Fotos impressionantes mostram pessoas deitadas no próprio lixo

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29/07/2014 

Os Estados Unidos, e o planeta, têm problemas com o lixo. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, o americano médio produz mais de 4 quilos de lixo por dia. Isso é mais que o dobro da quantidade produzida em 1960, e é 50 por cento mais do que a quantidade produzida pelos europeus ocidentais. Em janeiro, o fotógrafo Gregg Segal decidiu dar algumas imagens para esses números. Sua série em curso, "7 Dias de Lixo", mostra amigos californianos, vizinhos e conhecidos no lixo que eles geraram durante uma semana.

Algumas pessoas se ofereceram voluntariamente para participar do projeto, por acreditarem na ideia por trás dele, outras foram compensadas pela participação. Geralmente, Segal se esforça para incluir pessoas de diversos níveis sociais em seus projetos. E, como a quantidade de lixo varia de acordo com a pessoa, houveram algumas pessoas que produziram mais lixo do que podiam transportar para o estúdio fotográfico. "É claro que tiveram algumas pessoas que selecionaram os materiais. Eu dizia, 'É realmente isso?' Eu acho que a maioria preferiu não incluir o lixo úmido e só levaram o lixo limpo, sem sujeira. Outras pessoas não selecionaram e levaram algumas coisas desagradáveis, ​​que contribuíram para imagens mais fortes", disse Segal.

Segal utilizou materiais naturais para transformar seu quintal em cenários artificiais, como o chão de uma floresta, uma praia ou um corpo d'água, onde fotografou todos os modelos. "Eu fotografei de cima para tornar bem clínico, limpo e gráfico. É uma espécie de ninho, uma cama que estamos deitando com todo esse material, obrigando-nos a conciliar o que estamos gerando, o que esperamos que faça as pessoas pensarem um pouco mais sobre o que estão consumindo", disse ele.

Naturalmente, algumas pessoas hesitaram em deitar sobre o lixo. "Eles acharam meio repugnante. Eu acho que há algo levemente humilhante sobre isso, mas de uma forma construtiva", disse Segal. "É uma experiência única na vida para as pessoas que são fotografadas com todas as suas coisas. Eu acho que foi visto como novidade por alguns e a questão da repulsa foi atenuada pelo fator novidade".

Segal
também posou para uma foto com sua esposa e filho. "Eu não queria agir como se estivesse à parte", disse ele. "Não estava louco pela foto, mas acho importante mostrar para as pessoas. Não é como se eu estivesse apontando o dedo para elas. Eu estou apontando para todos nós".

Segal continua trabalhando em sua série e pretende filmar seus modelos em uma variedade maior de "ambientes naturais artificiais" para reforçar a ideia de que o lixo está por toda parte e que nenhum ambiente é intocado.

Dana. Foto: Gregg Segal
Dana

Alfie, Kirsten, Miles e Elly. Foto: Gregg Segal
Alfie, Kirsten, Miles e Elly

Lya, Whitney e Kathrin. Foto: Gregg Segal
Lya, Whitney e Kathrin

Michael, Jason, Annie e Olivia. Foto: Gregg Segal
Michael, Jason, Annie e Olivia

Susan. Foto: Gregg Segal
Susan

Milt. Foto: Gregg Segal
Milt

John. Foto: Gregg Segal
John

Till e Nicholas. Foto: Gregg Segal
Till e Nicholas

Sam e Jane. Foto: Gregg Segal
Sam e Jane

Marsha e Steven. Foto: Gregg Segal
Marsha e Steven

Elias, Jessica, Azai e Ri-karlo. Foto: Gregg Segal
Elias, Jessica, Azai e Ri-karlo

James. Foto: Gregg Segal
James

"Obviamente, a série pretende levar as pessoas em direção ao confronto com o excesso que faz parte de suas vidas. Eu estou esperando que elas reconheçam que uma grande parte do lixo que produzem é desnecessária", disse ele. "Não é necessariamente culpa delas. Nós somos apenas peças de uma máquina, não somos os únicos culpados. Mas ao mesmo tempo somos, porque não estamos fazendo nada, não estamos fazendo nenhum esforço. Existem alguns pequenos passos que podemos tomar para diminuir a quantidade de lixo que produzimos".

A obra de Segal está incluída na edição do ano do The Fence no Brooklyn.


Fonte: Slate