Organismos marinhos paralisam usina nuclear nos Estados Unidos

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27/04/2012 - Alexandra Ludka / ABC

Os trabalhadores da usina nuclear de Diablo Canyon tiveram uma surpresa viscosa esta semana quando descobrim um acúmulo de criaturas semelhantes a água-viva que se agarraram à estrutura, levando à paralisação da planta.

Os organismos, conhecidos como salpa, são pequenas criaturas do mar com uma consistência semelhante à água-viva. A usina está localizada em Avila Beach, Califórnia.

Quando ocorrem blooms algais as salpas podem rapidamente aumentar a sua população produzindo assexuadamente clones que consomem o fitoplâncton.  
Crédito: Getty Images
O influxo de salpas foi descoberto em parte do sistema da planta durante um monitoramento de rotina, de acordo com Tom Cuddy, o gerente sênior de comunicações externas e nuclear da Pacific Gas & Electric, empresa operadora da planta. "Em seguida, tomomamos a decisão conservadora de desaceleração da unidade afetada para 20 por cento e continuamos a acompanhar a situação", disse Cuddy. "Como o problema continuou, tomamos uma outra decisão conservadora, que seria o mais seguro cortar a força da unidade."

As salpas causaram o entupimento das telas no interior da estrutura de admissão, que se destinam a manter a vida marinha para fora essegurar que a unidade seja refrigerada.

"Segurança é a mais alta prioridade", disse Cuddy. "Nós não vamos reiniciar a unidade até que a salpa se mova e as condições melhorem. Nenhuma prioridade é mais importante que a operação segura das nossas instalações."

A planta é constituída por duas unidades. A unidade 1 foi desligada anteriormente por causa do processo de reabastecimento e manutenção e não entrará em funcionamento durante várias semanas. Agora que a Unidade 2 foi desligada por causa do influxo de salpas, a planta cessou toda a produção.

Mesmo com a planta Diablo Canyon fora de operação, a PG&E se comprometeu a continuar a produção utilizando outras fontes de energia para que seus clientes não sejam afetados pelo fechamento.

"Já tivemos salpas presas à estrutura de admissão antes, mas nunca a esse ponto", disse Cuddy.

A estratégia da planta? Simplesmente esperar até que as salpas sigam seu caminho e retomar a produção assim que os filtros estiverem livres.

As salpas funcionam como bombas biológicas, sequestrando carbono da superfície e transportando para o fundo oceânico no final do seu ciclo de vida.  
Crédito: Richard Herrman

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