Cubatão recebe Ação Voluntária EcoFaxina neste domingo (19)

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17/02/2017 

Evento, organizado em parceria com a prefeitura da cidade, reúne voluntários que farão limpeza do Parque Ecológico do Perequê. 

Acontece neste domingo, 19 de fevereiro, a 80ª Ação Voluntária EcoFaxina. O evento será no Parque Ecológico do Perequê, em Cubatão (SP), importante área de preservação na região, que conta com trilhas em meio à Mata Atlântica.

O objetivo da ação, além da limpeza, é promover o turismo ecológico consciente no parque. Foto: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina
O objetivo da ação, além da limpeza, é promover o turismo ecológico consciente no parque.

“O parque forma um importante corredor ecológico e abriga grande biodiversidade que precisa ser preservada. Como recebe muitos turistas e moradores da cidade, poderemos encontrar bastante resíduos em sua área”, comenta o presidente do Instituto EcoFaxina, William Rodriguez Schepis, que organiza a ação em parceria com a Prefeitura de Cubatão e ajuda de voluntários do instituto.

O Parque Ecológico do Perequê tem 168 hectares (aproximadamente 160 campos de futebol), 11,5 Km de perímetro, 95 espécies vegetais e 183 animais (sendo 26 endêmicas da região). Um de seus principais atrativos é a cachoeira Véu de Noiva, com cerca de 60 metros de altura. A trilha que leva à cachoeira, considerada de dificuldade moderada, é vencida em cerca de uma hora. Durante o trajeto os aventureiros tem acesso a outras cachoeiras e também piscinas naturais.

Ação Voluntária EcoFaxina - Parque Ecológico do Perequê. Foto: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina

Ação Voluntária EcoFaxina - Parque Ecológico do Perequê. Foto: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina

Ação Voluntária EcoFaxina - Parque Ecológico do Perequê. Foto: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina

O evento conta com apoio do Instituto Federal de São Paulo Campus Cubatão, ETEC de Cubatão, Cepema-Poli-Usp, Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo, Associação Beneficente dos Catadores de Material Reciclável da Baixada Santista, Multientulho e Gari - Transportes e Limpezas.

Esta é a terceira Ação Voluntária EcoFaxina de 2017. A primeira aconteceu na praia da Vila Tupi (Praia Grande/SP) e a segunda no manguezal da Zona Noroeste de Santos (SP). É também a terceira realizada no parque em parceria com a Prefeitura de Cubatão, as anteriores ocorreram nos anos de 2012 e 2013.

Uma preocupação dos organizadores, é que, além de resíduos plásticos tradicionais, como embalagens de produtos, sacolas, lacres, etc, estão sendo encontrados também em ambientes aquáticos o microplástico e nanoplástico, que tem origem, em grande parte, no processo de fotodegradação e desgaste de objetos plásticos maiores, e representam uma grande ameaça às espécies aquáticas. “Estudos recentes mostram a crescente presença desses nanoplásticos nos ecossistemas costeiros e marinhos. Apesar de serem observados somente por meio de microscópio eletrônico, são uma grande ameaça de poluição até então desconhecida e cada vez mais presente nos organismos aquáticos. Inclusive em nossos alimentos”, alerta Schepis.

Para quem tiver interesse em participar como voluntário da 80ª Ação da EcoFaxina, pode enviar um e-mail para ecofaxina@gmail.com ou se inscrever diretamente no evento publicado na página do instituto no Facebook (www.facebook.com/ecofaxina/events).

A ação tem início na parte plana do rio às 8h30, com término às 12 horas. Os voluntários que optarem por continuar após a pausa para o lanche, terão a oportunidade de seguir pela trilha com a ação de coleta, aproveitando as belas piscinas naturais e cachoeiras formadas pelo rio, com conclusão prevista para 17 horas.

O Instituto EcoFaxina atua desde 2008 com foco no desenvolvimento e apoio a políticas públicas, pesquisas, programas e ações voltadas à proteção do Meio Ambiente e ao Desenvolvimento Sustentável. Um de seus principais objetivos para 2017 é implantar o projeto “Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos”, no Estuário de Santos, recuperando áreas de manguezais degradadas e diminuir a saída de plástico para o oceano. Para saber mais sobre esse projeto e conhecer o trabalho do Instituto, acesse http://www.institutoecofaxina.org.br.

SERVIÇO

80ª Ação Voluntária EcoFaxina
• Local: Parque Ecológico do Perequê, em Cubatão (SP)
• Mapa: https://goo.gl/maps/SfuEeibzpjr
• Transporte público: EMTU - Linha 912 - Praia Grande (Terminal Tatico) / Cubatão (USIMINAS) - Via Praia Grande (Terminal Rod. Urbano Tude Bastos) e Santos (Av. Nossa Sra. de Fátima).
• O que levar/usar: roupas leves, roupa de banho, tênis para trilha e mochila para transportar água, lanche, toalha, máscara de mergulho, celular, protetor solar, repelente, etc.
• Inscrições: pelo evento no Facebook - http://bit.ly/2kA1Nu9 – ou pelo email: ecofaxina@gmail.com.

Assessoria de Imprensa

Márcia Raele | Jornalista
Tel: 13 3301.2391 | Cel: 19 99225.2139
comunicacao.ecofaxina@gmail.com
www.institutoecofaxina.org.br


Filhote de peixe-boi morre após ingerir sacolas plásticas

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14/02/2017 

Um filhote de peixe-boi que se perdeu da mãe foi resgatado na Flórida, mas não resistiu aos danos provocados pelo plástico em seu trato digestório.

Os veterinários do zoológico tinham batizado o filhote de "Emoji". Após de ter sido separado de sua mãe, o jovem peixe-boi ingeriu sacolas plásticas em busca de algas marinhas no fundo do mar.
Os veterinários do zoológico tinham batizado o filhote de "Emoji". Após ter sido separado de sua mãe, o jovem peixe-boi ingeriu sacolas plásticas em busca de algas marinhas no fundo do mar.

Um filhote de peixe-boi foi resgatado em outubro, na Flórida, mas não conseguiu resistir aos danos que as sacolas plásticas que ingeriu por engano provocaram em seu organismo, e morreu no final de janeiro. O plástico foi encontrado em seu estômago com resíduos projetando-se por todo o intestino.
 

Os veterinários que resgataram o animal e o acolheram em um zoológico, na Flórida (EUA), disseram que foi um dos casos mais sérios que já presenciaram, e que ele estava sofrendo de uma coagulação intravascular, que fazia com que o filhote sangrasse e coagulasse ao mesmo tempo.

O peixe-boi conseguiu sobreviver durante três meses, e exatamente quando estava começando a ganhar peso e dar alguns sinais de melhora, não resistiu e morreu. “Este é um trágico exemplo das consequências das ações dos seres humanos”, disseram os veterinários ao jornal Whashington Post, em reportagem publicada este mês. “Agora, mais do que nunca precisamos nos responsabilizar, mantendo lixos e plásticos foras dos nossos rios e mares, e de estarmos cada vez mais conscientes das consequências de nossas ações”, ressaltaram. O caso chamou tanto a atenção dos veterinários, que eles resolveram acompanhar o bebê peixe-boi e fazer um vídeo sobre ele. Assista abaixo:


Segundos dados da revista National Geographic, existem 5,25 trilhões de resíduos plásticos no oceano – cerca de 269 mil toneladas na superfície. Estudos recentes descobriram que metade das tartarugas marinhas e quase todas as aves marinhas do planeta já ingeriram plástico.


Praia Grande recebe Ação Voluntária EcoFaxina em seu aniversário de 50 anos

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16/01/2017 

Voluntários realizarão coleta de microlixo dia 19/1, na praia da Vila Tupi. Um alerta de que nem tudo é festa quando o assunto é poluição marinha na Baixada Santista.

Além do aspecto ruim que ele dá às praias da região, o microlixo causa graves prejuízos à vida marinha, transfere poluentes químicos para o ambiente e pode ser ingerido por diversas espécies, incluindo aves, peixes, tartarugas e mamíferos. "Nanolixo" - Novos estudos mostram que partículas submicroscópicas de plástico, observadas somente através de microscópio eletrônico, representam uma ameaça de poluição até então desconhecida.
Além do aspecto ruim que ele dá às praias da região, o microlixo causa graves prejuízos à vida marinha, transfere poluentes químicos para o ambiente e pode ser ingerido por diversas espécies, incluindo aves, peixes, tartarugas e mamíferos. "Nanolixo" - Novos estudos mostram que partículas submicroscópicas de plástico, observadas somente através de microscópio eletrônico, representam uma ameaça de poluição até então desconhecida.

Integrando a programação dos 50 anos da Praia Grande, a 78ª Ação Voluntária EcoFaxina reunirá voluntários para uma coleta de microlixo na praia da Vila Tupi, onde o prefeito Alberto Mourão fará a entrega oficial das obras de reurbanização do entorno do Emissário Submarino da Sabesp, que incluem a construção de um deck, a instalação de uma academia para a melhor idade e a entrega de dois murais pintados pelo artista Erick Wilson, que é natural de Praia Grande, e tem como meta pintar 80 murais pelo mundo retratando os oceanos e a vida marinha. Praia Grande receberá as 10ª e 11ª edições.

O artista retratou uma onda gigante e um ambiente recifal utilizando a estrutura do Emissário Submarino.
O artista retratou uma onda gigante e um ambiente recifal utilizando a estrutura do Emissário Submarino.

Na tenda de verão da prefeitura, entidades ambientais estarão expondo seus trabalhos ao público das 10 às 17 horas.

A coleta terá início às 10h30 com encerramento previsto para 12h30, após a quantificação e qualificação dos resíduos retirados da faixa de areia. Os dados serão encaminhados à prefeitura.  A 78ª Ação Voluntária EcoFaxina tem o apoio do Departamento de Educação Ambiental da Praia Grande, Projeto Megafauna Marinha do Brasil e Universidade Santa Cecília - Unisanta.


Resíduos retirados do trato digestório de uma tartaruga-marinha. Fragmentos de plástico, em suas diferentes formas, cores e tamanhos compõem o banquete que oferecido diariamente aos animais marinhos da Baixada Santista.
Resíduos retirados do trato digestório de uma tartaruga-marinha. Fragmentos de plástico, em suas diferentes formas, cores e tamanhos compõem o banquete que oferecido diariamente aos animais marinhos da Baixada Santista.

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Aves comem plástico no oceano porque sentem 'cheiro de alimento'

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12/11/2016 

Um novo estudo lança luz sobre por que tantas aves marinhas, peixes, baleias e outras criaturas estão ingerindo tanto plástico. E não é exatamente o que os cientistas pensavam. 


Os oceanos estão sendo invadidos pelo plástico e centenas de espécies marinhas ingerem quantidades surpreendentes. No entanto, o porquê de tantas espécies, de minúsculos zooplânctons às baleias, confundirem plástico com alimentos nunca foi totalmente explorado.

Agora, um novo estudo explica o porquê: Tem cheiro de comida.

Algas são consumidas pelo krill, pequenos crustáceos que são a principal fonte de alimento para muitas aves marinhas. Como as algas se decompõe naturalmente no oceano, elas emitem um forte odor de enxofre conhecido como dimetilsulfureto (DMS). Aves marinhas em busca de krill aprenderam que o odor de enxofre às levam a suas áreas de alimentação.

Pequenos crustáceos semelhantes ao camarão, o krill compõe o zooplâncton, base da cadeia alimentar nos oceanos.

Acontece que o plástico flutuante fornece uma plataforma perfeita para as algas prosperarem. Como as algas se decompõe, emitindo o odor do DMS, aves marinhas, seguindo seus olfatos em busca de krill, são enganadas por uma "armadilha olfativa", de acordo com um novo estudo publicado dia 9 de novembro na Science Advances. Em vez de se alimentarem de krill, elas se alimentam de plástico.

"DMS é o sino do almoço", diz Matthew Savoca, estudante de doutorado da Universidade da Califórnia - Davis e principal autor do estudo. "Quando as pessoas ouvem o sino do almoço, sabemos que a comida está pronta. Este é o mesmo conceito. Uma vez que o olfato dos pássaros lhes diz que este é o lugar onde podem encontrar o krill, iniciam o forrageamento (comportamento de busca e exploração de recursos alimentares)".

Os detritos plásticos têm se acumulado rapidamente nos oceanos do planeta, quase dobrando a cada década. Em 2014, uma análise global estimou a quantidade de plástico nos oceanos em 250 milhões de toneladas, em grande parte suspenso na forma de pequenas partículas do tamanho de um grão de arroz. Mais de 300 espécies foram documentadas consumindo plástico, incluindo tartarugas, baleias, focas, aves e peixes. Aves marinhas estão especialmente em risco; Um estudo publicado no ano passado por cientistas da Austrália concluiu que praticamente todas as aves marinhas já consumiram plástico.

Na Baixada Santista, toneladas de plástico descartadas diariamente por favelas de palafitas em manguezais no interior do estuário saem para o oceano pelo do canal do Porto de Santos (acima) e pelo canal de São Vicente.

Cerca de 700 espécies de animais marinhos foram registradas como tendo encontrado detritos feitos pelo homem, como plástico, metal e vidro, de acordo com o estudo de impacto mais abrangente em mais de uma década realizado por pesquisadores da Universidade de Plymouth.

O plástico representa cerca de 92 % dos casos de ingestão e emaranhamento e 17 % de todas as espécies envolvidas está na lista vermelha de ameaçadas ou quase ameaçadas de extinção da IUCN, como a foca-monge-do-havaí e a tartaruga-cabeçuda.

Os cientistas sabem há muito tempo que o plástico no oceano é consumido porque parece comida. As tartarugas marinhas, por exemplo, confundem frequentemente sacolas plásticas com águas-vivas. Outros animais marinhos, incluindo peixes, devoram pedaços de microplástico, quebrados pela luz solar e a ação das ondas, porque se assemelham a pequenos organismos de que normalmente se alimentam.

Mas o estudo de como os odores podem influenciar na ingestão de plástico por animais marinhos é o primeiro de seu tipo. Savaca uniu-se a uma cientista que estuda como os odores afetam as tomadas de decisão, e um químico de alimentos e vinhos, para determinar qual odor poderia ser o causador.

"Isso não desmente que o plástico possa parecer visualmente atraente", diz ele. "Muitas vezes, é o cheiro que faz os animais forragearem na área e ativam o processo de alimentação. É muito mais provável que uma ave marinha coma plástico se ele parecer e 'cheirar' como comida."

Chelsea Rochman, uma bióloga evolucionária da Universidade de Toronto, que estuda os efeitos tóxicos do plástico consumido pelos peixes, chamou o estudo de um passo importante para entender por que os animais marinhos estão comendo plástico.

"Ao longo da literatura sobre detritos plásticos, você vê pesquisadores escreverem declarações implicando que os animais estão 'escolhendo' comer detritos plásticos sem um bom teste ou explicação do porquê", diz ela. "Este é o primeiro grupo a mergulhar realmente nos detalhes do porquê."

A equipe de Savoca decidiu se concentrar em aves já severamente afetadas pelo consumo de plásticos: albatrozes, pardelas e petréis. Eles começaram o estudo colocando sacos com microplástico em boias da baía de Monterey e Bodega Bay, ao largo da costa da Califórnia. Depois de três semanas eles recolheram os sacos e testaram o odor em laboratório.

"Eles cheiravam a enxofre", diz Savoca.


Não demorou muito para identificar o DMS como um forte preditor de consumo de plástico nos oceanos e a "infoquímica fundamental" que atrai animais marinhos para o plástico como se fosse krill. Testes de extração de odor confirmaram que três variedades comuns de plástico adquiriram uma "assinatura DMS" em menos de um mês. A equipe também descobriu, não surpreendentemente, que as aves mais atraídas pelo odor DMS são albatrozes, pardelas e petréis, as mais severamente afetadas pelo consumo de plástico.

Os pesquisadores querem agora desenvolver novos estudos para saber se outros animais, como peixes, pinguins e tartarugas, também são atraídos para o plástico por substâncias químicas.

E eles dizem que pode ser possível desenvolver plásticos que não atraiam algas ou não quebrem rapidamente no ambiente.

"Saber as espécies mais impactadas com base na maneira como encontram alimentos permite que a comunidade científica descubra como melhor alocar esforços de monitoramento e conservação para as espécies mais necessitadas", disse Savoca.

Fontes: Science Magazine e National Geographic 
Tradução e adaptação: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina


Pesquisa realizada pelo Instituto EcoFaxina, UNESP e CETESB confirma contaminação por metais no Rio dos Bugres

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17/09/2016 

Supressão de vegetação, aterramento, ocupação irregular em área de manguezal por uma das maiores favelas de palafitas do Brasil e um lixão, este é o cenário do Rio dos Bugres, que delimita parte dos municípios de Santos e São Vicente.

Invasões de áreas de mangue e lixão são fatores que contribuem para a contaminação do rio.
A pesquisa realizada com os sedimentos do Rio dos Bugres a fim de se averiguar a qualidade dos sedimentos (nível de toxicidade e contaminação por metais) confirmou a suspeita dos autores do estudo: os sedimentos exibiram alta toxicidade e alta contaminação, extrapolando os limites de qualidade de sedimentos para alguns metais.

A poluição por resíduos sólidos foi um obstáculo superado durante a coleta dos sedimentos.

O trabalho consistiu em testes de toxicidade aguda com o anfípodo Tiburonella viscana, realizado no Laboratório do Núcleo de Estudos em Poluição e Ecotoxicologia Aquática (NEPEA), coordenador pelo Professor Doutor Denis Abessa da Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Campus do Litoral Paulista e análises químicas de sedimentos, realizadas na Companhia Ambiental Do Estado De São Paulo (CETESB).

Os atores envolvidos na execução do trabalho, Instituto EcoFaxina (Sociedade Civil), UNESP (Academia) e a CETESB (Agência Ambiental do Governo do Estado de São Paulo), demonstram que diversos setores da sociedade podem atuar em colaboração, o que reforça a imparcialidade do trabalho.

Os dados são inéditos e de especial importância, tendo em vista que as campanhas de monitoramento no Sistema Estuarino de Santos e São Vicente realizadas pela CETESB não incluem cenários com essa característica. Ademais, esse estudo pode servir como referência para pesquisadores de outras regiões do país que possuem cenário semelhante.

Poder público

A inércia e o descaso dos gestores públicos de diferentes órgãos ao longo de décadas sobre a não observância e deficiência no cumprimento, planejamento, execução, fiscalização de políticas públicas e planos setoriais tais como o Código Florestal (Lei Federal nº 12651/12) – Manguezais são Áreas de Preservação Permanente - APP, Plano de Saneamento Básico (Lei Federal nº 11.445/07), Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/10), Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos entre outros, contribuíram e contribuem sobremaneira para que este cenário se perpetue e piore a cada dia.

A Prefeitura de Santos conduz um programa denominado Santos Novos Tempos que contempla obras de macrodrenagem na região do entorno do Bugres, remoção de submoradias, e ações que irão alterar o regime hidrológico e sedimentológico do rio, no entanto, as ações não possuem comunhão com o município de São Vicente, nem tampouco se contempla estudos para averiguar se existe ou não contaminação no Rio dos Bugres, pois, em caso de obras de dragagem, essa atividade terá que observar a Resolução CONAMA nº 454/2012 (Estabelece as diretrizes gerais e os procedimentos referenciais para o gerenciamento do material a ser dragado em águas sob jurisdição nacional).

O projeto Santos Novos Tempos apresenta problemas em sua execução e perdeu o financiamento do Banco Mundial. Link para os relatórios:  
http://documents.worldbank.org/curated/en/docsearch/projects/P104995

Por ser uma realidade complexa, somente um conjunto de ações como a remoção total das palafitas (contemplando a realocação dessas pessoas com moradias através de planos habitacionais), implantação e melhoria das condições de saneamento no entorno, gestão de resíduos, remediação das áreas contaminadas pelo lixão, limpeza e reflorestamento das áreas degradadas de mangue, poderá gradativamente restabelecer a condição natural do Rio dos Bugres e seus serviços ambientais.

O Programa Santos Novos Tempos, se revisto e ajustado de acordo com as necessidades locais e as legislações em vigor, se tornará uma boa oportunidade para o início de reversão deste cenário. É fundamental que São Vicente acompanhe esse processo, especialmente em colaboração com a CETESB para a remediação da área do antigo lixão.

Naturalmente, os esforços conjuntos de distintos setores do poder público dependem de vontade política dos seus gestores, no entanto, o clamor da comunidade e a atuação do Ministério Público poderiam acelerar esse processo a fim de reverter esse quadro de vulnerabilidade ambiental e social.

Link para o artigo:


Detritos plásticos são atualmente os itens mais frequentes no estômago da pescada-amarela

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18/08/2016 

Estuários tropicais estão entre os ambientes aquáticos mais produtivos do planeta, e suportam uma produção pesqueira de importância econômica e social. No entanto, a crescente pressão antrópica vem provocando diversas modificações das funções naturais dos estuários. 

Pesquisadores da UFPE analisam conteúdo gastrointestinal da pescada-amarela Pesquisadores do Laboratório de Ecologia e Gerenciamento de Ecossistemas Costeiros e Estuarinos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) analisaram o trato digestivo da pescada-amarela (Cynoscion acoupa) no Estuário do Rio Goiana em Pernambuco, que faz parte da Reserva Extrativista Acaú-Goiana. O item que apareceu com maior frequência, em todas as fases de vida foram os resíduos plásticos: 64,4% dos juvenis, 50% dos sub-adultos e 100% dos adultos tinham resíduo plástico em seus estômagos.

A ingestão de resíduos plásticos pela ictiofauna é recorrente em sistemas estuarinos devido à abundância deste contaminante nestas áreas, associada a condições ambientais como turbidez da água, hidrodinâmica do estuário, transferência pela cadeia trófica, entre outros fatores. Espécies que pertencem a família Sciaenidae frequentemente utilizam os estuários em seu ciclo de vida. Elas desovam no mar e utilizam o ambiente estuarino como criadouro de larvas, juvenis e sub-adultos, podendo permanecer, sob condições favoráveis, no estuário o ano todo. Estas espécies sofrem com as ações antrópicas durante praticamente todo seu ciclo de vida. Dentre os detritos encontrados, 97% deles eram filamentos de plástico de aproximadamente 5 milímetros. Vale ressaltar que esta espécie possui ampla distribuição pelo litoral brasileiro, representando um importante recurso pesqueiro que deve ser preservado. Estudos desta natureza revelam como a intensa ação antrópica interfere na cadeia trófica de diversos organismos direta ou indiretamente.

Para ler o artigo completo clique aqui.
Fonte: ObservaSC


Sete dias sem tratores nas praias de São Vicente

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21/06/2016 - Por William Rodriguez Schepis 

A solução de um problema social tem início quando a sociedade reconhece o problema. 

São Vicente passa por uma grave crise administrativa, apresenta problemas de infraestrutura, segurança, saúde, educação e claro, problemas ambientais. Ironicamente, sua má administração serviu para tornar evidente à população o real quadro da poluição marinha no estuário de Santos.

Com a interrupção da limpeza das praias, o lixo trazido pelas ondas se acumulou na faixa de areia da praia do Itararé, em São Vicente
Com a interrupção da limpeza das praias, o lixo trazido por marés e ondas se acumulou na faixa de areia da praia do Itararé, em São Vicente

Funcionários da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) entraram em greve no dia 8 de junho, paralisando a coleta de lixo na cidade, o que na Baixada Santista inclui garis e tratores para recolhimento de lixo que o mar despeja diariamente na faixa de areia das praias. Resultado, frequentadores e repórteres começaram a se manifestar sobre o lixo acumulado nas praias de São Vicente.





No último sábado (18)  estivemos bem cedo na praia do Itararé para qualificar os resíduos presentes na preamar da faixa de areia, e assim identificarmos as fontes poluidoras. Não foi surpresa constatarmos que mais de 90% dos resíduos tinham origem domiciliar, provenientes do descarte em áreas de mangue invadidas por favelas de palafitas nos municípios de Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá, que margeiam o estuário de Santos.

Logo após a análise dos resíduos, acompanhamos o trabalho de coleta realizado por trabalhadores da Codesavi, que voltaram de greve assim que a prefeitura realizou o pagamento dos salário atrasados.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.

O lixo descartado no mangue polui o mar.


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Para combatermos a poluição marinha em nossa região, é de suma importância que a sociedade compreenda que o lixo acumulado nas praias de São Vicente não é resultado da greve dos trabalhadores da Codesavi, não é resultado somente da má gestão do prefeito Bili, não é culpa dos "paulistas" (como muitos moradores se referem aos turistas) e também não é culpa dos navios que atracam no porto de Santos. É resultado de décadas de falta de vontade política para resolver o problema das submoradias em áreas de preservação permanente nas periferias das cidades. É resultado do pífio investimento em políticas habitacionais condizentes com a absurda realidade socioambiental onde milhares de famílias vivem em áreas insalubres e de vulnerabilidade social. Mas sobretudo, é resultado de décadas de descaso, de falta de amor e respeito ao próximo e à natureza.

Todo o lixo gerado pelas palafitas é descartado no manguezal, assim como o esgoto, o óleo de cozinha e a água utilizada em máquinas de lavar roupa.
Todo tipo de resíduo é descartado no manguezal, embalagens e sacolas plásticas, móveis, eletroeletrônicos, remédios, bem como esgoto, óleo de cozinha e água das máquinas de lavar roupa. 

Dona Maria, mãe de 17 filhos, dos quais 12 sobreviveram, tem 55 netos e 6 bisnetos. Ao todo, 73 descendentes, dos quais 22 moram com ela em uma palafita de 30 metros quadrados, em Santos.

Claro, existem outras fontes de poluição marinha em nossa região, que juntas correspondem a cerca de 20% dos resíduos coletados em nossas ações voluntárias, realizadas em diversas praias da região. Essas fontes estão relacionadas sobretudo às atividades pesqueiras e ao consumo de comida, bebida e cigarro nas praias. Para esses casos, necessitamos urgentemente de políticas públicas voltadas para educação, fiscalização e punição.

#MangueFazADiferença #PorUmMarSemLixo

Desde sua fundação em 2008, o Instituto EcoFaxina busca alertar governo, imprensa e sociedade sobre o problema da poluição marinha no estuário de Santos, que possui principal fonte de resíduos as favelas de palafitas. Como entidade do terceiro setor, entendemos que nosso principal parceiro deva ser o ente público, responsável direto pelas questões ambientais no município. Mantemos diálogo permanente com diversos órgãos públicos municipais, buscando apoio sobretudo para a implementação de uma frente de trabalho formada por jovens desempregados moradores de palafitas para o trabalho diário de limpeza, reciclagem e reflorestamento de áreas degradas de mangue na Zona Noroeste de Santos.

Jovem coleta garrafas pet em manguezal de Santos. O pet sujo coletado no mangue possui tem valor quando não beneficiado. Desde 2009, muitos jovens da região torcem para que ocorra a parceria entre a Prefeitura de Santos e o Instituto EcoFaxina, o que para eles significará um trabalho com melhores condições de segurança e aumento na geração de renda.

O diálogo com a Prefeitura de Santos teve inicio na gestão (2008 - 2012) do prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB), hoje deputado federal pelo PSDB, com a elaboração em 2009 do Projeto Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos, no qual o governo municipal realiza a cessão de uma área próxima à margem do rio dos Bugres para a construção de um galpão por meio de parcerias entre o Instituto EcoFaxina e a iniciativa privada.

Durante a gestão Papa, o projeto quase saiu do papel, chegando a ser anunciado à imprensa pelo então secretário do meio ambiente, Flávio Rodrigues Correia, que comandou a Semam de 2005 à 2010, sendo substituído por Fábio Alexandre de Araújo Nunes, o professor Fabião, biólogo, ambientalista, e até então vereador e "padrinho" do Instituto EcoFaxina, exercendo fundamental apoio para o início de nossas atividades. Hoje é secretário de cultura de Santos e nosso conselheiro estatutário e associado benemérito.

Professor Fabião posa para foto com crianças da comunidade durante ação voluntária em manguezal de Santos.

No segundo semestre de 2011, fomos procurados pela equipe de campanha do atual prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) para contribuirmos na elaboração de seu plano de governo para a área ambiental. Participamos de diversas reuniões em que discutimos, sobretudo, a questão da poluição marinha, onde apresentamos o projeto Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos, que já se encontrava na Semam como um processo administrativo da prefeitura. O projeto entraria como prioridade no plano de cem dias de governo, sendo firmada uma parceria entre a prefeitura de Santos e o Instituto EcoFaxina, possibilitando a sua implantação, e contemplando parte das metas ambientais do projeto Santos Novos Tempos.

Rogério Custódio, chefe do Departamento de Assuntos Legislativos, William Rodriguez Schepis, diretor-presidente do Instituto EcoFaxina, Paulo Alexandre Barbosa, prefeito de Santos e Kenny Mendes, vereador de Santos, durante reunião ocorrida em março de 2015 para tratar da implantação do Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos.
Rogério Custódio, chefe do Departamento de Assuntos Legislativos, William Rodriguez Schepis, diretor-presidente do Instituto EcoFaxina, Paulo Alexandre Barbosa, prefeito de Santos e Kenny Mendes, vereador de Santos, durante reunião ocorrida em março de 2015 para tratar da implantação do Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, o líder comunitário André Ribeiro e o diretor-presidente William Rodriguez Schepis durante visita ao canteiro de obras do projeto Santos Novos Tempos.
O prefeito Paulo Alexandre Barbosa, o líder comunitário André Ribeiro e o diretor-presidente William Rodriguez Schepis durante visita ao canteiro de obras do projeto Santos Novos Tempos.

Apesar da vontade do prefeito, que se mostrou preocupado com a pauta durante algumas reuniões que tivemos nos últimos quatro anos, a Secretaria do Meio Ambiente passou por diversas transições de comando, o que atrasou o andamento interno do processo, tendo à frente o advogado Luciano Cascione, o advogado e biólogo Luciano Pereira de Souza, a arquiteta Marise Céspede Tavolaro, e conta desde setembro de 2015 com a também arquiteta, Débora Branco Bastos Dias, com quem o processo avançou bastante, e conseguimos finalizar a minuta do Termo de Cooperação Técnica neste semestre, que deverá seguir agora para parecer da Procuradoria e posterior encaminhamento ao Gabinete do Prefeito.

Somente através da limpeza e do reflorestamento de áreas degradadas de mangue poderemos juntos congelar o avanço das invasões, educar e diminuir gradualmente o aporte de lixo no mar e nas praias da região.

Enormes quantidades de plástico se acumulam em costões rochosos da região.
Enormes quantidades de plástico se acumulam em costões rochosos da região.

Plástico e propágulos de mangue, em comum a mesma origem.
Plástico e propágulos de mangue, em comum a mesma origem.

Câmara Municipal

O Instituto EcoFaxina atua também junto aos vereadores, e tem conseguido apoio sobretudo do vereador Kenny Mendes (PSDB) que criou um projeto de Lei de Utilidade Pública, sancionada pelo prefeito , projeto de Lei que multa quem descarta lixo em áreas públicas, e projeto de Lei para a compra de ecobarreiras, para serem utilizadas no projeto Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos. O Instituto EcoFaxina vem recebendo diversos votos de congratulação da Câmara Municipal de Santos pelo trabalho que desenvolve na cidade.

Ações Voluntárias

Sim, nossas ações limpam. Nossos voluntários retiram enormes quantidades de plástico de ambientes naturais, principalmente de manguezais, resíduos que poderiam causar danos à fauna. Contudo, além de limpar, as ações voluntárias organizadas pelo Instituto EcoFaxina no estuário de Santos tem como objetivo, principal, conscientizar a sociedade que de nada adianta continuarmos coletando resíduos que chegam às praias pelo mar sem que direcionemos nossos olhares e esforços para transformarmos a realidade dos manguezais e das milhares de famílias que vivem em condições inaceitáveis em uma cidade rica como Santos, que abriga o maior porto do Brasil e da América Latina, e que deveria dar exemplo de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental para outras prefeituras do Brasil.

Lutamos por políticas públicas de habitação, saneamento básico, educação e recuperação ambiental porque acreditamos ser a maneira mais eficaz no combate à poluição marinha no estuário de Santos e São Vicente. Se quiser praias mais limpas e evitar que animais marinhos ingiram plástico e morram, a população deve cobrar seus por esses direitos básicos, garantidos pela constituão federal. A falta de investimento em saneamento básico acarreta prejuízos para áreas como saúde, turismo, pesca e navegação. Investir em saneamento é básico. Por um mar sem lixo!  

Voluntários coletam plástico durante ação voluntária em manguezal de Santos
Voluntários coletam plástico durante ação voluntária em manguezal de Santos

Voluntários posam para foto após coletarem 153 kg de resíduos da praia de Itaquitanduva, em São Vicente
Voluntários posam para foto após coletarem 153 kg de resíduos da praia de Itaquitanduva, em São Vicente


Peixes comem plástico como adolescentes comem fast food, aponta estudo

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07/06/2016 

Filhotes tornam-se viciados em plástico no mar da mesma forma que adolescentes em fast food, afirmam pesquisadores suecos. 

Filhote de peixe donzela que ingeriu microplásticos. Crédito: Oona Lonnstedt
Filhote de peixe donzela que ingeriu microplásticos. Crédito: Oona Lonnstedt

Publicado na revista Science, o estudo descobriu que a exposição a grandes níveis de poliestireno - polímero pertencente ao grupo dos plásticos cuja característica é a sua moldabilidade - faz com que o peixe prefira estas partículas do que alimentos naturais e mais saudáveis.

Como resultado desta exposição ao plástico, os peixes tornam-se mais frágeis, lentos e suscetíveis de serem atacados por predadores. Um outro estudo, feito por pesquisadores americanos e publicado pela mesma revista, estima que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico sejam introduzidas, por ano, nos oceanos.

Areia repleta de microplástico na praia do Gonzaga, em Santos. Crédito: William R. Schepis/Instituto EcoFaxina
Areia repleta de microplástico na praia do Gonzaga, em Santos.

Quando exposto à radiação ultra violeta e também devido ao movimento das ondas, estes plásticos dividem-se em pequenas partículas com menos de cinco milímetros, tornando-se microplásticos. Os pesquisadores mostram-se preocupados com esta situação, já que estes minúsculos fragmentos se instalam nas vísceras dos peixes.

Filhotes de perca preferiram plástico à alimentos durante estudo. Crédito: Oona Lonnstedt
Filhotes de perca preferiram plástico à alimentos durante estudo. Crédito: Oona Lonnstedt

Para conhecerem os impacto causados pelo plástico nos peixes jovens, os pesquisadores expuseram, em tanques, larvas de peixes com e sem concentrações de poliestireno. Nos tanques sem poliestireno, 96% das larvas tiveram sucesso enquanto que nos tanques com poliestireno, a percentagem diminuiu para 81%.

"Todos eles tinham acesso ao plâncton mas decidiram comer apenas o plástico. O plástico parece ter um componente químico que desencadeia uma resposta alimentar para os peixes", afirma a pesquisadora da Universidade de Uppsala, Oona Lonnstedt, em declarações à estação britânica BBC.

"Penso nisto como os adolescentes que preferem fast-food, uma comida menos saudável, apenas para se encherem", diz Lonnstedt.

Os pesquisadores dizem que está ocorrendo um declínio nas espécies de peixes e que este impacto pode ter, consequentemente, efeitos profundos sobre os ecossistemas.

      Fonte: BBC


Apesar do frio e da chuva, voluntários retiram 48 kg de lixo da praia do Gonzaga

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06/06/2016 - Por William Rodriguez Schepis 

Em Santos, o Dia Mundial do Meio Ambiente foi marcado por muita determinação e amizade.

Um domingo frio e chuvoso, perfeito para ficar em casa debaixo da coberta dormindo até tarde! Não para os nossos voluntários, que acordaram cedo para mais uma ação contra a poluição marinha por plástico.

A 70ª Ação Voluntária EcoFaxina contou com a participação de alunos da Universidade Santa Cecília, Universidade Federal de São Paulo, funcionários do Hospital Ana Costa e da Vopak Brasil, empresa que atua com armazenagem e movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos. Um grupo de voluntários do Greenpeace Brasil acordou ainda mais e veio de São Paulo para reforçar o pelotão ecológico!

Na praia os voluntários se depararam com uma das areias mais poluídas do país, com milhões de partículas de plástico com menos de 3 milímetros, incluindo pellets (esferas de polietileno, matéria prima para a produção de diferentes tipos de plástico), além de uma enorme quantidade de bitucas de cigarro, lacres, tampas, embalagens, sacolas plásticas, pedaços de plástico filme, hastes de cotonete e pirulito, brinquedos, etc. Foram coletados também dois pneus de carro e um grande saco de ráfia que estavam enterrados na areia.

No total, os voluntários retiraram 48 kg de resíduos da areia -  30 kg de plástico e 18 kg de borracha.

Confira algumas fotos da ação:

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina

Dia Mundial do Meio Ambiente - 70ª Ação Voluntária EcoFaxina