Ministério Público cobra retirada de lixo do Parque "Ambiental" Sambaiatuba, em São Vicente

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18/09/2014 

Volume excedente no Parque Ambiental chega a 70 mil toneladas. 

Pessoas e animais convivem com o lixo no Parque Ambiental Sambaiatuba
Pessoas e animais convivem com o lixo no Parque Ambiental Sambaiatuba

O Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público do Estado de São Paulo aguarda respostas da Prefeitura de São Vicente e da Cetesb sobre o volume excedente de 70 mil toneladas de lixo depositadas no Parque Ambiental Sambaiatuba.

A promotora de Justiça e integrante do Gaema Almachia Acerbi ressalta o fato de a Prefeitura ter feito contrato com a Terracom, no valor de R$ 8,5 milhões, especificamente para a retirada do volume excedente. “O contrato já terminou há mais de dois meses e estamos aguardando respostas da Cetesb e da Prefeitura”.

Entrada do Parque Ambiental Sambaiatuba, antigo lixão Sambaiatuba.
Entrada do Parque Ambiental Sambaiatuba, antigo lixão Sambaiatuba

Almachia também se mostrou preocupada com a notícia da morte de um funcionário da Codesavi (empresa ligada à Prefeitura) na área de transbordo do parque ambiental, na última sexta-feira, que teria sido sufocado por uma montanha de lixo.

Pessoas separam resíduos sem o uso de equipamentos de proteção individual.
Pessoas separam resíduos sem o uso de equipamentos de proteção individual

Em caso de uma resposta não convincente da Prefeitura sobre o lixo acumulado no Sambaiatuba, Almachia Acerbi pensa na possibilidade de responsabilizar pessoalmente o prefeito Luis Claudio Bili (PP). “Quando uma Prefeitura é multada, o dinheiro acaba saindo dos cofres públicos e quem paga é o munícipe. Quando um prefeito é acionado pode responder por improbidade administrativa”, afirma.

O chorume contamina o solo e as águas do estuário de Santos.
O chorume contamina o solo e as águas do estuário de Santos

15h26, e sem resposta

O Diário do Litoral tentou respostas com a Prefeitura enviando e-mail para a Assessoria de Imprensa às 15h26 de ontem. O órgão informou que o responsável por encaminhar as respostas já não estava mais na Codesavi naquele horário.

As perguntas encaminhadas foram: qual foi o resultado ao final do contrato? O volume excedente foi retirado? Para onde foi encaminhado o volume excedente de 70 mil toneladas de lixo? A Prefeitura mantém o número de recolhimento de 243 toneladas de lixo/dia no Município? Onde é levado hoje esse material? Quem é a empresa responsável pela retirada do lixo urbano? Qual o valor do contrato? É notório o problema do entulho nas ruas. Como a Codesavi tem atuado para minimizar/resolver esse problema? Qual o volume retirado de entulho nas ruas? Há campanha específica para o não descarte de entulho?


Fonte: Diário do Litoral