Expedição descobre um milhão de novas espécies de plâncton

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03/10/2012 - BBC / G1

Cientistas de 21 laboratórios de dez países passaram quase três anos filmando plânctons. O projeto tem como objetivo fornecer uma primeira visão mais ampla e detalhada sobre o ecossistema global dos plânctons. O grande leque de amostras e dados foi coletado nos oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico, e a expectativa é que a equipe leve até dez anos para analisá-lo.

Um barco de pesquisa submarina conhecido como Tara Expeditions completou uma viagem de mais 100 mil quilômetros ao redor do mundo durante dois anos e meio coletando dados da biodiversidade de plânctons no fundo do mar. A equipe internacional de 21 cientistas descobriu mais de 1 milhão de novas espécies em sua viagem e produziu imagens de plânctons surpreendentes usando tecnologia inovadora.

Um cinegrafista marinho usou lentes macro com uma câmera HD para capturar essas imagens - a primeira vez que os plânctons foram filmados dessa maneira. O cientista Chris Blower anunciou os resultados finais do estudo num evento sobre mudanças climáticas no Museu de Ciência de Londres.

Cientistas de dez países colaboraram para este projeto, que tem como objetivo fornecer uma primeira visão mais ampla e detalhada sobre o ecossistema global dos plânctons. O grande leque de amostras e dados foi coletado nos oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico, e a expectativa é que a equipe leve até dez anos para analisá-lo.


Créditos: M. Ormestad/Tara Oceans
Luis Gutierrez Heredia/Tara Oceans
Créditos: Noan Le Bescot/Tara Oceans
Créditos: Dan Bailey/Tara Oceans

Além de registrar a beleza dos microcosmos marinhos, o projeto analisou o impacto das mudanças climáticas em ecossistemas marinhos e na biodiversidade do fundo do mar. Os resultados do estudo de mais de dois anos e meio indicaram que os oceanos estão em um estado mais frágil do que o esperado.

Níveis menores da biodiversidade de plânctons em geral indicam que sua capacidade de tolerância às mudanças ambientais é baixa. Cientistas descobriram que os níveis de biodiversidade de plâncton no Antártico estavam em decadência, mostrando baixa tolerância, e que o volume de poluição de plástico na área era significativo.

Amostras dos testes de contaminação plástica mostraram que o Oceano Antártico, que no passado já foi livre de poluição humana, tem agora milhares de fragmentos plásticos por quilômetro quadrado. As toxinas liberadas do plástico e os derivados do material que entram na cadeia alimentar por meio dos peixes, pássaros e mamíferos, podem causar sérios danos ao ecossistema.
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