Peixe: a comida mais perigosa do planeta?

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21/05/2013

Você sabia que 60% dos nossos peixes agora são produzidos em fazendas? E que até 2050 os oceanos do nosso planeta estarão completamente esgotados? Ou que peixes vivem em águas tao poluídas que você nunca sonharia em bebe-las, mas mesmo assim você esta ingerindo todos esses poluentes, bactérias e metais pesados cada vez que você escolhe come-los...


Uma catástrofe ambiental

Nossos oceanos estão à beira de um colapso. Em menos de 40 anos, teremos explorado até a extinção, tudo por causa de nossa demanda irrealista por um alimento que poderia literalmente estar nos matando, e com isso matando nosso belo planeta e sua inacreditável biodiversidade que habita nossas águas. Além de 90 por cento dos grandes peixes dos oceanos estarem sendo pescados até o esgotamento, nós estamos causando danos permanentes aos seus ecossistemas. Agora, uma pausa para reflexão.

Além do extenso desmatamento para criação de gado, plantação de soja e uma infinidade de grãos para alimentar as fazendas de criação de vacas, porcos e galinhas, a outra força motriz para a destruição do planeta, muitas vezes subestimada por trás do desmatamento é o que só pode ser descrito como industria de fazendas flutuantes.

Fazenda marinha no litoral da Grécia. Crédito: AP

Na tentativa de resolver a ineficiência de ter que capturar 70 peixes selvagens  para alimentar um salmão até o consumo humano, foi cunhada a genial ideia  do peixe vegetariano. No entanto, é inerentemente insustentável alimentá-los com soja, milho ou outros alimentos de origem vegetal (a maioria dos quais são organismos geneticamente modificados), em lugar de usar a proteína das plantas para alimentar as pessoas diretamente.

Os peixes são bombas tóxicas vivas, explodindo a cada garfada que você descuidadamente devora. Peixes concentram níveis perigosamente altos de poluentes químicos em sua gordura e carne. Na verdade, eles podem conter até 9 milhões de vezes mais poluentes do que a água em que vivem. Considerando o nível de poluição das nossas águas, dá pra imaginar o efeito que comer peixe pode ter sobre a sua saúde?

Todos os peixes contém vestígios de mercúrio, que é tóxico para o cérebro. Este mercúrio se acumula quando a água poluída é filtrada através de suas brânquias. Com o tempo, o mercúrio se torna cada vez mais concentrado, bioacumulando a medida que sobe na cadeia alimentar. Começando em pequenos peixes, seguindo para grandes peixes que comem os pequenos e, finalmente, dentro do nosso próprio tecido, onde pode permanecer por décadas. Se você come peixe regularmente, é provável que o seu corpo seja rico em mercúrio. Altas reservas de mercúrio podem levar à perda de memória, danos cerebrais e, eventualmente, a demência.

Mercúrio não é a única toxina perigosa que pode ser encontrado em carne de peixe. Os PCBs (produtos químicos sintéticos que foram proibidos nos Estados Unidos em 1979) também estão sendo ingeridos por pessoas que comem peixe em todo o mundo, contribuindo para uma grande variedade de doenças, tais como câncer, infertilidade, retardo mental e deficiências físicas.

Peixe não é um alimento saudável

Em todos os lugares encontramos alguém dizendo que o peixe é um dos chamados “alimentos saudáveis”, e que desempenha um papel importante quando consumido como parte de uma dieta saudável. Se este é o caso, então por que a EPA (Agência de Proteção Ambiental) tem que divulgar avisos especiais sobre níveis seguros para o consumo de peixes? Talvez devêssemos parar de comer alimentos que precisam vir com alertas sobre saúde, e começar a comer alimentos como vegetais frescos e orgânicos que não nos deixem preocupados sobre a nossa exposição a contaminantes potencialmente fatais.

Os peixes também são ricos em gordura, colesterol e em um tipo de proteína que é de natureza muito ácida. Felizmente, não precisamos contar com peixe para sermos felizes e saudáveis. Um dos mais apregoados benefícios da inclusão de peixes na dieta é a gordura Omega 3. Se você está se perguntando onde mais pode obter o seu Omega 3, nada mais apropriado do que em linhaça e nozes. Estas deliciosas alternativas fornecem ao corpo todo o Omega 3 que você pode precisar, sem os efeitos colaterais negativos. Estudos também têm demonstrado que gorduras  Omega 3 de origem vegetal são muito mais benéficas para a nossa saúde do que as encontradas em nossos amigos duvidosos.

Fim da linha

Vindo de fazendas ou não, o peixe é um alimento que é melhor deixar fora do menu. Existem alternativas muito mais saudáveis à base de plantas para a obtenção de todas as vitaminas e nutrientes que os peixes podem (ou não) oferecer, sem nenhum risco desagradável. Então, por que se preocupar?


Fonte: Care2


Consumidores de São Paulo poderão trocar materiais recicláveis por desconto na conta de energia elétrica

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21/05/2013

Empresa do Grupo AES Brasil, lança esta semana o “Recicle Mais, Pague Menos”, projeto de troca de materiais recicláveis por descontos na conta de energia elétrica.

A AES Eletropaulo, empresa do Grupo AES Brasil, lança esta semana o “Recicle Mais, Pague Menos”, projeto de troca de materiais recicláveis por descontos na conta de energia elétrica. Hoje, dia 14 de maio, está sendo inaugurado o primeiro ponto de coleta na comunidade da Vila Guacuri, zona sul de São Paulo.

Além desse local, a concessionária levará o “Recicle Mais, Pague Menos” para mais três regiões na sua área de concessão da cidade até o fim do ano, com o desafio de arrecadar, no total, 200 toneladas de papel, plástico, metal e vidro, contando com o cadastramento de pelo menos 10 mil famílias. “Estamos em busca de mais locais para instalação de pontos de coleta e já confirmamos uma unidade em Heliópolis, que também será lançada em breve”, diz Andrea Santoro Silveira, analista de sustentabilidade da AES Eletropaulo. “O programa depende de pontos adequados para receber um container de seis metros de comprimento e dois e meio de altura, em local de fácil acesso para os moradores”, completa. Ela conta que a meta é de arrecadar 1600 toneladas de resíduos até final de 2014em 10 pontos de coleta, alcançando cerca de 40 mil clientes cadastrados.

O primeiro ponto de coleta fica na Rua Joaquim Forzano, em frente ao nº 50, na comunidade de Vila Guacuri, na região de Pedreira, e vai funcionar inicialmente às terças e quintas, das 9 às 16 horas. A unidade será instalada em um terreno cedido por uma das sete unidades Casa de Cultura e Cidadania, principal projeto social da AES Brasil, que busca transformar a realidade de milhares pessoas com atividades voltadas à arte, cultura, cidadania, qualidade de vida e geração de renda.

Como vai funcionar

Com foco no desenvolvimento sustentável de comunidades, o “Recicle Mais, Pague Menos” contará com uma dinâmica simples e prática. De posse da última conta de energia elétrica, os interessados se cadastram em um dos pontos de coleta da AES Eletropaulo e recebem um cartão personalizado. Ao levar os resíduos separados para o local do container – que é feito de material reciclado da TetraPak –, o resíduo é pesado e precificado, de acordo com a tabela praticada pelo mercado de reciclagem, e a soma é registrada em um terminal eletrônico, que envia a informação para a distribuidora de energia. Os participantes recebem na hora um comprovante com a quantia que será abatida na sua próxima conta de energia elétrica. Não há limite para o desconto – assim, se a pesagem dos resíduos superar o valor da “conta de luz”, por exemplo, o crédito restante vai virar desconto na fatura seguinte. O processo de recebimento, armazenamento e destinação do material coletado é realizado pela empresa Multilixo, especializada em reciclagem, e toda a atividade é supervisionada pela AES Eletropaulo.

Sobre a iniciativa

“O ‘Recicle Mais, pague Menos’ tem impacto positivo direto na renda dos clientes e insere na cadeia de reciclagem materiais que poderiam ser desperdiçados, na forma de lixo não reaproveitado, além de incentivar a prática da cidadania e o uso consciente de recursos naturais”, diz Paulo Camillo Penna, Vice-presidente de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade da AES Brasil. Segundo o executivo, o projeto simboliza os esforços do Grupo de “atuar como agente transformador, entendendo, atendendo e antecipando as necessidades de energia elétrica dos seus clientes, com soluções seguras e inovadoras para o desenvolvimento das comunidades nas quais estão presentes”. A ação é resultado do compromisso das empresas da AES Brasil com a sustentabilidade, que se tornou um elemento fundamental e intrínseco ao seu planejamento estratégico e gestão.

Projeto da AES Brasil começou no Rio Grande do Sul

Operando desde o dia 20 de março no bairro Mathias Velho, em Canoas, o “Projeto Recicle Mais, Pague Menos”, já arrecadou mais de dez toneladas de resíduos de plástico, vidro, papel e metal, oferecendo em troca créditos na conta de energia elétrica. Os resultados de apenas um mês de funcionamento revelam que a ideia foi bem aceita pela comunidade. Alguns dos clientes que já aderiram tiveram redução de mais de R$ 78,00 na fatura mensal.


Fonte: AES Brasil


Neste final de semana acontece o 2º Free Session com participação do Instituto EcoFaxina

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10/05/2013

Cartaz do evento
Evento traz esporte, música e consciência ambiental ao Centro Histórico de Santos e busca reconhecer personalidades atuantes no esporte e no desenvolvimento social da região. As atrações começam neste sábado às 9 horas e terminam no domingo às 23 horas. O evento terá um espaço para ecoreflexão montado pelo Instituto EcoFaxina, um dos homenageados no domingo.


Confira a programação:


SÁBADO

  • 09h00 às 23h00 - DJ Jogado, Banda VibeRoots, Banda Mó H, Pista de Sk8, Tarp Surf (surf na lona), Slack Line Gibbon, oficina e roda de capoeira, espaço Instituto EcoFaxina, sessões de filmes e exposição fotográfica.
  • 10h00 - Palestra "Nutrição esportiva" - Tatiana Branco
  • 14h00 - Palestra "vida saudável" - Frei Rosantemo

DOMINGO

  • 09h00 às 23h00 - Conexão Baixada, DJ Jogado, Banda VibeRoots, Banda Mó H, Pista de Sk8, Slack Line Gibbon, oficina e roda de capoeira, espaço Instituto EcoFaxina, sessões de filmes e exposição fotográfica.

  • 19h00 - Coquetel de homenagens:
    Esporte
    - André Hartmann - Campeão Paulista de Caveboard
    - Belmiro Giordani - Técnico da Seleção Brasileira de Taekwondo
    - Diego Meinha - Bi-campeão Vicentino de Surf Profissional
    - Douglas Thomaz - Organizador ZUMBI Skate
    - Gina Félix - Campeã de Bodyboard na Pororoca
    - João Victor Formiguinha - Campeão da Taça Sampa Skate Mirim
    - Leco Salazar - Campeão Mundial
    - Jonathan Norges - Bi-campeão Brasileiro de Skate Downhill
    - Luiz Bocão - Shaper desde 1975
    - Mestre Bandeira - Pioneirismo na Baixada Santista
    Supergrom
    - Geraldo Pereira - Revelação no surf
    - João victor Formiguinha - revelação no skate
    - Júlia Santos - Revelação no surf
    - Mounir Ahmed Hamden - Revelação no skate
    Legends
    - Lemuel Dinho - Pioneirismo no skate
    - Luciano Kid - Pioneirismo no skate
    - Luis Santos - Lenda do surf santista
    Cultural
    - Vera Raphaelli - Incentivo à cultura
    Comunicação
    - Charles Roberto - Jornalista esportivo InnerSport
    - Darlan Sant'ana - Jornalista esportivo Programa Esporte 10
    - Mabel Reipert - Jornalista esportivo Globoesporte.com
    - Vitor Duarte - Jornalista esportivo Globoesporte.com
    Social
    - Jojó de Olivença - Inclusão social com surf
    - Marcílio Dias - Inclusão social com skate
    - Mestre Cícero Tatu - Inclusão social com capoeira
    - Ruan Nuccine - Inclusão social com futebol
    - Verônica Guerra - Inclusão social com stand-up
    Ambiental
    - Carol Nishimura - Projeto Meu Quintal (Ascarvi-PSV)
    - Daniel Thomaz - Projeto SurfRecycle
    - Instituto EcoFaxina

    Convite para a homenagem










    Musical
    - Celso Bernardes - Promoção da cena musical na Baixada Santista
    - Chorão - Póstuma / Conjunto da obra
    - Tubarão / Conexão Baixada - Música tema em novela na Rede Globo
    Governo
    - Dep. Luciano Batista - Incentivo ao esporte
    - Ver. Diogo Batista - Incentivo ao esporte

2º Free Session - Arte, Cultura, Música e Esporte
- Dias 11 e 12 de maio, das 9 às 23 horas.
- O ingresso será trocado por duas latas de leite em pó.
Organização: Ascarvi-PSV
Apoio: Raglan, Mahalo kay, Island Board, Urban Surf, Atona, TR Pilates e Evolution


Moradores da Vila Mathias reclamam de sujeira em terreno da prefeitura

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09/05/2013

O processo que solicita a limpeza foi aberto pela prefeitura em julho de 2012 mas ainda não foi executado. As informações foram enviadas ao Instituto EcoFaxina pelo morador do bairro Luiz A. Peres Rodrigues, que assim como outros moradores e comerciantes, exige a limpeza imediata do terreno.


Fotografia feita em abril de 2011 pelo Google Street. Ver mapa maior

Segundo Luiz, o terreno que fica na altura do número 521 da  avenida Senador Feijó, na Vila Mathias em Santos é da prefeitura, está cheio de lixo, entulho e mato, que já cobre o entulho. Ele argumenta que já entrou em contato com a Ouvidoria Pública e com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos - Seserp, onde uma inspetora ambiental o informou que esteve no local pela rua Comendador Martins 161, e constatou um volume aproximado de 15 mil metros cúbicos de entulho, que havia dado entrada na Seserp em dezembro de 2012, número do processo 70665/2012/51, e se queixou por estar cansada de tantas reclamações feitas por munícipes próximos ao terreno, contou também que havia sido informada que a secretaria teria que abrir concorrência pública para realizar os serviços. "No final frisou que o terreno realmente pertence a prefeitura", disse Luiz.

Fotos enviadas pelo munícipe:



Luiz nos informou que a Ouvidoria Pública já abriu um processo administrativo (protocolo 4167/2013) cobrando uma resposta da Seserp quanto a demora para a execução dos serviços, e disse que segundo a Seserp "o processo está aguardando". "Aguardando o que? Que mais e mais pessoas sejam vítimas da dengue? Que haja mais mortes por dengue hemorrágica?", reclama Luiz.

O problema já foi pauta de reportagem no programa Balanço Geral da Rede Record:


Aves marinhas "carregam alertas" sobre a poluição dos oceanos

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08/05/2013

As melhores ferramentas para monitorar se as leis para redução da poluição estão funcionando são as aves marinhas.

Pelicano em voo. Crédito: NOAA
Aves marinhas, incluindo pelicanos, gaivotas e andorinhas-do-mar, estão no topo da cadeia alimentar, e elas absorvem as toxinas e poluentes contidos nos peixes que comem, escreveram pesquisadores na edição de 03 de maio da revista Science. Por forragearem sobre vastas áreas oceânicas e retornarem todos os anos a um local de reprodução, as aves marinhas fornecem aos cientistas "pit stops" para amostras de amplas regiões geográficas.

"Elas ficam grande parte do nos oceanos, e trazem amostras para nós", disse John Elliott, da Environment Canada. "Como estão se alimentando, estão expostos a contaminantes, em particular os de bioacumulação que estamos mais interessados", disse o co-autor do artigo Kyle Elliott, pesquisador Universidade de Manitoba.

Acumulando toxinas

Os poluentes orgânicos persistentes (POPs) se acumulam no tecido biológico ao longo do tempo e podem ser transmitidos para os ovos ou leite, no caso dos mamíferos. Talvez o exemplo mais famoso seja o DDT, um inseticida agora proibido para uso agrícola, porque enfraquece os ovos das aves.

O monitoramento de toxinas não é letal para as aves; cientistas podem coletar penas, sangue, óleos e pequenas amostras de tecido sem matar nenhuma ave. Isso é o melhor que podemos fazer para entender a poluição. As aves mortas são regularmente encontradas com as barrigas cheias de plástico, o que reflete um aumento da poluição marinha. O Monterey Bay Aquarium estima que cerca de 1 milhão de aves marinhas (mais cerca de 100.000 mamíferos marinhos e tartarugas marinhas) morrem por ingestão de plásticos por ano.

O plástico é muito comum nas praias, onde pequenos fragmentos podem misturar-se com a areia. Em Kimalo Point na Ilha Grande do Havaí, por exemplo, fragmentos de microplástico são encontrados tão profundo como 3 pés (0,9 metros) abaixo da superfície da areia.

"Em muitos lugares na praia, é difícil diferenciar a areia dos plásticos," disse  Nicholas Mallo, especialista em detritos no mar na Ocean Conservancy, após uma expedição para a Ilha Grande.

"Estes plásticos podem ser tóxicos, lixiviando poluentes na água", disse John Elliott. "E muitos poluentes no mar são hidrofóbicos, o que significa que não se misturam bem com a água. Estes poluentes se aderem aos plásticos, o que significa que quando os pássaros comem pedaços de plástico, eles estão recebendo uma dose concentrada de toxinas", completou.

"As pessoas dizem: 'Por que você não está regulando melhor a indústria - 3M, DuPont e Dow Chemical Co. e outras' mas a poluição agora é o plástico, a partir do comportamento pessoal ", disse John. "Todo mundo é culpado."

Poluição diminui e aumenta

"O monitoramento de aves marinhas em curso, revelou um declínio no DDT desde que o produto químico foi proibido, mas outras ameaças surgiram. A poluição marinha por plástico é uma delas. Da mesma forma, os níveis de éteres difenil-polibromados, ou PBDEs, subiram. Graças a vida selvagem e programas de monitorização ambiental, descobriu-se que estas substâncias - usadas ​​como retardadores de chama em móveis, plásticos e muitos outros produtos - acumulam em tecidos. PBDEs imitam os hormônios da tireóide, o que significa que podem atrapalhar os controles hormonais do corpo. PBDEs já estão sendo retirados de fabricação, mas há "zilhões de toneladas" de produtos já em circulação que tenham sido tratados com o produto químico", disse John Elliot.

"Esses poluentes serão lixiviados para o sistema por anos e anos", completou.

Grande parte do problema é que as agências reguladoras estão tentando constantemente acompanhar a indústria. A maioria dos novos produtos são desenvolvidos e fabricados na China e em outros países onde a regulamentação é escassa. Os produtos já estão no mercado no momento em que os problemas aparecem.

"Se não tivéssemos os sistemas de monitoramento (para PBDEs), chegaria ao ponto em que teríamos somente mais e mais problemas", disse John Elliot.

Fonte: Stephanie Pappas, LiveScience


Clima agradável, voluntários empolgados e 689 quilos de resíduos sólidos fora do manguezal

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07/05/2013

A 35ª Ação Voluntária EcoFaxina realizada no último domingo (5/5) contou com a participação de 43 voluntários que em poucas horas retiram o equivalente ao peso de um filhote de baleia-jubarte em resíduos sólidos do manguezal.

No manguezal o plástico forma camadas no solo em meio a folhas, galhos e propágulos.
No manguezal o plástico forma camadas no solo em meio a folhas, galhos e propágulos. 

Deixamos o Boqueirão com destino ao manguezal no Jardim São Manoel em Santos com a previsão meteorológica indicando pancadas de chuva para o período da tarde. No caminho algumas gotas de chuva caiam no para-brisa do ônibus mas os voluntários nem pareciam ligar para esse detalhe. As capas de chuva pareciam querer saltar da maleta pedindo "nos vistam!".

Ônibus quase lotado para a 35ª Ação Voluntária EcoFaxina
Ônibus quase lotado para a 35ª Ação Voluntária EcoFaxina

Ao chegarmos no local da ação os voluntários calçaram as botas e vestiram os coletes de identificação. Nesse momento o céu estava nublado mas sem de chuva.

Garrafas PET, sacolas, embalagens, isopor... o manguezal mais parece um lixão.
Garrafas PET, sacolas, embalagens, isopor... o manguezal mais parece um lixão.

Divididos em grupos os voluntários percorreram aproximadamente 700 m² de mangue coletando sobretudo objetos de plástico, como garrafas PET, diversos tipos de embalagens de produtos, brinquedos e centenas de tampinhas de plástico. Em três horas de ação foram preenchidos 135 sacos de 100 litros, e era nítida a alegria e a satisfação dos voluntários com o volume retirado do manguezal.

Grupo de Voluntários do Greenpeace de São Paulo e Instituto EcoFaxina, a mesma tribo no mangue!
Grupo de Voluntários do Greenpeace de São Paulo e Instituto EcoFaxina, a mesma tribo no mangue!
Alunos do Colégio Ômega se impressionam com a variedade de resíduos encontrados no manguezal.
Alunos do Colégio Ômega se impressionam com a variedade de resíduos encontrados no manguezal.
Garrafas PET da Coca Cola... Poluindo o mundo com plástico!
Garrafas PET da Coca Cola... Poluindo o mundo com plástico!
TVs flutuam pelo estuário. Quando os tubos trincam elas afundam e liberam metais pesados na natureza.
TVs flutuam pelo estuário. Quando os tubos trincam elas afundam e liberam metais pesados na natureza.
Lampadas, remédios, garrafas e outros objetos de vidro.
Lâmpadas, remédios, garrafas e outros objetos de vidro.
Após 3 horas de coleta "o pedaço" parecia mais limpo... mais próximo de como deveria estar.
Após 3 horas de coleta "o pedaço" parecia mais limpo... mais próximo de como deveria estar.

Por volta das 13 horas fizemos uma pausa para o lanche, e depois de repormos as energias iniciamos a pesagem dos resíduos por tipo de material. 

Do manguezal para a terra firme. Excelente trabalho!
Do manguezal para a terra firme. Excelente trabalho!

No final o resultado sempre surpreende, pois a grande parte dos resíduos coletados é composta por material leve, como plástico e isopor. E desta vez não foi diferente. Foram 526 kg de plástico, 34 Kg de isopor, 38 Kg de vidro, 38,5 Kg de borracha, 2,5 Kg de metal, 43 Kg de tecido e 7 Kg de madeira, totalizando 689 Kg de resíduos, o equivalente ao peso de um filhote recém nascido de baleia-jubarte.

No final as capas ficaram guardadas e tivemos todos um dia maravilhoso. Parabéns voluntas!!!
No final as capas ficaram guardadas e tivemos todos um dia maravilhoso. Parabéns voluntas!!!

Parabéns a todos os voluntários que fizeram a diferença na 35ª Ação Voluntária EcoFaxina!


  • Ana Luisa Mortensen
  • Ana Paula Paixão Letieri
  • Andressa de Araújo Mendes
  • Annemarie Gorski
  • Apolo Godoy Brito Marinho
  • Ariel
  • Barbara Raquel Dias
  • Bruna Sundfeld Teixeira
  • Deusa Lucas
  • Diogo Jesus Gomes do Nascimento
  • Fernando Augusto Nicola
  • Flávia Cardoso Meira
  • Guilherme Antunes
  • João Carlos Teixeira
  • João Vitor Soares Cirera
  • José Arthur
  • Julia Ferreira dos Santos Domingos
  • Julia Grunwald
  • Juliana Molás dos Santos
  • Juliana Shirley Teixeira
  • Juliana Teixeira
  • Julio Zapata
  • Lisa Mortensen
  • Luana Santana Oliveira
  • Lucas Medeiros de Araújo
  • Luciano Cirino Letieri
  • Maila Metzen
  • Marcela Alves Fernandes de Souza
  • Marcus Vinicius Baldo
  • Michele Barbosa
  • Mirella Baldacconi
  • Monique Tayla G. Ferreira
  • Nicolas Ventura Duarte
  • Paula Santoyala
  • Rafael de Brito Lemes
  • Rafael Sion
  • Rogério de Andrade Massaro
  • Tássia Cavalcanti Costa
  • Tierry Val de Medeiros
  • Thiago da Paz Santos de Souza
  • Vitória Lima Santos
  • William Rodriguez Schepis
  • Wladimir Oliveira Schepis


Cata-Treco faz atendimento para descarte de entulho

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03/05/2013

O destino de entulhos e descartes, como móveis e eletrodomésticos velhos, entre outros objetos sem condições de uso deve ser um só: o Cata-Treco. O serviço da prefeitura de Santos, gerenciado pela Prodesan, atende gratuitamente para retirada de objetos, mediante agendamento pelo telefone 0800-7708770. Munícipes e empresas que produzem menos de 200 quilos também devem contatar o serviço.

Acúmulo de lixo e entulho na calçada da Av. Washington Luiz (Canal 3), na altura do número 20.

O Cata-Treco visa evitar o lançamento de peças inservíveis e entulho nas ruas. O descarte irregular obstrui bocas de lobo e galerias pluviais, além de atrair ratos e insetos, prejudicando o meio ambiente e a saúde das pessoas.

Instituída em janeiro pela prefeitura, a lei complementar 792, que trata do Programa Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil, prevê multas que variam de R$ 300 a R$ 30 mil para os munícipes que não realizarem o descarte adequado.

Desde que a nova legislação passou a vigorar, foram aplicadas 30 intimações pela Semam (Secretaria de Meio Ambiente), responsável pela fiscalização. Os infratores devem ser denunciados pelos telefones 0800-112056, da Ouvidoria Pública, ou pelo 3226-8088 e 3226-8080, da Semam.


Fonte: Diário Oficial de Santos


Entrevista com ambientalista do governo expulsa do Rio de Janeiro à bomba

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01/05/2013

Dia 9 de abril, uma bomba foi colocada na casa de uma analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A explosão não teve feridos, mas danificou a casa da analista, que trabalha na Área de Proteção Ambiental Cairuçu, em Paraty, no sul fluminense. A Polícia Federal investiga o caso.

A APA Cairuçu é responsável pela preservação de 63 ilhas na Baía de Paraty e de 33 mil hectares (330 km2) de área continental. É a maior concentração de áreas remanescentes de Mata Atlântica da Serra do Mar.

A natureza delicada e exuberante da região de Paraty corre perigo. Crédito: Divulgação

Se os autores do atentado queriam assustar a ambientalista, conseguiram: depois de seis anos trabalhando na região de Paraty, ela acaba de pedir transferência para fora do Rio de Janeiro. “Tenho família e estou com medo.”

Não foi o primeiro caso de profissional que abandonou a Cairuçu: há dois anos, uma fiscal ambiental pediu transferência depois ter dois carros queimados, em 2008 e 2011, na porta de casa.

A vítima deste novo atentado concordou em falar à “Folha”. Só pediu para não ser identificada. Ela diz que o trabalho da APA é sabotado (“abandono institucional” foi a expressão usada) para favorecer a especuladores imobiliários e que os fiscais não contam sequer com um barco, mesmo sendo responsáveis pela fiscalização de 63 ilhas.

- Qual a sua função na APA Cairuçu?

- Sou analista ambiental. Meu trabalho é emitir pareceres. Eu não sou fiscal. Meus pareceres são usados para embasar o auto de infração feito pelo fiscal. Todos que trabalham na APA são analistas ambientais, mas alguns se capacitam e fazem um curso extra para virar fiscal. Esses fiscais são quem podem ir a campo e dar multas.

- E quantos fiscais trabalham na APA Cairuçu?

- Hoje temos um fiscal e cinco analistas.

- Um fiscal para 63 ilhas e 33 mil hectares? Não é pouco?

- Sim, e este fiscal é nosso chefe, que acumula o trabalho de fiscalização com o de chefia.

- Quando você chegou a Paraty para trabalhar na APA Cairuçu, quais foram suas primeiras impressões sobre o trabalho?

- Cheguei em 2007, quando ainda era Ibama. Fiquei surpresa. Não imaginava que, entre Rio e São Paulo, pudesse existir um escritório tão carente em todos os aspectos. Para você ter ideia, até o ano passado a gente não tinha nem limpeza nos banheiros. Temos uma área insular para fiscalizar e não temos barco. Quem banca o barco, e mesmo assim alugado, é o S.O.S. Mata Atlântica. Percebi que, ao longo dos anos, o abandono institucional do escritório fez com que muitas ocupações irregulares fossem surgindo na área. A sensação que dava era que seria interessante que a gente não funcionasse, para esses especuladores imobiliários poderem atuar.

- Quais os principais problemas que você verificou nesses seis anos?

- Aqui existe especulação imobiliária de luxo na costeira e nas ilhas. Tem privatização de praias, que também é promovida pela classe alta. Claro que temos conflitos ligados a classes sociais mais baixas, mas são conflitos menos impactantes. Geralmente é o morador das ilhas que não tem fossa e que joga esgoto nos córregos. Também é um problema, mas é bem mais fácil resolver.

- Você diria que os principais problemas são ligados a casas de luxo?

- Sim, os maiores conflitos são ligados a mansões de veraneio e ocupação irregular das ilhas. Claro que essa ocupação irregular interessa a vários grupos, desde os comerciantes locais que querem abrir negócios nas ilhas aos veranistas de luxo.

- E a privatização das praias, como ocorre?

- Há pouco tempo, fizemos uma operação para combater essas privatizações. Batizamos a operação de “Farofa 1”. Fomos às praias à paisana, mas fomos abordados até por seguranças armados. Também fomos filmados e fotografados, e acho que isso pode ter dado problema para mim também. Essa operação foi só na costeira. Íamos fazer a operação “Farofa 2”, que seria nas ilhas, mas agora não vou mais fazer, vou embora.

- Em que praias ocorreram essas abordagens de seguranças?

- No Saco do Mamanguá tem privatização de praia. E na costeira de Paraty também. Lá os seguranças nos filmaram e fotografaram. E ali já teve ação judicial para tirar estruturas particulares deles. Já fizemos relatório e mandamos para o Ministério Público. A mansão tem uma piscina na areia da praia e seguranças armados. Eles abordam quem chega à praia.

- Qual seria a intenção de quem mandou colocar uma bomba na sua casa?

- Na região de Paraty existe uma intenção de alterar o decreto da APA que protege as ilhas. Esse decreto é de 1983. Existe um movimento, que tem apoio de alguns vereadores e políticos locais, para flexibilizar esse decreto, anistiar quem fez coisas erradas e permitir a especulação imobiliária nas ilhas. Esse movimento é ligado a grandes especuladores e a grupos ligados aos veranistas de luxo.

- Você acredita que esse movimento pode conseguir mudar a lei?

- Não sei, mas tenho certeza que esses conflitos não estão resolvidos e vão dar muito o que falar.

- Como foi a decisão de pedir transferência de Paraty?

- Eu vim morar em Paraty para estar perto da natureza e ajudar a protegê-la e para viver sossegada, mas estou vendo que nem a natureza está sendo protegida e nem eu estou vivendo em paz. Tenho família e não dá para trabalhar aqui com meio ambiente. Essas pessoas realmente querem um lugar sem lei entre Rio e São Paulo, que elas possam privatizar e usar como quiserem. E conseguiram.

P.S.: Há pouco mais de um um ano, chamei a atenção para uma reportagem da revista norte-americana “Bloomberg Markets” que trazia fotos e mais informações sobre as mansões construídas irregularmente em áreas de preservação. Você pode ler meu texto aqui:

Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação

18/03/12 - Reportagem da revista norte-americana “Bloomberg Markets”, em sua edição de abril, acusa a empreiteira Camargo Correa, a família Marinho e o cineasta Bruno Barreto, entre outros, de construir mansões ilegais em áreas de preservação ambiental na região de Paraty (RJ).

Mansões de luxo são construídas em ilhas que deveriam ser preservadas. Crédito: divulgação

A reportagem, assinada por Adriana Brasileiro, diz também que Antonio Claudio Resende, um dos maiores acionistas da locadora de carros Localiza, construiu uma mansão ilegal de 1752 m2 numa ilha (veja foto acima).

“Resende está entre os muitos milionários que passam finais de semana e férias em casas construídas em violação a leis ambientais estaduais e federais”, diz a reportagem.

Segundo a “Bloomberg”, membros da família Marinho, dona das Organizações Globo, construíram uma casa de 1300 m2, com heliporto e piscina, em uma área que deveria ser preservada, próxima à praia de Santa Rita, em Paraty.

Casa da família Marinho, das Organizações Globo. Foto: Divulgação

O projeto (veja aqui), de autoria do arquiteto Marcio Kogan, ganhou até um prêmio da revista “Wallpaper”.

“Os ricos usam advogados para ‘dobrar’ leis, mentem para autoridades em pedidos de alvará de obras, destroem ilegalmente áreas preservadas e rios e privatizam praias, contratando guardas armados para impedir visitantes”, diz a reportagem.

Outro acusado é o cineasta Bruno Barreto. Segundo a “Bloomberg”, ele destruiu área de preservação na Ilha do Pico, na Baía de Paraty.

“O cineasta Bruno Barreto prometeu a um tribunal, em janeiro de 2008, que iria demolir sua casa e devolver a área a seu estado original num prazo de dois anos. Quatro anos depois, Barreto continua na propriedade”, afirma o texto.

Quem quiser ler a íntegra da reportagem, acesse aqui.


Fonte: André Barcinski / Folha de S.Paulo


Voluntários farão limpeza de manguezal neste domingo (5/5) em Santos

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29/04/2013

A 35ª Ação Voluntária EcoFaxina será no bairro Jardim São Manoel e contará mais uma vez com a participação do grupo de voluntários do Greenpeace São Paulo.

Cartaz: Clique para ampliar
Como costumamos dizer, "os manguezais são a espinha dorsal das costas dos oceanos tropicais", formam enormes berçários para diversas espécies marinhas, protegem as regiões costeiras dos efeitos das ressacas e tempestades e abrigam uma enorme biodiversidade de organismos aquáticos, aves, insetos e alguns répteis como tartaruga, cobra, jacaré e lagarto.

Além de recuperar a biodiversidade, a recuperação de manguezais desempenha um papel importante na desaceleração das mudanças climáticas, através da captura e armazenamento de dióxido de carbono da atmosfera.

Solução conjunta

O Instituto EcoFaxina mantém contato desde 2010 com a comunidade do Jardim São Manoel. É o primeiro bairro na chegada a Santos e enfrenta sérios problemas decorridos do acumulo de resíduos descartados no manguezal, sobretudo com a proliferação de mosquitos, baratas, ratos e cobras. Com o objetivo de recuperar as áreas degradadas, melhorar o bem estar na comunidade e gerar renda com os resíduos, o Instituto EcoFaxina pretende implantar um galpão e atuar em parceria com a Sociedade de Melhoramentos do Jardim São Manoel no trabalho de limpeza através do "Sistema Ambiental de Coleta de Resíduos", com a capacitação de jovens desempregados do bairro para a realização dos serviços de coleta e reciclagem dos resíduos.

Greenpeace SP

Esta será a terceira Ação Voluntária EcoFaxina que contaremos com a participação dos Greens. Os voluntas de São Paulo estiveram presentes na 18ª A.V. EcoFaxina, também no manguezal do Jd. São Manoel, e na 32ª A.V. EcoFaxina que rolou nas praias Branca, Preta e Camburizinho, na região conhecida como Rabo do Dragão, na Área de Proteção Ambiental da Serra do Guararu, no Guarujá. Ambas as ações foram em comemoração ao Dia Internacional de Limpeza Costeira.

Serviço

  • 35ª AÇAO VOLUNTÁRIA ECOFAXINA
    Local: Manguezal - Jardim São Manoel, Santos
    Data: Domingo, 05/05/2013
    Horário: 9:00 horas
    Transporte gratuito: Saída do ônibus para o Jd. São Manoel às 8:30 da rua Dr. Oswaldo Cruz, 277, Boqueirão (em frente a Universidade Santa Cecília).
    O que levar: Roupa leve e mochila com repelente, protetor solar, lanche (picnic) e máquina fotográfica.
    Inscrições: Enviar nome completo para ecofaxina@gmail.com ou através da página eventos no Facebook.


Gestão de resíduos é tema de oficina no Ministério do Meio Ambiente

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25/04/2013

Representantes municipais participam de oficina organizada pelo MMA em Brasília para conhecer os desafios da gestão dos resíduos sólidos

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que, em todo o Brasil, apenas 1.540 grandes municípios dispõem de aterros sanitários. Das 5.564 cidades brasileiras, apenas 5% (578) possuem um sistema de coleta de resíduos sólidos.

Os números confirmam pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), realizada em 2010, segundo a qual o país joga no lixo mais de R$ 8 bilhões, anualmente, por falta de um sistema de reciclagem do lixo sólido. As informações foram apresentadas, na tarde desta quarta-feira (24), aos participantes do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, que acontece em Brasília até quinta-feira (25).

Crédito: Paulo de Araújo/MMA
A oficina “Planos municipais de resíduos sólidos e saneamento básico” nasceu da reivindicação dos administradores presentes ao Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado em Brasília em janeiro passado, explicou a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Mariana Alvarenga. Segundo ela, a elaboração de um plano de resíduos sólidos aliado ao de saneamento básico “faz parte dos grandes desafios da gestão ambiental, pois a falta de planejamento gera incompatibilidades e dificuldades na execução de iniciativas dessa natureza”.

Força da união

Para o analista ambiental do Departamento de Ambiente Urbano do MMA, Lúcio Proença Costa, os desafios para os municípios incluem desenvolver e aplicar políticas que institucionalizem aterros sanitários, organizem e profissionalizem os catadores em cooperativas e associações. O objetivo é promover a classificação e o aproveitamento adequado dos resíduos, tendo por base a Política Nacional de Resíduos Sólidos conduzida pelo MMA.

No caso dos municípios com menos de 50 mil habitantes, o ideal, sugeriu Lúcio Proença, é organizar a formação de consórcios intermunicipais ou regionais, o que dará a eles a prioridade no repasse dos recursos públicos com essa destinação. O analista do MMA lembrou, inclusive, que o município interessado em investir na construção de aterros sanitários e promover o saneamento básico precisa elaborar e apresentar um plano nesse sentido, contendo, basicamente, diagnóstico e prognóstico, objetivos, programas, ações, indicadores, metas, custos, cobranças, responsabilidades e especificações.

“Depois de receber os recursos, a prefeitura fica responsável por instalar e dar manutenção à infraestrutura dos aterros sanitários, fechar os lixões, recuperar as áreas degradadas, e buscar parcerias para capacitar os catadores e beneficiar o material reciclável”, lembrou Lúcio Proença.

Fonte: MMA


Guarujá não tem nenhuma praia limpa

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23/04/2013


A qualidade das praias do litoral de São Paulo melhorou em 2012. Até na Baixada Santista, onde geralmente se concentram os piores índices de balneabilidade, o total de praias classificadas como péssimas caiu de 28% para 13%.

Em Santos, por exemplo, todas as praias eram consideradas péssimas em 2011 - ou seja, passaram o ano inteiro impróprias para banho. Já no ano passado, somente a Ponta da Praia foi classificada dessa forma.

A exceção da melhora foi o Guarujá, onde a Praia de Pitangueiras apresentou o maior índice de poluição por coliformes fecais na região. Em 2011, 28% das praias do município foram consideradas boas. No ano passado, nenhuma. Classificada como péssima, a Praia do Perequê é a pior: passou 100% do tempo imprópria para banho.

A praia de Pitangueiras no Guarujá é uma das mais frequentadas no litoral sul de São Paulo.

Litoral norte


A situação é melhor no litoral norte de São Paulo, onde as praias ótimas triplicaram (de 5% para 16%) e as ruins e péssimas caíram pela metade (de 17% para 9%). Em Ubatuba, as Praias do Prumirim, Vermelha, Vermelha do Norte, Toninhas, Lagoinha e do Pulso são consideradas ótimas, assim como a da Baleia, Guaecá, Jureia do Norte, Camburizinho e um dos pontos de medição de Juqueí e Boraceia, todas em São Sebastião.

O destaque negativo é Itaquanduba, em Ilhabela, e São Francisco, em São Sebastião, considerada péssimas. Ilhabela não apresentou nenhuma praia ótima, ou seja, que tenha permanecido própria para o banho durante todas as semanas do ano.

No litoral sul, Iguape e Ilha Comprida têm todas as praias boas, com exceção da Do Leste, que é ruim. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: AE - Agência Estado


Exploração de petróleo preocupa índios em aldeias da Amazônia

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22/04/2013

Indígenas matsés temem que exploração de petróleo na fronteira entre o Brasil e o Peru ameace sobrevivência da etnia.

Em um conjunto de aldeias encravado na Amazônia brasileira, na fronteira com o Peru, os índios matsés - já familiarizados com a exploração da borracha, da madeira e de minérios - agora vivem às voltas com um novo "adversário".

"Dizem que petróleo dá dinheiro, mas não queremos dinheiro", afirma Waki Mayuruna, cacique da aldeia Lobo, a 2 mil quilômetros a oeste de Manaus. "Devemos pensar em nossos filhos e netos, e eles precisam de terras limpas."

Caciques de aldeias matsés posam para foto na frente da maloca da aldeia Lobo. No centro, Francisco Piyãko, também líder indígena (do povo Ashaninka, do Acre) e atualmente assessor da presidência da Funai. (Da esquerda para a direita, Waki Mayuruna, Raul Dunu Mayuruna, Francisco Piyãko, Mocaci Mëo Mayuruna e Gilberto Tumi Mayuruna). Crédito: Lucas Bonolo

Por décadas, os matsés, que vivem entre o Brasil e o Peru, ouviram histórias sobre a atuação de empresas petrolíferas nos vales tropicais do Equador e os problemas que elas causaram.

A bacia hidrográfica do Javari, território tradicional dos matsés e de outros povos indígenas, também era tema de cobiça de representantes do setor energético de vários países. Mas as tentativas de prospecção no local nunca tiveram início.

Mas os anos passaram, e o cenário mudou.

Consolidadas as atividades petrolíferas na fronteira com o Equador, o governo peruano acaba de conceder o direito de exploração de petróleo em dois lotes de terra encostados na fronteira com o Brasil, que rodeiam e abrangem território indígena demarcado.

Se encontrar hidrocarbonetos, uma empresa canadense terá direito a 40 anos de exploração das terras no lado peruano de um rio binacional.

"É nossa responsabilidade supervisionar os trabalhos petroleiros, e que a empresa cumpra com aquilo que foi autorizado, gerando impactos mínimos", afirmou Maria Elena Díaz, chefe do parque natural peruano Zona Reservada Sierra del Divisor, ligado ao Ministério peruano do Meio Ambiente.

"Por outro lado, deve-se considerar que os lotes concessionados pelo governo peruano também passam por outras terras, e algumas comunidades mestiças são favoráveis à extração petroleira", ponderou.

Fronteiras na floresta

A aldeia Lobo faz parte da Terra Indígena Vale do Javari, que inclui outros seis povos espalhados em dezenas de aldeias e reúne cerca de 3,6 mil índios no Brasil.

A área demarcada é de 8,5 milhões de hectares - hoje a segunda maior área de terra indígena do país.

Para discutir a defesa do território onde vivem, cerca de 200 índios matsés de várias aldeias se reuniram, no início de março, com representantes da Funai, do Ministério Público e do Exército.

Órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente peruano, políticos locais e pesquisadores também participaram do encontro.

Algumas comitivas viajaram por mais de cinco dias nos rios Javari e Jaquirana para poder participar do encontro binacional, realizado este ano em território brasileiro. Os barcos são o transporte básico da região e levaram famílias inteiras para o evento. Crédito: Lucas Bonolo
Foram três dias de intensos debates e seminários, que mudaram o ritmo tranquilo da comunidade indígena Lobo, durante a 4ª Reunião Binacional Matsés Brasil-Peru. Pouco acostumados com a movimentação, os índios – inclusive mulheres e muitas crianças – lotaram a casa central para ouvir as comitivas da região e os convidados.

Durante o evento, um grupo de cozinheiras serviu sucos e bolachas, além de fartas refeições com arroz, feijão, banana, mandioca, farinha e a saborosa carne de uma anta macho, caçada ali mesmo, e que deu conta de toda a comitiva.

Vestidos como guerreiros, os líderes matsés ocupavam logo cedo a grande maloca da aldeia Lobo, por volta das cinco da manhã, com microfone em punho chamando nome a nome as pessoas para tomar o café e retomar os trabalhos.

Alguns grupos se vestiram em trajes e pintura de guerra para participar do encontro binacional. Durante os debates, índios mais velhos contaram suas próprias experiências com o petróleo e pediram aos jovens indígenas maior comprometimento. Crédito: Lucas Bonolo

O motor de um velho gerador elétrico ecoava alto entre as árvores amazônicas, mas não foi suficiente para aplacar as vozes vindas da maloca, amplificadas com a ajuda de um microfone.
"A floresta não entende de fronteiras, eu sou filho de minha terra e vou ficar aqui pra protegê-la", afirmou o anfitrião do evento, Waki Mayuruna.

Patrimônio

A preocupação com a exploração de petróleo não é só ambiental. Observadores temem que a atividade ameace também um patrimônio etno-cultural que poucos países possuem: entre o Brasil e o Peru vivem índios isolados, nunca contatados, e que rejeitam relações com a sociedade ao redor.

Esses grupos sobrevivem em uma situação delicada, que poderia ser afetada por possíveis embates com a sociedade e por qualquer alteração no equilíbrio local.

Duas meninas brincam sozinhas em um dos portos da aldeia. A aldeia Lobo tem cerca de 400 habitantes, muitos deles jovens. Os povos indígenas lutam contra a crise populacional, iniciada com a colonização e que perdura até hoje. Crédito: Lucas Bonolo

"A sociedade brasileira não consegue entender o serviço que o índio presta ao defender os limites territoriais e zelar pela natureza, à qual estão profundamente vinculados até hoje", avalia Walter Coutinho, analista pericial do Ministério Público Federal.

"Além dos serviços de fiscalização, as sociedades indígenas oferecem ao Brasil recursos de cultura, medicina, tradição, arte e beleza, recursos que não custam nada", conclui Coutinho.

Fonte: BBC Brasil