Anêmonas-do-mar podem dar início a uma nova geração de inseticidas ecológicos e tratamentos para doenças humanas

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30/11/2012

Veneno de anêmonas-do-mar pode dar início a uma nova geração de inseticidas ecológicos impossível dos insetos se tornarem resistentes, além de novos tratamentos para doenças humanas, disseram cientistas europeus.


A Anthopleura elegantissima é a espécie de anêmona mais abundante na costa oeste americana
A Anthopleura elegantissima é a espécie de anêmona mais abundante na costa oeste americana.
Crédito: Davefoc

Como os insetos evoluem para se tornar resistentes a inseticidas, encontrar novas fontes para os pesticidas é um desafio permanente, disseram os pesquisadores do Laboratório de Toxicologia da Universidade de Leuven, na Bélgica.

O veneno da anêmona reúne várias toxinas que são que podem ser utilizadas como modelo na fabricação de  insecticidas mais eficazes, disseram.

"São toxinas amigas ou inimigas? Quanto mais nós entendermos essas toxinas, serão mais amigas, e menos inimigas", o pesquisador Jan Tytgat disse.

"A toxicologia nos mostra como explorar a biodiversidade da Mãe Natureza para uma vida melhor e mais saudável."

Tytgat e seus colegas extraíram o veneno da anêmona-do-mar, Anthopleura elegantissima, e trabalharam três toxinas principais, estudando as estruturas, funcionalidades e mecanismos de ação.

Foram encontrados compostos nas toxinas que podem criar não só novos inseticidas, mas possivelmente, novos tratamentos para doenças humanas.

Uma vez que estas toxinas desativam canais iônicos que fazem a mediação entre a inflamação e a dor, como aponta a pesquisa, elas (toxinas) poderiam também estimular o desenvolvimento de medicamentos destinados a dor, distúrbios cardíacos, epilepsia, transtornos, ansiedade e doenças imunológicas, tais como a esclerose múltipla.

"Como essas toxinas lidam com canais iônicos importantes não só presentes em células de insetos, eles formam a ponta de nossa nova biotecnologia", disse Tytgat.

A descoberta foi relatada na revista da Federação das Sociedades Americanas para Biologia Experimental.

Fonte: UPI