Braskem e BubbleDeck trazem à construção civil tecnologia que utiliza esferas de plástico em lajes

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23/07/2013

Sucesso na Europa, o sistema já é utilizado pela construtora Odebrecht no Centro Administrativo do Distrito Federal

Funcionário com uma esfera plástica em Taguatinga: utilização pioneira do sistema no país.

A construção brasileira ganha mais uma oportunidade de inovação. A empresa dinamarquesa BubbleDeck, com apoio da Braskem, lança no Brasil um sistema construtivo que utiliza esferas de plástico com objetivo de reduzir o peso próprio das lajes , proporcionando maior agilidade em obras, menor custo e impacto ambiental.

A novidade já esta sendo usada pela construtora Odebrecht na obra construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF), realizada pelo consórcio Odebrecht Infraestrutura e Via Engenharia. Conhecida como tecnologia BubbleDeck®, este sistema construtivo já é utilizado em mais de trinta países e ganhou diversos prêmios europeus em razão do alto grau de inovação e sustentabilidade.

O sistema é composto por esferas de polipropileno inseridas de forma uniforme entre duas telas de aço. As esferas são introduzidas de forma a ocupar a zona de concreto que não desempenha a função estrutural. Dessa forma, é possível construir lajes com a mesma resistência de uma laje plana maciça, porém mais leves. Isso proporciona uma redução considerável de materiais, aumento da produtividade e, consequentemente, redução dos impactos ambientais.

Quando se trata de economia de insumos, o sistema economiza, em geral, até 35% de concreto. A título de exemplo, uma laje BubbleDeck de 280mm de espessura reduz o consumo de 0,09 m³ de concreto por m² de laje, que corresponde a aproximadamente 216 kg do material. Desta forma, ao utilizar o Bubbledeck pode-se deixar de emitir até 23,5 kg de CO² equivalente por m² de laje.

Com o uso das esferas não há necessidade de utilização de vigas e o número de pilares é reduzido, permitindo vãos maiores, estrutura ideal para grandes construções, como estacionamentos. O sistema também proporciona isolamento acústico e térmico e, em caso de incêndio, as esferas carbonizam sem emitir gases tóxicos.

“Com a forte expansão da construção civil brasileira, é preciso investir em novas técnicas que busquem praticidade, bom custo-benefício e ecoefiência. O sistema construtivo BubbleDeck possui todos estes atributos e é por este motivo que a Braskem apoia e dissemina esta nova tecnologia em nosso país”, afirma Walmir Soller, diretor do negócio de polipropileno da Braskem.

Aplicação

A tecnologia BubbleDeck foi escolhida para fazer parte da construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF) que está sendo construído pela Odebrecht Infraestrutura e Via Engenharia. Serão 16 prédios em uma área construída de 178 mil m², com cronograma de produção de 1.000 m² de painéis BubbleDeck por dia, o que representará uma redução do consumo de concreto e do uso de escoramento em relação ao projeto original. Estes números representam uma redução considerável na quantidade de viagens de caminhão e evitam o corte de cerca de 2.800 árvores.

As esferas ocupam uma grande área, diminuindo o volume de concreto utilizado nas construções.

Como não há utilização de formas para o assoalho, o volume de madeira utilizado é substancialmente reduzido. Comparado a outros sistemas convencionais, para cada m2 industrializado:

  • Substituição de 60 kg de concreto por 1 kg de plástico reciclado retirados do meio ambiente;
  • Economia de 0,05 m3 de madeira – ou seja, para 10.000 m2 executados, evita o corte de 166,6 árvores;
  • Reduções de materiais e transportes (emissão de CO2), água, energia e a possibilidade da utilização de plástico reciclado;
  • Tecnologia com Selo Verde – Green Building;
  • Resistência ao fogo – em caso de incêndio as esferas carbonizam sem emitir gases tóxicos. Dependendo da cobertura a resistência ao fogo pode variar de 60 a 180 minutos. (Verificações realizadas de acordo com a ISO 834).

Sobre a Braskem

A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 36 plantas industriais distribuídas pelo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, a empresa produz anualmente mais de 16 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos. Maior produtora de biopolímeros do mundo, a Braskem tem capacidade para fabricar anualmente 200 mil toneladas de polietileno derivado de etanol de cana-de-açúcar.


Fonte: Braskem/BubbleDeck