Exposição no Aquário do Guarujá retrata um futuro de vida ou morte para os oceanos

Compartilhe:

15/04/2014 

Ação idealizada pela agência Leo Burnett Tailor Made com o apoio do Instituto EcoFaxina incentiva a limpeza das praias em defesa do meio ambiente marinho. O artista plástico Eduardo Srur assina exposição.

Escolas públicas e particulares agendarão visitas visando a educação ambiental das crianças
Escolas públicas e particulares agendarão visitas visando a educação ambiental dos alunos,

Começou ontem (14), no aquário do Guarujá Acqua Mundo, a exposição intitulada “O Aquário Morto” idealizado pela agência Leo Burnett Tailor Made em parceria sustentável do Instituto EcoFaxina, que trabalha na coleta de resíduos nas áreas degradadas da Baixada Santista, assinada pelo artista paulistano Eduardo Srur, que se destacou por trabalhos que chamam a atenção para questões ambientais e o cotidiano nas metrópoles. A mostra vai até o dia 10/05, sempre de segunda à sexta, das 10h às 18h, sábados das 10h00 às 22h e domingos e feriados, das 10h às 20h.


A sala principal do Acqua Mundo, com aproximadamente 360° de aquário, foi dividida ao meio deixando todas as espécies marinhas de um lado. O outro espaço apresenta os resíduos retirados por voluntários do Instituto EcoFaxina durante duas ações voluntárias, uma na praia de Itaquitanduva, em são Vicente, e outra na praia do Saco do Major, no Guarujá, formando uma imagem do "fundo do mar” repleto de lixo. O objetivo é impactar o público para que entendam o quanto é importante que todos abracem essa causa. O artista Eduardo Srur reforça que cabe a cada um escolher o que quer para o seu futuro “morte ou vida” e a exposição mostra exatamente isso.


Voluntários do Instituto EcoFaxina durante a 45ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada na praia de Itaquitanduva, em São Vicente. Crédito: William R. Schepis / Instituto EcoFaxina
Voluntários do Instituto EcoFaxina durante a 45ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada na praia de Itaquitanduva, em São Vicente. Foto: William R. Schepis / Instituto EcoFaxina

Voluntários do Instituto EcoFaxina durante a 46ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada na praia do Saco do Major, em Guarujá. Crédito: William R. Schepis / Instituto EcoFaxina
Voluntários do Instituto EcoFaxina durante a 46ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada na praia do Saco do Major, em Guarujá. Foto: William R. Schepis / Instituto EcoFaxina

O fundador do Instituto EcoFaxina William Rodriguez Schepis alerta para a importância da educação ambiental " As pessoas precisam mudar seus hábitos diários em relação ao descarte de resíduos, e as prefeituras incentivarem trabalhos como o do Instituto EcoFaxina, apoiando iniciativas que visem a recuperação ambiental do estuário de Santos. É importante também incentivar atividades de educação ambiental, principalmente nas favelas de palafitas localizadas em regiões de manguezal, consideradas áreas de proteção permanente. Precisamos que os prefeitos escutem o nosso alerta e apoiem nossos projetos que visam a recuperação ambiental e a geração de trabalho e renda para jovens desempregados que vivem em palafitas.”, afirma o biólogo que trabalha ativamente com crianças em escolas e comunidades carentes.

Metade do "tanque oceano" foi preenchido com os resíduos coletados pelos voluntários
A mostra foi montada pelo artista plástico Eduardo Srur, que utilizou resíduos coletados pelos voluntários do Instituto EcoFaxina.

A exposição faz com que o visitante enxergue os impactos da poluição marinha e reflita sobre a importância do descarte correto dos materiais recicláveis
A exposição faz com que o visitante enxergue os impactos da poluição marinha e reflita sobre a importância do descarte correto do lixo.

Para Srur, chamar a atenção para elementos esquecidos pela sociedade é um grande passo para a mudança “Faz algum tempo que comecei com a missão de tirar a arte dos museus e das galerias e levar para o grande público, de forma que aproxime a arte do cotidiano das pessoas. Esse é um ingrediente essencial para modificar a forma de como enxergamos a realidade. Se você da à possiblidade do público mudar o olhar, você começa a mudar as práticas e a forma como lidamos com essa realidade”, afirma ele.


O objetivo da exposição é sensibilizar o visitante e incentivar a prática de hábitos sustentáveis no dia a dia
O objetivo da exposição é sensibilizar o visitante e promover hábitos sustentáveis em seu dia a dia.

As crianças são tocadas pela exposição e levam para o lar uma nova consciência ambienta.

Atualmente, cerca de 260 espécies da fauna marinha são afetadas pelo lixo descartado, com aproximadamente 80% dos resíduos provenientes de áreas terrestres. O habitat marinho virou um enorme lixão que recebe toneladas de resíduos. Ambientalistas estimam que 14 bilhões de quilos de lixos sejam descartados todos os anos nos oceanos, destino final de todo o nosso lixo.


Necropsia de um albatros. Animais marinhos confundem plástico com alimentos.

A costa brasileira, com 9.198 km de extensão, possui mais de cinco regiões metropolitanas à beira-mar que geram quase 56 mil toneladas de resíduos por dia. Entre elas, a região da Baixada Santista, com muitas favelas de palafitas, com destaque para o Dique da Vila Gilda, considerada a maior favela de palafita do Brasil, no Município de Santos, que abriga de forma precária seis mil famílias em meio a toneladas de lixo e muito esgoto.

INSTITUTO ECOFAXINA

Uma associação civil sem fins lucrativos formada por Biólogos Marinhos, entre eles o idealizador William Rodriguez Schepis, que já mobilizou aproximadamente 600 voluntários e retirou mais de 28 toneladas de resíduos de áreas naturais na Baixada Santista. O instituto trabalha na coleta dos resíduos e recuperação das áreas degradadas, em parceria com as comunidades que contribuem para o atual cenário de caos, como as favelas de palafitas.

EDUARDO SRUR

O artista paulistano Eduardo Srur começou na pintura, mas se destacou nas intervenções urbanas. Suas obras se utilizam do espaço público para chamar a atenção para questões ambientais e o cotidiano nas metrópoles. Realizou diversas intervenções urbanas na cidade de São Paulo e participou de exposições em muitos países, entre eles Cuba, França, Suíça, Espanha, Holanda, Inglaterra, Alemanha.
 

ACQUA MUNDO

O Acqua Mundo é um dos maiores aquários da América do Sul, com um tanque de 800 mil litros de água do mar, e cerca de três mil animais em exposição, como tubarões, pinguins, peixes de água doce e salgada e répteis como lagartos, jacarés e cobras. Um verdadeiro complexo de entretenimento com 49 recintos (água doce, salgada, aquaterrários e terrários), praça de alimentação (choperia, sorveteria e cafeteria), loja temática, estacionamento.


Diretor do Instituto EcoFaxina fala sobre a importância dos Planos Municipais de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos em entrevista à Rádio CBN Santos

Compartilhe:

20/03/2014 

O diretor de saneamento ambiental do Instituto EcoFaxina, Adalberto Joaquim Mendes, foi entrevistado na última terça-feira (18) pelo repórter Guilherme Pradella, da Radio CBN Santos, e falou sobre a problemática da falta dos atestados de irregularidade e cumprimento da Lei 12.305 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, para a elaboração dos Planos Municipais de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos, deixando claro que os prefeitos que não apresentarem os planos até agosto deste ano, estarão passíveis de enquadramento em Crime Ambiental e Improbidade Administrativa.

Adalberto também esclareceu que os municípios que tiverem os planos adequados terão acesso a recursos do Ministério do Meio Ambiente para investir em diversas áreas relacionadas ao Meio Ambiente, e ressaltou que em Novembro de 2013 a presidente Dilma Rousseff assinou o PLANSAB - Plano Nacional de Saneamento Básico, que prevê investimentos de R$ 520 bilhões de reais para os próximos 30 anos.

Adalberto Joaquim Mendes é Engenheiro Civil e Autor do Livro “Saneamento Básico para Gestores”; Coordenador e Idealizador do Projeto Saneamento +; Consultor e Diretor de Engenharia, Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Saneamento Ambiental na empresa de Consultoria Ambiance Solutions de Santos - SP; Coautor de informativos e cartilhas sobre Saneamento Ambiental e Resíduos Sólidos; Participações e Palestrante em eventos, bem como Rio+20; Coordenador Técnico do PLAMSAN – Programa de Apoio à Elaboração dos Planos de Saneamento Básico e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios do Estado do Amazonas; Atuações recentes: Conselheiro Titular do Comitê de Saneamento Ambiental do Conselho das Cidades – Ministério das Cidades (Elaboração das Leis № 11.445/07 e № 12.305/10, bem como os Decretos № 7.217/10 e № 7.404/10); Membro do Grupo de Trabalho Interinstitucional, incumbido de coordenar a elaboração e promover a discussão do Plano Nacional de Saneamento – PLANSAB, representando o Poder Público Municipal; Membro do Grupo de Trabalho Interinstitucional incumbido de discutir a implementação das ações de logística reversa dos resíduos sólidos nos acordos setoriais – Ministério do Meio Ambiente. Consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD; Chefe do Serviço de Engenharia em Saúde Pública da Fundação Nacional de Saúde – FUNASA; Professor da Escola de Engenharia Mauá, Disciplina: Hidráulica e Saneamento.


44ª Ação Voluntária EcoFaxina retira 960 kg de lixo em área de preservação

Compartilhe:

10/03/2014 

A ação foi a terceira da série TOP Skol - Transtorno Obsessivo por Praia, que incentiva projetos de referência no segmento. 

A limpeza de parte do manguezal foi feita com a ajuda de uma embarcação cedida pelos moradores. Crédito: Eduardo Amaro Silva / Instituto EcoFaxina

A 44ª Ação Voluntária EcoFaxina de Limpeza e Conscientização Ambiental encerrou neste último domingo, 09/03, a série de três ações que tiveram patrocínio do projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que promove melhorias na qualidade das praias apoiando projetos de referencia no segmento.

A Ação contou com 46 voluntários que retiraram 960 kg de lixo de uma área de mangue na Zona Noroeste de Santos, nas comunidades do Mangue Seco e Butantã, onde vivem 450 famílias e mesmo local da 42ª Ação Voluntária EcoFaxina, quando foram retirados 266 kg, totalizando 1.226 kg que estavam neste trecho de área de preservação. Entre os detritos, muitos eletroeletrônicos como aparelhos de som, televisores, DVDs e muito plástico, que é o principal foco da coleta.

Voluntárias coletam lixo descatado no manguezal de forma irregular pelos moradores das palafitas. Crédito: Eduardo Amaro Silva / Instituto EcoFaxina

Além da retirada de detritos, o grupo entregou panfletos de porta em porta com informações sobre os efeitos nocivos ao meio ambiente, saúde, turismo, pesca e navegação, que são causados pelo descarte irregular de lixo. “As pessoas começam a entender que não é bom sujar o mangue”, explica André Ribeiro, presidente da associação local de moradores, que apoiou a atividade, sobre a importância desse projeto na comunidade.

Além da retirada de detritos, o grupo entregou panfletos de porta em porta com informações sobre os efeitos nocivos ao meio ambiente, saúde, turismo, pesca e navegação, que são causados pelo descarte irregular de lixo.Crédito: Eduardo Amaro Silva / Instituto EcoFaxina

Para William Schepis, biólogo marinho e fundador do Instituto EcoFaxina, um dos problemas é que as palafitas formam longos corredores - chamados de becos pelos moradores - que tornam bastante longa a condução do lixo até os contentores, que ficam em área urbanizada. “Por isso temos que investir na conscientização. Esse material acaba sendo levado pela maré até as praias, prejudica a balneabilidade, os animais marinhos e todo o ecossistema”, alerta.

Segundo William, o próximo passo é formar uma parceria com a prefeitura de Santos para envolver os jovens da comunidade na coleta e seleção dos matérias que podem ser reciclados. “Mostrar a importância do ecossistema e da limpeza, e que o lixo pode se tornar renda, tem um forte impacto na forma que as pessoas lidam com o que seria descartado inapropriadamente”, garante.

Os voluntários também distribuíram 92Kg de alimentos não perecíveis que haviam sido arrecadados no Trote Ecológico Unisanta, durante a 43ª Ação, a segunda da série TOP Skol, que envolveu calouros e veteranos da Biologia Marinha da UniSanta, na praia Saco do Major, em Guarujá, no último dia 23/02.


O Instituto - O Instituto EcoFaxina foi criado em 2008 e desde então já retirou cerca de 27,9 toneladas de lixo em 44 ações voluntárias na baía e no estuário de Santos e São Vicente. A ONG conta atualmente com apoio da Universidade Santa Cecília, Diretório Acadêmico de Biologia Marinha Unisanta e Terracom. As ações na Zona Noroeste também tiveram valoroso apoio da Associação dos Moradores do Mangue Seco e Butantã. Para saber mais sobre a ONG, viste o blog e a fanpage no Facebook.


Manguezal em Santos recebe a 44ª Ação Voluntária EcoFaxina neste domingo (9/3)

Compartilhe:

04/03/2014 

Os voluntários do Instituto EcoFaxina retornam à comunidade do Mangue Seco e Butantã, no bairro do Bom Retiro, para mais uma ação voluntária de limpeza e conscientização ambiental. O objetivo é recolher parte do lixo descartado no manguezal e conscientizar os moradores sobre os problemas causados ao meio ambiente e à saúde deles próprios.

Voluntários coletam diversos tipos de objetos e materiais no mangue. Crédito: Instituto EcoFaxina

Segundo William Schepis, fundador da ONG, esse lixo é o mesmo que os surfistas e banhistas encontram nas praias da região. “Quando a maré enche, o lixo boia e é levado pela correnteza até as praias”, explica o biólogo marinho, lembrando que o lixo também é responsável pela morte de animais e coloca em risco o ecossistema da região, já bastante prejudicado. "Além do lixo 

Será a 44ª Ação Voluntária EcoFaxina promovida pelo instituto, que já recolheu 26,9 toneladas de lixo da praias e mangues da região, e é também a terceira da série apoiada pelo projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, projeto que incentiva atividades ligadas à melhoria da qualidade das praias brasileiras.

Os voluntários do Instituto EcoFaxina contarão com a ajuda da associação local de moradores, que empreende ações de conscientização ambiental em parceria com a ONG na comunidade, formada por cerca de 450 famílias.

De acordo com André Ribeiro, presidente da Associação de Moradores do Mangue Seco e Butantã, o lixo afastou a fauna do mangue. “Quando vim morar aqui havia até camarão, mas de um tempo para cá eles aparecem cada vez menos”, relata.

Os voluntários se reúnem às 8 horas em frente à Universidade Santa Cecília, que fica na rua Dr. Oswaldo Cruz, 277, no Boqueirão, e partem de ônibus fretado até o local, na Zona Noroeste. Ao término do evento, os resíduos são qualificados, quantificados e encaminhados para reciclagem e aterro sanitário.

Trote Ecológico Unisanta conscientizou calouros

Calouros e veteranos da faculdade de biologia marinha posam para a foto da ação. Crédito: Herbert Passos Neto / Instituto EcoFaxina

No dia 23/02 veteranos e calouros do curso de Biologia Marinha retiraram 320 quilos de lixo do Saco do Major, em Guarujá. O grupo saiu de escuna da ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos.

Escuna parte com os alunos de Santos para a praia do Saco do Major, em Guarujá. Crédito: Herbert Passos Neto / Instituto EcoFaxina

Esse foi o 5º Trote Ecológico Unisanta organizado pelo Instituto EcoFaxina e fez parte da 43ª Ação Voluntária de Limpeza e Conscientização Ambiental da ONG.

Com 70 pessoas presentes, entre calouros e veteranos, a ação recolheu 320 quilos de lixo da praia e dos costões rochosos, em cerca de três horas. “Se houvesse mais tempo, poderíamos ter recolhido muito mais”, relata William Schepis, fundador do instituto.

A quantidade de plástico que se acumula entre as rochas é enorme. Crédito: Herbert Passos Neto / Instituto EcoFaxina

As praias da região recebem parte do lixo descartado irregularmente no estuário, levado pela maré e por correntezas, além do material deixado por frequentadores. “Por isso esse trote é uma oportunidade para que os futuros profissionais da área comecem a entender esse processo, vendo de perto os resíduos e os impactos causados ao ambiente marinho. Além de prejuízos econômicos para o turismo, a pesca e a navegação, os resíduos, sobretudo o plástico, causam a morte de milhares de animais marinhos, pois são confundidos com alimentos por diversas espécies de animais marinhos”, explica William.

Calouros e veteranos formaram uma "corrente ecológica" para transportar o lixo da praia para a escuna. Crédito: Instituto EcoFaxina

Em 2011, o Trote Ecológico Unisanta ficou em segundo lugar no Prêmio Trote da Cidadania nas categorias Ensino Superior/Foto e Ensino Superior/Vídeo, concedido pela Fundação Educar DPaschoal, entre mais de 150 projetos de 66 instituições e em 2012 ficou em 4º lugar no geral.

Além da enorme quantidade de lixo, um filhote morto de tartaruga-verde (Chelonia mydas), encontrado no Saco do Major, também nos deixou os alunos e diretores da ONG bastante tristes. Na ocasião estavam sem os instrumentos necessários e infelizmente não foi possível realizar a necropsia. Mas é bem provável que seja mais uma vítima do plástico. Tartarugas marinhas confundem plástico com alimentos. Crédito: Instituto EcoFaxina

Além da enorme quantidade de lixo, um filhote de tartaruga-verde (Chelonia mydas) encontrado morto no Saco do Major, também deixou todos bastante tristes. Na ocasião, por não haverem instrumentos necessários, não foi possível realizar a necropsia. Mas é bem provável que seja mais uma vítima da ingestão de plástico ou de redes e espinhéis. Tartarugas marinhas confundem plástico com alimentos.

A 43ª Ação Voluntária EcoFaxina teve patrocínio do projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que incentiva ações que melhoram a qualidade das praias brasileiras.

Para saber mais sobre o Instituto EcoFaxina, viste o blog ou a fanpage da ONG no facebook. Para saber mais sobre a ação do próximo dia 09/03, entre em contato pelo telefone (13) 3301-2391 ou 99189-6060.


Trote Ecológico Unisanta faz limpeza ambiental neste domingo

Compartilhe:

19/02/2014 

A 5ª edição do evento reúne mais de 50 calouros de Biologia Marinha da Unisanta 

O Instituto EcoFaxina realiza no próximo domingo (23/02), o Trote Ecológico 2014 dos calouros do curso de Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília. O grupo, com mais de 50 alunos, vai participar da 43ª Ação Voluntária EcoFaxina, que acontece na praia Saco do Major, próximo a Ilha das Palmas, no Guarujá.

Calouros do curso de Biologia Marinha da Unisanta coletando plástico no costão rochoso da praia do Saco do Major, no Guarujá
Calouros coletam plástico no costão rochoso da praia do Saco do Major, no Guarujá, durante o Trote Ecológico Unisanta 2013.

Segundo William Schepis, organizador da atividade, a turma parte às 14 horas da ponte Edgard Perdigão na Ponta da Praia, em Santos, e vai de escuna até o local. O objetivo é familiarizar os futuros biólogos marinhos com os problemas que afetam o ecossistema da região, como o descarte irregular de lixo no estuário, que é levado por correntezas até as praias.

“Essa praia, assim como outras da região, acumula parte desse lixo descartado em áreas de manguezal que são invadidas por submoradias (palafitas), então é uma oportunidade para o pessoal começar a entender esse processo, ajudar a recolher os dejetos e aproveitar para conhecerem melhor os colegas de classe”, explica Schepis, que é biólogo marinho e promove o Trote Ecológico desde 2010.

Até oitenta por cento dos resíduos coletados pelos voluntários nas praias da Baixada Santista é composto por plástico.
Cerca de oitenta por cento dos resíduos coletados pelos voluntários nas praias da Baixada Santista é composto por plástico.

Em 2011, a iniciativa ficou em segundo lugar no Prêmio Trote da Cidadania nas categorias Ensino Superior/Foto e Ensino Superior/Vídeo, concedido pela Fundação Educar DPaschoal, entre mais de 150 projetos de 66 instituições, em 2012 ficou em 4º lugar.

Os calouros deverão calçar chinelos e levar caneca e protetor solar. Quem quiser poderá levar máscaras e nadadeira, já que o evento terá apoio da escola de mergulho Mar Sub, que disponibilizará equipamentos de mergulho autônomo e instrutores para os participantes que possuírem credencial. Haverá também supervisão do Grupamento de Bombeiros Marítimo - Salvamar Paulista, que acompanhará a ação com uma embarcação.

Inscrições - Para participar do trote, cada aluno deverá levar no domingo dois (02) quilos de alimentos não perecíveis (menos sal e açúcar), que serão doados para famílias de baixa renda que vivem em palafitas na Zona Noroeste. As doações serão entregues durante a 44ª Ação Voluntária EcoFaxina que vai rolar na comunidade do Mangue Seco e Butantã no dia 09/03.

O Instituto EcoFaxina foi fundado em 2008 e já retirou 26.583 quilos de lixo em 42 ações voluntárias realizadas na baía e no estuário de Santos e São Vicente. A 43ª ação faz parte do Projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que selecionou seis projetos que geram melhorias diretas na qualidade das praias brasileiras.

Aquecimento – No próximo sábado (22/02), os voluntários da ONG fazem uma outra ação, desta vez com objetivo de engajar os banhistas das praias de Santos na retirada do microlixo, que consiste em bitucas de cigarro, tampas de garrafa, canudos, fragmentos de plástico e outros pequenos dejetos que se acumulam nas areias de Santos e são frequentemente ingeridos por animais marinhos.

Os agentes ambientais estarão em tendas junto aos canais, oferecendo sacolas retornáveis a quem quiser coletar esses materiais enquanto caminha. A ideia é que as pessoas levem o microlixo até a tenda do canal seguinte, onde poderão trocar a sacola cheia por uma vazia, caso queiram continuar a caminhada e a coleta.

Para saber mais sobre o Instituto EcoFaxina, visteo blog ou a fanpage da ONG no facebook. Para saber mais sobre as próximas ações, entre em contato pelos telefones (13) 3301.2391 ou 99189.6060.


Ação ambiental retira microlixo das praias de Santos a partir deste sábado

Compartilhe:

13/02/2014

Ação tem apoio da Guarda Municipal, através da participação de jovens do projeto Guardião Cidadão, e visa engajar as pessoas a recolherem pequenos resíduos sólidos presentes na areia enquanto caminham pela praia.

Microlixo coletado nas praias de Santos por voluntários do Instituto EcoFaxina. Crédito: Instituto EcoFaxina
Microlixo coletado nas praias de Santos por voluntários do Instituto EcoFaxina.

O Instituto EcoFaxina inicia no próximo final de semana (15 e 16/02), mais uma ação de limpeza e conscientização ambiental. O objetivo é engajar a população na retirada do microlixo, que consiste em bitucas de cigarro, canudinhos, tampas de garrafa e outros pequenos dejetos que se acumulam nas areia de Santos.

Jovens do projeto Guardião Cidadão estarão em tendas instaladas na praia pela Guarda Municipal junto aos canais, ao lado das pontes, das 14 às 19 horas, oferecendo sacolas retornáveis aos banhistas interessados em fazer a coleta de microlixo enquanto caminham pela orla.

“A ideia é que as pessoas recolham o micro lixo ao longo do trajeto e levem até a tenda do canal seguinte, onde poderão trocar o recipiente cheio por um vazio, caso queiram continuar”, explica o biólogo marinho William Rodriguez Schepis, fundador do Instituto EcoFaxina.

O resíduos coletados serão minuciosamente catalogados e os dados auxiliarão a prefeitura e instituições ligadas a causa ambiental a identificarem a quantidade e o tipo de material que é encontrado em cada praia, o que facilitará o planejamento de ações futuras que evitem o descarte irregular.

A ação faz parte do Projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que selecionou seis projetos que geram melhorias diretas na qualidade das praias brasileiras. Entre estes projetos, o trabalho do Instituto EcoFaxina.

Limpeza pesada e trote ecológico – A próxima limpeza pesada acontece no dia 23 de fevereiro, na praia Saco do Major, perto da Ilha das Palmas. Será a 43ª Ação Voluntária EcoFaxina e incluirá o Trote Ecológico dos calouros das turmas de biologia marinha da Unisanta, que irão de escuna até o local.

Calouros do curso de Biologia Marinha durante o Trote Ecológico Unisanta 2013

“O lixo descartado no mangue é levado pela força da maré e pelas correntezas até a orla, e o Saco do Major é uma das praias que recebe grande quantidade desses resíduos, sendo a maior parte composta por plástico, material frequentemente ingerido por animais marinhos e que causa a morte de milhares animais anualmente”, explica Schepis, lembrando que dentro do cronograma do projeto TOP Skol haverão ações em todos os finais de semana, até o dia 16 de março.

Para saber mais sobre o Instituto EcoFaxina, viste o blog ou a fanpage da ONG no facebook. Para saber mais sobre a ação do próximo final se semana, entre em contato pelo telefone (13) 3301-2391.


EcoFaxina recolhe 266Kg de lixo do estuário de Santos no aniversário da cidade

Compartilhe:

27/01/2013 

A 42ª Ação Voluntária aconteceu nas comunidades do Mangue Seco e Butantã, na Zona Noroeste. 

A 42ª Ação Voluntária EcoFaxina foi realizada neste último domingo (26/01), na Zona Noroeste de Santos-SP, onde recolheu 266Kg de lixo no manguezal das comunidades do Mangue Seco e Butantã, no Bom Retiro. Entre os materiais retirados estão vasos sanitários, pneus e cadeiras em meio a sacolas plásticas, embalagens, medicamentos e uma grande variedades de resíduos. 

Segundo Luana Santana Oliveira, diretora do Instituto EcoFaxina, ONG que promove a ação, mais de 70 pessoas confirmaram presença pelo facebook, mas apenas 20 compareceram e a maioria eram mulheres, o que dificultou a retirada dos materiais mais pesados, porém o resultado foi positivo. “O calor atrapalhou, mas em compensação vieram pessoas de outras cidades, o que mostra que estamos atingindo um público cada vez maior”, comemora.

Voluntários em ação. Foto: André Martins / HpnMídia

Os voluntários tiveram a ajuda da Associação dos Moradores do Mangue Seco e Butantã para bater de porta em porta, visando conscientizar a todos sobre os problemas de saúde que o lixo pode causar, bem como as vantagens de fazer o descarte correto. Ao todo, são 450 famílias que vivem nas duas comunidades.

Para André Ribeiro, presidente da associação de moradores, as ações da EcoFaxina são importantes para dar suporte ao trabalho de conscientização que já é feito na comunidade pela associação. Segundo ele, o lixo pode inclusive afastar os peixes. “Quando vim morar aqui havia até camarão, mas de um tempo para cá eles aparecem cada vez menos”, relata.

André Ribeiro, presidente da Ass. de Moradores do Mangue Seco e Butantã. Foto: André Martins / HpnMídia

Para William Rodrigues Schepis, biólogo marinho e fundador do Instituto EcoFaxina, um dos maiores problemas é que as palafitas formam longos corredores que dificultam a condução do lixo até os contentores. “Mesmo assim foi bacana, com os voluntários sempre alegres diante das adversidades, pois sabem que esse trabalho e pode fazer diferença a curto e médio prazo”, afirma.

William Schepis, idealizador do Instituto EcoFaxina. Foto: André Martins / HpnMídia

Descarte irregular causa problemas ambientais e desperdiça material recicável. Foto: André Martins / HpnMídia

Segundo ele, o próximo passo é firmar uma parceria com a prefeitura para instalar um galpão no local, onde as pessoas da comunidade podem se envolver na coleta do lixo e seleção dos materiais recicláveis para gerar ocupação e renda, ao mesmo tempo que beneficia o ecossistema local.

William Schepis, idealizador do Instituto EcoFaxina. Foto: André Martins / HpnMídia

A 42ª Ação Voluntária EcoFaxina teve patrocínio do projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que incentiva ações que melhoram a qualidade das praias brasileiras. A próxima ação acontece dia 16/02 na praia Saco do Major, perto da Ilha das Palmas, que recebe parte do lixo que é jogado no estuário e é trazido pela correnteza.

Voluntários após a pesagem do material recolhido. Foto: André Martins / HpnMídia

O Instituto - O Instituto EcoFaxina foi criado em 2008 e desde então já retirou 26,6 toneladas de lixo em 42 ações voluntárias realizadas em vários pontos da baía e do estuário de Santos e São Vicente. Para saber mais sobre o Instituto Ecofaxina viste a fanpage da ONG no facebook: https://www.facebook.com/ecofaxina ou entre em contato com William pelo telefone (13) 3301-2391.

Fotos: André Martins / HpnMídia


Voluntários retiram lixo do mangue na Zona Noroeste neste domingo

Compartilhe:

25/01/2014 

A 42ª Ação Voluntária EcoFaxina acontece na comunidade do Mangue Seco e Butantã, no Bom Retiro

Voluntários posam para foto após uma Ação Voluntária EcoFaxina na comunidade. Crédito: Instituto EcoFaxina

A 42ª Ação Voluntária EcoFaxina acontece neste domingo, 26 de janeiro, na comunidade do Mangue Seco e Butantã, no bairro do Bom Retiro, Zona Noroeste, em Santos, das 9h às 16 horas.

Cerca de 40 voluntários, a maioria alunos dos cursos de biologia, reúnem-se para recolher parte do lixo jogado no mangue e conscientizar a população sobre os problemas causados pelo descarte irregular.

Segundo biólogo marinho William Rodrigues Schepis, fundador do Instituto EcoFaxina, o local escolhido é um dos pontos de maior concentração resíduos sólidos descartados irregularmente.

“Esse lixo é o mesmo que  mata animais marinhos e causa desconforto a surfistas e banhistas nas praias da região. Quando a maré enche, ele boia e é levado pela correnteza até as praias”, explica.

Dezenas de toneladas de resíduos são descartados diariamente no estuário de Santos. Crédito: Instituto EcoFaxina

Esta ação, assim como outras duas que ocorrerão até março, faz parte do Projeto TOP Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que selecionou seis projetos que promovem melhorias na qualidade das praias.

Os voluntários se reúnem em frente a UniSanta, no Boqueirão, às 8 horas da manhã e vão de ônibus até o local. Ao final, o material é catalogado, pesado e encaminhado para a reciclagem.

EcoFaxina - O Instituto EcoFaxina foi criado em 2008 e desde então já retirou cerca de 26,3 toneladas em 41 ações realizadas em vários pontos da baía e do estuário de Santos e São Vicente.

Próximas ações - A 43ª ação será no dia 16/02, na praia Saco do Major, perto da Ilha das Palmas, que recebe parte do lixo despejado no estuário. A 44ª volta à comunidade do Mangue Seco, na Zona Noroeste.

Para saber sobre o Instituto Ecofaxina, viste a fanpage da ONG: https://www.facebook.com/ecofaxina. Para saber sobre a ação do dia 26/01, entre em contato com William pelo telefone (13) 3301-2391 ou 99189-6060.


Manguezal recebe a 42ª Ação Voluntária EcoFaxina no próximo domingo, em Santos

Compartilhe:

21/01/2014 

No aniversário de 468 anos da cidade, voluntários dão de presente uma ação de limpeza e conscientização em comunidade de palafitas, na Zona Noroeste

Favela de palafitas no estuário de Santos. Animais marinhos como aves e tartarugas confundem lixo com alimento e morrem após ingeri-lo. Foto: William Rodriguez Schepis / Instituto EcoFaxina

A comunidade do Mangue Seco e Butantã, no bairro do Bom Retiro, em Santos, recebe no próximo domingo (26/01) a 42ª Ação Voluntária EcoFaxina, das 9 às 16 horas. O objetivo é recolher parte do lixo descartado no manguezal e conscientizar a população sobre os problemas causados por esse descarte.

Segundo William Rodriguez Schepis, biólogo marinho e fundador do Instituto EcoFaxina, ONG que promove a ação voluntária, esse lixo é o mesmo que os surfistas e banhistas encontram nas praias da região. “Quando a maré enche, o lixo boia e é levado pela correnteza até as praias”, explica.

Praia de Itaquitanduva, em São Vicente. Grande parte do lixo descartado no estuário de Santos é transportado pela maré e por correntes marinhas. Foto: William Rodriguez Schepis / Instituto EcoFaxina

Schepis ressalta ainda que além dos desconforto para moradores e turistas, o lixo também é responsável pela morte de animais marinhos, colocando em risco o ecossistema da região, já bastante prejudicado. “Os animais muitas vezes não sabem diferenciar plástico de alimento”, alerta.

A maioria dos voluntários é composta por estudantes de biologia e simpatizantes do público em geral, que se preocupam com a preservação do meio ambiente. Eles se reúnem em frente à Universidade Santa Cecília, às 8 horas e vão de ônibus até o local. Ao término do evento, o material é pesado, catalogado e encaminhado para reciclagem.

O Instituto EcoFaxina foi criado em 2008 e desde então já retirou cerca 26,3 toneladas de lixo em 41 ações voluntárias que foram realizadas em vários pontos da baía e do estuário de Santos e São Vicente.

Cartaz da 42ª Ação Voluntária EcoFaxina. Clique para ampliar.
A 42ª Ação Voluntária EcoFaxina, assim como outras duas que ocorrerão até março, faz parte da campanha T.O.P. Skol – Transtorno Obsessivo por Praia, que selecionou seis projetos que geram melhorias diretas na qualidade das praias brasileiras.

O que levar - É aconselhado o uso de roupas leves e mochila com lanche, caneca/squeeze, protetor solar, repelente, máquina fotográfica, etc. O uso de tênis é obrigatório para todos os voluntários. Serão fornecidas luvas, botas, coletes de identificação, lanches e certificados de participação a todos os voluntários.

Próximas ações - A 43ª Ação Voluntária EcoFaxina será no dia 16 de fevereiro, na praia Saco do Major, no Guarujá, próximo à Ilha das Palmas, local que acumula muitos resíduos descartados no estuário. A 44ª Ação Voluntária EcoFaxina retorna à comunidade do Mangue Seco e Butantã, no Bairro do Bom Retiro.

Confirme a sua presença na fanpage da ONG no Facebook:

Para saber mais sobre a ação do próximo dia 26/01, entre em contato com William Rodriguez Schepis pelo telefone (13) 3301-2391.


Fotos: William Rodriguez Schepis / Instituto EcoFaxina


Guarda-vidas faz massagem pulmonar e tenta salvar tartaruga engasgada com plástico

Compartilhe:

20/01/2014 

Salvar pessoas em risco de afogamento é rotina para o guarda-vidas militar Renan Todesco. Ontem, ele atendeu uma vítima diferente. Ao receber das mãos de um menino uma tartaruga que agonizava na areia na Praia Brava, em Itajaí, Todesco não teve dúvidas: recolheu o bichinho e tentou uma massagem pulmonar.

Guarda-vidas faz massagem pulmonar e tenta salvar tartaruga engasgada com plástico na Praia Brava, em Itajaí. Foto: Rafaela Martins

A tartaruga chegou a dar sinal de vida, mas não resistiu. Todesco, que além de bombeiro é oceanógrafo, acredita que o animalzinho tenha sido vítima do lixo que chega às praias.

Guarda-vidas faz massagem pulmonar e tenta salvar tartaruga engasgada com plástico na Praia Brava, em Itajaí. Foto: Rafaela Martins

Guarda-vidas faz massagem pulmonar e tenta salvar tartaruga engasgada com plástico na Praia Brava, em Itajaí. Foto: Rafaela Martins

"Quando elas ingerem plástico ou elas ficam engasgadas, ou o intestino não absorve e elas morrem. Até mesmo o plástico que envolve carteiras de cigarros é um perigo, porque elas confundem com águas-vivas _ diz o guarda-vidas.

Guarda-vidas faz massagem pulmonar e tenta salvar tartaruga engasgada com plástico na Praia Brava, em Itajaí. Foto: Rafaela Martins

Esta não foi a primeira vez que Todesco tenta salvar uma tartaruga. Há alguns anos, em Penha, ele participou do resgate de uma tartaruga que sobreviveu após regurgitar plástico.

O guarda-vidas acredita que o animal que morreu na Praia Brava tinha cerca de três anos. A tartaruga foi enterrada.


Fonte: Dagmara Spautz/clicRBS


Cachalote encalha em praia no Uruguai. Baleias continuam morrendo por todo o planeta.

Compartilhe:

13/01/2014 

Autoridades uruguaias recolheram no domingo (12) o corpo de uma baleia cachalote de 16 metros, normalmente encontrada em águas profundas, depois de ter encalhado perto da capital.

Tratores foram utilizados para retirar a cachalote da água. Foto: Miguel Rojo/AFP

Usando uma retroescavadeira, as autoridades retiraram a carcaça da água e colocaram na areia da praia de Carrasco, uma rica cidade próxima à Montevidéu.

"A carcaça vai permanecer na praia até segunda-feira", disse o porta-voz da marinha Gaston Jaunsolo.

Baleia-cachalote. Foto: Miguel Rojo/AFP

Os curiosos deixaram o trânsito engarrafado, parando para observar e ter um vislumbre do cenário inusitado.

"Eu não me lembro de outro avistamento de cachalote aqui, pois elas são de águas muito profundas", disse Rodrigo Garcia, da organização de proteção às baleias, sobre o macho adulto, que aparentemente encalhou no sábado (11).

O enorme cadáver atraiu a atenção de muitas pessoas. Foto: Miguel Rojo/AFP

As autoridades deverão investigar a causa da morte.

Garcia disse que o animal não parece ter qualquer ferimento externo aparente, mas ressaltou que, assim como os golfinhos, as cachalotes são altamente sensível ao som (fazem parte da mesma subordem - odontocetos).

No sábado (11) uma cachalote encalhou na praia de Portobello, em Edimburgo, Escócia

Um biólogo marinho recolheu amostras para investigação.

Jovem cachalote encalhou na praia Portobello, nos arredores da capital escocesa. Foto: Andrew Milligan

O animal estava morto e não houve necessidade de montar uma operação de resgate. Foto: Andrew Milligan

O cadáver chamou a atenção dos moradores. Foto: Andrew Milligan


Fonte: AFP/Terra Daily/Metro


Lixo ao mar: para a MSC Cruzeiros é apenas falta de assunto?

Compartilhe:

02/01/2014 

Nos últimos dias de dezembro, o empresário Sergio da Silva Oliveira, passageiro de um navio da MSC (Mediterranean Shipping Cruises) – que partiu da Itália com destino ao Brasil – gravou de sua cabine o descarte de vários sacos de lixo em águas territoriais brasileiras. Em entrevista concedida ao SBT, o empresário afirma que o lixo começou a ser atirado ao mar tão logo o navio da MSC se aproximou da costa brasileira, particularmente do litoral de Fernando de Noronha. Vejam abaixo o vídeo com a reportagem do SBT:


Tão grave quanto o flagrante crime ambiental, documentado pelo passageiro, é a forma com que a empresa MSC trata o assunto. Hoje, entrei em contato com a MSC solicitando informações sobre o ocorrido. Enviei, através do site da companhia, a seguinte mensagem: (clique na imagem para ampliar o texto)


Para a minha surpresa, após algumas horas, recebo em minha caixa postal a seguinte troca de correspondência entre a Relações Públicas da MSC, Karina Brandford, e a empresa responsável por sua assessoria de imprensa, o Grupo Máquina Public Relations: (clique na imagem para ampliar o texto)


Como o leitor poderá constatar, a poluição dos oceanos é tratada apenas como uma mera “falta de assunto da imprensa” entre a MSC e sua Assessoria de Imprensa. E não é a primeira vez que a empresa é acusada de degradar o mar brasileiro. Em 2000, outro navio da companhia, o Rhapsody, causou revolta e indignação em seus passageiros ao despejar o lixo do navio no litoral nordestino.

A Organização Marítima Internacional (OMI) possui uma Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios, a MARPOL. Nessa Convenção, da qual o Brasil é signatário, é determinado:

… Sujeito ao disposto nas Regras 4, 5 e 6 deste Anexo:

(a) é proibido o lançamento no mar de todos os tipos de plásticos, inclusive, mas não restringindo-se a estes, cabos sintéticos, redes de pesca sintéticas, sacos plásticos para lixo e cinzas de incineradores provenientes de produtos plásticos que possam conter resíduos tóxicos ou de metais pesados;

O passageiro que gravou as imagens do crime ambiental afirmou que fará uma denúncia ao Ministério Público. Uma atitude louvável e que deveria ser seguida por todos aqueles que são testemunhas do descaso com a biodiversidade brasileira.

A MSC parece ser apenas mais um triste caso de empresas que praticam o descompasso entre o discurso e prática. Que vendem ilusões, mas que deixam um rastro de destruição por onde passam… ou navegam.


AVISO AOS NAVEGANTES:
POR TRÁS DISSO…


PODE ESTAR ISSO!



Fonte: Dener Giovanini / O Estado de S.Paulo