Fotos impressionantes mostram pessoas deitadas no próprio lixo

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29/07/2014 

Os Estados Unidos, e o planeta, têm problemas com o lixo. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, o americano médio produz mais de 4 quilos de lixo por dia. Isso é mais que o dobro da quantidade produzida em 1960, e é 50 por cento mais do que a quantidade produzida pelos europeus ocidentais. Em janeiro, o fotógrafo Gregg Segal decidiu dar algumas imagens para esses números. Sua série em curso, "7 Dias de Lixo", mostra amigos californianos, vizinhos e conhecidos no lixo que eles geraram durante uma semana.

Algumas pessoas se ofereceram voluntariamente para participar do projeto, por acreditarem na ideia por trás dele, outras foram compensadas pela participação. Geralmente, Segal se esforça para incluir pessoas de diversos níveis sociais em seus projetos. E, como a quantidade de lixo varia de acordo com a pessoa, houveram algumas pessoas que produziram mais lixo do que podiam transportar para o estúdio fotográfico. "É claro que tiveram algumas pessoas que selecionaram os materiais. Eu dizia, 'É realmente isso?' Eu acho que a maioria preferiu não incluir o lixo úmido e só levaram o lixo limpo, sem sujeira. Outras pessoas não selecionaram e levaram algumas coisas desagradáveis, ​​que contribuíram para imagens mais fortes", disse Segal.

Segal utilizou materiais naturais para transformar seu quintal em cenários artificiais, como o chão de uma floresta, uma praia ou um corpo d'água, onde fotografou todos os modelos. "Eu fotografei de cima para tornar bem clínico, limpo e gráfico. É uma espécie de ninho, uma cama que estamos deitando com todo esse material, obrigando-nos a conciliar o que estamos gerando, o que esperamos que faça as pessoas pensarem um pouco mais sobre o que estão consumindo", disse ele.

Naturalmente, algumas pessoas hesitaram em deitar sobre o lixo. "Eles acharam meio repugnante. Eu acho que há algo levemente humilhante sobre isso, mas de uma forma construtiva", disse Segal. "É uma experiência única na vida para as pessoas que são fotografadas com todas as suas coisas. Eu acho que foi visto como novidade por alguns e a questão da repulsa foi atenuada pelo fator novidade."

Segal
também posou para uma foto com sua esposa e filho. "Eu não queria agir como se estivesse à parte", disse ele. "Não estava louco pela foto, mas acho importante mostrar para as pessoas. Não é como se eu estivesse apontando o dedo para elas. Eu estou apontando para todos nós."

Segal continua trabalhando em sua série e pretende filmar seus modelos em uma variedade maior de ambientes naturais artificiais para reforçar a ideia de que o lixo está por toda parte e que nenhum ambiente é intocado.

Dana. Foto: Gregg Segal
Dana

Alfie, Kirsten, Miles e Elly. Foto: Gregg Segal
Alfie, Kirsten, Miles e Elly

Lya, Whitney e Kathrin. Foto: Gregg Segal
Lya, Whitney e Kathrin

Michael, Jason, Annie e Olivia. Foto: Gregg Segal
Michael, Jason, Annie e Olivia

Susan. Foto: Gregg Segal
Susan

Milt. Foto: Gregg Segal
Milt

John. Foto: Gregg Segal
John

Till e Nicholas. Foto: Gregg Segal
Till e Nicholas

Sam e Jane. Foto: Gregg Segal
Sam e Jane

Marsha e Steven. Foto: Gregg Segal
Marsha e Steven

Elias, Jessica, Azai e Ri-karlo. Foto: Gregg Segal
Elias, Jessica, Azai e Ri-karlo

James. Foto: Gregg Segal
James

"Obviamente, a série pretende levar as pessoas em direção ao confronto com o excesso que faz parte de suas vidas. Eu estou esperando que elas reconheçam que uma grande parte do lixo que produzem é desnecessária", disse ele. "Não é necessariamente culpa delas. Nós somos apenas peças de uma máquina, não somos os únicos culpados. Mas ao mesmo tempo somos, porque não estamos fazendo nada, não estamos fazendo nenhum esforço. Existem alguns pequenos passos que podemos tomar para diminuir a quantidade de lixo que produzimos."

A obra de Segal está incluída na edição do ano do The Fence no Brooklyn.


Fonte: Slate


Declínio de aves insetívoras está associado ao uso de agrotóxico, afirmam especialistas

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22/07/2014 

Pela primeira vez, pesquisadores traçam conexões claras entre os efeitos sistêmicos da imidacloprida, da família dos neonicotinoides, com a retração de populações de aves. 

Este estorninho é uma das 15 espécies de aves cujo declínio na população tem sido associado ao uso de agrotóxicos na Holanda.
Este estorninho é uma das 15 espécies de aves cujo declínio na população tem sido associado ao uso de agrotóxicos na Holanda.

Na Holanda, pesquisadores e ornitólogos preocupados com a redução de populações de aves insetívoras em áreas agrícolas avaliaram diversas causas e concluíram que isso está ocorrendo devido aos altos níveis de imidacloprida, um inseticida sistêmico.

Da família do neonicotinoide, a imidacloprida é muito utilizada na agricultura e horticultura para tratar sementes e bulbos, afetando o sistema nervoso central dos insetos e deixando-os desorientados ou paralisados antes de morrerem. O mesmo agrotóxico é ligado à mortalidade de abelhas e outros invertebrados.

Leia também: Cientistas descobrem o que está matando as abelhas, e é mais grave do que se pensava

Este é o primeiro estudo que correlaciona o agrotóxico com possíveis efeitos danosos – através da cadeia alimentar – para vertebrados.

“O uso do imidacloprida é o fator que melhor explica o declínio das populações em comparação com outros fatores, como o uso da terra”, explicou o professor Hans de Kroon, da Universidade de Radboud, que supervisionou o estudo, publicado na revista Nature.

“Nossos resultados indicam que o impacto dos neonicotinoides sobre o ambiente natural é ainda mais substancial do que tem sido relatado recentemente, e relembra os efeitos dos inseticidas persistentes do passado”, enfatizou.

A pesquisa foi realizada em parceria com o Centro Sovon para Ornitologia de Campo, e abrangeu dados detalhados sobre as tendências e fatores ambientais que afetam as populações locais de 15 espécies de aves, como estorninhos e andorinhas.

Os biólogos combinaram informações da secretaria de água distrital com contagens sistemáticas das aves feitas antes e após a introdução da imidacloprida, em 1995.

Eles concluíram que, quanto maior as concentrações de imidacloprida na superfície da água, maior é o declínio no número de aves. Para as 15 espécies, o número de indivíduos caiu em média 3,5% por ano nas áreas com mais de 20 nanogramas de imidacloprida por litro de água.

Concentrações de imidacloprida na superfície da água. Alguns pontos apresentam concentrações acima de 1000 nonogramas por litro.
Concentrações de imidacloprida na superfície da água. Alguns pontos apresentam concentrações acima de 1000 nonogramas por litro.

Os pesquisadores ainda não sabem precisamente o que causa o declínio: se é a falta de comida, a ingestão de insetos contaminados ou uma combinação dos dois. Para algumas espécies, a ingestão de sementes preparadas com inseticida não pode ser excluída das explicações.

Também ainda não está claro se o sucesso na reprodução das aves está caindo, se a mortalidade está aumentando, ou ambos, apontam os pesquisadores.

“Os neocotinoides sempre foram considerados como toxinas seletivas. Mas nossos resultados indicam que podem afetar todo o ecossistema. O estudo mostra o quão importante é ter boas séries de dados de campo e a sua análise rigorosa”, disse Kroon.

No Brasil, a ausência de séries temporais para a avaliação dos efeitos das atividades humanas sobre a biodiversidade é um problema sério. Já nos países europeus, os dados já vêm sendo coletados há muitas décadas devido ao estímulo que se oferece às pesquisas de base.

No caso holandês, o sistema de monitoramento das aves é um dos mais densos do mundo.

“Temos dados suficientes disponíveis de espécies de aves comuns para analisar as densidades e tendências nos seus números”, disse Ruud Foppen, do Centro Soven, que organiza e analisa as contagens de aves.

A União Europeia introduziu uma moratória de dois anos sobre determinados usos de neonicotinóides. No entanto, estes pesticidas são amplamente utilizados no tratamento de sementes para cultivos aráveis. Eles são criados para serem absorvidos pela muda em crescimento e são tóxicos para o sistema nervoso central de pestes que prejudicam o plantio.

Ao comentar o assunto, representantes da Bayer disseram que a pesquisa não apresenta argumentos aceitáveis.

Assista ao vídeo sobre a pesquisa:




Fontes: CarbonoBrasil / O Globo


Noventa e nove por cento do plástico nos oceanos desapareceu

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03/07/2014 

Milhões de toneladas. Essa é a quantidade de plástico flutuando nos oceanos do planeta, dada a sua utilização onipresente. Mas um novo estudo descobriu que 99% deste plástico está desaparecendo dos oceanos. Uma possibilidade perturbadora: peixes estão comendo. 

Navio de pesquisa rebocando rede de superfície para coleta de plástico
À caça. A RV Hespérides reboca uma rede projetada para "filtrar" a superfície do oceano e coletar partículas de plástico que flutuam. Crédito: Joan Costa

Se for esse o caso, "há potencial para que este plástico esteja entrando na cadeia alimentar dos oceanos", diz Carlos Duarte, oceanógrafo da University of Western Australia. "E nós somos parte desta cadeia alimentar."

Os seres humanos produzem quase 300 milhões de toneladas de plástico por ano. A maior parte disso termina em aterros sanitários ou lixões, mas um estudo de 1970 da Academia Nacional de Ciências estimou que 0,1% de todo todo plástico produzido pelo homem vai para os oceanos. Cerca de 80% vem dos continentes, transportados por rios, inundações ou tempestades, e 20% de embarcações marítimas. Parte deste material acaba preso no gelo do Ártico, uma outra parte que chega nas praias, pode até se transformar em rochas feitas de plástico. Mas a grande maioria ainda deve estar flutuando lá fora, no mar, preso nos giros subtropicais, grandes redemoinhos no centro dos oceanos, como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico.

Para descobrir a quantidade de plástico que está flutuando nessas manchas de lixo, quatro navios da expedição Malaspina, um projeto de pesquisa global para estudar os oceanos, coletou em 2010 e 2011 amostras de plástico em todos os cinco grandes giros oceânicos. Depois de meses de rebocando redes de malha fina ao redor do mundo, os navios de pesquisa nos trouxeram novas informações. Ao invés das milhões de toneladas que os cientistas esperavam, os pesquisadores calcularam o volume global de plástico nos oceano em, no máximo, apenas 40 mil toneladas, e  relataram isso ontem (02/07) na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. "Não conseguimos contabilizar 99% do plástico presente nos oceanos", diz Duarte, líder da equipe.

As concentrações de detritos de plástico em águas superficiais do oceano global.
As concentrações de detritos de plástico em águas superficiais do oceano global. Círculos coloridos indicam concentrações de massa. O mapa mostra as concentrações médias de 442 locais (1.127 reboques de rede de superfície). Áreas cinzentas indicam as zonas de acumulação previstas por um modelo de circulação da superfície global. Cinza escuro e cinza claro representam zonas de acumulação interna e externa, respectivamente; áreas brancas são previstas como zonas de não acumulação. (Cózar, A.)

Ele suspeita que essa enorme quantidade de plástico foi ingerida por animais marinhos. Quando o plástico está flutuando no oceano aberto, a radiação do sol pode fragmentá-lo em partículas cada vez menores, até ficarem tão pequenas que começam a parecer comida de peixe, especialmente para o pequeno peixe-lanterna, um pequeno peixe marinho bem distribuído nos oceanos, conhecido por ingerir plástico.

"Sim, os animais estão comendo", disse o oceanógrafo Peter Davison, do Farallon Institute for Advanced Ecosystem Research, em Petaluma, California, que não esteve envolvido no estudo. "Isso tudo é indiscutível." Mas, ele disse, "é difícil saber neste momento quais as consequências biológicas. Poluentes tóxicos como o DDT, PCBs, ou mercúrio aderem à superfície do plástico, adsorvendo e concentrando poluentes presentes na água." Quando os animais comem o plástico, as toxinas podem estar indo para o peixe e percorrendo a cadeia alimentar até espécies de mercado como o atum e o marlim. Ou, disse Davison, "as toxinas no peixe podem voltar pra água ... ou quem sabe, eles estejam vomitando (plástico) ou excretando, e não haja dano a longo prazo. Nós não sabemos."

"É impossível saber quanto os animais estão comendo", diz Kara Law, oceanógrafa física na Sea Education Association em Woods Hole, Massachusetts, que não esteve envolvida no estudo. "A quantidade estimada de plástico que entra nos oceanos em que o estudo se baseou tem quase meio século de idade, e precisamos desesperadamente de uma melhor estimativa de quanto plástico está entrando no mar anualmente."

Além do mais, tanto Davison quanto Law dizem que há uma série de outros locais em potencial, onde o plástico poderia estar tendo o seu final. Podem estar parando no litoral, e uma grande quantidade pode estar sendo degradada em pedaços muito pequenos para serem detectados. Outra possibilidade é de que organismos estejam aderindo e crescendo sobre o plástico, levando abaixo da superfície do oceano, suspenso na coluna d'água ou descendo até o fundo do mar. Micróbios podem até estar comendo.

A melhor hipótese para o destino do plástico que está desaparecendo? Que esteja afundando com o peso de organismos que aderem a ele, ou nas fezes de animais, e permanecendo no fundo do oceano, diz Law. "Francamente, não acho que podemos definir a pior hipótese. Nós realmente não não sabemos o que o plástico está causando."


Fonte: Science


Sete golfinhos são encontrados mortos no litoral sul de São Paulo

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26/06/2014 

Sete toninhas (Pontoporia blainvillei) foram encontradas mortas em Peruíbe.

Sete golfinhos-do-rio-da-prata, popularmente conhecidos como toninhas, foram encontrados mortos na manhã de quarta-feira (25) na Praia das Ruínas, em Peruíbe (135 km de São Paulo). São cinco fêmeas – quatro delas adultas e prenhes – e dois filhotes machos, que se afogaram ao tentar se soltar de redes de pesca.

As informações foram transmitidas pelo biólogo Thiago Nascimento, responsável pelo Aquário Municipal de Peruíbe. "Não é comum que apareçam golfinhos mortos nas praias nessa quantidade. Eles morreram enroscados na mesma rede, possivelmente usada para a captura de camarão, do qual os golfinhos se alimentam."

Sete toninhas (Pontoporia blainvillei) foram encontradas mortas em Peruíbe.

O biólogo salienta que os golfinhos precisam subir frequentemente à superfície para respirar. Como não puderam se livrar da rede, afogaram-se.

Os cadáveres tinham marcas de mordidas, provavelmente dos outros golfinhos do bando. Segundo Nascimento, esses mamíferos ajudam uns aos outros em situações de perigo, como ataques de tubarões. E, neste caso, teriam se machucado ao tentar soltar a si e aos demais membros do grupo que se prenderam na rede. "Os corpos ainda estavam frescos quando os encontramos."

"A toninha é uma espécie ameaçada de extinção por causa da captura acidental. A pesca do camarão e a alimentação delas ocorrem no mesmo lugar. Desde 1999, quando entrei no aquário, já vi mais ou menos 50 golfinhos mortos nessa situação, mas nunca tantos ao mesmo tempo", descreve.

Nascimento explica que as toninhas são vistas apenas em três países: Uruguai, Argentina (estes dois, cortados pelo rio da Prata, do qual tem origem o nome da espécie) e Brasil, com ocorrência até a região Nordeste.

Os animais recolhidos em Peruíbe foram submetidos a autópsia em uma estrutura montada na areia, diante do aquário (situado na Praia do Centro, a aproximadamente sete quilômetros do lugar onde foram encontrados). O esqueleto de um deles será remontado para aulas de educação ambiental, e os outros corpos serão destinados ao lixo séptico e incinerados.


Fonte: UOL
Fotos: Prefeitura de Peruíbe


Pesquisadores da Unisanta descobrem duas espécies novas de bagre em rios da região

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25/06/2014 

Rineloricária sp. e Pimelodella sp. são os gêneros científicos das duas novas espécies de bagre encontradas na região por pesquisadores do Laboratório de Peixes Continentais - Lapec da Universidade Santa Cecília - Unisanta.

A descoberta ocorreu durante coletas feitas no rio Cubatão, nas mediações do bairro da Água Fria – região do Parque Estadual da Serra do Mar, e no rio Quilombo, na Área Continental de Santos.

Equipe em campo
Equipe em campo
Pesquisadores do curso de Ciências Biológicas – Biologia Marinha da Unisanta disseram que os estudos, realizados em conjunto com pesquisadores do Museu de Zoologia da USP, tiveram início há dois anos, quando os primeiros exemplares foram capturados.

O processo de descrição da espécie é lento. Exige análises minuciosas que possibilitam detalhar com precisão as características do peixe, condição para que se confirme a existência de uma nova espécie por parte da ciência, e possa receber um nome científico, comenta o biólogo e coordenador do Lapec, João Alberto Paschoa.

As descobertas contam com apoio dos pesquisadores professores doutores Osvaldo Oyakawa, Mário de Pinna, Ilana Fichberg e da professora mestre Verônica Slobodian, todos do Museu de Zoologia da USP.

Rineloricaria sp.
Rineloricaria sp.
Pimelodella sp.
Pimelodella sp.

Características – As pesquisas já efetuadas revelaram particularidades das novas espécies de bagre. A ausência de placas ósseas no abdômen da Rineloricária sp., encontrada em Cubatão, distingue o peixe das outras espécies do gênero.

A Pimelodella sp., presente no rio Quilombo, apresenta colorido bem diferente. Enquanto as outras espécies têm coloração marrom claro, o peixe descoberto tem aparência arroxeada e o barbilhão (filamento que sobressai pelo canto da boca do peixe) é mais curto.

Além dos dois novos tipos de bagre, foram registradas ocorrências do peixe “cambeva” (Listrura camposi), espécie conhecida, até então, apenas no rio Juquiá, no Vale do Ribeira, e ameaçada de extinção, e do peixe-charuto (Apareiodon sp.) em nossa região.

Listrura camposi
Listrura camposi
Apareiodon sp.
Apareiodon sp.

Segundo os pesquisadores, não há relatos da captura desse peixe em rios costeiros, entre os estados do Rio Grande do Sul e Bahia.

“A região de Cubatão é pouco estudada quando se trata da identificação de peixes. O interesse por essa localidade se deu a partir do trabalho de conclusão de curso do aluno de Biologia Marinha da Unisanta, Bruno Abreu Santos”, comenta Paschoa.

Monitoramento – O grupo de pesquisadores do Lapec Unisanta, em conjunto com os pesquisadores da USP, pretende desenvolver o “Projeto Rio Cubatão: Ecologia e Monitoramento”, que irá monitorar quatro pontos do rio Cubatão e um ponto do rio Pilões, a cada seis meses.

A proposta é analisar a qualidade da água e dos sedimentos, além de identificar possíveis consequências à fauna de peixes do rio Cubatão, causadas por acidentes com caminhões que transportam carga líquida nas rodovias da Serra do Mar.

Para tanto, os estudos contarão com o apoio de dois importantes centros de pesquisa da Unisanta, o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas (NPH) e o Laboratório de Ecotoxicologia, além do Laboratório de Biologia e Ecologia de Peixes (Unesp – Botucatu), por meio dos pesquisadores André Nobile e Felipe de Lima.


Fonte: Unisanta


Poluição por plásticos causa perda equivalente a US$ 13 bilhões para ecossistemas marinhos

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25/06/2014  

Custo com o despejo de plásticos ultrapassa 75 bilhões de dólares ao ano. Relatórios apresentados na UNEA ressalta o risco de contaminação dos microplásticos. 

Voluntários do Instituto EcoFaxina exibem resíduos plásticos coletados em praia em Guarujá
Voluntários do Instituto EcoFaxina exibem resíduos plásticos coletados em praia em Guarujá

Nairóbi, 23 de junho 2014 – A poluição causada por partículas de plástico dispersas nos oceanos representa um dano financeiro de US$ 13 bilhões anuais, de acordo com dois relatórios divulgados na abertura da primeira Assembleia Ambiental das Nações Unidas (UNEA, na sigla em inglês).

O 11º Anuário do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (PNUMA) atualiza informações sobre dez desafios ambientais emergentes, incluindo resíduos plásticos. E o documento “Valorando o Plástico” (Valuing Plastic no original), produzido em parceria com o Plastic Disclosure Project (PDP) e pela empresa de pesquisas Trucost, analisa o uso de plástico na indústria de bens de consumo.

O estudo “Valorando o Plástico” aponta que o custo do capital natural no uso de plástico a cada ano é de US$ 75 bilhões – impactos decorrentes da poluição do meio ambiente marinho e da poluição do ar causada pela incineração de plástico, entre outras fontes. O relatório aponta que mais de 30% dos custos de capital natural de plástico se deve às emissões de gases de efeito estufa provenientes da extração de matéria-prima e do seu processamento. No entanto, o documento observa que a poluição marinha é o maior custo, e que o valor de US$ 13 bilhões pode ser subestimado.

"O plástico desempenha um papel crucial na vida moderna, mas seus impactos ambientais não podem ser ignorados", afirmou o sub-secretário-geral da ONU e diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner. "A redução, reciclagem e reformulação dos produtos que usam plásticos trazem vários benefícios, incluindo redução dos prejuízos e mais investimentos e oportunidades de inovação. Nas regiões polares, foram descobertos pequenos pedaços de plástico presos no gelo, que podem contaminar alimentos e o ecossistema local. É fundamental evitar que detritos plásticos poluam o ambiente, o que se traduz em um único objetivo: reduzir, reutilizar, reciclar".

A grande e incalculável quantidade ​​de resíduos de plástico chega aos oceanos através do lixo, aterros mal geridos, turismo e da pesca. Parte deste material atinge o fundo do oceano, enquanto outra flutua e pode ser levada a grandes distâncias pelas correntes oceânicas.

Há muitos relatos ​​de danos causados por resíduos de plástico: a mortalidade ou doença quando ingeridos por animais marinhos, como tartarugas; emaranhamento dos animais, como golfinhos e baleias; e danos a habitats críticos, como os recifes de coral. Há também preocupação com a contaminação química e pela dispersão de espécies invasoras em fragmentos plásticos, o que causa perdas para as indústrias de pesca e de turismo em muitos países.

Desde 2011, última vez em que o Anuário do PNUMA analisou os resíduos plásticos no oceano, a preocupação tem crescido em torno dos microplásticos (partículas de até 5 mm de diâmetro, fabricados ou criados quando o plástico se decompõe). Sua ingestão tem sido amplamente disseminada em organismos marinhos, incluindo as aves marinhas, peixes, mexilhões, vermes e zooplânctons.

Uma questão emergente é o uso crescente de microplásticos em pastas de dentes, géis e produtos de limpeza facial. Estes microplásticos tendem a não ser filtrados durante o tratamento de esgoto e são lançados diretamente em rios, lagos e oceano.

As tendências da produção, padrões de uso e as mudanças demográficas são atribuídas como causa do aumento do uso de plástico. Os dois relatórios convidam empresas, instituições e consumidores a reduzir a geração de resíduos.

O estudo “Valorando o plástico” relata que as empresas atualmente economizam US$ 4 bilhões ao ano por meio de uma boa gestão de plástico, e que os custos podem ser ainda mais reduzidos. Entretanto, a divulgação do uso do plástico é pobre: ​​de 100 empresas avaliadas, menos da metade dispunha de dados relativos à gestão do plástico.
br /> "A pesquisa revela a necessidade das empresas considerarem sua ‘pegada’ de plástico, assim como fazem para carbono, água e florestas", disse o diretor do PDP, Andrew Russell. "Ao gerenciar e reportar o uso do plástico e sua eliminação, as empresas podem mitigar os riscos, maximizar as oportunidades e se tornar mais bem sucedidas e sustentáveis."

Iniciativas como o PDP e parcerias globais do PNUMA sobre lixo marinho têm ajudado na crescente conscientização sobre plástico e poluição. No entanto, muito mais precisa ser feito. Recomendações para ações futuras a partir dos relatórios incluem:

  • As empresas devem monitorar seu uso de plástico e publicar os resultados em relatórios anuais.
  • As companhias devem comprometer-se a reduzir o impacto ambiental do plástico através de metas e prazos bem definidos, e inovar para aumentar a eficiência dos recursos e reciclagem.
  • Deve haver um foco maior em campanhas de sensibilização para desencorajar a jogar lixo nos oceanos e evitar o desperdício de plástico. Um aplicativo que permite aos consumidores verificar se um produto contém microesferas já está disponível em http://get.beatthemicrobead.org/
  • Uma vez que as partículas de plástico podem ser ingeridas por animais marinhos e potencialmente e dispersar toxinas através da cadeia alimentar, os esforços devem ser intensificados para preencher as lacunas de conhecimento e compreensão da capacidade de vários plásticos em absorver e transferir produtos químicos persistentes, tóxicos e bioacumuladores.

Acesse o release completo, em inglês, aqui.

Mais informações

O Anuário do PNUMA 2014 está disponível em inglês no formato aplicativo, e pode ser baixado em http://www.unep.org/yearbook/2014/ e uneplive.unep.org/global.

O relatório “Valorando o Plástico” está disponível para download em www.unep.org/pdf/ValuingPlastic.


Fonte: PNUMA


Agenda ambiental pode agilizar processos portuários

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25/06/2013 

Vista aérea do canal do Porto de Santos, o mais movimentado da América Latina.
Vista aérea do canal do Porto de Santos, o mais movimentado da América Latina. Foto: Agência CNT

A primeira Agenda Ambiental do Porto de Santos está pronta para ser executada e poderá agilizar processos portuários, segundo especialistas. Após exatos oito anos de discussões e debates com o meio acadêmico e empresarial, um livro com mais de 200 páginas resume ações e estratégias a serem adotadas por todas as organizações, sejam elas públicas ou privadas, para que o complexo portuário se desenvolva sustentavelmente de maneira ágil e, ao mesmo tempo, eficiente.

Além da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária, participaram da formulação desse novo instrumento a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria de Meio Ambiente do Governo do Estado, e a Universidade Católica de Santos (UniSantos), por meio do Grupo de Pesquisa de Gestão Ambiental (GPGA).

O lançamento oficial da Agenda ocorreu hoje, na sede da Codesp, às 10 horas. Operadores portuários, prefeituras e órgãos intervenientes na atividade do Porto receberão a Agenda Ambiental. No total, dois mil exemplares foram distribuídos pela Autoridade Portuária. Outros mil serão dedicados a entidades de ensino e cerca de 50, entregues à Cetesb.

“O conceito de uma agenda ambiental é de ter um planejamento de ações que estejam adequadas ao desenvolvimento que você pretende implantar”, destaca o consultor portuário Sérgio Aquino, um dos agentes responsáveis pela inicialização desse estudo. Para ele, o material é estratégico, uma vez que influencia diretamente na prévia preparação para a implantação e execução de novos terminais portuários.

Aquino lembra que um dos principais entraves no setor trata-se, justamente, daquele que envolve o licenciamento ambiental. “O meio ambiente hoje é pensado numa segunda etapa. Há o investimento, mas os interessados não priorizam essa questão”, avalia, fazendo alusão ao plano de expansão da região das ilhas Barnabé-Bagres. “Nunca foi feito um estudo de impacto para realmente acontecer”, pontua.

De maneira semelhante, o gerente da Agência Ambiental de Santos da Cetesb, César Valente, destaca que a Agenda torna-se fundamental para o Porto uma vez que, a partir dela, será possível estabelecer parâmetros que identificam fontes potenciais de poluição, otimizando, assim, as ações de controle. “Não é possível mensurar resultados com tanta antecedências, mas se as ações efetivamente saírem do papel, haverá contribuição”.

Assim como Aquino, Valente considera que o material demorou mais tempo do que o ideal para ser finalizado, principalmente se for levado em consideração que de 2006, quando iniciaram as discussões, até este ano, há entraves e gargalos ambientais que se amplificaram, ao invés de terem sido eliminados. “Como o processo é dinâmico e, boa parte dos problemas persiste, não haverá grandes prejuízos desde que ações se iniciem”, acredita o gerente da Cetesb.

Contexto

Agenda Ambiental do Porto de Santos

Do total de 10 capítulos, seis segmentam o estudo em áreas de atuação no Porto de Santos. Entre eles, está o que trata da gestão, visando o entendimento do gerenciamento ambiental, além da articulação dos agentes responsáveis.

Há também um capítulo que trata especificamente dos passivos ambientais e de seus processos de remediação. Ele aborda o conjunto de danos ou agressões ambientais realizadas anteriormente, mas que interferem nas ações atuais.

A Agenda Ambiental apresenta ainda um capítulo que aborda o monitoramento ambiental das operações portuárias. Este, o mais extenso, oferece um panorama pontual sobre o gerenciamento de resíduos sólidos, do controle das emissões atmosféricas, dos efluentes líquidos e da água de lastro. Os vetores de doenças, o gerenciamento de riscos e emergências químicas e até do gerenciamento ambiental da dragagem - este último, alvo de maior cuidado nos últimos anos - fazem parte do estudo.

Os três capítulos posteriores, abordam a questão do planejamento da expansão e licenciamentos ambientais, que recebeu atenção especial, uma vez que é encarado como elemento fundamental para a eficiência e agilidade na execução de projetos, conforme lembrou o consultor Sérgio Aquino.


Fonte: A Tribuna


Leonardo DiCaprio doa US$ 7 milhões para proteção dos oceanos

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24/06/2014 

A ação é uma das maneiras encontradas por DiCaprio para se conectar a uma de suas antigas paixões, o mar. Em seu discurso, ele explica que antes de ser ator, pensava em cursar biologia marinha. 


"Este não é, simplesmente, um exercício de conservação da vida selvagem", começou por dizer a estrela de Lobo de Wall Street, numa conferência em Washington. "Se não fizermos alguma coisa para salvar o oceano agora, não serão apenas os tubarões e os golfinhos a sofrer. Serão os nossos filhos e os nossos netos", alertou.

O envolvimento do ator Leonardo DiCaprio com as causas ambientais é conhecido em todo o mundo e vem de longa data. Semana passada esse compromisso ficou ainda mais evidente, quando o norte-americano anunciou a doação de US$ 7 milhões para programas de conservação do oceano.

Esta não é a primeira vez que o hollywoodiano desembolsa grandes valores a esta causa. Em fevereiro deste ano, a ONG Oceana anunciou o recebimento de US$ 3 milhões doados diretamente por Leonardo DiCaprio. Na ocasião, o ator lembrou que a proteção dos oceanos e das espécies marinhas é essencial e umas das ações mais emergenciais que devem ser tomadas em relação à sustentabilidade.

A Our Ocean foi a organização escolhida para receber a mais recente doação milionária do ator. A fundação é controlada pelo próprio governos dos Estados Unidos e possui ações de conservação em diversos países. Um dos projetos colocados em prática pela ONG consiste em apoiar e oferecer suporte técnico e científico para a despoluição da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.

O astro se compromete em fornecer a quantia dentro dos próximos dois anos. Assista o pronunciamento do ator no vídeo abaixo:



Fonte: Tribuna da Bahia


Por que as microesferas de esfoliantes estão destruindo os oceanos?

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18/06/2014 

Illinois, nos EUA, se tornou o primeiro estado a banir as bolinhas de produtos esfoliantes. Nova York e Califórnia devem ser os próximos.

Microesferas de polietileno são utilizadas em cosméticos para esfoliação

As microesferas de plástico são conhecidas por causarem danos ambientais a grandes lagos e oceanos. Contudo, a maioria dos consumidores nem tem ideia sobre isso.

Biólogos marinhos têm alertado há um tempo que o despejo de pequenos pedaços de plástico de polietileno no ralo gera prejuízos para o oceano. Contudo, apenas quando uma organização sem fins lucrativos, chamada 5 Gyres Institute, realizou um estudo profundo sobre a poluição intensa em uma região dos EUA, em 2013, o caso começou a ganhar força entre os americanos, gerando alerta e preocupação.

Microesferas de polietileno são utilizadas em cosméticos para esfoliação

Nova York e Califórnia tomaram conhecimento da proibição em Illinois e estudam legislações similares para tentar banir produtos cosméticos com microesferas de polietileno, mas ainda nada foi confirmado oficialmente.

A densidade dessas “partículas” plásticas surpreendeu os pesquisadores. "Na verdade, eu achei maior concentração na região dos Grandes Lagos que em qualquer amostra em qualquer lugar nos oceanos do mundo", disse Marcus Eriksen, diretor de pesquisa do 5 Gyres Institute.

Avaliando os rios e lagos das cidades americanas, a ONG encontrou cerca de 500.000 microesferas de plástico em apenas um quilômetro quadrado, o que chega a ser banal, se você considerar que existem 330.000 microesferas de plástico em uma única embalagem de um cosmético esfoliante facial. Elas também são muito comuns em cremes dentais e sabonetes líquidos.

As microesferas são, tal como nome, tão pequenas que medem cerca de 0,355 milímetros. O temor é que essas bolinhas minúsculas de plástico têm o tamanho suficiente para peixes e outras criaturas confundi-los com alimentos. Elas conseguem obstruir seus estômagos e impedi-los de obterem uma nutrição adequada.

Visão microscópica de uma microesfera de polietileno.
Visão microscópica de uma microesfera de polietileno. As esferas perfeitas de plástico têm uma maior área de superfície por volume e são capazes de absorver mais toxinas dessa forma. Crédito : 5 Gyres Institute

Outra preocupação é que estas microesferas, por terem afinidade molecular, são muito boas em absorver outros poluentes tóxicos na água, como os PCBs, pesticidas e óleo de motor. E quando ingeridas pelos organismos, por serem bioacumulativas, tais toxinas se concentram na cadeia alimentar, causando danos à saúde dos animais e do ser humano.

Um dos principais desafios é que o plástico não é a única coisa pequena na água. Como você garante que você está mesmo recolhendo-o, e não o zooplâncton – minúsculas criaturas que são a base das cadeias alimentares aquáticas?

Microesferas de polietileno

O tamanho dessas peças de plástico também faz com que seja um desafio para as estações de tratamento de esgoto, que são, naturalmente, efetivas em limpar efluentes antes de serem distribuídos para a população. Porém, muitos mecanismos filtram sólidos usando a gravidade, o que não remove as pequenas esferas de plástico. É muito mais fácil parar de despejar o plástico nos nossos esgotos do que removê-lo do sistema de água.

Visando a esse problema microscópico de poluição, grandes fabricantes como a Unilever, L'Oréal, e Johnson & Johnson fizeram vários compromissos voluntários para eliminar progressivamente as microesferas de polietileno.

Contudo, a matéria prima continuará disponível no mercado, sendo muito utilizada em receias caseiras. O importante agora é conscientizar as pessoas e informar sobre a existência de substitutos naturais como a argila e os cristais de quartzo.

Microesferas de polietileno são vendidas livremente na internet


Fonte: Jornal Ciência


Copa do Mundo de Saneamento Básico 2014

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11/06/2014 

Se o critério de classificação do mundial fossem as condições sanitárias, o Brasil seria eliminado na fase de grupos. Alemanha levantaria a taça. 

Se a Copa do Mundo fosse uma competição que levasse em consideração as condições de saneamento básico, o Brasil não passaria da fase de grupos. Esta é a constatação de um levantamento realizado pela ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, comparando as condições sanitárias entre todos os países que participarão do mundial, a partir de 12 de junho, tal qual estão dispostos na tabela da Copa. O estudo foi feito com base em dados do Programa de Monitoramento Conjunto para o abastecimento de água e saneamento - UNICEF e Organização Mundial da Saúde (OMS) - (Joint Monitoring Programme – JMP), dos Objetivos do Milênio e da Organização Mundial da Saúde.


O Brasil, apesar de obter um índice de 81,3% na combinação de fatores que classificam como satisfatórias as condições sanitárias de um país, de acordo com estes órgãos, fica abaixo de dois países do grupo A: Croácia (98,2%) e México (85,3%), só ganhando de Camarões (45,2%.). Por isso, não avança para as oitavas de final. Na Copa do Saneamento, Alemanha levantaria a taça. Em segundo lugar viria a França, em terceiro, a Holanda e em quarto, a Austrália.

O JMP considera satisfatórias as condições de saneamento a partir de um conjunto de itens, como:

Água: ligações domiciliares, Poços Artesianos, Captação, armazenamento e utilização de água da chuva, dentre outros;

E para o Saneamento: a existência de vaso sanitário, sistema de coleta de esgoto (coleta, bombeamento, tratamento e disposição final adequada) e fossa séptica, entre outros.

No Brasil, 93% da população urbana têm acesso à água tratada, mas apenas 56% têm acesso à rede coletora de esgoto. No que se refere ao tratamento de esgoto, apenas 69% do esgoto coletado recebe tratamento (dados do SNIS-2012).

De outra perspectiva dessa situação: 32 milhões de brasileiros não têm acesso adequado ao abastecimento de água (rede geral de abastecimento), 85 milhões de brasileiros não têm acesso adequado ao esgotamento sanitário (rede coletora nas zonas urbanas e rede coletora ou fossa séptica nas zonas rurais), 134 milhões não têm os esgotos de suas casas tratados e 6,6 milhões não têm nem sequer banheiro.

Além disso, a cobertura de saneamento é muito heterogênea no País. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS, 2012), as únicas unidades da federação com mais de 70% dos domicílios urbanos atendidos em coleta de esgotos são Distrito Federal, São Paulo e Minas Gerais. As menores coberturas são Amapá, Pará Rondônia e Piauí.

“Temos que ressaltar que houve avanços no setor, como a Lei de Saneamento, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e o Plano Nacional de Saneamento Básico (PlanSab), que deixam mais claros os desafios da universalização. Mas há metas estabelecidas difíceis de alcançar e dificuldade dos municípios e estados brasileiros em avançar no saneamento. Por isso é muito importante que estados e municípios reconheçam que têm participação fundamental no avanço do setor no Brasil, tanto quanto o Governo Federal, ou seja, temos que jogar como um time”, afirma o presidente da ABES, Dante Ragazzi Pauli.


Fonte: ABES


Meio Ambiente: comemorar o dia é bom, lembrar em todos é melhor ainda

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05/06/2014 

No dia 15 de dezembro de 1972, na Assembleia Geral das Nações Unidas, durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema Ambiente, ficou estabelecido que todo dia 5 de junho deveria ser celebrado o Dia Internacional do Meio Ambiente. Foi durante esta conferência que foi aprovada também o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Uma visão geral da reunião de abertura da Conferência da ONU no Folkets Hus, em Estocolmo. © 1972 UN Photo/Yutaka Nagata

A criação desta data teve como objetivo proporcionar a conscientização da população mundial sobre os temas ambientais, principalmente, aqueles que dizem respeito à preservação. Desta forma, a ONU procurou ampliar a atuação política e social voltada para os temas ambientais. Foi intenção da ONU também, transformar as pessoas em agentes ativos da preservação e valorização do meio ambiente.

Sra. Indira Gandhi, primeira-ministra da Índia, discursando durante a conferência. Juntamente com outros líderes de países em desenvolvimento, Gandhi destacou a pobreza como a principal causa para a degradação ambiental e exigiu uma maior responsabilidade e ajuda ao desenvolvimento dos países industrializados.  © 1972 UN Photo/Yutaka Nagata

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema. A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre muitos outros.

O Brasil desenvolve um trabalho de preservação ambiental para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza, mas em função da vida moderna e o descaso dos gestores públicos, os prejuízos ainda são de grande monta. Enorme quantidade de lixo é descartada todos os dias, como sacolas, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição de habitats e a morte de muitos animais.

No Brasil apenas metade da população conta com coleta, e cerca de um terço tem os esgotos sanitários originados, nos municípios, devidamente tratados, evitando a degradação dos mananciais. Na maioria dos municípios brasileiros o lixo produzido, pela população, ainda tem seu destino final em lixões.

Na Baixada Santista o Instituto EcoFaxina já retirou 28.492 quilos de resíduos sólidos de ambientes marinhos, como manguezais, praias e costões rochosos, mobilizando mais de 750 voluntários em 47 ações.

Voluntários do Instituto EcoFaxina limpam manguezal em Santos. Foto: André Martins / Instituto EcoFaxina

Estima-se que a poluição marinha afete 267 espécies no planeta, sendo 86% das espécies de tartarugas marinhas, 44% das espécies de aves marinhas e 43% das espécies de mamíferos marinhos, afetadas principalmente pelo plástico (80% dos materiais coletados nas Ações Voluntárias EcoFaxina) matando cerca de um milhão de aves marinhas, 100.000 mamíferos marinhos incluindo 30.000 focas e lobos marinhos) e 100.000 tartarugas marinhas no mundo a cada ano; seja através de emaranhamento ou ingestão.



O país dispõe de Leis como a 11.445/07, que é a Lei Nacional do Saneamento Básico e a 12.305/10, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas infelizmente, poucos municípios estão habilitados a receber recursos financeiros para equacionar os problemas de agressão ao meio ambiente, por falta de ações de saneamento básico.

A Lei 12.305/10 estabelece que a partir do mês de agosto de 2014 os municípios brasileiros deverão extinguir os seus lixões, mas como a maioria dos gestores públicos não está cumprindo a Lei vigente, a consequência é o enquadramento em crime ambiental.

Não se pode alegar que os municípios não tiveram tempo para se enquadrar à Legislação vigente, pois a Lei 11.445, vige desde o ano de 2007 e a Lei 12.305 vige desde 2010, e durante esse tempo não elaboraram os Planos Municipais, que garantem os recursos financeiros do Governo Federal para execução das obras de saneamento básico.

É saudável, na defesa do interesse comum, que cada um de nós cumpra com o seu papel de cidadão, principalmente exigindo dos gestores públicos o cumprimento da Legislação em vigor visando à promoção da saúde pública e a preservação do meio ambiente.

Seja consciente, não apenas no dia do Meio Ambiente, mas a cada dia. A natureza já nos envia seus sinais de alerta. É preciso agir, e agir agora, para minimizar os impactos da sociedade de hoje sobre as futuras gerações.


Por Adalberto Mendes, diretor de saneamento ambiental, com colaborações de Giselle Malvezzi Mendes, diretora de comunicação e William Rodriguez Schepis, diretor presidente.


Campeão olímpico da vela critica água da Baía de Guanabara: "É nojenta"

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01/06/2014

Sueco Max Salminen, ouro em Londres, se preocupa com saúde: "Muito pior do que eu imaginava". Treinador francês minimiza situação e diz que raia de Pequim era poluída.


Até 2016 a presença de velejadores estrangeiros no Rio será constante. Diferente de outros esportes, em que os locais de competição são parecidos – uma pista de atletismo ou uma piscina, por exemplo – as raias têm diferentes características nas condições meteorológicas, da maré ou do vento. Os treinos servem para desvendar os “segredos” da Baía de Guanabara, local disputa olímpica daqui a dois anos e dois meses. E também para o contato com a poluição das águas, problema que corre contra o tempo para ser amenizado até os Jogos.

Esta semana, quatro atletas da classe Finn tiveram contato com as águas cariocas. Dois são medalhistas olímpicos: o sueco Max Salminen, ouro na Star com Fredrik Loof, e o francês Jonathan Lubert, bronze da Finn. Seu conterrâneo Thomas Lebreton e o finlandês Tapio Nirkko completavam o grupo, que em alguns dias ganhou a companhia de Jorge Zariff, campeão mundial adulto e júnior no ano passado.

Salminen teve surpresas positivas e negativas, ambas além de suas expectativas. A primeira, com as condições favoráveis de navegação. E a segunda, com a sujeira da água.

- Devo dize que estou empolgado com o lugar onde havia preocupações com as condições de navegação e vento. Há muito mais vento do que eu esperava. Então, as condições são ótimas. Com as montanhas a direção do vento fica imprevisível. É um desafio. Também ouvi dizer sobre como seria a sujeira da água. Aqui eu vi que ela é muito pior do que eu imaginava. É nojento! Estou preocupado com a minha saúde, de entrar água na minha boca. E também é um problema quando um plástico ou outro tipo de lixo prende no barco e influencia na velocidade.

Salminen e Fredrik Loof nos Jogos Olímpicos de 2012. Fonte: MSNBC

O quarteto, que está sob a supervisão do técnico francês François Le Castrec, teve problemas com um saco plástico preso no barco na última quarta-feira. Experiente, Le Castrec esteve em todas as Olimpíadas desde Moscou 1980, como atleta ou treinador. Ele minimizou a poluição da Baía de Guanabara ao afirmar que a baía de Qingdao, dos Jogos de Pequim 2008, também era suja. Lobert diz que a culpa não é só do governo, mas também da população.

- Os cidadãos precisam se conscientizar e parar de jogar lixo na baía. É um problema de educação das pessoas. 

O finlandês Nirkko diz que tomou algumas vacinas antes de vir ao Rio, mas não soube dizer contra quais tipos de doença. O certo é que eles voltarão à cidade no início de agosto, junto com cerca de 400 velejadores das dez classes olímpicas, no primeiro evento-teste para os Jogos de 2016.

Em sua primeira vinda ao Rio, Max vai guardar outra experiência positiva. Ele perdeu seu celular no táxi e quando ligou de volta o motorista atendeu e devolveu:

- Fiquei muito agradecido por isso. Em geral, o povo do Brasil tem sido muito bom.


Fonte: Globoesporte.com