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Vida entre Marés

O Mosaico Ecológico do Estuário de Santos e São Vicente

Onde o continente encontra o Atlântico, surge um dos cenários mais dinâmicos e produtivos da natureza brasileira: o Sistema Estuarino de Santos e São Vicente. Mais do que uma simples transição entre rio e mar, nossa região é um complexo mosaico de ecossistemas interdependentes, onde manguezais, praias arenosas e costões rochosos trabalham em perfeita sintonia para sustentar a vida.

Uma Rede de Conexões Vitais

Nesta seção, exploramos a fauna que habita essa tríade ecológica. A vida que nasce na proteção das raízes do manguezal, o grande "berçário da vida marinha", frequentemente encontra abrigo nas fendas dos costões rochosos ou busca alimento nas zonas de arrebentação das nossas praias.

  • Manguezais: O coração pulsante do estuário, essencial para a ciclagem de nutrientes e abrigo de crustáceos e alevinos.

  • Costões Rochosos: Sentinelas de pedra que abrigam uma biodiversidade adaptada ao impacto das ondas, servindo de fixação para moluscos e área de caça para tartarugas e peixes.

  • Praias e Baías: Zonas de deposição e rica fauna bentônica, fundamentais para aves migratórias e espécies marinhas que dependem da dinâmica das areias.

 
A Importância da Conservação Integrada

O Instituto EcoFaxina compreende que a saúde de uma baía depende da integridade do seu manguezal e da pureza de suas praias. A poluição por resíduos sólidos e o lançamento de efluentes não afetam apenas um ponto, mas toda a teia trófica que conecta o fundo do estuário ao mar aberto. Proteger este sistema é garantir a resiliência costeira contra mudanças climáticas e preservar o patrimônio biológico que define a nossa identidade regional.

Conhecer para Proteger

Convidamos você a mergulhar neste catálogo detalhado da nossa fauna local. Ao entender as adaptações e os desafios de cada espécie — do caranguejo que escala o mangue à tartaruga que frequenta nossos costões — fortalecemos a consciência necessária para transformar a conservação em uma prioridade coletiva.

Explore abaixo um pouco da biodiversidade do nosso estuário e junte-se a nós na missão de mantê-lo vivo!

Bagre-amarelo - Cathorops spixii

Bagre-amarelo

Cathorops spixii (Agassiz, 1829)

Estuários lodosos, lagoas costeiras e manguezais. Prefere águas turvas e de baixa salinidade.

Bagre-bandeira - Aspistor luniscutis

Bagre-bandeira

Aspistor luniscutis (Valenciennes, 1840)

Águas costeiras e estuarinas. Prefere áreas com fundo lodoso.

Bagre-branco - Genidens barbus

Bagre-branco

Genidens barbus (Lacepède, 1803)

Águas costeiras e estuarinas. É uma espécie anádroma (migra do mar para o estuário/rio para se reproduzir).

Betara - Menticirrhus littoralis

Betara

Menticirrhus littoralis (Holbrook, 1847)

Praias arenosas e bocas de estuário.

Carapeba - Diapterus rhombeus

Carapeba

Diapterus rhombeus (Cuvier, 1829)

Águas costeiras rasas, lagoas hipersalinas e, principalmente, estuários. Prefere fundos lamosos e áreas protegidas entre as raízes de mangue. Suporta amplas variações de salinidade.

Carapeba-listrada - Sotalia guianensis

Carapeba-listrada

Eugerres brasilianus (Cuvier, 1830)

Estuários, lagoas costeiras e manguezais. Prefere fundos lodosos.

Cavalo-marinho - Hippocampus reidi

Cavalo-marinho

Hippocampus reidi (Ginsburg, 1933)

Habita estuários, manguezais, recifes de corais e áreas de vegetação submersa

Corvina - Micropogonias furnieri

Corvina

Micropogonias furnieri (Desmarest, 1823)

Juvenis em manguezais e estuários; adultos em águas costeiras.

Manjuba - Anchoviella lepidentostole

Manjuba

Anchoviella lepidentostole (Fowler, 1911)

Baías e estuários, tolerando variações de salinidade.

Michole-da-areia - Diplectrum radiale

Michole-da-areia

Diplectrum radiale (Quoy & Gaimard, 1824)

Fundos de areia e lodo em águas costeiras e canais estuários.

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