

Restauração de manguezais no estuário de Santos. Tem lama, a gente refloresta.
O projeto
Na margem do canal do Porto de Santos, onde a maré sobe e desce todos os dias, existiu um dia uma floresta que trabalha pela cidade sem que a gente perceba. O manguezal protege a costa contra a erosão e as ressacas, filtra a água e serve de berçário para peixes, caranguejos e aves. Também guarda carbono, principalmente no solo alagado, o chamado carbono azul.
O Mangue no Clima, do Instituto EcoFaxina, quer devolver essa floresta à cidade. É um projeto de restauração ecológica de manguezais que usa a própria natureza como infraestrutura climática, unindo ciência, comunidade e educação ambiental.

O problema
Boa parte do manguezal do estuário de Santos foi degradada pelo lixo e pelo abandono. Plásticos, isopor e outros resíduos trazidos pela maré se acumulam entre as raízes. Por isso, no Mangue no Clima, limpar vem antes de plantar.


Fase 1 – Ponta da Praia
Em execução desde outubro de 2026, a primeira fase vai limpar e reflorestar três áreas na margem santista do canal do Porto, junto ao calçadão da Ponta da Praia.
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2.930 m² de manguezal em recuperação, em três áreas
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468 mudas de mangue-vermelho (Rhizophora mangle)
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500 a 1.000 kg de resíduos a retirar, pesados e classificados
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3 ações voluntárias de limpeza e plantio, com 150 a 200 voluntários
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Cerca de 38 toneladas de CO₂ que a área pode remover em 20 anos*
*Metas do Plano de Trabalho da Fase 1, não resultados. Estimativa com a taxa de 6,5 t de CO₂ por hectare ao ano; depende da sobrevivência das mudas.

Raízes-escora do mangue-vermelho (Rhizophora mangle), espécie plantada no projeto, no estuário de Santos.
Como fazemos
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Limpeza: retirada de resíduos das áreas de plantio e do entorno antes das mudas, e manutenção periódica do lixo trazido pela maré. Todo o material é pesado e classificado (gravimetria).
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Plantio: mudas de mangue-vermelho plantadas com espaçamento de 2,0 x 2,0 m, presas a tutores de bambu com barbante de juta, seguindo protocolos de restauração para o Sudeste brasileiro.
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Monitoramento: sobrevivência e crescimento das mudas, fauna e qualidade da água, com imagens de drone e geoprocessamento.

Equipe do projeto no plantio na Ponta da Praia, em 17 de outubro de 2026.
Florestania da maré
Florestania da maré é a ideia que move o projeto: cuidar do mangue como um ato de cidadania. O trabalho de campo é feito por pescadores artesanais de comunidades de palafitas, contratados como agentes ambientais. São eles que leem a maré e conhecem o mangue por dentro. O projeto gera renda nesses territórios e valoriza o conhecimento tradicional.
Diário de campo
Próxima etapa
O Mangue no Clima foi pensado como um programa em etapas. A Fase 2, em elaboração, propõe ampliar a área em recuperação para cerca de 3,3 hectares, com plantas jovens resgatadas do próprio manguezal, e seguir monitorando as áreas da Fase 1.
Venha pôr o pé na lama
Tem lama, a gente refloresta. O projeto vai abrir ações voluntárias de limpeza para 150 a 200 pessoas. Acompanhe as redes do Instituto EcoFaxina para saber as datas e cadastre-se como voluntário.
Realização e apoio
Realização: Instituto EcoFaxina.
A Fase 1 do Mangue no Clima é financiada por emendas parlamentares impositivas indicadas pelos vereadores Benedito Furtado, Fábio Duarte e Marcos Caseiro, por meio do Termo de Fomento nº 712961/2026 com a Prefeitura de Santos, sob acompanhamento da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEMAM).






