foi de 1.542. Poluição sonora de obras e casas noturnas estão entre os principais problemas enfrentados na cidade. Vila Mathias e Marapé são os piores bairros.

De acordo com Carlos Américo de Bulhões Brasílico, chefe da seção de fiscalização ambiental, um dos principais motivos para esse aumento é o fato de a cidade viver um momento de expansão, com um boom imobiliário, com um maior número de obras e crescimento também de bares que tocam músicas, que às vezes não têm a acústica exigida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

As reclamações por poluição sonora são as campeãs. Somente em 2011 foram 130 intimações, resultando em 19 multas que variaram de R$ 1.000 a R$ 5.000. Além disso, três locais tiveram suas atividades embargadas por conta do barulho. “Os bairros com maior número de problemas são Marapé e Vila Mathias.”

Segundo Carlos Américo, o máximo de barulho permitido a noite é de 55 decibéis e de dia, 65 decibéis. “O tempo entre a denúncia e a solução do caso é cerca de dois meses, pois após a reclamação é preciso ir ao local fazer a medição para que seja apresentado um laudo técnico.”

Além da poluição sonora, outros tipos de denúncias ambientais dizem respeito a desmatamento, poluição do solo e do ar, depósito de resíduos em vias públicas ou em casas particulares, exposição inadequada de lixo, aterros localizados em área de proteção ambiental, entre outros.

A poluição por resíduos sólidos é um grave problema na Baixada Santista
Foto: Instituto EcoFaxina

Barulho traz danos à saúde

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) uma pessoa pode suportar 80 decibéis por até oito horas. “Depois disso é possível que ocorra uma lesão no nervo auditivo, com efeito cumulativo e irreversível, causando perda de audição. Tudo depende da sensibilidade de cada um”, explica o médico otorrinolaringologista Luiz Laercio Pinheiro Barbosa, do Hospital Ana Costa.

Segundo o especialista, um liquidificador, por exemplo, pode ultrapassar os 80 decibéis. “No Carnaval já foi comprovado que prédios que ficam perto de trios elétricos chegam a apresentar cerca de 110 decibéis”, afirma.
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