top of page
capa-complexo-estuarino-instituto-ecofaxina.jpg

Vida entre Marés

O Mosaico Ecológico do Estuário de Santos e São Vicente

Onde o continente encontra o Atlântico, surge um dos cenários mais dinâmicos e produtivos da natureza brasileira: o Sistema Estuarino de Santos e São Vicente. Mais do que uma simples transição entre rio e mar, nossa região é um complexo mosaico de ecossistemas interdependentes, onde manguezais, praias arenosas e costões rochosos trabalham em perfeita sintonia para sustentar a vida.

Uma Rede de Conexões Vitais

Nesta seção, exploramos a fauna que habita essa tríade ecológica. A vida que nasce na proteção das raízes do manguezal, o grande "berçário da vida marinha", frequentemente encontra abrigo nas fendas dos costões rochosos ou busca alimento nas zonas de arrebentação das nossas praias.

  • Manguezais: O coração pulsante do estuário, essencial para a ciclagem de nutrientes e abrigo de crustáceos e alevinos.

  • Costões Rochosos: Sentinelas de pedra que abrigam uma biodiversidade adaptada ao impacto das ondas, servindo de fixação para moluscos e área de caça para tartarugas e peixes.

  • Praias e Baías: Zonas de deposição e rica fauna bentônica, fundamentais para aves migratórias e espécies marinhas que dependem da dinâmica das areias.

 
A Importância da Conservação Integrada

O Instituto EcoFaxina compreende que a saúde de uma baía depende da integridade do seu manguezal e da pureza de suas praias. A poluição por resíduos sólidos e o lançamento de efluentes não afetam apenas um ponto, mas toda a teia trófica que conecta o fundo do estuário ao mar aberto. Proteger este sistema é garantir a resiliência costeira contra mudanças climáticas e preservar o patrimônio biológico que define a nossa identidade regional.

Conhecer para Proteger

Convidamos você a mergulhar neste catálogo detalhado da nossa fauna local. Ao entender as adaptações e os desafios de cada espécie — do caranguejo que escala o mangue à tartaruga que frequenta nossos costões — fortalecemos a consciência necessária para transformar a conservação em uma prioridade coletiva.

Explore abaixo um pouco da biodiversidade do nosso estuário e junte-se a nós na missão de mantê-lo vivo!

Miriquitis - Ophichthus gomesii

Miriquitis

Ophichthus gomesii (Castelnau, 1855)

Águas costeiras rasas e estuários com fundos de lodo ou areia fina. Tem o hábito de se enterrar no sedimento, deixando apenas a cabeça exposta.

Parati - Mugil curema

Parati

Mugil curema (Valenciennes, 1836)

Frequenta manguezais, estuários e áreas costeiras rasas.

Peixe-gato - Genidens genidens

Peixe-gato

Genidens genidens (Cuvier, 1829)

Baías e estuários. Prefere áreas com salinidade intermediária.

Pescada-amarela - Macrodon ancylodon

Pescada-amarela

Macrodon ancylodon (Bloch & Schneider, 1801)

Estuários e águas costeiras rasas (até 60m).

Robalo-flexa - Centropomus undecimalis

Robalo-flexa

Centropomus undecimalis (Bloch, 1792)

Águas costeiras, estuários e pode subir rios de água doce. Depende criticamente das raízes de mangue para emboscada.

Tainha - Mugil liza

Tainha

Mugil liza (Valenciennes, 1836)

Espécie euryhalina (tolera grandes variações de salinidade). Vivem em baías e estuários, mas migram para o mar aberto para desovar.

Tartaruga-Verde - Chelonia mydas

Tartaruga-Verde

Chelonia mydas (Linnaeus, 1758)

Juvenis e subadultos frequentam águas costeiras rasas, estuários e recifes de corais abundantes em algas e fanerógamas marinhas. Adultos migram entre áreas de alimentação e praias de desova.

bottom of page