Conscientização ambiental e aula prática diferenciada marcam trote ecológico da Unisanta em Guarujá
16/02/2012 - Christian Miranda / Assecom Unisanta
O tempo chuvoso na manhã do último sábado, dia 11, e a chegada de uma frente fria não foram obstáculos para que cerca de 30 calouros e veteranos do curso de Ciências Biológicas (Biologia Marinha) da Universidade Santa Cecília – Unisanta participassem de mais uma ação do Trote Solidário e Ecológico da Instituição. A atividade foi organizada pelo Instituto Ecofaxina, também composto por ex-alunos e alunos de Biologia Marinha.
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O grupo embarcou na escuna que saiu da Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos, em direção ao Saco do Major, em Guarujá. Na bagagem, máscara, snorkel e nadadeiras para fazer um mergulho livre e observar organismos marinhos, além de realizar o principal objetivo da ação: fazer uma limpeza subaquática e costeira com a participação de dez mergulhadores credenciados, acompanhados por instrutores da escola de mergulho MarSub.
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“Com certeza foi um dia especial e um trote totalmente diferente para os calouros de Biologia Marinha, que puderam conhecer um pouco da ecologia da nossa região, ter o primeiro contato com o mergulho livre e autônomo, e contribuir, principalmente, para a limpeza da baía, firmando a ideia de responsabilidade ambiental”, afirmou William Schepis, presidente do Ecofaxina.
*Os resíduos foram transportados para Santos onde foram identificados, pesados e depositados em uma lixeira para materiais recicláveis na Ponte Edgard Perdigão. No total foram coletados 36 quilos de resíduos, compostos por embalagens plásticas e uma corda de embarcação.
*Os resíduos foram transportados para Santos onde foram identificados, pesados e depositados em uma lixeira para materiais recicláveis na Ponte Edgard Perdigão. No total foram coletados 36 quilos de resíduos, compostos por embalagens plásticas e uma corda de embarcação.
A atividade teve apoio da Sabesp.
Sobre o Ecofaxina – Fundado em outubro de 2008, o Instituto já retirou várias toneladas de lixo do estuário. Além da limpeza do meio ambiente, o grupo realiza monitoramento e educação ambiental por meio de ações desenvolvidas com a ajuda de voluntários, buscando ainda promover o bem-estar social, o resgate da auto-estima e a geração de renda nas comunidades participantes.
De acordo com Schepis, uma das principais metas a serem alcançadas é “reverter o quadro de degradação ambiental, atuando em parceria com as comunidades residentes em áreas ecológicas”.
Clique aqui para ver mais imagens do Trote Ecológico.
*Agradecimentos especiais: Sabesp, MarSub Santos, Project AWARE Foundation, D.A. de Biologia Marinha Unisanta, Terracom e Prefeitura de Santos.
Clique aqui para ver mais imagens do Trote Ecológico.
*Agradecimentos especiais: Sabesp, MarSub Santos, Project AWARE Foundation, D.A. de Biologia Marinha Unisanta, Terracom e Prefeitura de Santos.
*Editado por Instituto EcoFaxina. Fotos: Daniel Carlos Pastor
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Denúncias por poluição ambiental crescem 271%
14/02/2012 - Christiane Ferreira / Metro Santos
As denúncias por poluição ambiental aumentaram 271% em Santos. Em 2010 o número de reclamações foi de 567, já em 2011 foi de 1.542. Poluição sonora de obras e casas noturnas estão entre os principais problemas enfrentados na cidade. Vila Mathias e Marapé são os piores bairros.
De acordo com Carlos Américo de Bulhões Brasílico, chefe da seção de fiscalização ambiental, um dos principais motivos para esse aumento é o fato de a cidade viver um momento de expansão, com um boom imobiliário, com um maior número de obras e crescimento também de bares que tocam músicas, que às vezes não têm a acústica exigida pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
As reclamações por poluição sonora são as campeãs. Somente em 2011 foram 130 intimações, resultando em 19 multas que variaram de R$ 1.000 a R$ 5.000. Além disso, três locais tiveram suas atividades embargadas por conta do barulho. “Os bairros com maior número de problemas são Marapé e Vila Mathias.”
Segundo Carlos Américo, o máximo de barulho permitido a noite é de 55 decibéis e de dia, 65 decibéis. “O tempo entre a denúncia e a solução do caso é cerca de dois meses, pois após a reclamação é preciso ir ao local fazer a medição para que seja apresentado um laudo técnico.”
Além da poluição sonora, outros tipos de denúncias ambientais dizem respeito a desmatamento, poluição do solo e do ar, depósito de resíduos em vias públicas ou em casas particulares, exposição inadequada de lixo, aterros localizados em área de proteção ambiental, entre outros.
| A poluição por resíduos sólidos é um grave problema na Baixada Santista Foto: Instituto EcoFaxina |
Barulho traz danos à saúde
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) uma pessoa pode suportar 80 decibéis por até oito horas. “Depois disso é possível que ocorra uma lesão no nervo auditivo, com efeito cumulativo e irreversível, causando perda de audição. Tudo depende da sensibilidade de cada um”, explica o médico otorrinolaringologista Luiz Laercio Pinheiro Barbosa, do Hospital Ana Costa.
Segundo o especialista, um liquidificador, por exemplo, pode ultrapassar os 80 decibéis. “No Carnaval já foi comprovado que prédios que ficam perto de trios elétricos chegam a apresentar cerca de 110 decibéis”, afirma.
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Santos se mobiliza contra o Novo Código Florestal
07/02/2012 - Ecosurfi
Campanha #manguefazadiferenca mostra à sociedade que as alterações do Código Florestal afetarão diretamente toda zona costeira do Brasil.
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| Cartaz da campanha |
Para alertar e mobilizar a sociedade na Baixada Santista/SP sobre o impacto das alterações do Código Florestal nos manguezais e zonas costeiras, a Fundação SOS Mata Atlântica, diretamente em parceria com a ONG Ecosurfi, realiza, dia 12 de fevereiro, a campanha “Mangue Faz a Diferença” – Remando por um Mundo Melhor na cidade de Santos/SP.
Este movimento é composto por organizações de todos os estados brasileiros que possuem litoral com Mata Atlântica e traz em sua agenda manifestações programadas em diversas praias, além de um ato em Brasília no início de março. A campanha conta com o apoio do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pelo movimento “Floresta Faz a Diferença”.
Como parte da campanha, também foi lançado o Manifesto A Favor da Conservação dos Manguezais Brasileiros. Segundo o texto do documento, “além dos sérios problemas que já vêm sendo denunciados por cientistas, ambientalistas, especialistas em legislação e organizações da sociedade civil – a exemplo da anistia e da redução da proteção em áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente –, representando um grave retrocesso na proteção das florestas, o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados e o substitutivo do Senado atingem também os ecossistemas costeiros e estuarinos, notadamente os manguezais brasileiros, em toda zona costeira do país.”
Em seguida, o documento lista os principais problemas trazidos para esses ecossistemas e pede providências às autoridades. Clique aqui para acessar o manifesto na íntegra.
Manifestação “Remando por um Mundo Melhor” leva surfistas e remadores para protestar em favor dos mares e oceanos
Santos está entre uma das principais cidades do Brasil por possuir o maior porto da América Latina, contudo, ainda conta com áreas de manguezais, que no decorrer dos anos estão desaparecendo sistematicamente, devido a ocupações irregulares, poluição por resíduos sólidos e expansão da área portuária.
Pretendendo chamar a atenção da comunidade do surf e demais públicos para os impactos que essas regiões sofrem, a cidade se prepara para receber no próximo dia 12/02 uma grande remada em defesa do litoral.
A proposta capitaneada pela ONG Ecosurfi, que há 12 anos atua na proteção das zonas costeiras, conta com a organização local da loja Surfsttore, da fabrica de pranchas New Advance, do Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surfe tem como foco principal alertar os praticantes do esporte sobre a interdependência dos ecossistemas costeiros e contribuir com o entendimento, de que, a saúde dos oceanos depende da preservação dos manguezais.
O ambiente da concentração e largada vai ser em frente ao Aquário Municipal. O percurso vai seguir a orla da cidade pelo mar, com os participantes remando bem próximo da areia para chamar a atenção do público presente na praia.
Para não remadores
Outro ponto forte da manifestação sera a caminhada #manguefazadiferenca, que levara os “não-remadores” a andar pela areia conversando com os freqüentadores da praia sobre os objetivos da campanha.
Tanto remadores como não-remadores terao como ponto comum de encontro a Praça das Bandeiras no bairro do Gonzaga, para um grande ato público em defesa dos manguezais e de toda zona costeira.
Após o ato-público, na Praia do Gonzaga, vai acontecer em frente ao Aquário Municipal uma confraternização. Os participantes serão recebidos com música ao vivo e vão participar do sorteio de um bloco de SUP e um remo em fibra de carbono, oferecidos pela fábrica de pranchas New Advance, além de Kits da ONG Ecosurfi.
Marcelo Morais, proprietário da loja Surfsttore, e um dos organizadores do evento, garante que Santos deve refletir sobre o que pode acontecer com as áreas naturais preservadas da cidade caso o novo Código seja aprovado.
“Santos é uma cidade linda e ainda possui muitas áreas de manguezais que devem ser protegidas. As alterações no Código Florestal podem ser sinônimo do desaparecimento desses ambientes nos próximos anos e a saúde dos oceanos também dependem dos mangues”, comenta.
Reconhecido pelo importante trabalho em prol dos manguezais do estuário que compreende a região da cidade de Santos, o Instituto EcoFaxina fará parte da mobilização #manguefazadiferenca, trazendo sua equipe para permitir ao publico participante maior entendimento da importância dos manguezais na vida marinha.
De acordo com texto publicado na página virtual do Instituto Ecofaxina, os manguezais também desempenham importantes serviços ambientais como reguladores do clima.
“Os mangues são a espinha dorsal das costas dos oceanos tropicais, são muito mais importantes para a biosfera do oceano global [...]. E, embora essa mata de mau-cheiro lamacento não tenha o encantamento de florestas tropicais ou recifes de corais, uma equipe de pesquisadores observou que a linha costeira de plantas lenhosas fornecem mais de 10 por cento do carbono orgânico dissolvido fornecido ao oceano a partir da terra”. (texto extraído: www.institutoecofaxina.org.br)
Em Santos a campanha #manguefazadiferenca conta com a coordenação regional da ONG Ecosurfi e a organização local: Loja Surfsttore, fabrica de pranchas New Advance, Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surf. Além do apoio da Água Marinha, Okumura - Temakeria e Freshfish, Unisanta e Me2 ENTERTAINMENT.
Como participar
As inscrições podem ser feitas na Loja Surfsttore em Santos (Av. Pedro Lessa, 796 – Aparecida, das 9h às 19h) ou na Ecosurfi através do telefone: (13) 3426 8138 e também no dia do evento (12/02) a partir das 9h em frente ao Aquário Municipal.
* Programação:
09h - Concentração - em frente ao Aquário Municipal
09:30h - Retirada do kit #manguefazadiferenca
10:30h - Saída - Percurso do Aquário ao Gonzaga
11:30h - Manifestação Praça da Bandeira
13:30h - Confraternização - em frente ao Aquário
Cyberativismo - Sociedade Mobilizada
Internautas já podem acompanhar a mobilização e obter informações na fan page da campanha no Facebook (facebook.com/manguefazadiferenca), e manifestar seu apoio via Twitter com a hashtag #manguefazadiferenca. Informações, fotos e vídeos sobre as atividades, bem como os materiais da campanha e o manifesto estarão disponíveis ainda nesta semana no hotsite www.manguefazadiferenca.org.br.
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Trote Ecológico: Calouros da Unisanta realizarão uma limpeza subaquática neste sábado (11/02)
06/02/2012 - IEF
Pelo terceiro ano consecutivo o Trote Solidário e Ecológico mobilizará calouros e veteranos da Universidade Santa Cecília em mais uma Ação Voluntária EcoFaxina contra a poluição dos oceanos.
No próximo sábado, dia 11/02 os calouros da Unisanta poderão conhecer mais sobre a ecologia da nossa região, contribuir para a limpeza da nossa baía e de quebra curtir um sábado diferente a bordo da embarcação Emilia V, uma escuna de 62 pés que levará os alunos até o Saco do Major, no Guarujá.
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| Saco do Major, Guarujá |
| Foto: Marcel Menezes |
O trote desta vez consiste em uma limpeza subaquática e costeira com a participação de dez mergulhadores credenciados, calouros e veteranos do curso de Biologia Marinha acompanhados por instrutores da escola de mergulho MarSub. Os alunos que não possuem credencial de mergulho irão realizar atividades de reconhecimento e avaliação do local através da análise dos fatores bióticos (seres vivos ou suas relações) e abióticos (aspectos físico-químicos). Após a avalização do local os voluntários que levarem máscara, snorkel e nadadeira farão um mergulho livre para observação de organismos marinhos, monitorados por voluntários veteranos do curso.
Os resíduos coletados no ambiente marinho serão identificados, quantificados e pesados pelos voluntários ao final da ação. Em terra firme receberá a destinação final correta.
A Ação Voluntária EcoFaxina conta com o apoio da Sabesp, MarSub, IlhaTurismo, Project AWARE Foundation, D.A. de Biologia Marinha, Terracom e Secretaria do Meio Ambiente de Santos.
As inscrições estão abertas para calouros e veteranos da Unisanta, que devem comparecer ao D.A. de Biologia Marinha para efetuar o cadastro (levar credencial caso seja mergulhador) e doar 2 quilos de alimentos não perecíveis. Os alimentos serão encaminhados para crianças de 7 a 14 anos que moram em palafitas, inscritas no Projeto Turma Ecológica – Rumo Certo desenvolvido pelo Instituto EcoFaxina no Jardim São Manoel, Zona Noroeste de Santos.
O que levar para o trote?!
- Protetor solar
- Roupa de banho
- Máscara, snorkel e nadadeiras
- Caneca
- Máquina fotográfica
Ponto de encontro!
No sábado os alunos deverão se reunir às 8:30 da manhã na Ponte Edgard Perdigão, localizada no bairro da Ponta da Praia em Santos. De lá a escuna partirá às 9:00 horas para o Saco do Major no Guarujá, com retorno previsto às 14 horas.
No sábado os alunos deverão se reunir às 8:30 da manhã na Ponte Edgard Perdigão, localizada no bairro da Ponta da Praia em Santos. De lá a escuna partirá às 9:00 horas para o Saco do Major no Guarujá, com retorno previsto às 14 horas.
Visualizar Ponte Edgard Perdigão em um mapa maior
O Trote Solidário e Ecológico é uma iniciativa da Universidade Santa Cecília, cujo objetivo é aproximar calouros e veteranos, reforçando a idéia de responsabilidade social e ambiental, substituindo o trote original, proibido na universidade.
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| Cartaz de divulgação |
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Petrobras fecha poço após acidente na Bacia de Santos
31/01/2012 - G1
Poço explora pré-sal; já está fechado e seguro, diz empresa. Estimativa aponta a possibilidade de terem vazado 160 barris de petróleo.
A Petrobras informou nesta terça-feira (31) que fechou um poço depois de detectar por volta das 8h30 um rompimento na coluna de produção do navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, que está localizado na Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do estado de São Paulo, a uma profundidade de 2.140 metros.
De acordo com nota, o poço produz para o Teste de Longa Duração (TLD) de Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.
"Uma estimativa preliminar aponta a possibilidade de terem vazado 160 barris de petróleo. Não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira", informou a estatal em nota. Ainda de acordo com a empresa, o sistema de segurança fechou automaticamente o poço após o rompimento. "O poço encontra-se fechado e em condições seguras".
Segundo o comunicado, as causas do acidente estão sendo investigadas e a empresa já comunicou o fato à Marinha do Brasil, ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por telefone, o G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da ANP, da Marinha e do Ibama e aguarda retorno.
"O poço encontrava-se em produção com um sistema de monitoramento e registro contínuo", informou nota.
"A Petrobras acionou imediatamente o seu Plano de Emergência. Foram mobilizados todos os recursos necessários para o recolhimento do petróleo no mar e do petróleo residual da parte superior da coluna", informou a empresa.
Em novembro do ano passado, um incidente ocorrido durante a perfuração de um poço de petróleo pela petroleira Chevron resultou no vazamento de aproximadamente 2.400 barris de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.
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Limpeza dos oceanos poderia alavancar economia, diz ONU
30/01/2012 - Reuters
Poluição e excesso de pesca prejudicam saúde e produtividade dos mares. Práticas mais sustentáveis e investimentos verdes reverteriam situação.

Mares e costas mais limpos e melhor geridos ajudariam a impulsionar o crescimento econômico e a reduzir pobreza e poluição, diz um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado nesta quarta-feira (25).
O relatório, produzido com outras organizações da ONU, destaca o enorme potencial de uma economia baseada nos recursos marítimos, cerca de cinco meses antes de os governos do mundo se reunirem para discutir caminhos para um desenvolvimento mais sustentável, durante o Rio+20.
Cerca de 40 % da população mundial vive a menos de 100 quilômetros da costa. Assim, os ecossistemas marinhos fornecem abrigo, comida e emprego para milhões de pessoas.
Mas a poluição causada por derramamentos de petróleo, fertilizantes, esgotos, resíduos e produtos químicos, bem como o excesso de pesca, prejudicam a saúde e a produtividade dos mares.
Essa tendência poderia ser reduzida através do uso dos oceanos para alavancar uma energia renovável e eco-turismo e da mudança para sistemas de transporte e práticas de pesca mais sustentáveis. As medidas também poderiam reduzir a vulnerabilidade a mudanças climáticas de ilhas na Ásia e no Caribe, diz o Pnuma.
"Intensificar os investimentos verdes em recursos marinhos e costeiros e reforçar a cooperação internacional na gestão destes ecossistemas transfronteiriços são essenciais para que uma transição para uma economia verde de baixo carbono e uso eficiente de recursos", disse o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.
O relatório recomenda medidas chave para a fazer um uso mais sustentável dos mares. Elas incluem áreas como o turismo, pesca, transportes, poluição, energia renovável e mineração de águas profundas.
Limpeza
Fertilizantes, como nitrogênio e fósforo, têm contribuído para aumentar o rendimento agrícola, mas seu uso tem levado à degradação dos ecossistemas marinhos e de águas subterrâneas. A quantidade de nitrogênio nos oceanos aumentou três vezes a partir de níveis pré-industriais e pode crescer mais três vezes até 2050 se nenhuma ação for tomada.
A poluição marinha custa US$ 100 bilhões somente na União Europeia, de acordo com o relatório. Isso pode ser reduzido por uma regulação mais dura do uso de fertilizantes e através de subsídios para incentivar a reciclagem de nutrientes.
A economia mundial também poderia ganhar até US$ 50 bilhões por ano com a recuperação da populações de peixes e redução da pesca, de acordo com a Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação e o Banco Mundial.
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Confira as imagens do vazamento de óleo no mar de Tramandaí
27/01/2012 - Terra da Gente e Globo Natureza / G1RS
O ecossistema marinho não para de sofrer. A pouco mais de três meses do vazamento da Chevron na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, agora é a vez da Petrobrás em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.











Uma grande mancha de óleo formada em alto-mar pelo vazamento na monoboia do Terminal de Osório, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, já chegou à beira da praia de nome homônimo. O Corpo de Bombeiros local, o Patrulhamento Ambiental do litoral Norte e técnicos do Ibama fizeram, ainda ontem, um voo na região para avaliar a extensão do estrago.
A Transpetro só divulgou nota por volta das 16 horas, confirmando o acidente, que aconteceu durante operação de descarregamento de um navio a cerca de seis quilômetros de distância da costa. Segundo o temente Reinaldo Araújo, do Patrulhamento Ambiental, "é um vazamento de grande proporção”, disse. “Começou ao meio-dia e está crescendo o volume de óleo. Toda a informação agora vai depender deste avanço".
O cheiro do produto já é percebido na beira da praia, na altura da plataforma de pesca da cidade. A Transpetro afirma que uma equipe de contingência foi acionada para iniciar os trabalhos de contenção e remoção do produto. Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados. As causas do acidente estão sendo investigadas pela companhia.
Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado. Mas é praticamente certo que haverá impacto ambiental, de acordo com o biólogo Kuriakin Humberto Toscan, da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Porto Alegre. Um levantamento completo será divulgado nos próximos dias.
Na orla de Tramandaí, existem duas monoboias, situadas a quatro e seis quilômetros da costa. Elas servem para bombear petróleo para dentro dos navios da Petrobras. Segundo técnicos e biólogos do Ibama, o vazamento teria ocorrido na monoboia que fica mais distante da costa.
Desde o início da noite, 150 funcionários da Transpetro, empresa responsável pela monoboia onde ocorreu o vazamento, trabalham manualmente na remoção do petróleo. Kuriakin estima que o óleo tenha atingido um trecho de aproximadamente cinco quilômetros de extensão da orla marítima, que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra, na divisa com o município de Imbé.
Por enquanto, o óleo não atingiu o balneário vizinho. “Acredito que praticamente todo o óleo tenha chegado à areia. Se ainda tem óleo no mar, é em pequena quantidade”, acredita.
Até as 23h de ontem não havia registros de mortes ou contaminação de animais marinhos ou de aves causadas pelo óleo, mas essa possibilidade não está descartada. A preocupação do Ibama é com o Rio Tramandaí. “O rio está no vazante, mas com o enchimento da maré, também pode ser atingido”, projeta Kuriakin.
Assim que o petróleo começou a chegar até a praia, a Patrulha Ambiental orientou os veranistas a se retirarem da areia e isolou parcialmente a área para o trabalho de remoção. O comandante do pelotão de Tramandaí, tenente Reinaldo Araújo, pede aos veranistas que evitem entrar na água até os analistas terem mais informações sobre o vazamento.
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Como o plástico polui os oceanos e mata os animais marinhos
27/01/2012 - Liana John / National Geographic Brasil
A bordo do veleiro Sea Dragon, a jornalista Liana John acompanha as pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico
Uma semana a bordo. Nenhum continente ou ilha fica a menos de mil quilômetros do ponto em que estamos agora. No meio do Atlântico Sul, a tripulação do veleiro Sea Dragon avalia que o oceano parece limpo. Mas a miragem se desmancha nas mãos do cientista americano Marcus Eriksen, do projeto 5 Gyres: após deslizar um coletor por uma hora na superfície da água, ele exibe uma coleção de fragmentos de plástico.
Os mares do mundo foram invadidos por uma praga quase invisível, o lixo plástico, em boa parte arrastado das cidades pelo curso dos rios. Os resíduos não chegam a formar ilhas flutuantes, mas uma fina camada de fragmentos está presente em todo o percurso da expedição - 3,5 mil quilômetros entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica.
Nem uma vez recolhemos o coletor sem plástico. Em viagens pelos maiores giros oceânicos do mundo, o 5 Gyres obteve os mesmos resultados. O que varia é a densidade de fragmentos.
O lixo é mais nocivo do que aparenta. Enquanto viaja, o plástico entra em contato com os poluentes orgânicos persistentes (POPs), uma categoria de contaminantes de longa duração no ambiente - caso do pesticida DDT e das dioxinas. "Um fragmento de plástico circulando há alguns anos no mar chega a ter uma concentração de POPs 1 milhão de vezes maior que a água a seu redor", diz Eriksen.
Isso acontece porque esse lixo e os poluentes têm a mesma origem - o petróleo - e possuem afinidade química. Assim, os organoclorados dispersos na água aderem ao plástico "viajante". Pobre do animal que engolir a mistura indigesta: não conseguirá metabolizar o plástico e sofrerá os efeitos da contaminação. Vazamentos e naufrágios são fontes de lixo e POPs, mas apenas de uma ínfima parte. "A grande maioria dos resíduos sai de cidades e lixões em terra. São despejados diretamente nos rios ou carregados pelas enxurradas até terminar no mar", conta Eriksen.
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Aquário prepara programação especial no aniversário da cidade
26/01/2012 - PMS
O Instituto EcoFaxina estará presente na comemoração com sua tenda, sensibilizando a população sobre o grave problema da poluição marinha na nossa região.
O Aquário celebra nesta quinta-feira (26) os 466 anos de Santos com grande festa. A programação, na área externa, das 9h às 14h, inclui tendas e exposições sobre conservação ambiental. Às 13h, haverá o ‘batismo’ do leão-marinho. O nome foi escolhido em concurso público que recebeu mais de mil sugestões. Os 10 nomes selecionados pela comissão julgadora foram submetidos a votação popular.
Com monitoria da unidade de educação ambiental do Aquário, os visitantes poderão conferir uma mesa de investigação marinha, com esqueletos, conchas e ovos. A equipe do Orquidário preparou brincadeiras, como os jogos Cara a Cara (mostrando a importância da diversidade) e dos Copos (com material reciclado), além de animais taxidermizados, como lontras, jacarés de frangos d’água. A Semam (Secretaria do Meio Ambiente) organizou uma oficina de castelos de areia.
Arte
As exposições ficarão a cargo da seção de Ecoturismo da Setur (Secretaria de Turismo) e das artistas Maria José da Costa e Rosa Nair Carretta, com obras de arte produzidas com jornal, mostrando a importância da reutilização de materiais.
Segundo a chefe da unidade de educação ambiental, Maricene Passos, é o papel do Aquário transmitir esta mensagem. “Quando temos a possibilidade de ver o resíduo sólido sendo reaproveitado através de cursos em esculturas, artesanato ou telas, nós valorizamos a sucata como forma de expressão artística do nosso imaginário”, explica.
Também apoiam e participam das comemorações a ONG Greenpeace, equipe de informação sobre dengue, centro de estudos de encalhes de mamíferos marinhos, Projeto Albatroz, Instituto EcoFaxina e Sabesp.
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Guinada ecológica traria economia de US$ 2 tri, diz estudo
17/01/2012 - Assis Moreira / Valor Econômico
Cerca de US$ 2 trilhões poderão ser economizados nas principais economias do mundo com uma guinada ecológica e mais eficiência de recursos em apenas três setores: aço, ferro e carvão. É a conclusão de um relatório que o Fórum Mundial de Economia, antecedendo o encontro de Davos, no fim do mês.
O fórum estima que o momento é especialmente adequado para as indústrias melhorarem a eficiência. No caso da energia, elas poupariam US$ 37 bilhões em 2030. O fórum calcula que, se o Brasil reciclasse toda o seu lixo, economizaria o equivalente a 0,3% do PIB.
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| Turista retira lixo da água em praia de Hong Kong |
Elaborado com o apoio da consultoria Accenture, o relatório alerta para a crescente exaustão dos recursos naturais, uma ameaça a longo prazo à estabilidade econômica. Diz que a combinação de mudança climática e mais demanda nos emergentes impulsionou preços das commodities agrícolas - o cacau subiu 246% e o óleo de palma, 230% na ultima década
O estudo estima que até 2030 a demanda global por água excederá a atual capacidade de abastecimento em mais de 40% e 4 bilhões de pessoas viverão em áreas com "alto estresse" por causa da água.
Diz ainda que cada vez mais a vantagem competitiva de um país levará em conta a eficiência nos uso dos recursos. Nota que Índia, EUA e China caíram mais de dez posições em 2011 no Relatório Anual de Competitividade. Já Brasil, Quênia e Filipinas subiram, supostamente também em razão de melhor consideração ao impacto da riqueza natural.
O estudo sugere pelo menos três tipos de ação. Primeiro, transformar a demanda: 50% dos consumidores pesquisados em mais de 40 países aceitam fazer o que for possível para proteger o ambiente. Segundo, mudar os valores nas companhias. E, por fim, alterar as regras do jogo, de forma que seja possível retirar, por exemplo, subsídios que prejudicam a natureza.
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Sacolas plásticas, de vilãs a ecoeducadoras
06/01/2012 - William Rodriguez Schepis / IEF
Sacolinhas despertam gigantes do consumo e conscientizam população
A batalha que vem sendo travada entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Instituto Sócio-Ambiental do Plástico (Plastivida) em torno da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados, está dando início a uma onda de conscientização entre seus consumidores.
Claro que as opiniões variam muito em relação ao acordo firmado entre a APAS e o Governo do Estado proibindo a distribuição das sacolinhas no caixa, que entrará em vigor dia 25 de janeiro. Como era esperado, a maioria é contra a proibição, segundo uma enquete realizada no site do Jornal da Tribuna. Sim, esperado, pois ações que trazem mudanças de paradigmas para gerarem benefícios diretos e sobretudo indiretos, causam controvérsia ou até mesmo antipatia momentânea nos cidadãos. Pelo menos até que a consciência coletiva absorva a informação como ideia moral e normativa colocando em prática no seu cotidiano.
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| Resultado da enquete realizada hoje no site do Jornal da Tribuna |
| Acima, manguezal em Santos coberto por diversas camadas de plástico Foto: William Rodriguez Schepis/IEF |
Como carregar os produtos
Hoje em dia as pessoas andam com diversos objetos, óculos, chaves, celular, iPod, tablet, e o que mais surgir para "facilitar" a nossa vida. A sacola retornável está se tornando um objeto de uso comum associado. Assim como lembramos do óculos solar ou do boné quando o sol está forte, lembraremos da sacola retornável quando pensarmos em compras de supermercado. Pode ser de pano, de plástico, de nylon, caixa de papelão, carrinho de feira. Cada pessoa adotará a forma e o material que achar melhor para fazer o transporte das compras. Pessoalmente, prefiro as sacolas retornáveis. Utilizo até duas sacolas quando vou ao supermercado, cada uma deve carregar no mínimo uns 50 litros. É muito mais fácil e confortável para carregar. Separo os produtos por área.
Se as embalagens dos produtos estiverem lacradas, o que é natural quando se compra algo novo, os alimentos não terão contato com o desinfetante, por exemplo.
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| Minha sacola retornável dobrada |
Contra ou a favor
O acordo está feito e a decisão já foi tomada. Proponho que cada um de nós refaça essa pergunta 2 anos após a proibição. Tenho certeza que até lá, ao cidadão comum, não caberá mais dúvidas. A mim não cabe faz tempo, sou contra a banalização do plástico e sua utilização sem limites em uma sociedade sem uma logística reversa de resíduos eficiente.
O Instituto EcoFaxina nunca enxergou o plástico como um vilão. Vilão é o ser humano que administra muito mal os recursos naturais deste planeta e só agora está começando a acordar para a realidade de que são limitados e que várias espécies estão pagando o preço com a própria existência.
O Instituto EcoFaxina nunca enxergou o plástico como um vilão. Vilão é o ser humano que administra muito mal os recursos naturais deste planeta e só agora está começando a acordar para a realidade de que são limitados e que várias espécies estão pagando o preço com a própria existência.
Bactérias na sacola
Mantenha sempre bem higienizada a sacola retornável, assim como faz com seu sofá, seu colchão, etc. Você não precisa virar um caçador de bactérias. Lembre-se, convivemos com trilhões de bactérias em nosso corpo, desde o fio de cabelo ao dedo do pé. E pode ter certeza, toda vez que abraçar e beijar o seu cachorro você receberá muito, mas muito mais batérias que dos alimentos da sua sacola retornável!
Conviver com bactérias faz parte da vida, não estaríamos aqui se não fosse por elas. Claro, higienize adequadamente seus alimentos antes de armazená-los no armário ou na geladeira e também antes de consumi-los. Fazendo isso você diminui a probabilidade de contaminação dos alimentos e de ocorrerem possíveis infecções gastrointestinais.
O médico André Luiz de Rezende, doutor gastroenterologista e endoscopista do Instituto Brasiliense de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva (Ibed), explicou ao Correio Brasiliense que a infecção alimentar acontece especialmente no intestino, onde ocorre todo o trânsito gastrointestinal. “Existem as bactérias ‘boas’, que ajudam na digestão, na absorção e no processamento do bolo alimentar, mas também há as ‘ruins’”, detalha. Caso as ‘ruins’ fiquem em maior número, o corpo responde na forma de cólicas, diarreia, formação de gases e distensão da barriga. A mudança de horário das refeições e muitos alimentos ricos em gordura e açúcar e pobres em fibras são as principais razões para que isso ocorra".
Resumo da ópera
Curta o verão. Faça compras com sua sacola retornável, lave bem os alimentos, alimente-se bem e beba bastante água. Seja consciênte, consuma produtos de empresas sustentáveis, separe seu lixo, tenha uma composteira com trilhões de bactérias...
E sempre que observar uma sacolinha voando agarre sem vergonha, porque a pessoa que deixou ela voar fez isso também sem vergonha!
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E sempre que observar uma sacolinha voando agarre sem vergonha, porque a pessoa que deixou ela voar fez isso também sem vergonha!
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Publicada no Diário Oficial lei que institui o Fundo Municipal do Meio Ambiente
05/01/2012 - IEF
Agora é preciso regulamentar o Fundo, nomear os membros do Conselho Deliberativo e arrecadar receitas, sensibilizando as autoridades para direcionarem verbas de indenizações por danos ambientais no território municipal, fiscalizando o ingresso do produto das multas por infração à legislação ambiental. Os recursos deverão ser aplicados para custear projetos de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente no município.
Agora é preciso regulamentar o Fundo, nomear os membros do Conselho Deliberativo e arrecadar receitas, sensibilizando as autoridades para direcionarem verbas de indenizações por danos ambientais no território municipal, fiscalizando o ingresso do produto das multas por infração à legislação ambiental. Os recursos deverão ser aplicados para custear projetos de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente no município.
INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, CONFORME PRECONIZAM O ARTIGO 166 DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS E O ARTIGO 28 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 311, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1998, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
JOÃO PAULO TAVARES PAPA, Prefeito Municipal de Santos, faço saber que a Câmara Municipal aprovou em sessão realizada em 08 de dezembro de 2011 e eu sanciono e promulgo a seguinte:
LEI COMPLEMENTAR N.º 748
Art. 1º Fica instituído o Fundo Municipal de Preservação e Recuperação do Meio Ambiente, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com a finalidade de captar recursos para implementação da política ambiental, compreendendo:
I - programas de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente e sua qualidade;
II - ações que visem proporcionar saneamento ambiental;
III - pesquisas de processos tecnológicos destinados à melhoria da qualidade ambiental;
IV - instrumentos e equipamentos suplementares necessários ao cumprimento do disposto na legislação ambiental;
V - recuperação, proteção, conservação e preservação dos recursos ambientais, conforme preconiza a legislação ambiental;
VI - capacitação técnica dos recursos humanos dos grupos de serviços do órgão municipal de meio ambiente;
VII - serviços de assessoria técnica, contratada de acordo com a legislação específica;
VIII - programas, projetos e atividades educativas e de mobilização da sociedade civil organizada, relacionados à defesa do meio ambiente e a salubridade ambiental.
IX - projetos de recuperação de áreas degradadas de domínio público no território do Município, especialmente encostas de morros e áreas de preservação permanente, nos termos da legislação em vigor.
Art. 2º Constituem receitas do Fundo para Preservação e Recuperação do Meio Ambiente, recursos provenientes:
I – de arrecadações de multas por infrações à legislação ambiental municipal e compensações monetárias previstas em leis e regulamentos;
II – de contribuições, subvenções e auxílios da União, estados e municípios e de suas respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações;
III – das arrecadações resultantes de consórcios, convênios, contratos e acordos específicos celebrados entre o Município e instituições públicas ou privadas, observadas as obrigações contidas nos respectivos instrumentos;
IV – das contribuições resultantes de doações, quais sejam, valores, bens móveis e imóveis que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas ou de organismos públicos e privados, nacionais ou internacionais;
V – de rendimentos de qualquer natureza que venha auferir como remuneração recorrente de aplicação de seu patrimônio;
VI – outros recursos e rendimentos que, por sua natureza, possam ser destinados ao Fundo para Preservação e Recuperação do Meio Ambiente.
Art. 3º O Fundo será administrado por um Conselho Deliberativo, integrado por sete membros nomeados pelo Prefeito, por meio de decreto.
Parágrafo único. As contas do Fundo, prestadas pelo Conselho Deliberativo na forma da lei, serão analisadas e aprovadas anualmente pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente-COMDEMA.
Art. 4º Integram o Conselho Deliberativo:
I – o Secretário Municipal de Meio Ambiente, como presidente, com voto de desempate;
II – um representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente como vice-presidente;
III – um servidor municipal indicado pelo Secretário Municipal de Finanças, para exercer a função de assessor de finanças do Fundo;
IV – quatro membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA, indicados por este, sendo um representante de órgão público e três da sociedade civil.
§ 1º Os conselheiros referidos nos incisos III e IV exercerão suas funções pelo prazo de dois anos, salvo no caso de decaírem da indicação ou de serem reconduzidos.
§ 2º Os conselheiros exercerão suas funções gratuitamente, sendo, porém consideradas de relevante interesse público.
Art. 5º Compete ao Conselho Deliberativo:
I – administrar e promover o desenvolvimento e o cumprimento das finalidades do Fundo;
II – receber os adiantamentos das dotações orçamentárias que lhes forem destinadas;
III – administrar a arrecadação da receita e o seu recolhimento na Tesouraria Municipal;
IV – decidir quanto à aplicação dos recursos, em estrita observância às finalidades previstas no Art. 1º desta Lei Complementar, definir e encaminhar soluções possíveis para os problemas levantados;
V – promover articulações e atuar integralmente com unidades administrativas da Prefeitura Municipal ou outras entidades públicas ou privadas;
VI – autorizar as despesas decorrentes da aplicação dos recursos do Fundo;
VII – opinar, quanto ao mérito, na aceitação de doações, subvenções e contribuições de qualquer natureza, que tenham destinação especial ou condicional;
VIII – elaborar o seu regimento interno, que regulamentará a presente lei complementar, publicado por meio de decreto do Chefe do Executivo.
Art. 6º Os servidores da Secretaria de Meio Ambiente executarão os serviços da secretaria do Fundo.
Art. 7º Os recursos destinados ao Fundo serão contabilizados como receita orçamentária e a ela alocados por meio de dotações consignadas na lei orçamentária ou de créditos adicionais, obedecendo a sua aplicação as normas gerais de direito
financeiro.
Art. 8º A contabilidade do Fundo obedecerá às normas da contabilidade da Prefeitura Municipal de Santos e todos os relatórios gerados para a sua gestão passarão a integrar a contabilidade do Município.
Art. 9º Fica autorizada a abertura de Crédito Adicional Especial no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), destinado a atender as despesas da nova unidade orçamentária “Fundo Municipal de Preservação e Recuperação de Meio Ambiente”, subordinada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Parágrafo único. Os recursos orçamentários que darão suporte à abertura do Crédito Adicional Especial, previsto no caput deste artigo, ocorrerão através da anulação parcial da seguinte dotação orçamentária: (876)
23.10.00.3.3.90.30.00.18.541.0052.2910.1.1100000 – Programa de Preservação, Proteção e Conservação Ambiental.
Art. 10 Esta lei complementar entra em vigor na data da publicação.
Registre-se e publique-se.
Palácio “José Bonifácio”, em 04 de janeiro de 2012.
JOÃO PAULO TAVARES PAPA
Prefeito Municipal
Registrada no livro competente.
Departamento de Registro de Atos Oficiais do Gabinete do Prefeito Municipal, em 04 de janeiro de 2012.
ANA PAULA PRADO CARREIRA
Chefe do Departamento
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Cientistas se preparam para monitorar o oceano Atlântico
19/12/2011 - Agência FAPESP / Fábio de Castro
A fim de monitorar mudanças de padrões de circulação do Atlântico Sul – que afetam o clima global –, projeto temático aprovado no âmbito da cooperação FAPESP-Facepe-ANR irá fundear instrumentos científicos em uma linha que vai da América do Sul à África
Os padrões de circulação das águas do oceano Atlântico Sul podem estar sofrendo transformações que têm potencial para interferir no clima global. A fim de entender esse fenômeno, um grupo internacional de cientistas instalará uma série de instrumentos de monitoramento ao longo de uma linha que se estende da América do Sul à África.
Essa tarefa, que integrará o projeto internacional Circulação Meridional do Atlântico Sul (Samoc, na sigla em inglês), terá uma importante participação brasileira: toda a parte ocidental da instrumentação será instalada e operada pelos pesquisadores de um projeto temático financiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Edmo Campos, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP).
O projeto temático foi aprovado no início de dezembro no âmbito do acordo de cooperação FAPESP-Facepe-ANR, que prevê chamadas conjuntas de propostas de pesquisa envolvendo a FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Pernambuco (Facepe) e a Agência Nacional de Pesquisas da França (ANR, na sigla em francês).
Além da coordenação de Campos, do lado brasileiro, o projeto é coordenado do lado francês pela professora Sabrina Speich, do Instituto Universitário Europeu do Mar, da Universidade da Bretanha Ocidental (França).
Segundo Campos, o objetivo do projeto Samoc é monitorar a circulação das águas do Atântico Sul, já que existem indicações de que seus parâmetros estão sofrendo modificações.
“Esses parâmetros de circulação são, em última instância, um dos mecanismos que controlam o clima do planeta. O objetivo desse grupo internacional é monitorar o Atlântico Sul para entender como ele está se comportando no presente e, eventualmente, como se comportará no futuro com as mudanças que estão sendo identificadas”, disse Campos à Agência FAPESP.
Diversas áreas do oceano Atlântico já estão sendo monitoradas pelo projeto Samoc e por diferentes instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e outras do Brasil, da Argentina, da África do Sul e da Europa. Segundo ele, essas iniciativas ainda são bastante tênues, mas tendem a se tornar, no futuro, um sistema de monitoramento oceânico permanente.
“Até agora o Brasil tinha participado desse conjunto de iniciativas apenas como coadjuvante. Mas, com o projeto que iniciamos agora, poderemos dar uma contribuição significativa à formação do sistema de monitoramento”, declarou.
Quando se observam as características físicas da circulação oceânica, segundo Campos, percebe-se que as atividades mais intensas ocorrem próximas aos continentes, principalmente do lado oeste. Por isso é importante distribuir os instrumentos ao longo da linha que vai de um continente até o outro, com maior adensamento em suas extremidades.
“O padrão de circulação do oceano Atlântico funciona como parte fundamental do mecanismo que distribui calor em vários locais do planeta. Se houver alteração nesse padrão, teremos resposta no clima, em escala regional e global. E esse padrão também responde às alterações na atmosfera”, explicou.
Segundo Campos, a instrumentação, que inclui sensores de velocidade, pressão, temperatura e salinidade, será fundeada – isto é, presa no fundo do mar – desde a América do Sul até a África do Sul, ao longo de uma linha que passa a 34,5 graus de latitude sul. A equipe brasileira cuidará de toda a parte oeste da rede de monitoramento. A equipe francesa, em cooperação com a sul-africana, ocupará a parte leste e os norte-americanos da NOAA e da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) cuidarão da parte central.
“A FAPESP está financiando alguns instrumentos cuja função é medir o transporte de volume – isto é, a velocidade das águas integrada em uma determinada seção. O objetivo é avaliar quanto fluido está sendo transportado e quanto calor e sal esse transporte de fluido carrega consigo. Queremos saber basicamente quanto calor está sendo transportado através dessa linha, em direção ao norte. Pequenas alterações nesse transporte de calor podem desencadear mudanças radicais no equilíbrio climático”, explicou.
Hoje, segundo Campos, sabe-se que o clima global é fortemente influenciado pela quantidade de calor que o Atlântico Sul transporta para o Atlântico Norte. “Por isso temos que medir a velocidade, a temperatura, a salinidade e uma série de parâmetros que nos permitirão entender como está sendo alterada a dinâmica da circulação”, afirmou.
Missão para o Alpha Crucis
O fundeamento dos equipamentos na parte brasileira do projeto será feito até o fim de 2012, segundo Campos, pelo navio oceanográfico Alpha Crucis, adquirido com recursos da FAPESP e gerenciado pela USP. Os instrumentos, segundo ele, ficarão fundeados a profundidades que vão de 200 metros a 6 mil metros.
“Os equipamentos não fazem transmissão em tempo real, por isso o navio precisará ir até eles algumas vezes para recuperar dados utilizando um sonar, além de realizar manutenções. Os equipamentos possuem modems acústicos e os dados são coletados quando o navio passa por cima deles. A cada dois anos, em média, será preciso recolher os instrumentos para trocar as baterias e refazer o fundeio”, disse Campos.
Segundo Campos, o projeto Samoc será provavelmente uma das primeiras utilizações do Alpha Crucis em grande escala. Sem o navio, a operação ficaria limitada, pois seria preciso utilizar navios da Marinha, que têm uma série de restrições e tornam a realização da pesquisa muito difícil.
“O Brasil tem uma tradição de pesquisa costeira, por falta de recursos, mas com o navio à disposição vamos finalmente produzir oceanografia do mais alto nível internacional”, disse.
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Após vazamento de óleo em Angra, governo encontra mancha em praia
18/12/2011 - G1
Mancha foi vista na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, litoral do RJ. Empresa de petróleo faz remoção de mancha e de óleo em mar.
Em dois sobrevoos realizados neste domingo (18), técnicos da Secretaria estadual do Ambiente constataram a presença de uma mancha de pequena extensão, na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, no litoral Sul Fluminense.
O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez (Cenpes), da Petrobras, coletou uma amostra do material para analisar se a mancha é proveniente do vazamento de óleo de um navio da empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil.
Na sexta-feira (16), um navio da companhia foi responsável pelo vazamento de 10 mil litros de óleo nas proximidades da Ilha Grande, em Angra dos Reis. No sábado, a Secretaria do Meio Ambiente já havia informado que o vazamento estava controlado.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, informou neste domingo que a Modec “foi instada” a limpar imediatamente as áreas da praia e costão da Praia do Bonfim. A Modec informou ao G1 que atendeu a solicitação do governo, mesmo sem o laudo do Cenpes. A empresa afirmou ainda que contratou sete embarcações para remover o óleo encontrado no mar. Segundo a Modec, a dispersão das manchas é feita com a técnica de jateamento de água.
Multa de R$ 10 milhões
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Óleo na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis Foto: Paulo Roberto Araújo/Ag. O Globo |
De acordo com Minc, caso seja comprovado que o óleo encontrado na Praia do Bonfim seja proveniente do navio da Modec, a empresa receberá uma multa ainda maior pelo estrago. No sábado (17), o Instituto estadual do Ambiente (Inea) havia estimado uma multa no valor inicial de R$ 10 milhões contra a Modec.
O Inea aguarda o relatório da Capitania dos Portos sobre as causas do acidente e o volume vazado para definir o valor final da multa.
A Secretaria disse que do vazamento ocorrido na sexta-feira, ainda restavam neste domingo, duas pequenas manchas de óleo. O navio Cidade de São Paulo, da Modec, seguia para o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, para ser adaptado e transformado em navio-plataforma, para operar em atividades de extração de petróleo na Bacia de Campos, no Norte Fluminense.
Mancha na Ilha dos Porcos
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, disse que durante o sobrevoo percebeu duas manchas, com larguras entre 150 e 200 metros, próximo à Ilha dos Porcos, em Angra dos Reis. O local, segundo o Inea, é de propriedade do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. No entanto, a Modec explicou que navios da companhia foram ao local e não constataram nenhum tipo de mancha de óleo.
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Navio da Modec Petróleo, responsável pelo vazamento de óleo ocorrido na sexta-feira Foto: Domingos Peixoto/ Ag. O Globo |
O delegado Fábio Scliar, responsável pela Delegacia de Meio de Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal (Delemaph), também acompanhou o sobrevoo. Ele disse não instaurou um inquérito para investigar o vazamento, já que ainda depende dos laudos da Petrobras.
“É preciso estabelecer o nexo de causalidade. É preciso saber se a mancha é proveniente do navio mesmo. No decorrer do caso, pode ser que tripulantes do navio sejam intimados a prestar depoimento, para que eu saiba a versão deles para o fato”, explicou o delegado.
APA na Ilha Grande
Após o episódio, Carlos Minc ressaltou a importância da criação da Área de Proteção Ambiental marinha da Baía da Ilha Grande, com regras mais fortes de fiscalização e de controle das atividades econômicas na região. A expectativa do secretário é que o decreto estadual criando a área de proteção seja assinado até o final de janeiro de 2012.
“Não queremos engessar a economia da região, mas o crescimento de algumas atividades, como a do petróleo, não pode inviabilizar outras atividades importantes, como o turismo e a pesca, e a preservação de espécies marinhas, como a dos golfinhos”, falou o secretário.
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Trabalho do Instituto EcoFaxina em prol dos manguezais na Baixada Santista é matéria da revista Linha Verde
30/11/2011 - IEF
A última edição da revista Linha Verde tem como destaque o meio ambiente na Baixada Santista. O conteúdo faz um raio-x das agressões aos ecossistemas traçando um panorama histórico, e aponta os atuais desafios e perspectivas para um desenvolvimento sustentável na região.Uma equipe de jornalistas da revista esteve na Baixada Santista e conheceu o trabalho ambiental desenvolvido pelo Instituto EcoFaxina. Ela acompanhou uma Ação Voluntária de Limpeza com alunos e professores da UME Rui Barbosa, na Ilha Caraguatá em Cubatão e constatou a grande quantidade de resíduos sólidos e esgoto que chegam as águas e aos manguezais do nosso estuário.
A revista traz ainda matérias sobre o Pré-Sal, Zoneamento Ecológico Econômico, Laje de Santos, Mata Atlântica, Aves da Baixada Santista, entre outras...
Clique aqui para ler a revista online. Uma boa leitura!
Animais marinhos aparecem mortos no litoral catarinense
22/11/2011 - Dennis Barbosa / Globo Natureza
Foram mais de 30 tartarugas e cetáceos encontrados em 30 dias.
Pesquisador descarta poluição e suspeita que culpa seja de redes de pesca.
O aparecimento de animais marinhos mortos no litoral catarinense intriga pesquisadores. Nos últimos 30 dias, foram encontradas 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois botos-cinza (Sotalia guianensis) e oito golfinhos-nariza-de-garrafa (Tursiops truncatus) no trecho entre Barra Velha e Balneário Camboriú, segundo informações de Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Nesta terça-feira (21), ele deve identificar a espécie de mais um golfinho sobre o qual foi avisado.
Os animais mortos se concentram na região centro-norte do litoral de Santa Catarina e são de espécies que vivem perto da costa. O museu está monitorando a situação para tentar descobrir o motivo das mortes. Soto descarta que a causa seja poluição da água. “Poluição não causa a morte desses animais dessa forma. Golfinhos e tartarugas são extremamente resistentes, principalmente porque não respiram água. Se houvesse uma contaminação, já teríamos as praias crivadas de peixes mortos”, explica.
Ele acredita que os bichos estejam morrendo enroscados em redes fixas na água. Essa suspeita ainda não pôde ser confirmada porque, até o momento, os avisos sobre corpos encontrados nas praias chegaram quando eles já estavam num estágio de decomposição que impedia a identificação de marcas dos fios no couro.
Além disso, os golfinhos, quando morrem afogados, não ficam com os pulmões cheios d’água como os humanos, dificultando o diagnóstico da causa da morte. Um grupo deverá percorrer o litoral do estado em busca de maiores evidências sobre o que está acontecendo.
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