Siri-do-Mangue
Callinectes exasperatus (Gerstaecker, 1856)

Árvore Taxonômica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Malacostraca
Ordem: Decapoda
Família: Portunidae
Gênero: Callinectes
Ocorrência

Atlântico Ocidental. Sua faixa de distribuição compreende o sul da Flórida, as Antilhas, o leste da América Central e a costa da América do Sul até o estado de Santa Catarina.
Habitat
Prefere águas calmas e rasas de estuários e lagunas, com fundo predominantemente lodoso (lama macia). Frequentemente encontrado entre as raízes do mangue-vermelho.
Biologia
Espécie eurialina (suporta grandes variações de salinidade). Possui o último par de apêndices cefalotorácicos em forma de palheta para natação, embora nade menos que o C. sapidus.
Predadores
Peixes estuarinos (como o Robalo-flecha), aves pernaltas (Garças), tartarugas marinhas e lontras.
Status de Conservação
Pouco preocupante (LC).
Distribuição no Brasil
Ocorre ao longo da costa brasileira, do Pará até Santa Catarina.
Morfologia
Carapaça rugosa ao toque (origem do nome exasperatus), de coloração marrom-escura ou oliva-acinzentada. Possui quelas (pinças) robustas com pontas frequentemente avermelhadas ou alaranjadas.
Comportamento
Bentônico e territorialista. Costuma ser encontrado "andando" sobre o fundo lodoso ou parcialmente enterrado, aguardando presas. É conhecido por ser mais agressivo que outros siris do mesmo gênero.
Alimentação
Onívoro e carnívoro oportunista. Alimenta-se de pequenos peixes, moluscos bivalves, poliquetas e outros pequenos crustáceos.
Reprodução
As fêmeas ovígeras migram para áreas de maior salinidade (boca do estuário ou mar aberto) para a eclosão das larvas, que retornam ao manguezal em estágios juvenis.
Defeso
Não possui período de defeso específico por lei federal, mas sua captura segue as normas gerais de pesca artesanal e tamanhos mínimos de carapaça.