CPFL inaugura 1ª planta de energia solar de SP em Campinas

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30/11/2012

A primeira planta de energia solar do Estado de São Paulo foi inaugurada na última terça-feira (27) em Campinas (a 93 km de São Paulo) e já integra a rede de uma subestação da cidade, complementando o fornecimento de energia.

CPFL inaugura 1ª planta de energia solar de SP em Campinas
Divulgação/CPFL

A usina Tanquinho, da CPFL Energia, é capaz de gerar aproximadamente 1,6 GWh/ano, o que abastece em média 650 residências. A capacidade, ainda baixa, ocorre porque o foco da planta é a pesquisa e a avaliação de resultados. O custo de geração é de cerca de R$ 400 o MWh, segundo Wilson Ferreira Jr., presidente da CPFL Energia.

No local, há cinco diferentes tecnologias para geração solar, além de gastos com testes, que não ocorreriam em escala comercial. Em 2013, a empresa pretende implantar uma torre de geração eólica na mesma área, para avaliar a complementaridade entre as duas fontes.

"Aqui selecionamos as tecnologias mais promissoras. Vai ser um grande laboratório, inclusive para testar resultados na condição climática no Brasil, porque hoje todos os estudos que se vê são sobre EUA, Europa, que têm outras condições climáticas e outra capacidade de armazenamento de energia", disse o presidente da CPFL Serviços, Rubens Ferreira.

O projeto de geração de energia com painéis solares foi aprovado em dezembro de 2011 pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Até março de 2015, a CPFL pretende propor à agência arranjos técnicos e comerciais para a inserção da geração fotovoltaica na matriz energética brasileira.

RENOVAÇÃO DE CONCESSÕES

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal, participou da inauguração da usina e chamou de "autocrática" a postura do governo federal sobre a renovação das concessões das hidrelétricas pela MP 579.

"Não é possível um comportamento tão autocrático. Isso aqui é uma República, o governo tem que dar uma satisfação aos interessados sobre a exata dimensão do que está propondo ou vamos assinar no escuro? Ninguém vai assinar no escuro", afirmou.

Segundo ele, o governo federal ainda não discutiu o impacto das mudanças no ICMS dos Estados nem explicou o que será feito com a energia vendida antecipadamente pela Cesp (Companhia Energética de São Paulo) no mercado livre --que somariam cerca de R$ 600 milhões ao ano.

"Quem é que vai pagar os contratos livres? Hoje estamos na expectativa de que o governo abra a negociação, porque goela abaixo não vai acontecer", afirmou.

Fonte: Marília Rocha/Folha de S.Paulo