Petrobras fecha poço após acidente na Bacia de Santos
31/01/2012 - G1
Poço explora pré-sal; já está fechado e seguro, diz empresa. Estimativa aponta a possibilidade de terem vazado 160 barris de petróleo.
A Petrobras informou nesta terça-feira (31) que fechou um poço depois de detectar por volta das 8h30 um rompimento na coluna de produção do navio-plataforma FPWSO Dynamic Producer, que está localizado na Bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do estado de São Paulo, a uma profundidade de 2.140 metros.
De acordo com nota, o poço produz para o Teste de Longa Duração (TLD) de Carioca Nordeste, no pré-sal da Bacia de Santos.
"Uma estimativa preliminar aponta a possibilidade de terem vazado 160 barris de petróleo. Não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira", informou a estatal em nota. Ainda de acordo com a empresa, o sistema de segurança fechou automaticamente o poço após o rompimento. "O poço encontra-se fechado e em condições seguras".
Segundo o comunicado, as causas do acidente estão sendo investigadas e a empresa já comunicou o fato à Marinha do Brasil, ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por telefone, o G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da ANP, da Marinha e do Ibama e aguarda retorno.
"O poço encontrava-se em produção com um sistema de monitoramento e registro contínuo", informou nota.
"A Petrobras acionou imediatamente o seu Plano de Emergência. Foram mobilizados todos os recursos necessários para o recolhimento do petróleo no mar e do petróleo residual da parte superior da coluna", informou a empresa.
Em novembro do ano passado, um incidente ocorrido durante a perfuração de um poço de petróleo pela petroleira Chevron resultou no vazamento de aproximadamente 2.400 barris de petróleo no campo de Frade, na bacia de Campos.
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Limpeza dos oceanos poderia alavancar economia, diz ONU
30/01/2012 - Reuters
Poluição e excesso de pesca prejudicam saúde e produtividade dos mares. Práticas mais sustentáveis e investimentos verdes reverteriam situação.

Mares e costas mais limpos e melhor geridos ajudariam a impulsionar o crescimento econômico e a reduzir pobreza e poluição, diz um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado nesta quarta-feira (25).
O relatório, produzido com outras organizações da ONU, destaca o enorme potencial de uma economia baseada nos recursos marítimos, cerca de cinco meses antes de os governos do mundo se reunirem para discutir caminhos para um desenvolvimento mais sustentável, durante o Rio+20.
Cerca de 40 % da população mundial vive a menos de 100 quilômetros da costa. Assim, os ecossistemas marinhos fornecem abrigo, comida e emprego para milhões de pessoas.
Mas a poluição causada por derramamentos de petróleo, fertilizantes, esgotos, resíduos e produtos químicos, bem como o excesso de pesca, prejudicam a saúde e a produtividade dos mares.
Essa tendência poderia ser reduzida através do uso dos oceanos para alavancar uma energia renovável e eco-turismo e da mudança para sistemas de transporte e práticas de pesca mais sustentáveis. As medidas também poderiam reduzir a vulnerabilidade a mudanças climáticas de ilhas na Ásia e no Caribe, diz o Pnuma.
"Intensificar os investimentos verdes em recursos marinhos e costeiros e reforçar a cooperação internacional na gestão destes ecossistemas transfronteiriços são essenciais para que uma transição para uma economia verde de baixo carbono e uso eficiente de recursos", disse o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner.
O relatório recomenda medidas chave para a fazer um uso mais sustentável dos mares. Elas incluem áreas como o turismo, pesca, transportes, poluição, energia renovável e mineração de águas profundas.
Limpeza
Fertilizantes, como nitrogênio e fósforo, têm contribuído para aumentar o rendimento agrícola, mas seu uso tem levado à degradação dos ecossistemas marinhos e de águas subterrâneas. A quantidade de nitrogênio nos oceanos aumentou três vezes a partir de níveis pré-industriais e pode crescer mais três vezes até 2050 se nenhuma ação for tomada.
A poluição marinha custa US$ 100 bilhões somente na União Europeia, de acordo com o relatório. Isso pode ser reduzido por uma regulação mais dura do uso de fertilizantes e através de subsídios para incentivar a reciclagem de nutrientes.
A economia mundial também poderia ganhar até US$ 50 bilhões por ano com a recuperação da populações de peixes e redução da pesca, de acordo com a Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação e o Banco Mundial.
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Confira as imagens do vazamento de óleo no mar de Tramandaí
27/01/2012 - Terra da Gente e Globo Natureza / G1RS
O ecossistema marinho não para de sofrer. A pouco mais de três meses do vazamento da Chevron na Bacia de Campos no Rio de Janeiro, agora é a vez da Petrobrás em Tramandaí, no litoral norte do Rio Grande do Sul.











Uma grande mancha de óleo formada em alto-mar pelo vazamento na monoboia do Terminal de Osório, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul, já chegou à beira da praia de nome homônimo. O Corpo de Bombeiros local, o Patrulhamento Ambiental do litoral Norte e técnicos do Ibama fizeram, ainda ontem, um voo na região para avaliar a extensão do estrago.
A Transpetro só divulgou nota por volta das 16 horas, confirmando o acidente, que aconteceu durante operação de descarregamento de um navio a cerca de seis quilômetros de distância da costa. Segundo o temente Reinaldo Araújo, do Patrulhamento Ambiental, "é um vazamento de grande proporção”, disse. “Começou ao meio-dia e está crescendo o volume de óleo. Toda a informação agora vai depender deste avanço".
O cheiro do produto já é percebido na beira da praia, na altura da plataforma de pesca da cidade. A Transpetro afirma que uma equipe de contingência foi acionada para iniciar os trabalhos de contenção e remoção do produto. Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados. As causas do acidente estão sendo investigadas pela companhia.
Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado. Mas é praticamente certo que haverá impacto ambiental, de acordo com o biólogo Kuriakin Humberto Toscan, da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em Porto Alegre. Um levantamento completo será divulgado nos próximos dias.
Na orla de Tramandaí, existem duas monoboias, situadas a quatro e seis quilômetros da costa. Elas servem para bombear petróleo para dentro dos navios da Petrobras. Segundo técnicos e biólogos do Ibama, o vazamento teria ocorrido na monoboia que fica mais distante da costa.
Desde o início da noite, 150 funcionários da Transpetro, empresa responsável pela monoboia onde ocorreu o vazamento, trabalham manualmente na remoção do petróleo. Kuriakin estima que o óleo tenha atingido um trecho de aproximadamente cinco quilômetros de extensão da orla marítima, que vai da plataforma de pesca de Tramandaí até a Barra, na divisa com o município de Imbé.
Por enquanto, o óleo não atingiu o balneário vizinho. “Acredito que praticamente todo o óleo tenha chegado à areia. Se ainda tem óleo no mar, é em pequena quantidade”, acredita.
Até as 23h de ontem não havia registros de mortes ou contaminação de animais marinhos ou de aves causadas pelo óleo, mas essa possibilidade não está descartada. A preocupação do Ibama é com o Rio Tramandaí. “O rio está no vazante, mas com o enchimento da maré, também pode ser atingido”, projeta Kuriakin.
Assim que o petróleo começou a chegar até a praia, a Patrulha Ambiental orientou os veranistas a se retirarem da areia e isolou parcialmente a área para o trabalho de remoção. O comandante do pelotão de Tramandaí, tenente Reinaldo Araújo, pede aos veranistas que evitem entrar na água até os analistas terem mais informações sobre o vazamento.
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Como o plástico polui os oceanos e mata os animais marinhos
27/01/2012 - Liana John / National Geographic Brasil
A bordo do veleiro Sea Dragon, a jornalista Liana John acompanha as pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico
Uma semana a bordo. Nenhum continente ou ilha fica a menos de mil quilômetros do ponto em que estamos agora. No meio do Atlântico Sul, a tripulação do veleiro Sea Dragon avalia que o oceano parece limpo. Mas a miragem se desmancha nas mãos do cientista americano Marcus Eriksen, do projeto 5 Gyres: após deslizar um coletor por uma hora na superfície da água, ele exibe uma coleção de fragmentos de plástico.
Os mares do mundo foram invadidos por uma praga quase invisível, o lixo plástico, em boa parte arrastado das cidades pelo curso dos rios. Os resíduos não chegam a formar ilhas flutuantes, mas uma fina camada de fragmentos está presente em todo o percurso da expedição - 3,5 mil quilômetros entre o Rio de Janeiro e a ilha de Ascensão, uma possessão britânica.
Nem uma vez recolhemos o coletor sem plástico. Em viagens pelos maiores giros oceânicos do mundo, o 5 Gyres obteve os mesmos resultados. O que varia é a densidade de fragmentos.
O lixo é mais nocivo do que aparenta. Enquanto viaja, o plástico entra em contato com os poluentes orgânicos persistentes (POPs), uma categoria de contaminantes de longa duração no ambiente - caso do pesticida DDT e das dioxinas. "Um fragmento de plástico circulando há alguns anos no mar chega a ter uma concentração de POPs 1 milhão de vezes maior que a água a seu redor", diz Eriksen.
Isso acontece porque esse lixo e os poluentes têm a mesma origem - o petróleo - e possuem afinidade química. Assim, os organoclorados dispersos na água aderem ao plástico "viajante". Pobre do animal que engolir a mistura indigesta: não conseguirá metabolizar o plástico e sofrerá os efeitos da contaminação. Vazamentos e naufrágios são fontes de lixo e POPs, mas apenas de uma ínfima parte. "A grande maioria dos resíduos sai de cidades e lixões em terra. São despejados diretamente nos rios ou carregados pelas enxurradas até terminar no mar", conta Eriksen.
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Aquário prepara programação especial no aniversário da cidade
26/01/2012 - PMS
O Instituto EcoFaxina estará presente na comemoração com sua tenda, sensibilizando a população sobre o grave problema da poluição marinha na nossa região.
O Aquário celebra nesta quinta-feira (26) os 466 anos de Santos com grande festa. A programação, na área externa, das 9h às 14h, inclui tendas e exposições sobre conservação ambiental. Às 13h, haverá o ‘batismo’ do leão-marinho. O nome foi escolhido em concurso público que recebeu mais de mil sugestões. Os 10 nomes selecionados pela comissão julgadora foram submetidos a votação popular.
Com monitoria da unidade de educação ambiental do Aquário, os visitantes poderão conferir uma mesa de investigação marinha, com esqueletos, conchas e ovos. A equipe do Orquidário preparou brincadeiras, como os jogos Cara a Cara (mostrando a importância da diversidade) e dos Copos (com material reciclado), além de animais taxidermizados, como lontras, jacarés de frangos d’água. A Semam (Secretaria do Meio Ambiente) organizou uma oficina de castelos de areia.
Arte
As exposições ficarão a cargo da seção de Ecoturismo da Setur (Secretaria de Turismo) e das artistas Maria José da Costa e Rosa Nair Carretta, com obras de arte produzidas com jornal, mostrando a importância da reutilização de materiais.
Segundo a chefe da unidade de educação ambiental, Maricene Passos, é o papel do Aquário transmitir esta mensagem. “Quando temos a possibilidade de ver o resíduo sólido sendo reaproveitado através de cursos em esculturas, artesanato ou telas, nós valorizamos a sucata como forma de expressão artística do nosso imaginário”, explica.
Também apoiam e participam das comemorações a ONG Greenpeace, equipe de informação sobre dengue, centro de estudos de encalhes de mamíferos marinhos, Projeto Albatroz, Instituto EcoFaxina e Sabesp.
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Guinada ecológica traria economia de US$ 2 tri, diz estudo
17/01/2012 - Assis Moreira / Valor Econômico
Cerca de US$ 2 trilhões poderão ser economizados nas principais economias do mundo com uma guinada ecológica e mais eficiência de recursos em apenas três setores: aço, ferro e carvão. É a conclusão de um relatório que o Fórum Mundial de Economia, antecedendo o encontro de Davos, no fim do mês.
O fórum estima que o momento é especialmente adequado para as indústrias melhorarem a eficiência. No caso da energia, elas poupariam US$ 37 bilhões em 2030. O fórum calcula que, se o Brasil reciclasse toda o seu lixo, economizaria o equivalente a 0,3% do PIB.
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| Turista retira lixo da água em praia de Hong Kong |
Elaborado com o apoio da consultoria Accenture, o relatório alerta para a crescente exaustão dos recursos naturais, uma ameaça a longo prazo à estabilidade econômica. Diz que a combinação de mudança climática e mais demanda nos emergentes impulsionou preços das commodities agrícolas - o cacau subiu 246% e o óleo de palma, 230% na ultima década
O estudo estima que até 2030 a demanda global por água excederá a atual capacidade de abastecimento em mais de 40% e 4 bilhões de pessoas viverão em áreas com "alto estresse" por causa da água.
Diz ainda que cada vez mais a vantagem competitiva de um país levará em conta a eficiência nos uso dos recursos. Nota que Índia, EUA e China caíram mais de dez posições em 2011 no Relatório Anual de Competitividade. Já Brasil, Quênia e Filipinas subiram, supostamente também em razão de melhor consideração ao impacto da riqueza natural.
O estudo sugere pelo menos três tipos de ação. Primeiro, transformar a demanda: 50% dos consumidores pesquisados em mais de 40 países aceitam fazer o que for possível para proteger o ambiente. Segundo, mudar os valores nas companhias. E, por fim, alterar as regras do jogo, de forma que seja possível retirar, por exemplo, subsídios que prejudicam a natureza.
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Sacolas plásticas, de vilãs a ecoeducadoras
06/01/2012 - William Rodriguez Schepis / IEF
Sacolinhas despertam gigantes do consumo e conscientizam população
A batalha que vem sendo travada entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Instituto Sócio-Ambiental do Plástico (Plastivida) em torno da distribuição de sacolas plásticas nos supermercados, está dando início a uma onda de conscientização entre seus consumidores.
Claro que as opiniões variam muito em relação ao acordo firmado entre a APAS e o Governo do Estado proibindo a distribuição das sacolinhas no caixa, que entrará em vigor dia 25 de janeiro. Como era esperado, a maioria é contra a proibição, segundo uma enquete realizada no site do Jornal da Tribuna. Sim, esperado, pois ações que trazem mudanças de paradigmas para gerarem benefícios diretos e sobretudo indiretos, causam controvérsia ou até mesmo antipatia momentânea nos cidadãos. Pelo menos até que a consciência coletiva absorva a informação como ideia moral e normativa colocando em prática no seu cotidiano.
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| Resultado da enquete realizada hoje no site do Jornal da Tribuna |
| Acima, manguezal em Santos coberto por diversas camadas de plástico Foto: William Rodriguez Schepis/IEF |
Como carregar os produtos
Hoje em dia as pessoas andam com diversos objetos, óculos, chaves, celular, iPod, tablet, e o que mais surgir para "facilitar" a nossa vida. A sacola retornável está se tornando um objeto de uso comum associado. Assim como lembramos do óculos solar ou do boné quando o sol está forte, lembraremos da sacola retornável quando pensarmos em compras de supermercado. Pode ser de pano, de plástico, de nylon, caixa de papelão, carrinho de feira. Cada pessoa adotará a forma e o material que achar melhor para fazer o transporte das compras. Pessoalmente, prefiro as sacolas retornáveis. Utilizo até duas sacolas quando vou ao supermercado, cada uma deve carregar no mínimo uns 50 litros. É muito mais fácil e confortável para carregar. Separo os produtos por área.
Se as embalagens dos produtos estiverem lacradas, o que é natural quando se compra algo novo, os alimentos não terão contato com o desinfetante, por exemplo.
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| Minha sacola retornável dobrada |
Contra ou a favor
O acordo está feito e a decisão já foi tomada. Proponho que cada um de nós refaça essa pergunta 2 anos após a proibição. Tenho certeza que até lá, ao cidadão comum, não caberá mais dúvidas. A mim não cabe faz tempo, sou contra a banalização do plástico e sua utilização sem limites em uma sociedade sem uma logística reversa de resíduos eficiente.
O Instituto EcoFaxina nunca enxergou o plástico como um vilão. Vilão é o ser humano que administra muito mal os recursos naturais deste planeta e só agora está começando a acordar para a realidade de que são limitados e que várias espécies estão pagando o preço com a própria existência.
O Instituto EcoFaxina nunca enxergou o plástico como um vilão. Vilão é o ser humano que administra muito mal os recursos naturais deste planeta e só agora está começando a acordar para a realidade de que são limitados e que várias espécies estão pagando o preço com a própria existência.
Bactérias na sacola
Mantenha sempre bem higienizada a sacola retornável, assim como faz com seu sofá, seu colchão, etc. Você não precisa virar um caçador de bactérias. Lembre-se, convivemos com trilhões de bactérias em nosso corpo, desde o fio de cabelo ao dedo do pé. E pode ter certeza, toda vez que abraçar e beijar o seu cachorro você receberá muito, mas muito mais batérias que dos alimentos da sua sacola retornável!
Conviver com bactérias faz parte da vida, não estaríamos aqui se não fosse por elas. Claro, higienize adequadamente seus alimentos antes de armazená-los no armário ou na geladeira e também antes de consumi-los. Fazendo isso você diminui a probabilidade de contaminação dos alimentos e de ocorrerem possíveis infecções gastrointestinais.
O médico André Luiz de Rezende, doutor gastroenterologista e endoscopista do Instituto Brasiliense de Gastroenterologia e Endoscopia Digestiva (Ibed), explicou ao Correio Brasiliense que a infecção alimentar acontece especialmente no intestino, onde ocorre todo o trânsito gastrointestinal. “Existem as bactérias ‘boas’, que ajudam na digestão, na absorção e no processamento do bolo alimentar, mas também há as ‘ruins’”, detalha. Caso as ‘ruins’ fiquem em maior número, o corpo responde na forma de cólicas, diarreia, formação de gases e distensão da barriga. A mudança de horário das refeições e muitos alimentos ricos em gordura e açúcar e pobres em fibras são as principais razões para que isso ocorra".
Resumo da ópera
Curta o verão. Faça compras com sua sacola retornável, lave bem os alimentos, alimente-se bem e beba bastante água. Seja consciênte, consuma produtos de empresas sustentáveis, separe seu lixo, tenha uma composteira com trilhões de bactérias...
E sempre que observar uma sacolinha voando agarre sem vergonha, porque a pessoa que deixou ela voar fez isso também sem vergonha!
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E sempre que observar uma sacolinha voando agarre sem vergonha, porque a pessoa que deixou ela voar fez isso também sem vergonha!
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Publicada no Diário Oficial lei que institui o Fundo Municipal do Meio Ambiente
05/01/2012 - IEF
Agora é preciso regulamentar o Fundo, nomear os membros do Conselho Deliberativo e arrecadar receitas, sensibilizando as autoridades para direcionarem verbas de indenizações por danos ambientais no território municipal, fiscalizando o ingresso do produto das multas por infração à legislação ambiental. Os recursos deverão ser aplicados para custear projetos de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente no município.
Agora é preciso regulamentar o Fundo, nomear os membros do Conselho Deliberativo e arrecadar receitas, sensibilizando as autoridades para direcionarem verbas de indenizações por danos ambientais no território municipal, fiscalizando o ingresso do produto das multas por infração à legislação ambiental. Os recursos deverão ser aplicados para custear projetos de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente no município.
INSTITUI O FUNDO MUNICIPAL DE PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, CONFORME PRECONIZAM O ARTIGO 166 DA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE SANTOS E O ARTIGO 28 DA LEI COMPLEMENTAR Nº 311, DE 23 DE NOVEMBRO DE 1998, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
JOÃO PAULO TAVARES PAPA, Prefeito Municipal de Santos, faço saber que a Câmara Municipal aprovou em sessão realizada em 08 de dezembro de 2011 e eu sanciono e promulgo a seguinte:
LEI COMPLEMENTAR N.º 748
Art. 1º Fica instituído o Fundo Municipal de Preservação e Recuperação do Meio Ambiente, vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, com a finalidade de captar recursos para implementação da política ambiental, compreendendo:
I - programas de proteção, conservação, preservação, manutenção e recuperação do meio ambiente e sua qualidade;
II - ações que visem proporcionar saneamento ambiental;
III - pesquisas de processos tecnológicos destinados à melhoria da qualidade ambiental;
IV - instrumentos e equipamentos suplementares necessários ao cumprimento do disposto na legislação ambiental;
V - recuperação, proteção, conservação e preservação dos recursos ambientais, conforme preconiza a legislação ambiental;
VI - capacitação técnica dos recursos humanos dos grupos de serviços do órgão municipal de meio ambiente;
VII - serviços de assessoria técnica, contratada de acordo com a legislação específica;
VIII - programas, projetos e atividades educativas e de mobilização da sociedade civil organizada, relacionados à defesa do meio ambiente e a salubridade ambiental.
IX - projetos de recuperação de áreas degradadas de domínio público no território do Município, especialmente encostas de morros e áreas de preservação permanente, nos termos da legislação em vigor.
Art. 2º Constituem receitas do Fundo para Preservação e Recuperação do Meio Ambiente, recursos provenientes:
I – de arrecadações de multas por infrações à legislação ambiental municipal e compensações monetárias previstas em leis e regulamentos;
II – de contribuições, subvenções e auxílios da União, estados e municípios e de suas respectivas autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações;
III – das arrecadações resultantes de consórcios, convênios, contratos e acordos específicos celebrados entre o Município e instituições públicas ou privadas, observadas as obrigações contidas nos respectivos instrumentos;
IV – das contribuições resultantes de doações, quais sejam, valores, bens móveis e imóveis que venha a receber de pessoas físicas e jurídicas ou de organismos públicos e privados, nacionais ou internacionais;
V – de rendimentos de qualquer natureza que venha auferir como remuneração recorrente de aplicação de seu patrimônio;
VI – outros recursos e rendimentos que, por sua natureza, possam ser destinados ao Fundo para Preservação e Recuperação do Meio Ambiente.
Art. 3º O Fundo será administrado por um Conselho Deliberativo, integrado por sete membros nomeados pelo Prefeito, por meio de decreto.
Parágrafo único. As contas do Fundo, prestadas pelo Conselho Deliberativo na forma da lei, serão analisadas e aprovadas anualmente pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente-COMDEMA.
Art. 4º Integram o Conselho Deliberativo:
I – o Secretário Municipal de Meio Ambiente, como presidente, com voto de desempate;
II – um representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente como vice-presidente;
III – um servidor municipal indicado pelo Secretário Municipal de Finanças, para exercer a função de assessor de finanças do Fundo;
IV – quatro membros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA, indicados por este, sendo um representante de órgão público e três da sociedade civil.
§ 1º Os conselheiros referidos nos incisos III e IV exercerão suas funções pelo prazo de dois anos, salvo no caso de decaírem da indicação ou de serem reconduzidos.
§ 2º Os conselheiros exercerão suas funções gratuitamente, sendo, porém consideradas de relevante interesse público.
Art. 5º Compete ao Conselho Deliberativo:
I – administrar e promover o desenvolvimento e o cumprimento das finalidades do Fundo;
II – receber os adiantamentos das dotações orçamentárias que lhes forem destinadas;
III – administrar a arrecadação da receita e o seu recolhimento na Tesouraria Municipal;
IV – decidir quanto à aplicação dos recursos, em estrita observância às finalidades previstas no Art. 1º desta Lei Complementar, definir e encaminhar soluções possíveis para os problemas levantados;
V – promover articulações e atuar integralmente com unidades administrativas da Prefeitura Municipal ou outras entidades públicas ou privadas;
VI – autorizar as despesas decorrentes da aplicação dos recursos do Fundo;
VII – opinar, quanto ao mérito, na aceitação de doações, subvenções e contribuições de qualquer natureza, que tenham destinação especial ou condicional;
VIII – elaborar o seu regimento interno, que regulamentará a presente lei complementar, publicado por meio de decreto do Chefe do Executivo.
Art. 6º Os servidores da Secretaria de Meio Ambiente executarão os serviços da secretaria do Fundo.
Art. 7º Os recursos destinados ao Fundo serão contabilizados como receita orçamentária e a ela alocados por meio de dotações consignadas na lei orçamentária ou de créditos adicionais, obedecendo a sua aplicação as normas gerais de direito
financeiro.
Art. 8º A contabilidade do Fundo obedecerá às normas da contabilidade da Prefeitura Municipal de Santos e todos os relatórios gerados para a sua gestão passarão a integrar a contabilidade do Município.
Art. 9º Fica autorizada a abertura de Crédito Adicional Especial no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), destinado a atender as despesas da nova unidade orçamentária “Fundo Municipal de Preservação e Recuperação de Meio Ambiente”, subordinada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Parágrafo único. Os recursos orçamentários que darão suporte à abertura do Crédito Adicional Especial, previsto no caput deste artigo, ocorrerão através da anulação parcial da seguinte dotação orçamentária: (876)
23.10.00.3.3.90.30.00.18.541.0052.2910.1.1100000 – Programa de Preservação, Proteção e Conservação Ambiental.
Art. 10 Esta lei complementar entra em vigor na data da publicação.
Registre-se e publique-se.
Palácio “José Bonifácio”, em 04 de janeiro de 2012.
JOÃO PAULO TAVARES PAPA
Prefeito Municipal
Registrada no livro competente.
Departamento de Registro de Atos Oficiais do Gabinete do Prefeito Municipal, em 04 de janeiro de 2012.
ANA PAULA PRADO CARREIRA
Chefe do Departamento
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Cientistas se preparam para monitorar o oceano Atlântico
19/12/2011 - Agência FAPESP / Fábio de Castro
A fim de monitorar mudanças de padrões de circulação do Atlântico Sul – que afetam o clima global –, projeto temático aprovado no âmbito da cooperação FAPESP-Facepe-ANR irá fundear instrumentos científicos em uma linha que vai da América do Sul à África
Os padrões de circulação das águas do oceano Atlântico Sul podem estar sofrendo transformações que têm potencial para interferir no clima global. A fim de entender esse fenômeno, um grupo internacional de cientistas instalará uma série de instrumentos de monitoramento ao longo de uma linha que se estende da América do Sul à África.
Essa tarefa, que integrará o projeto internacional Circulação Meridional do Atlântico Sul (Samoc, na sigla em inglês), terá uma importante participação brasileira: toda a parte ocidental da instrumentação será instalada e operada pelos pesquisadores de um projeto temático financiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Edmo Campos, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP).
O projeto temático foi aprovado no início de dezembro no âmbito do acordo de cooperação FAPESP-Facepe-ANR, que prevê chamadas conjuntas de propostas de pesquisa envolvendo a FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Pernambuco (Facepe) e a Agência Nacional de Pesquisas da França (ANR, na sigla em francês).
Além da coordenação de Campos, do lado brasileiro, o projeto é coordenado do lado francês pela professora Sabrina Speich, do Instituto Universitário Europeu do Mar, da Universidade da Bretanha Ocidental (França).
Segundo Campos, o objetivo do projeto Samoc é monitorar a circulação das águas do Atântico Sul, já que existem indicações de que seus parâmetros estão sofrendo modificações.
“Esses parâmetros de circulação são, em última instância, um dos mecanismos que controlam o clima do planeta. O objetivo desse grupo internacional é monitorar o Atlântico Sul para entender como ele está se comportando no presente e, eventualmente, como se comportará no futuro com as mudanças que estão sendo identificadas”, disse Campos à Agência FAPESP.
Diversas áreas do oceano Atlântico já estão sendo monitoradas pelo projeto Samoc e por diferentes instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e outras do Brasil, da Argentina, da África do Sul e da Europa. Segundo ele, essas iniciativas ainda são bastante tênues, mas tendem a se tornar, no futuro, um sistema de monitoramento oceânico permanente.
“Até agora o Brasil tinha participado desse conjunto de iniciativas apenas como coadjuvante. Mas, com o projeto que iniciamos agora, poderemos dar uma contribuição significativa à formação do sistema de monitoramento”, declarou.
Quando se observam as características físicas da circulação oceânica, segundo Campos, percebe-se que as atividades mais intensas ocorrem próximas aos continentes, principalmente do lado oeste. Por isso é importante distribuir os instrumentos ao longo da linha que vai de um continente até o outro, com maior adensamento em suas extremidades.
“O padrão de circulação do oceano Atlântico funciona como parte fundamental do mecanismo que distribui calor em vários locais do planeta. Se houver alteração nesse padrão, teremos resposta no clima, em escala regional e global. E esse padrão também responde às alterações na atmosfera”, explicou.
Segundo Campos, a instrumentação, que inclui sensores de velocidade, pressão, temperatura e salinidade, será fundeada – isto é, presa no fundo do mar – desde a América do Sul até a África do Sul, ao longo de uma linha que passa a 34,5 graus de latitude sul. A equipe brasileira cuidará de toda a parte oeste da rede de monitoramento. A equipe francesa, em cooperação com a sul-africana, ocupará a parte leste e os norte-americanos da NOAA e da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) cuidarão da parte central.
“A FAPESP está financiando alguns instrumentos cuja função é medir o transporte de volume – isto é, a velocidade das águas integrada em uma determinada seção. O objetivo é avaliar quanto fluido está sendo transportado e quanto calor e sal esse transporte de fluido carrega consigo. Queremos saber basicamente quanto calor está sendo transportado através dessa linha, em direção ao norte. Pequenas alterações nesse transporte de calor podem desencadear mudanças radicais no equilíbrio climático”, explicou.
Hoje, segundo Campos, sabe-se que o clima global é fortemente influenciado pela quantidade de calor que o Atlântico Sul transporta para o Atlântico Norte. “Por isso temos que medir a velocidade, a temperatura, a salinidade e uma série de parâmetros que nos permitirão entender como está sendo alterada a dinâmica da circulação”, afirmou.
Missão para o Alpha Crucis
O fundeamento dos equipamentos na parte brasileira do projeto será feito até o fim de 2012, segundo Campos, pelo navio oceanográfico Alpha Crucis, adquirido com recursos da FAPESP e gerenciado pela USP. Os instrumentos, segundo ele, ficarão fundeados a profundidades que vão de 200 metros a 6 mil metros.
“Os equipamentos não fazem transmissão em tempo real, por isso o navio precisará ir até eles algumas vezes para recuperar dados utilizando um sonar, além de realizar manutenções. Os equipamentos possuem modems acústicos e os dados são coletados quando o navio passa por cima deles. A cada dois anos, em média, será preciso recolher os instrumentos para trocar as baterias e refazer o fundeio”, disse Campos.
Segundo Campos, o projeto Samoc será provavelmente uma das primeiras utilizações do Alpha Crucis em grande escala. Sem o navio, a operação ficaria limitada, pois seria preciso utilizar navios da Marinha, que têm uma série de restrições e tornam a realização da pesquisa muito difícil.
“O Brasil tem uma tradição de pesquisa costeira, por falta de recursos, mas com o navio à disposição vamos finalmente produzir oceanografia do mais alto nível internacional”, disse.
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Após vazamento de óleo em Angra, governo encontra mancha em praia
18/12/2011 - G1
Mancha foi vista na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, litoral do RJ. Empresa de petróleo faz remoção de mancha e de óleo em mar.
Em dois sobrevoos realizados neste domingo (18), técnicos da Secretaria estadual do Ambiente constataram a presença de uma mancha de pequena extensão, na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis, no litoral Sul Fluminense.
O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez (Cenpes), da Petrobras, coletou uma amostra do material para analisar se a mancha é proveniente do vazamento de óleo de um navio da empresa Modec Serviços de Petróleo do Brasil.
Na sexta-feira (16), um navio da companhia foi responsável pelo vazamento de 10 mil litros de óleo nas proximidades da Ilha Grande, em Angra dos Reis. No sábado, a Secretaria do Meio Ambiente já havia informado que o vazamento estava controlado.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, informou neste domingo que a Modec “foi instada” a limpar imediatamente as áreas da praia e costão da Praia do Bonfim. A Modec informou ao G1 que atendeu a solicitação do governo, mesmo sem o laudo do Cenpes. A empresa afirmou ainda que contratou sete embarcações para remover o óleo encontrado no mar. Segundo a Modec, a dispersão das manchas é feita com a técnica de jateamento de água.
Multa de R$ 10 milhões
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Óleo na Praia do Bonfim, em Angra dos Reis Foto: Paulo Roberto Araújo/Ag. O Globo |
De acordo com Minc, caso seja comprovado que o óleo encontrado na Praia do Bonfim seja proveniente do navio da Modec, a empresa receberá uma multa ainda maior pelo estrago. No sábado (17), o Instituto estadual do Ambiente (Inea) havia estimado uma multa no valor inicial de R$ 10 milhões contra a Modec.
O Inea aguarda o relatório da Capitania dos Portos sobre as causas do acidente e o volume vazado para definir o valor final da multa.
A Secretaria disse que do vazamento ocorrido na sexta-feira, ainda restavam neste domingo, duas pequenas manchas de óleo. O navio Cidade de São Paulo, da Modec, seguia para o estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis, para ser adaptado e transformado em navio-plataforma, para operar em atividades de extração de petróleo na Bacia de Campos, no Norte Fluminense.
Mancha na Ilha dos Porcos
A presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Marilene Ramos, disse que durante o sobrevoo percebeu duas manchas, com larguras entre 150 e 200 metros, próximo à Ilha dos Porcos, em Angra dos Reis. O local, segundo o Inea, é de propriedade do cirurgião plástico Ivo Pitanguy. No entanto, a Modec explicou que navios da companhia foram ao local e não constataram nenhum tipo de mancha de óleo.
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Navio da Modec Petróleo, responsável pelo vazamento de óleo ocorrido na sexta-feira Foto: Domingos Peixoto/ Ag. O Globo |
O delegado Fábio Scliar, responsável pela Delegacia de Meio de Ambiente e Patrimônio Histórico, da Polícia Federal (Delemaph), também acompanhou o sobrevoo. Ele disse não instaurou um inquérito para investigar o vazamento, já que ainda depende dos laudos da Petrobras.
“É preciso estabelecer o nexo de causalidade. É preciso saber se a mancha é proveniente do navio mesmo. No decorrer do caso, pode ser que tripulantes do navio sejam intimados a prestar depoimento, para que eu saiba a versão deles para o fato”, explicou o delegado.
APA na Ilha Grande
Após o episódio, Carlos Minc ressaltou a importância da criação da Área de Proteção Ambiental marinha da Baía da Ilha Grande, com regras mais fortes de fiscalização e de controle das atividades econômicas na região. A expectativa do secretário é que o decreto estadual criando a área de proteção seja assinado até o final de janeiro de 2012.
“Não queremos engessar a economia da região, mas o crescimento de algumas atividades, como a do petróleo, não pode inviabilizar outras atividades importantes, como o turismo e a pesca, e a preservação de espécies marinhas, como a dos golfinhos”, falou o secretário.
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Trabalho do Instituto EcoFaxina em prol dos manguezais na Baixada Santista é matéria da revista Linha Verde
30/11/2011 - IEF
A última edição da revista Linha Verde tem como destaque o meio ambiente na Baixada Santista. O conteúdo faz um raio-x das agressões aos ecossistemas traçando um panorama histórico, e aponta os atuais desafios e perspectivas para um desenvolvimento sustentável na região.Uma equipe de jornalistas da revista esteve na Baixada Santista e conheceu o trabalho ambiental desenvolvido pelo Instituto EcoFaxina. Ela acompanhou uma Ação Voluntária de Limpeza com alunos e professores da UME Rui Barbosa, na Ilha Caraguatá em Cubatão e constatou a grande quantidade de resíduos sólidos e esgoto que chegam as águas e aos manguezais do nosso estuário.
A revista traz ainda matérias sobre o Pré-Sal, Zoneamento Ecológico Econômico, Laje de Santos, Mata Atlântica, Aves da Baixada Santista, entre outras...
Clique aqui para ler a revista online. Uma boa leitura!
Animais marinhos aparecem mortos no litoral catarinense
22/11/2011 - Dennis Barbosa / Globo Natureza
Foram mais de 30 tartarugas e cetáceos encontrados em 30 dias.
Pesquisador descarta poluição e suspeita que culpa seja de redes de pesca.
O aparecimento de animais marinhos mortos no litoral catarinense intriga pesquisadores. Nos últimos 30 dias, foram encontradas 21 tartarugas verdes (Chelonia mydas), dois botos-cinza (Sotalia guianensis) e oito golfinhos-nariza-de-garrafa (Tursiops truncatus) no trecho entre Barra Velha e Balneário Camboriú, segundo informações de Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Nesta terça-feira (21), ele deve identificar a espécie de mais um golfinho sobre o qual foi avisado.
Os animais mortos se concentram na região centro-norte do litoral de Santa Catarina e são de espécies que vivem perto da costa. O museu está monitorando a situação para tentar descobrir o motivo das mortes. Soto descarta que a causa seja poluição da água. “Poluição não causa a morte desses animais dessa forma. Golfinhos e tartarugas são extremamente resistentes, principalmente porque não respiram água. Se houvesse uma contaminação, já teríamos as praias crivadas de peixes mortos”, explica.
Ele acredita que os bichos estejam morrendo enroscados em redes fixas na água. Essa suspeita ainda não pôde ser confirmada porque, até o momento, os avisos sobre corpos encontrados nas praias chegaram quando eles já estavam num estágio de decomposição que impedia a identificação de marcas dos fios no couro.
Além disso, os golfinhos, quando morrem afogados, não ficam com os pulmões cheios d’água como os humanos, dificultando o diagnóstico da causa da morte. Um grupo deverá percorrer o litoral do estado em busca de maiores evidências sobre o que está acontecendo.
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Conheça 5 estratégias que podem ajudar qualquer pessoa a viver com menos plástico
05/11/2011 - IEF
# 1: Espere falhas!
Este é um desafio em que o fracasso é quase certo, e isso está OK. Eliminar todo o plástico da sua vida é impossível. Nem queira, pois ele faz parte do mundo moderno. Mas mesmo as coisas de plástico que você evita, às vezes, "rastejam entre as suas defesas", por isso, em vez de se estressar com o erro ou momento de fraqueza, apenas aceite e continue evitando.
# 2: Priorizar
Decidir viver sem plástico pode facilmente deixar você se sentindo sobrecarregado. Cada um de nós já experimentou essa sensação, e muitos já falaram sobre isso também. Por isso uma boa idéia é começar pelas maiores fontes de plástico em sua vida, e trabalhar sobre elas. Uma vez que você estabeleceu um hábito sem o plástico, você pode passar para o próximo em sua lista. Aqui estão alguns bons pontos de partida:
• Concentre-se nos alimentos
Se você pesquisar seu lixo por uma semana verá que a maior parte dele é plástico. E irá perceber que as embalagens de alimentos e bebidas são a sua principal fonte de resíduos plásticos.
Assim como o grande volume, existem outras razões para você concentrar seus esforços nos alimentos relacionados ao plástico. Produtos químicos existentes nas embalagens plásticas são liberados nas comidas e bebidas, portanto, têm impacto imediato sobre a sua saúde. Além de evitar o excesso de alimentos embalados no supermercado, devemos substituir os recipientes e utensílios de plástico na cozinha por vidro, cerâmica, madeira ou outros materiais inertes. Nunca aquecer alimentos em qualquer tipo de recipiente plástico é um MANDAMENTO muito fácil de seguir.
• Menos sacolas
Se for ao supermercado e esquecer a sacola reutilizável, leve suas compras na mão. Após fazer isso algumas vezes, você provavelmente nunca mais esquecerá a sua sacola! Enfim, utilize menos sacolas possível (e não embale itens vendidos em sacos, como maçãs e batatas).
Devolva os sacos de plástico para reciclagem quando retornar ao supermercado (juntamente com outros sacos de plástico que encontrar em seu caminho). O mais fácil para não esquecer a sacola reutilizável é mantê-la, no porta-malas ou porta-luvas do seu carro.
• Encerre o uso estúpido do plástico
Alguns objetos plásticos são inúteis. O canudo! Vai te matar permitir que seus lábios toquem o vidro? Um saco plástico apenas para carregar as pilhas (embaladas) que você comprou na padaria? Carregue em sua mão! Garfo de plástico? Ele provavelmente vai quebrar! Lave as mãos e coma com os dedos. Decorações de plástico para o Natal? Use argila e divirta-se!
# 3: Reutilizar, reciclar, recriar...
Ter um plano para o plástico em sua vida. Reutilize ou descubra como reciclá-lo. Saiba como reciclar seus objetos eletrônicos quando for a hora de se livrar deles. Se isso falhar, entre em contato com uma organização sem fins lucrativos local que receba doações. Quando você estiver comprando, se não houver uma alternativa, prefira produtos embalados em plástico reciclado. Lembre-se, na maioria das vezes, objetos semi-novos possuem ótima relação custo/benefício.
Ou, da próxima vez que você se encontrar procurando algo que tenha plástico, pense: "Será que eu poderia fazer isso?" Você ficaria surpreso o quão fácil é fazer produtos capilares, loções para o corpo, produtos de limpeza, e muitos alimentos semi-prontos.
# 4: Desacelere
Plástico existe para suportar o estilo de vida "descartável" que todos nós pensamos que precisamos manter. Comprometer-se em cortar o plástico lhe dará razões para algumas pausas no seu dia. Então, dê uma pausa! Você pode demorar 10 minutos "extras" para comer um "fastfood", por exemplo, ou levar 30 minutos para almoçar em um restaurante, em pratos e copos de vidro, usando talheres reais, ao invés de algo agarrado em uma embalagem plástica. Juntamente com os benefícios de evitar plástico, você vai ganhar uma oportunidade para relaxar e apreciar a sua comida.
# 5: Não seja um chato sobre o assunto
Nenhum de seus amigos viciados em plástico quer ouvir uma palestra sobre os males do plástico (temos certeza que não). Esteja relaxado e sem julgamento quando falar sobre sua decisão de "cortar o cordão de plástico". Concentre-se em por que a alternativa é melhor, e não que o plástico e as pessoas que o usam sejam maus. Permita que suas ações, ao invés de suas palavras, sejam os argumentos mais fortes.
Toda vez que você disser a um caixa que você não precisa de sacola, e sair carregando a sua compra nas mãos, você estará plantando a idéia na cabeça de todos ao seu redor. E é assim que novas normas são criadas.
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Aluna de Biologia Marinha da Unisanta desenvolve estudo sobre ingestão de resíduos por tartarugas com o apoio do Instituto EcoFaxina
07/11/2011 - IEF
Aluna procurou o Instituto EcoFaxina em março deste ano em busca de orientação para o desenvolvimento do estudo.
Confira matéria publicada pelo jornal A Tribuna de hoje:
Lixo mata tartarugas marinhas nas praias da região
Michella Guijt
Restos de bitucas de cigarro, copos plásticos, linhas, chicletes e até camisinhas. Esses são apenas alguns dos dejetos retirados do estômago de 50 tartarugas marinhas encontradas mortas nas praias da região.
A triste e alarmante constatação é revelada no estudo realizado por Aline Ormedilla e Thais Benedicto, alunas do curso de Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília (Unisanta). A pesquisa tem apoio da organização não governamental (ONG) Gremar - Associação de Resgate e Reabilitação de Animais Marinhos.
| ONG Gremar cuida dos animais na Ilha dos Arvoredos, em Guarujá |
“O resultado é chocante. Sabíamos que esses animais comem o lixo que vai parar no mar. Mas ainda não tínhamos noção de quão cruel é a ação do homem”, avalia a coordenadora técnica da Gremar, Andrea Maranho. O objetivo do trabalho é alertar autoridades e a população sobre a importância da preservação ambiental. “Queremos mostrar do que a ação do homem é capaz”, diz Aline.
Após concluída, a Gremar pretende expor a pesquisa. “As pessoas precisam entender que o lixo que se joga na praia, no rio e na rua pode matar os animais marinhos porque esses dejetos vão parar no mar e, como mostra a pesquisa, no estômago das tartarugas”, explica Andrea.
Trabalho
No Centro de Reabilitação de Animais Marinhos mantido pela Gremar, na Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, as tartarugas foram submetidas a necropsia para retirada do material encontrado no estômago e das fezes no canal retal. “Lavamos tudo e peneiramos, para separar o lixo das matérias orgânicas, que são restos de algas, parasitas e folhas de árvores”, descreve Thais.
Para a supresa das estudantes e dos biólogos da Gremar, muitos tipos de objetos plásticos foram encontrados no interior dos animais. “Elas (estudantes) acharam até óculos de boneca Barbie”, cita Andrea.
As universitárias armazenaram em embalagens distintas o conteúdo retirado de dentro de cada animal. “Ainda vamos catalogar os tipos de plástico e, depois, pesá-los”, conta Aline.
O resultado final será apresentado em dezembro, no Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) das estudantes.
Segundo a Gremar, a iniciativa é inédita no País. “É a primeira vez que se estuda uma amostragem tão grande. As demais pesquisas só analisaram o interior de apenas uma tartaruga”, destaca Andrea Maranho.
Causa de morte
Para ela, o estudo também ajuda a comprovar que o lixo é cada vez mais presente nos oceanos. “A maioria desses animais já aparece morta em nossas praias. E uma das causas mais frequentes dos óbitos tem sido a ingestão de lixo”.
De acordo com a ONG, 60% das tartarugas resgatadas mortas tinham lixo no estômago. As demais causas foram afogamento por captura acidental em redes de pesca (20%), colisão com embarcações (10%) e indeterminada (10%).
Em 2010, a Gremar resgatou 155 tartarugas entre Bertioga e Peruíbe. De 1º de janeiro a 31 de outubro deste ano, o número aumentou para 173.
Os animais vivos são tratados na Ilha dos Arvoredos. “Fazemos o manejo alimentar para que o animal possa eliminar o lixo do organismo. Infelizmente, muitos não conseguem sobreviver porque os dejetos chegam a ocupar metade da capacidade do estômago”, revela o coordenador de Manejo da Gremar, Ivan Gentil.
| A quantidade de animais resgatados pela organização subiu este ano |
Morte lenta
A ingestão de lixo é causa direta e indireta de morte de animais marinhos. As ocorrências mais graves são decorrentes de lesões geradas por objetos de plástico rígido.
“Por serem pontiagudos, os restos desses itens, como uma simples pá de plástico, perfuram o esôfago ou o estômago das tartarugas. Neste caso, a lesão é imediata e fatal”, explica Gentil.
Ele explica que os plásticos moles, como sacos e camisinhas, matam os animais lentamente. “As tartarugas comem tudo que flutua. Como parte do alimento é lixo, acabam morrendo de inanição, porque se sentem saciadas com os dejetos no estômago. Elas deixam de procurar comida e ficam definhando no mar até morrer”.
A pesquisadora ainda destaca que o lixo é ingerido junto com o alimento. “Os dejetos também se misturam às algas, ou seja, estão presentes na principal fonte de alimento desses animais”, alerta a estudante Thais Benedicto.
Enquanto a morte não chega, o lixo prejudica a locomoção das tartarugas. “Desnutridas, elas não têm força para nadar rápido e acabam morrendo afogadas nas redes dos pescadores.
Muitas são atropeladas por embarcações”, conta Andrea Maranho. Outros objetos encontrados no estômago das tartarugas durante o estudo foram tampas e argolas plásticas usadas para lacrar garrafas de refrigerantes, restos de brinquedos, óculos, balões de gás, fitas de embalar presentes, prendedores de cabelo e cordas.
O coordenador de Manejo da Gremar ressalta que as tartarugas não são as únicas vítimas. “Outros animais, como toninhas (pequenos golfinhos) e aves marinhas, também ingerem lixo”.
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TVs, geladeiras e barcos de pesca: Como Vinte milhões de toneladas de escombros do tsunami no Japão estão se aproximando do Havaí
26/10/2011 - Mark Duel / Daily Mail
Televisores, geladeiras e peças de mobiliário estão indo para o Havaí, como uma enorme ilha de resíduos que navega através do Pacífico.
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| Onda de detritos: Até 20 milhões de toneladas de escombros do terremoto estão viajando mais rápido do que o esperado e podem atingir a costa oeste americana em três anos |
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| A caminho: Especialistas refazem previsões para dizer agora, que os detritos irão chegar às Ilhas Midway durante o inverno e ao Havaí, em menos de dois anos |
Até 20 milhões de toneladas de escombros do terremoto de março estão viajando mais rápido do que o esperado e podem atingir a costa oeste americana em três anos.
A tripulação de um navio russo avistou alguns destroços - que incluia um barco de pesca de 20 pés - no mês passado depois de passar as Ilhas Midway.
"Temos uma estimativa aproximada de 5 a 20 milhões de toneladas de detritos vindos do Japão", disse Jan Hafner, pesquisador da Universidade do Havaí a KITV.
Especialistas estão revisando as previsões para dizer agora que os escombros chegarão às Ilhas Midway no inverno, e em menos de dois anos ao Havaí.
Membros da tripulação do navio russo de treinamento STS Pallada avistaram destroços a 2.000 milhas do Japão, incluindo um barco de pesca de Fukushima, informou a AFP. "Eles viram algumas peças de mobiliário, alguns aparelhos, qualquer coisa que pode flutuar - e eles apanharam um barco de pesca", disse Hafner a KITV.
Um membro da tripulação disse à AFP: "Nós mantemos avistamento de coisas como tábuas de madeira, garrafas de plástico, bóias de redes de pesca (pequenas e grandes), um objeto semelhante a um lavatório, tambores, botas e outros objetos."
"Nós também avistamos um aparelho de TV, um frigobar e alguns outros móveis e eletrodomésticos".
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| Trajeto: Detritos da tsunami se aproximam do Havaí |
Um porta-voz do Centro Internacional de Investigação do Pacífico da Universidade do Havaí, disse: "O navio russo... encontrou uma série de detritos inconfundíveis do tsunami em sua viagem de volta para casa, de Honolulu para Vladivostok. Alguns detritos mais leves estão se movendo mais rápido do que o esperado. "Nós não queremos criar pânico, mas é bom saber que estão vindo," Hafner acrescentou.
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| Recuperado: Os membros da tripulação do navio de treinamento russo STS Pallada avistaram os destroços a quase 2.000 milhas do Japão, incluindo um barco de pesca de Fukushima |
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| Avistamento: a tripulação russa do navio STS Pallada avistou os itens no mês passado, logo depois de passar as Ilhas Midway, onde os detritos são esperados no inverno |
O Japão foi duramente atingido por um terremoto de 9,0 graus de magnitude seguido de tsunami em 11 de março, que deixou 20.000 pessoas mortas ou desaparecidas.
O terremoto danificou os sistemas de resfriamento na usina de Fukushima, o que resultou no pior desastre atômico desde Chernobyl em 1986.
O Japão está perdendo dinheiro também no turismo. Muitos estão com medo de visitar o país, de modo que o conselho de turismo do país está oferecendo 10 mil vôos grátis por mês.
Os cientistas estão ansiosos acompanhando para onde os detritos se dirigem, porque podem ameaçar navios e embarcações de pequeno porte, bem como regiões costeiras, informou a LiveScience.
Tradução: IEF
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