Após quatro anos, tratado da ONU para combater os efeitos do mercúrio é aprovado

Compartilhe:

21/01/2013

Mais de 140 representantes de Estado e de Governo reunidos em um fórum das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, aprovaram no sábado (19) a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, tratado global juridicamente vinculativo para combater os problemas provocados pelo mercúrio, metal pesado com efeitos negativos para a saúde e o meio ambiente.


O acordo estabelece o controle e  a redução de uma gama de produtos, processos e indústrias onde o mercúrio é utilizado. O acordo também deve banir, até 2020, a produção, exportação e importação de produtos que contêm mercúrio, incluindo a maioria das baterias, certos tipos de lâmpadas fluorescentes compactas (LFC), além de alguns sabonetes e cosméticos. Certos aparelhos não eletrônicos como termômetros e aparelhos de pressão arterial também estão incluídos entre aqueles que devem ser  eliminados progressivamente até 2020.

As negociações do tratado foram convocadas pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e duraram quatro anos. O acordo, que estará aberto para assinatura em uma reunião no Japão em outubro, também aborda a mineração direta de mercúrio, a exportação e importação do metal e o armazenamento seguro desse elemento químico.

Os representantes também aprovaram exceções como as vacinas onde o elemento químico é usado como conservante e os produtos que contém o metal e são utilizados em atividades religiosas ou tradicionais.

O nome da convenção homenageia Minamata, cidade no Japão onde a poluição do mercúrio causou sérios danos à saúde em meados do século XX.


Fonte: ONU